Mostrar mensagens com a etiqueta edp. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta edp. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de janeiro de 2012

Cara ou coroa?

Afinal, não foi por terem o cartão indicado, como dizem por aí as más línguas, que foram escolhidos os novos membros do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, nem pela competência dos "artistas", como gaguejou o primeiro-ministro Coelho. Foi pela cara. Quem o garante é Catroga, o indicado presidente do dito cujo Conselho, que deve ser a pessoa melhor informada sobre o assunto, dado ter sido a cara escolhida para presidir. Eram caras que os chineses conheciam” diz ele, que, todavia, não percebe a escolha de Celeste Cardona. 
Ora nada mais simples. Pois não está à vista que foi através do lançamento da moeda ao ar? Cara ou coroa? Saiu cara: a cara dela. Assim o ditou a Deusa da Fortuna que "os chineses" muito prezam e que retribuiu a gentileza para não estragar o arranjinho.


(imagem daqui)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O homem julga que a gente ainda acredita no Pai Natal

Suponho que ainda ninguém questionou as nomeações para o Conselho de Administração da EDP, pelo que misturar essas nomeações com as nomeações para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) só pode ser visto como mais um expediente para ludibriar incautos.
Já quanto a estas, a probabilidade de os accionistas escolherem para o CGS da EDP  só pessoas relacionadas pessoalmente com o primeiro-ministro e/ou afectas ao seu partido ou ao CDS, sem interferência do governo e/ou de Passos, é mais ou menos igual à probabilidade de eu, que não jogo, ganhar o Euromilhões.
Julga Passos Coelho que a gente ainda acredita no Pai Natal, ou quê?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Na senda dos disparates

O nome de Eduardo Catroga veio de novo à baila a propósito da sua nomeação como presidente do  Conselho Geral e de Supervisão  da EDP, onde vai auferir anualmente mais de 600 mil euros.
Mas se veio à baila, não foi pelas melhores razões. Antes pelo contrário. De facto, depois da famosa tirada sobre os "pêlos púbicos" e duns quantos dislates proferidos antes das últimas legislativas, considerados tão prejudiciais aos interesses do PSD que alguma alma caridosa teve a bondade de o aconselhar a passar uma temporada no Brasil antes que os danos causados ao partido se tornassem irreversíveis, eis que o cavalheiro retoma a senda do disparate e logo em dose dupla. O homem, modestíssimo, não só não tem pejo em considerar-se como "um candidato natural" àquele lugar, como se não houvesse ninguém mais competente, como vai mais longe e termina com esta enormidade digna de figurar numa antologia do dislate: 50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais.
Não sei o que mais admirar: se a tolice da afirmação em si; se o facto de ela partir de alguém que é economista e já foi ministro das Finanças. Seguindo o pensamento do nosso homem não sei mesmo por que razão o governo de Passos não aumentou já o salário mínimo nacional para 600 mil euros anuais. A crer em Catroga, dinheiro não faltaria para "as políticas sociais". E não só, acho eu.
Ora, não obstante as muitas parvoíces que Catroga tem vindo a proferir, ainda há por aí uns quantos plumitivos que acham que o homem é competente. E a verdade é que eu até estou disposto a dar-lhes razão. De facto, não será fácil encontrar alguém mais competente do que ele a ponto de o conseguir bater em matéria de disparates.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Omo lava mais branco?

Camilo Lourenço, em artigo publicado no Jornal de Negócios, a par dum certo branqueamento das escolhas dos nomes para o CGS da EDP (o articulista apenas não vê com bons olhos os nomes de Celeste Cardona e de Ilídio Pinho) faz passar a mensagem (veiculada pelos accionistas?) de que Passos Coelho não se terá envolvido nas escolhas.
Ora,  sabendo-se, como já foi dito e redito, que a maioria dos escolhidos são pessoas a quem Passos Coelho deve favores, a começar por Catroga (para Camilo, uma escolha pacífica, não sei por que bulas), passando por Braga de Macedo, Ilídio Pinho e a acabar em Paulo Teixeira Pinto, não se concebe como é que um articulista como Camilo Lourenço engole uma tal patranha.
E, se, de facto, não é crível que ele vá nessa conversa, restam poucas dúvidas de que a intenção de Camilo, ao passar a mensagem, só pode ter em vista branquear a actuação de Passos Coelho em todo este caso.
Não é a primeira vez e, por certo, não será a última. 
Omo lava mais branco? Não. Melhor branqueador que Camilo não há.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Assim como assim...

... antes assim, já que, quanto à decisão de vender a participação do Estado na EDP, não havia nada a fazer.
Pelo que tem sido divulgado, a proposta da chinesa Three Gorges parece, de facto, a melhor.
Até para o governo de Passos foi a melhor solução. Livrou-se da fama de fazer um "frete" à senhora Merkl, o que não é despiciendo, tendo em conta a popularidade de que a senhora goza, actualmente, por estas bandas.
(imagem fanada aqui)