domingo, 19 de outubro de 2008

Quousque tu, Powell ?




A tomada de posição de Colin Powell prova que na "entourage" de Bush nem toda a gente era reaccionária. De certa forma, é a redenção da primeira administração do ainda (por pouco tempo, graças à limitação de mandatos) Presidente George W. Bush !
(Imagem daqui)

Não fazem a coisa por menos ?

Jugular, um novo blogue, já na coluna da direita, nas secções "Outros Blogues" e "Espantos e não só..."

sábado, 18 de outubro de 2008

Já chega!



Pára Menezes ! Já chega de bater na "avó"!

Embora não dês conta, mas o certo é que, com tanta verborreia, já estás a fazer um favor à senhora e ela ainda por cima não te vai agradecer. Verdade, verdadinha, a verborreia também cansa !
(Imagem daqui)

Tem dirigente que é cego...








O facciosismo cega. A prova está aqui. E o mais grave (para ele) é que, com esta conversa, arrisca-se a que o não levem a sério! Negar as evidências nunca deu bom resultado, creio eu, que, se calhar, também vejo mal. Em todo o caso, um facto é certo: a crise económica internacional está à vista e só a não vê quem não quer.

(Imagem daqui)
(Mensagem reeditada)

A natureza no seu melhor # 5

Garça-real (ardea cinerea L.) nas proximidades da Lagoa de Santo André (Santiago do Cacém). Olhando para a beleza da ave, mais apropriado seria dar-lhe o nome de "Graça-real", em vez de Garça-real.
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Perdei toda a esperança ...

Parafraseando Dante, direi : Oh vós que viveis no Zimbabwe, "perdei toda a esperança" de que, enquanto Mugabe for vivo o poder mude de mãos e, como consequência, a vossa vida possa conhecer melhores dias. Foi ele, Mugabe, quem o disse e tem dado provas de que pode ser considerado um homem de palavra, neste particular, subentenda-se. Mais mediação, menos mediação, mais passo à frente, mais passo atrás nas negociações com a oposição, o certo é que o ditador não larga a pasta. O acordo com o MDC, tal como se previra aqui no blogue, logo na altura da assinatura, é um papel que Mugabe não tem qualquer dificuldade em mandar para o lixo. E logo ele, que mata e esfola os opositores, havia de ter algum prurido em fazer tábua rasa de um simples escrito. Era o que faltava!
Se os países vizinhos (África do Sul, e a troika constituída pela Suazilândia, Moçambique e Angola) não apertarem a tenaz (coisa que até agora não fizeram, pois têm tratado o energúmeno com palavrinhas mansas) é mais que certo que o "artista" da bancarrota do seu país (além do mais) vai cumprir a promessa de só largar o poder depois de morto. E mesmo depois de morto, não é seguro, digo eu !
(A ilustração é daqui)

Matéria prima não falta ...


Estes alunos merecem uma palavra de encorajamento: A ideia é excelente até porque, em Portugal, água suja não falta!
Como contribuição para o projecto, oferece-se, inteiramente de borla, o modelo supra rapinado aqui.

A Europa e o Mundo terão que esperar...

Sarkozy e Durão Barroso deslocam-se hoje aos Estados Unidos para um encontro com George W. Bush para debaterem a proposta de criação de uma nova ordem financeira mundial. Pesem embora as boas intenções dos dirigentes europeus e o facto de ser imperiosa uma mudança que traga uma mais perfeita regulação nos mercados financeiros mundiais e que leve a atribuir aos países asiáticos e outros países emergentes uma maior intervenção nos organismos internacionais (FMI e Banco Mundial, designadamente), é claro que se trata de uma perda de tempo. Com Bush em fim de mandato e, seguramente, pouco interessado em que mudem as regras do jogo, a reunião vai dar em "águas de bacalhau". A Europa e o Mundo terão que esperar que as próximas eleições americanas nos tragam a surpresa de uma administração menos "umbiguista" e capaz de entender que a América não é o Centro do Mundo e que é necessário proceder a muita mudança, não só no plano da economia, mas também na política internacional e até (ou principalmente) no modo de encarar o modo de estar neste planeta, cada vez mais pequeno.
ADENDA: Ora, aqui está uma ideia que se apoia inteiramente. A sede das Nações Unidas é, de facto, o lugar mais apropriado para se discutir uma nova ordem financeira internacional.

Mais palavras animadoras ...

