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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Os insondáveis critérios jornalísticos

Estará em visita oficial a Portugal o Presidente de Moçambique ?
Faço a pergunta, porque não consegui confirmar, em nenhum órgão de informação, a referência incidental  ouvida em comentário na SIC Notícias à saída apressada do primeiro-ministro, após o debate parlamentar,  para um encontro com aquela personalidade. Por certo que a dúvida fica a dever-se a desatenção minha, mas também, seguramente, à pouca relevância dada à visita pela comunicação social, incluindo as televisões. Até admito que que possam ter mencionado o facto, mas as referências devem ter sido de tal forma circunstanciais que delas não apercebi, apesar de ter passado os olhos pelos jornais on line e pelos telejornais das principais estações de televisão. Estas, no entanto, ainda ontem deram largo tempo de antena a duas telhas caídas numa escola de Baltar, causando dois feridos ligeiros entre os alunos.
Esta notícia, para a nossa comunicação social é, pelos vistos, de muito maior relevância noticiosa do que a visita do Presidente dum país amigo, ex-colónia portuguesa, que até faz parte da CPLP. Tal mostra bem os critérios por que se rege a comunicação social portuguesa.
Critérios, no mínimo, insondáveis, diria eu.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A grande novidade !...

O "Público", na sua edição on line e na edição impressa (sem link) retoma o tema das promessas fiscais anunciadas pelo Primeiro-Ministro na entrevista dada recentemente à RTP e afirma que as mesmas "terão efeitos marginais", beneficiando poucos contribuintes, pois "as famílias de baixos rendimentos já não pagam IRS e a grande maioria das casas de menor valor já estão isentas de pagar imposto sobre imóveis" (algumas e por poucos anos, acrescento eu) .
Grandes novidades!
Que era assim já se deduzia, com facilidade, das palavras de Sócrates ao garantir que diminuir os impostos para 2009 seria uma "aventura". Não era preciso constituir uma task force de quatro jornalistas (presumo), como fez o "Público", para chegar à conclusão de que os benefícios fiscais anunciados nunca passariam de migalhas que, em todo o caso, não é possível quantificar, pois o anúncio não passou de uma promessa genérica e imprecisa.
O que se contesta, com este comentário, adianto já, não é a correcção ou veracidade da "notícia", que numa apreciação global, me parece bem feita. O que parece pouco aceitável é o critério editorial: a uma notícia que, em boa verdade, é uma não-notícia (a novidade é nula) é atribuída a honra de figurar na primeira página da edição impressa e com o maior destaque.
Estranhos critérios estão em vigor naquela casa!