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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Rui Rio em campanha por interposto "Zé Albino"


"(...)Rui Rio sempre disse que as eleições não se ganham, perdem-se. E deixaram-no fazer o que melhor faz e que já fizera na oposição: nada. Sorriu até lhe doerem os músculos faciais e pôs o gato "Zé Albino" a fazer campanha por ele. Alguém consegue imaginar o que faria no Governo ? Rio também não.  Sobre o salário mínimo, o SNS ou a Segurança Social disse tudo e o seu contrário (...)." (Daniel Oliveira: CAMPANHA DE AUSENTES, in Expresso de hoje (28 - Janeiro - 2022). Sublinhados meus]

Se Rui Rio, armado em candidato "logo-se-vê", adia para as calendas gregas as respostas para os problemas do país, quem vota PSD vota em quê ?

(imagem daqui)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Rui Rio, antes, agora e depois


"(...) O Rui Rio sorridente e com gatinhos acabará na primeira contrariedade. Com ele no governo, o “rigor” vai apertar a liberdade de crítica e de expressão, vai colidir com a separação de poderes, vai, enfim, tornar a vida pública do país mais tensa e áspera.(...)"

(Rui Rio Paz e Amor; editorial por  Manuel Carvalhoin Público, 25/01/2022. Reproduzido na íntegra: aqui)

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Um Rio com pontes...

... que vão dar ao Chega. Eis a principal lição a tirar do debate entre Rui Rio e André Ventura, ontem na SIC Notícias.

Lamentavelmente, Rui Rio não foi capaz de recusar, sem apelo nem agravo, propostas do farsante André Ventura que atentam frontalmente contra a dignidade humana. Vê-lo a tergiversar sobre assuntos da máxima importância, como a prisão perpétua ou a castração de pedófilos, medidas defendidas pelo farsante, leva à conclusão de que Rui Rio é capaz de sacrificar os seus próprios princípios no altar da conveniência política. Tinha-o em muito melhor conta.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

"Tudo o que vier à rede é peixe"

Este parece ser o lema de Rui Rio, líder do PSD, que, pelos vistos, se esforça por "pescar" em todas as àguas: limpas ou turvas, profundas ou rasas, doces ou salgadas, sem excluir as salobras.

Tão depressa se afirma como social-democrata para seduzir políticamente o centro e o centro-esquerda, águas em que é suposto navegar o Partido Socialista, como rapidamente lança mão de "iscos" que são do agrado da extrema direita, facto que não passou despercebido ao líder do CHEGA, que, em comentário ao discurso de Rui Rio no encerramento do Congresso do PSD não se ensaiou para dizer: "Gostei de ver Rui Rio tocar em pontos que são importantes para a direita, como é o caso da subsidiodependência, da fiscalização dos apoios sociais e de percebermos que não podemos ter um país em que andam uns a trabalhar e outros a viver à conta desses".

De facto, deve ter gostado porque, Rui Rio quase lhe tirava as palavras da boca, em tiradas como esta: "(...) não é racional manter apoios sociais a quem os usa para se furtar ao trabalho e, dessa forma, condicionar a própria expansão empresarial que, cada vez mais, se lamenta da falta de mão de obra disponível".

Não admira, por isso, que André Ventura tenha visto em tais declarações um "primeiro passo para conseguirmos um governo de direita em Portugal". Eu não diria um "primeiro passo", porque o primeiro  já foi dado com o acordo entre o PSD e o CHEGA, acordo que permitiu a formação do actual governo regional dos Açores. E se, como sói dizer-se, o que mais custa é o primeiro passo, outros com grande probabilidade chegarão. Convém não ter ilusões quanto a essa possibilidade, até porque quem se propõe pescar em tantas águas não é merecedor de grande confiança. A minha, pelo menos, Rui Rio, não tem.

(Na imagem: recolha da rede - pesca artesanal - Costa da Caparica)

domingo, 12 de dezembro de 2021

Simplesmente disparate!


"Rui Rio sugere que calendário eleitoral influenciou prisão de Rendeiro", assim titula o "Expresso" uma notícia dando conta que Rui Rio publicou na sua conta no Twitter este desabafo: "O diretor da PJ deu uma conferência de imprensa de manhã. Depois esteve na RTP às 13h, na CMTV às 17h, na CNN às 19h e, exibindo o seu dom da ubiquidade, conseguiu estar às 20h, ao mesmo tempo, na SIC e na TVI. Pelos vistos, o azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro".

Desabafo que é, ao mesmo tempo, um completo disparate, só ao alcance de alguém (esperemos que só temporariamente) perturbado. Note-se que ao qualificar o dito de Rui Rio como simples disparate estou a fazer um favor ao autor. A afirmação, tudo o indica, é sintoma de algo mais grave.  
(Créditos pela imagem supra devidos a:  Fernando Veludo/Lusa)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Vae victis !

