Está dito e muitas vezes repetido que o voto é uma arma nas mãos do povo, embora, infelizmente, muitas vezes os eleitores se esqueçam de a usar. Há, porém, alturas em que se torna imprescindível recorrer a ela. Por exemplo, contra pragas e não há dúvida de que este governo é mesmo uma praga que é imperioso erradicar. Se for através do voto, tanto melhor, pois o método é quase indolor.
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Perderam-se pelo caminho
É a conclusão a tirar desta peça onde se faz um resumo do que foi a campanha de Paulo Rangel e "Nuno (Trauliteiro) Melo", a dupla "maravilha" da "Aliança[contra]Portugal".
Eis o que nos diz a jornalista Márcia Galrão:
"Em onze dias de estrada, de Setúbal a Viana do Castelo, Paulo Rangel e Nuno Melo repetiram vez após vez as mesmas mensagens", mensagens que a jornalista enumera desta forma:
1 A ‘pen' de Sócrates ;
2 O vírus socialista;
3 A saída da ‘troika' e o regresso de Sócrates.
A primeira mensagem parece indicar que a campanha em que estava envolvida aquela dupla nada tinha a ver com a eleição para o Parlamento Europeu. A segunda e a terceira confirmam a primeira impressão. Tudo ponderado, a ideia com que se fica é que, se a intenção da dupla era inicialmente participar na campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, a intenção foi-se perdendo pelo caminho. Tudo indica, aliás, que, em Aveiro, a dupla já tinha perdido completamente a rota.
Só resta a dúvida sobre o ponto onde irão encalhar.
Sócrates: "Uma campanha* que alternou entre o ódio e a imbecilidade"
(*Trata-se da campanha da direita, claro)
Combata a praga
É normal que as pragas se combatam por todos os meios ao alcance das vítimas. O actual governo português liderado por dois políticos que têm uma relação de conflitualidade permanente com a verdade, a ponto de, aparentemente, já nem saberem a sua morada, não passa de uma praga empenhada em destruir o país, tarefa que, de há três anos a esta parte, tem vindo a desempenhar com todo o afinco e não menor êxito.
Como praga que é, há que combatê-la por todos os meios ao nosso alcance. Neste momento, o que está mesmo à mão é o voto nas eleições do próximo dia 25. Votar contra esta praga, no dia 25 é, por isso, para além do cumprimento de um dever cívico, um acto de legítima defesa. Contra pragas.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Um tiro pela culatra
Um tiro pela culatra foi a designação (bem adequada) encontrada pelo ""Expresso" para qualificar a acção organizada pela Aliança: Portugal integrada na campanha para as eleições para o Parlamento Europeu em que Manuela Ferreira Leite (ex-presidente do PSD, um dos partidos da coligação) se encontra com Paulo Rangel e Nuno Melo para tomar um pequeno-almoço e acaba a recomendar "Votem em A, votem em B, mas votem" .
Eu só não subscrevo integralmente a recomendação porque, não sendo masoquista, está fora de questão a recomendação de voto no A de "Aliança: Portugal".
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Por falar em pecados...
Escreve Fernando Medina em « "Europa connosco"?»: "Ao longo destes três anos, o atual Governo sempre se recusou a contribuir para esse novo padrão de relacionamento europeu. Nunca teve, por exemplo, a preocupação de melhorar o programa de ajustamento português. Pela simples razão de que partilhou com os países credores a visão de que a aplicação da austeridade expiaria os nossos pecados. Afinal de contas, para o Governo, a arquitetura da zona euro estava perfeita e o problema das economias periféricas resumia-se a um problema de despesa, de dívida e de salários demasiado altos"
**
Aproveitando a boleia deste escrito de Fernando Medina, onde se fala da Europa, do governo português e da sua visão sobre a forma de "expiação dos nossos pecados" e estando os portugueses convocados para, no próximo dia 25, irem votar nas eleições para o Parlamento Europeu, pergunto-me se este momento não será exactamente o mais azado para pedir contas a este governo pelos seus muitos "pecados" com origem não apenas na sua política de austeridade "custe-o-que-custar", mas também na sua manifesta incompetência e para o punir na medida dos sofrimentos que ao longo dos últimos três anos tem vindo a causar à grande maioria da população portuguesa, com destaque para os desempregados, os reformados e pensionistas, os funcionários públicos e os trabalhadores em geral..
