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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O último "optimista" # 2

Todavia, ao invés do que se sugere na peça para que remete o link supra, não me parece que, ao contrário do que diria e disse há alguns meses, se justifique a urgência em baixar a taxa de referência do BCE. É que não me parece, por um lado, que, neste momento, seja o custo do dinheiro o factor determinante das intenções de investimento e, por outro lado, também não convirá penalizar excessivamente a poupança e os aforradores, pelo menos, se a inflação se mantiver a um nível superior a 1%, como é o caso.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Milagres já não há...


A confirmar-se esta notícia teremos de concluir que os denominados fundos de investimento imobiliário para arrendamento habitacional não vão, à primeira vista, solucionar a maioria dos casos de incumprimento derivados dos empréstimos à habitação. Os devedores, segundo se afirma, poderão ver os seus encargos mensais diminuir cerca de vinte por cento. Parece-me que o pagamento de uma renda equivalente a oitenta por cento do valor dos encargos actuais continuará a representar para muitos um esforço inultrapassável e, por isso mesmo, não evitará a continuação do incumprimento. Por outro lado, não é menos certo que o novo instituto não tem só a vantagem da diminuição do encargo com a habitação, pois traz igualmente consigo a desvantagem (que não é pequena) de o devedor, ao pretender reaver a propriedade da sua casa, ter de pagar, nessa altura e de uma só vez, o preço da sua casa.

Melhor que este novo esquema era os bancos baixarem as taxas de juro para níveis mais consentâneos com a taxa de juro de referência do BCE. Matavam assim dois coelhos com uma só cajadada: reanimavam a economia e viam baixar os níveis de incumprimento. Numa época em que os milagres já não abundam, este seria um pequeno milagre.
(Imagem daqui)