Paulo Rangel, candidato vencido na recente disputa para o cargo de Presidente do PSD, lamenta que Rui Rio, o candidato vencedor da contenda, tenha afastado das listas do partido às próximas eleições legislativas os seus apoiantes, chegando alguns destes a falar em "purga". O termo é seguramente excessivo, pois figuram nas listas vários seguidores de Rangel em lugares elegíveis. Não custa, no entanto, admitir que Rangel e apoiantes tenham alguma razão de queixa, mas também é verdade que só com grande dose de ingenuidade, poderiam ter acreditado que Rui Rio, na elaboração das listas, não fosse tentado a privilegiar apoiantes seus. Se procedesse de outra forma é que seria motivo de perplexidade. 
Já no seu tempo exclamavam os romanos:  Vae victis! (Ai dos vencidos!) 
O mundo não mudou muito depois disso.

domingo, 28 de novembro de 2021

Eram favas contadas...


Para a generalidade dos órgãos da comunicação social a vitória de Rangel sobre Rui Rio na disputa pela presidência do PSD era mais que certa. E, afinal, contra todas as previsões entretanto avançadas, a vitória acabou por sorrir a Rui Rio que não teve a seu favor, nem a comunicação social que, pelo contrário, não se cansou de acarinhar Rangel, nem a confiança, e menos ainda o apoio, de boa parte das estruturas distritais e concelhias do partido. E, há que dizê-lo, não sendo uma vitória estrondosa, também não foi uma vitória "poucochinha", atendendo às circunstâncias, visto que se tratou de uma vitória contra a lógica clubística. Rangel tinha, com efeito, o apoio de toda uma forte claque movida a frustração e raiva, que nele justamente se revia.
Rui Rio teve coragem para afrontar a claque e o mérito de a derrotar. É verdade que não lhe faltarão motivos de preocupação e muito trabalho pela frente, mas, seja como for o futuro, para já, é merecedor de parabéns. 
(Foto daqui. Créditos: Lucília Monteiro)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

Ontem escrevi, nestas páginas, um comentário sobre a anunciada candidatura de Pedro Santana Lopes à liderança do PSD, com o título "Insondáveis são os desígnios de Santana". 
Hoje, tendo acabado de ouvir o discurso de apresentação de candidatura à mesma liderança por parte Rui Rio e tendo, muito sinceramente, ficado sem saber ao que vem, tenho de dizer, para não discriminar Santana Lopes (que não me merece menos consideração que o seu rival nesta corrida),  que se os desígnios deste são insondáveis, os de Rui Rio não são menos imperscrutáveis.
Para dizer toda a verdade, acho que nem um, nem outro, são portadores de projectos com capacidade para entusiasmar os militantes e menos ainda capazes de motivar o eleitorado. 
Veremos, como diz, esperançadamente, o cego.
Entretanto, para minha ilustração e comentário adicional, respigo do "entusiasmante" discurso de Rui Rio o que segue: 
"O PSD não é nem será um partido de direita" (A esta hora, deduzo, o militante do partido e  candidato à Câmara de Loures, André Ventura, já não deverá constar dos ficheiros do partido. Ou será que um indivíduo que defende a pena de morte e a prisão perpétua, não sendo de esquerda,  como é sabido, pode perfeitamente ser do centro?)
"Na política, como na vida, palavra dada deve ser palavra honrada".(O dito é feliz, mas infelizmente,  não é original. Aliás, ainda estará para aparecer um político, ou candidato a tal, que se permita anunciar o contrário.)
"Para o PSD, este será o primeiro dia da sua caminhada para a reconciliação com os portugueses. Mas, para Portugal, este terá de ser, acima de tudo, o princípio do fim desta coligação parlamentar que hoje, periclitantemente, nos governa".(Que assim não seja, rogo eu a todos os sant@s e santinh@s da vossa devoção.)
(Foto Paulo Novais/lusa. Foto e citações: daqui

domingo, 11 de dezembro de 2011

"Fazer-lhe a folha"

Não conheço de Jorge Fiel o suficiente para o situar politicamente, mas pelo que leio aqui (e vale a pena ler)   para ele, se bem compreendi, Passos Coelho não passa dum "zero à esquerda" e, segundo ele, alguém (Rui Rio) está a preparar-se para "fazer a cama" ao Coelho. Ou será antes  "fazer-lhe a folha"?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Passos com as orelhas a arder

(Rui Rio dixit)
Há muita gente que, em relação à última afirmação de Rui Rio e muito antes dele, manifestou publicamente a mesma opinião. Quanto à primeira, já não me parece que haja igual consenso, mesmo no interior dos partidos da actual coligação. Passos Coelho, por sua vez, admito que tenha gostado da primeira, mas a segunda deixou-lhe, pela certa, as orelhas a arder.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Rui Rio "a ver navios"

Foi um ar que lhe deu. A realização da Red Bull Air Race, prevista para o rio Douro, em Setembro, já não vai ter lugar porque, segundo um comunicado da Red Bull Air Race GmbH, "não foi possível chegar a acordo com as diferentes entidades envolvidas no processo" e "o tempo, simplesmente, esgotou-se”.
Andou o senhor Rui Rio a fazer tanto barulho por causa da transferência da corrida para o Tejo e agora, em vez dos aviõezinhos, acaba por ficar "a ver navios".
Como é que ele irá descalçar esta bota?
Afinal é facil: "Surpresa !", diz ele.
(Imagem daqui)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

D. Sebastião já lá estava...



Andava eu numa aflição para saber quem iria ser o candidato pelo PSD à câmara do Porto e eis que, de repente, se faz luz. Afinal, o candidato já lá está...
Bom proveito !
(A imagem foi copiada aqui)