Regresso ao blogue após um afastamento que dura há longos dias devido a uma pequena cirurgia que infelizmente não correu da melhor forma, prova que até os melhores (médicos) falham.
E regresso tão só para registar um facto verdadeiramente espantoso: a aparição de um triunfante José Eduardo Moniz como paladino da liberdade da informação, ele que é o director duma estação de televisão que é o protótipo da produtora de lixo televisivo. O momento é, aliás, bem oportuno,visto que soube do aparecimento, nos ecrãs da TVI, do famoso vídeo sobre o caso Freeport, seguindo a estratégia da estação de, a conta gotas, ir destilando veneno sobre o tema.
As palavras proferidas por Moniz em contraponto com prática seguida pela estação que dirige, forçam-me a crer que José Eduardo Moniz é incapaz de distinguir o que é a liberdade e o que é informação. É como se lhe faltassem os sentidos da visão, do olfacto e do sabor. Se os possuísse facilmente distinguiria um naco de carne putrefacta, (tal é o produto da TVI, para não lhe dar outro nome) duma bela posta mirandesa que aqui serve de exemplo de uma informação digna desse nome.
Em contrapartida, anoto que, se, ao contrário do que se passa com aqueles outros sentidos, o Moniz ainda ouve bem, tal é um feito e tanto, pois nem toda a gente teria conseguido resistir à cegarrega da mulher. Eu, por exemplo, já há muito não resisto.