O Presidente da República vem, uma vez mais, confortar os portugueses com palavras "animadoras", declarando-se, de novo, preocupado , desta vez, com a possibilidade do aumento do desemprego e com o crescimento do endividamento externo.
Sinceramente, não vejo qual a vantagem de, a toda a hora e em qualquer circunstância, o Presidente vir a declarar-se "preocupado" com isto e mais aquilo. Se julga que desta forma galvaniza os portugueses, está enganado.
A menos que a intenção de Cavaco Silva, seja outra, afinal. Já terá chegado à conclusão de que a sua "protegida" Manuela Ferreira Leite é também uma "má moeda" (e nisso, a meu ver, não está enganado) e vai daí resolveu apostar na reeleição de José Sócrates. É que, se ele pintar o cenário com cores negras e o resultado vier a ser apenas cinzento, Sócrates poderá surgir como "salvador da pátria" e, com tal auréola, será imbatível nas próximas eleições.
Será assim ?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A natureza no seu melhor # 4

(Para ampliar, clicar sobre a imagem)
Fêmea da espécie Pato-ferrugíneo (Tadorna ferruginea Pallas) passeando, com algumas cautelas, pelo Parque da Paz , em Almada.

Dor de corno...

Dizer que a vantagem do senador Barack Obama a 19 dias das eleições poderá dever-se, em grande parte, ao investimento massivo que a sua campanha está a fazer em anúncios de televisão, pode, à primeira vista, ter alguma razão de ser, mas não deixa também de ser a manifestação da chamada "dor de corno", sentimento de que, aliás, o candidato republicano já dera mostras no último debate, quando "acusou" Obama (que, note-se, prescindiu do financiamento público) de ter de maior disponibilidade de fundos para a sua campanha.
A afirmação, no entanto, não resiste a uma análise mais cuidada, pois basta reparar que os fundos angariados por Obama resultam de "pequenos donativos", o que demonstra a enorme adesão que a sua candidatura suscitou e continua a suscitar. E esta adesão, mais que os fundos, é que explica a vantagem de Obama que, de resto e de acordo com as sondagens, venceu o seu opositor nos debates que com ele travou.

Mais rápido não há ...

O Presidente da República, Cavaco Silva, acaba de ficar na história por ter batido o recorde de rapidez na promulgação de uma lei, no caso, a relativa à concessão de garantias a instituições de crédito até 20 mil milhões de euros. Rapidez que se compreende, pois era muito dinheiro o que estava em jogo, mas mesmo assim é de enaltecer!
Seja como for, uma coisa é certa: O Presidente da República pode não vir a ganhar outro título mas este do "promulgador mais rápido" já ninguém lho tira.
Note-se que a isto é que se pode chamar, com toda a propriedade, colaboração institucional a toda a prova. Parabéns, pois, pelo recorde e não só !

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E não havia necessidade ...



A ser verdade a afirmação (que, em época de campanha eleitoral, todas as reservas são poucas) é mais uma habilidade de que os governos (nacionais e regionais) lançam mão em época de eleições. Nem por ser habitual, deixa de ser uma atitude lamentável, ainda mais partindo de Carlos César que era pessoa que tinha em melhor conta. Eu sei que, em altura de eleições, vale quase tudo, até tirar olhos (como se costuma dizer) mas é precisamente nestas ocasiões que se vê a estatura dos homens (e das mulheres, claro está !). Ora, com este comportamento, Carlos César que não é excessivamente alto, perdeu uma boa ocasião de se elevar um pouco mais.
ADENDA: A denúncia de Costa Neves é hoje confirmada por esta notícia. Confirma-se, assim também, a pouca-vergonha. E eu que julgava que a "Madeira" ainda não tinha chegado ao Açores ! What a pity !

Direitos humanos à la carte


A prática de tortura por parte dos serviços secretos norte-americanos em interrogatórios a suspeitos de terrorismo, com o beneplácito da administração do Presidente Bush, não é propriamente uma novidade. Em todo o caso, esta notícia vem confirmar que os métodos de tortura em interrogatórios existiram (e continuam a existir) e tiveram a aprovação (primeiro, tácita e depois, expressa) da Administração Bush.
Ou seja, com o actual Presidente, a grande nação americana deixou de ser a paladina dos direitos humanos para se transformar numa defensora de tais direitos, sim, mas à la carte. Direitos humanos, sim, mas só quando lhes convém e, de preferência, fora de portas.

O despudor e a hipocrisia da actual Administração americana não tem limites, é o que eu concluo.
(Imagem daqui )

A passeata mal não faz

A passeata dos deputados do PCP na Baixa de Lisboa a distribuir panfletos para explicar a proposta por eles apresentada para baixar as prestações do crédito à habitação, pode ser original (ou nem isso, que, em matéria de passeatas são peritos), mas, tendo em vista o objectivo, oportuna é que não é. Numa época de aperto para todos, inclusive para os bancos que se debatem com falta de liquidez, pedir a diminuição dos spread só podia lembrar a quem não anda neste mundo, que pode não ser o melhor, mas é o que temos.
Em todo o caso, a passeata mal não faz, pois, pelo que se ouve dizer, faz baixar o colesterol, o que é bom para a saúde.
E saúde, haja muita!