A pergunta é meramente retórica, como é evidente, pois não tenho a menor dúvida em responder afirmativamente. Aliás, digo mais, se os partidos do governo juntos na "Aliança [contra] Portugal", não forem severamente penalizados nestas eleições então teremos de concluir, a contragosto, que os portugueses são a tal ponto conformados que não merecem melhor.
"C'est tout la même chose"
O que transporta o moliceiro? Gente ou mercadorias?
Jean-Claude Juncker, candidato da direita (Partido Poupular Europeu) à Comissão Europeia, apoiado pela Aliança [contra] Portugal, representada no barco supra por Paulo Rangel e Nuno Melo responderia naturalmente: é tudo a mesma coisa.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Frases da campanha (V)
(Um Francisco Assis extremamente polido (e ainda bem) a pronunciar-se sobre um candidato da Aliança [contra] Portugal que se tem portado da forma mais vergonhosa em toda a actual campanha eleitoral para o Parlamento Europeu. O seu companheiro de lista, Nuno Melo é que é conhecido por "Nuno (Trauliteiro) Melo". Rangel, porém, não desmerece do qualificativo. Antes pelo contrário. Dir-se-ia até que andaram ambos na mesma escola. Se calhar, na escola de Portas. Não terá sido?)
segunda-feira, 19 de maio de 2014
O que fazem as más companhias!
Eu até que tinha alguma consideração, para não dizer simpatia, pelo senhor Juncker, agora apresentado como candidato do Partido Popular Europeu à Comissão Europeia. O homem, embora conservador, parecia um indivíduo equilibrado, supostamente culto e aparentemente cordato.
Eis que, de um momento para o outro, passa-lhe pela cabeça vir dar uma "forcinha" aos seus amigos da Aliança [contra] Portugal, e a partir daí assistiu-se a um desenrolar ininterrupto de asneiras. E das grossas. Contágio de Paulo Ranger e de Nulo Melo?
Sim, com grande probabilidade. Daí que o senhor Juncher se alguma lição tem a tirar desta sua excursão, é a de que deve evitar a todo o custo as más companhias.
domingo, 18 de maio de 2014
Frases da campanha (IV)
"O PS não será nunca o terceiro partido da direita, como parece desejar uma certa esquerda"."Era bom que aprendessem com a lição de Álvaro Cunhal em 1986".
(Manuel Alegre)
(Manuel Alegre)
Frases da campanha (III)
"A tese do despesismo socialista é falsa e facilmente desmontável";
"O problema dele [Paulo Rangel] não é que as nossas palavras sejam dificeis, mas que as nossas palavras sejam verdadeiras".
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Imagens da campanha (IV) - O Bocejo
Um enorme bocejo como o aqui (na fotografia) protagonizado pelo cabeça de lista da Aliança [contra] Portugal, é o que merecem as considerações do dito cujo, que dá pelo nome de Paulo Rangel, a propósito da participação de José Sócrates numa acção de campanha promovida pela lista do PS candidata ao Parlamento Europeu.
Diz o dito cujo que com tal participação "caiu a máscara ao PS".
Pela minha parte respondo-lhe com outro bocejo, mas ficaria de mal comigo próprio se não transcrevesse para aqui a resposta de Marisa Matias, candidata ao Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda que encontrou, sem dúvida, a resposta mais adequada a mais este disparate do disparatado Paulo Rangel. Disse ela: "Na verdade, José Sócrates esteve sempre na campanha, nomeadamente da direita, da Aliança Portugal"; "Paulo Rangel parece que está a fazer a campanha de 2011. O melhor mesmo é acertar o relógio. É melhor a direita contratar alguém para acertar o relógio da campanha".
Disse Marisa Matias e disse muito bem.
A farsa saiu de cena
A farsa da "saída limpa " ensaiada pelo governo e por Cavaco (sim, também pelo patrocinador Cavaco) saiu de cena num ápice.
O INE, ao anunciar a queda do PIB no primeiro trimestre deu o primeiro golpe nas ilusões postas a correr pelo governo e divulgadas acriticamente pela generalidade da comunicação social sobre o alegado sucesso do programa de ajustamento, apesar de todos os indicadores, quando comparados com os dados existentes no início de 2011, apontarem em sentido contrário. O país e os portugueses estão em muito pior situação do que a verificada em 2011 e nalguns aspectos, desde os económicos aos sociais, o recuo cifra-se, não em anos, o que já seria mau, mas em décadas, o que até à entrada em funções deste inacreditável governo, seria de todo impensável. Com a comunicação social que temos, tantas vezes mais papista que o papa, as aldrabices papagueadas pelo governo acabam por ser tomadas como verdades por parte da população, visto não ser fácil em Portugal exercer o contraditório em órgãos de comunicação social que, em boa parte, se limitam a fazer eco das posições governa mentais.
