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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Pura especulação ...

... era a informação posta a circular pelo semanário “Sol” de que o Presidente da República se preparava "para levantar obstáculos à promulgação do Orçamento do Estado, considerando que é uma ficção", pois, de acordo com o PUBLICO.PT, o Presidente da República promulgou hoje o Orçamento de Estado para 2009 e já terá informado o Governo de José Sócrates da sua decisão. Tal como aqui se previa e tal como não podia deixar de ser, salvo se o PR tivesse ensandecido. O que, manifestamente, não é o caso.
Fica a lição de que nem tudo o que se escreve, mesmo em jornais, ditos sérios, é para ser levado a sério. Não é nenhuma novidade, é verdade, mas constata-se que o semanário do "arquitecto" também não constitui excepção. Está visto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O acordo ortográfico

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa teve e tem opositores em Portugal e também no Brasil. Não sendo linguista e não podendo, por conseguinte, pronunciar-me sobre o acordo de um ponto vista científico, limito-me a constatar que a unificação da escrita é essencial para a divulgação da língua portuguesa no mundo, o que, do meu ponto de vista, é positivo.
Por exemplo: Sem a unificação da escrita, seria impensável aspirar a que a língua portuguesa alcançasse, algum dia, o estatuto de língua oficial na ONU. Mas as vantagens da unificação não se ficam pelo domínio da diplomacia. Julgo, com efeito, que são também de esperar benefícios no campo da literatura e da ciência (a circulação de livros entre o Brasil e Portugal será facilitada) e até no mundo dos negócios.
A promulgação do Acordo Ortográfico pelo presidente do Brasil, Lula da Silva, é, assim, de saudar, tanto mais que, com esta promulgação, cessam as dúvidas sobre se o Acordo passaria do papel.
Vai passar e ainda bem, digo eu.
(Ilustração tirada daqui)