O caminho é esse mas o passo é lento

A Euribor voltou a descer, pelo quarto dia consecutivo, tendo-se fixado a taxa a 6 meses (a mais utilizada no crédito à habitação) em 5,163 %. Dir-se-á que vai no bom caminho, mas temos de convir que o passo é lento, sabido que a taxa directora do BCE se encontra fixada nos 3,75%. Ora, manda a verdade que se diga que, em face das garantias dadas aos bancos pelos Estados da Zona Euro, não tem mais justificação a manutenção de um clima de desconfiança inter bancos, sobretudo, se se considerar que a descida das taxas de juro é do interesse da própria banca: Com juros altos, não há investimento, sem investimento não há crescimento económico e sem crescimento os negócios escasseiam. Acho eu, que não sou gestor bancário.

O debate ou de como a agressividade não compensa

O candidato republicano John McCain revelou durante o debate que teve lugar esta madrugada, uma energia e agressividade de que não tinha dado mostras durante os anteriores debates. Por seu lado, Barack Obama manteve-se sereno, como parece ser seu timbre, e nem os ataques constantes e virulentos por parte de McCain o fizeram perder a calma.
Em termos de conteúdo, o debate ofereceu-nos mais do mesmo. Nenhum dos candidatos apresentou ideias novas e pese embora o esforço de McCain em distanciar-se de George W. Bush, a verdade é que ele defende uma política na esteira do actual presidente, ou seja uma política claramente conservadora.
Finalmente, uma palavra sobre as sondagens: A nota distintiva deste debate ( a agressividade de
McCain) parece não ter tido o efeito esperado pelo candidato republicano, pois de acordo com o inquérito da CNN, 58 por cento dos inquiridos pronunciaram-se a favor de Obama e só 31 por cento atribuiu a vitória a McCain. Os números da CBS News são ainda mais favoráveis a Obama (53 por cento, contra 22 por cento a favor de McCain). Resultados que parecem provar que a agressividade, sem mais, não compensa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Barack Obama na recta final

A poucas horas do terceiro e último debate, Barack Obama, face às sondagens ultimamente publicadas (a última das quais lhe dá um avanço de 14 % sobre o candidato republicano, John Mc Cain) apresenta-se em excelentes condições para vencer a corrida à presidência dos Estados Unidos. O debate de hoje, pelo que é lícito esperar, face à actuação do candidato democrata nos debates anteriores, só vai contribuir para reforçar a sua posição de candidato ganhador. Estou certo disso e cá estaremos para o confirmar.

Os meus agradecimentos à Fenprof ...

Ora aqui está uma iniciativa da Fenprof que me apraz registar: nova manifestação e logo para o dia 8 de Novembro. Tenho que agradecer à federação dos professores a gentileza de ter agendado a manifestação para a data do meu aniversário. Afastada a simples coincidência (em que me recuso a acreditar) a Fenprof pretendeu certamente homenagear-me e eu não tenho palavras para agradecer. Bem hajam. Uma manifestação na data do meu aniversário, era mesmo o que me fazia falta. Bem hajam, pois, uma e outra vez.

Orçamento de Estado - O drama do lençol curto

Tecer um orçamento para 2009, nas actuais circunstâncias, já se sabia que não iria ser tarefa fácil porque o pano do lençol, com a crise económica e financeira internacional sem fim à vista, e com o crescimento da economia portuguesa a marcar passo, sempre seria curto. Ainda assim, porque estamos em vésperas de eleições, o governo fartou-se de esticá-lo e vai daí toca de espalhar benesses, com os funcionários públicos à cabeça e mais uns quantos, a começar nos deficientes e acabar nos camionistas. Se, em relação aos funcionários públicos, me parece justa a opção, tendo conta que há já vários anos vinham perdendo poder de compra e terão sido provavelmente os mais afectados pelo apertar do cinto nos últimos anos, já em relação aos deficientes me parece não haver justificação para se fazer marcha atrás em relação às opções do actual orçamento. O mesmo direi em relação em camionistas: manter até 2012 benefícios fiscais atribuídos a título provisório, em época de alta de preço do crude, não parece fazer muito sentido quando o preço do petróleo se encontra em baixa acentuada.
Como resultado de tanta benesse e como o pano é curto, lá teremos que comprar fiado mais umas tiras de linho, para os pés não ficarem destapados: O défice, que era previsto descer para 1,5%, vai ficar pelos 2,2%, tal qual o previsto para 2008.
O governo lá sabe as linhas com que se cose, mas fica a ideia de que, com menos eleitoralismo, poderia ter feito melhor.