As vozes da comunicação social portuguesa não chegam, porém, a Bruxelas pelo que não admira que tenha cabido a esta a tarefa de dar a machada final na farsa, fazendo cair, de vez, o pano. Outra coisa não é, de facto, a ameaça que hoje o DN traz em manchete: Bruxelas ameaça com 2.º resgate se falhar défice de 2,5%
Com a queda do pano, a farsa sai de cena. Felizmente a tempo de os eleitores poderem, no próximo dia 25, exercer o seu direito de voto com a cabeça limpa de ilusões.
O INE, ao anunciar a queda do PIB no primeiro trimestre deu o primeiro golpe nas ilusões postas a correr pelo governo e divulgadas acriticamente pela generalidade da comunicação social sobre o alegado sucesso do programa de ajustamento, apesar de todos os indicadores, quando comparados com os dados existentes no início de 2011, apontarem em sentido contrário. O país e os portugueses estão em muito pior situação do que a verificada em 2011 e nalguns aspectos, desde os económicos aos sociais, o recuo cifra-se, não em anos, o que já seria mau, mas em décadas, o que até à entrada em funções deste inacreditável governo, seria de todo impensável. Com a comunicação social que temos, tantas vezes mais papista que o papa, as aldrabices papagueadas pelo governo acabam por ser tomadas como verdades por parte da população, visto não ser fácil em Portugal exercer o contraditório em órgãos de comunicação social que, em boa parte, se limitam a fazer eco das posições governa mentais.
As vozes da comunicação social portuguesa não chegam, porém, a Bruxelas pelo que não admira que tenha cabido a esta a tarefa de dar a machada final na farsa, fazendo cair, de vez, o pano. Outra coisa não é, de facto, a ameaça que hoje o DN traz em manchete: Bruxelas ameaça com 2.º resgate se falhar défice de 2,5%
Com a queda do pano, a farsa sai de cena. Felizmente a tempo de os eleitores poderem, no próximo dia 25, exercer o seu direito de voto com a cabeça limpa de ilusões.
Imagens da campanha (III)
Já vi o candidato pela lista Aliança [contra] Portugal, Nuno Melo em muito melhor forma. Será devido ao facto de ter deixado de beber pela garrafa e ter passado a usar os copos? De vinho e de cerveja, note-se. Será que o rapaz nunca ouviu dizer que não são aconselháveis as misturas?
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Imagens da campanha (II)
Contando só as fotografias da campanha já aqui publicadas (2), o Nuno Melo já vai na sua 2ª garrafa. Está visto que o candidato nº 4 na lista da Aliança [contra] Portugal não quer nada com copos. Já não posso, infelizmente, dizer o mesmo no que respeita a garrafas.
Imagens da campanha (I)
Nuno Melo, candidato n º 4 ao Parlamento Europeu pela lista Aliança [contra] Portugal não "está com os copos". Está com a garrafa! Paulo Rangel, o cabeça de lista, de olho na garrafa, também não quer ficar a ver navios. Mais atrás, o nº 2 da lista, Fernando Ruas, está concentrado no estudo "Como distinguir um carvalho de uma cerejeira?".
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Frases da campanha (II)
(Fernando Ruas, número dois da lista "Aliança [contra] Portugal" (PSD/CDS) ao Parlamento Europeu).
Obs. Se Fernando Ruas, por saber "distinguir um carvalho de uma cerejeira", se sente especialmente vocacionado para ocupar o cargo de eurodeputado, que lugar poderia ambicionar um hipotético candidato que tivesse a bem mais rara capacidade de distinguir um carvalho de um chaparro?
Frases da campanha (I)
"Paulo Rangel que vá celebrar [a saída limpa] com um desempregado, com um jovem que teve que emigrar, com um pensionista que perdeu rendimento, com um estudante que vê a escola pública degradar-se." Francisco Assis, cabeça de lista da candidatura do PS ao Parlamento Europeu.
(Não está mal visto, mas Francisco Assis até poderia ter ido mais longe)
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