Está explicado o silêncio a que Cavaco ultimamente se remeteu. Já nem ele acredita que o Governo de Passos tenha pés para andar.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O que é que o cu tem a ver com as calças ?
Lendo a notícia, que mais não é que a reposição da manchete da véspera e que, tal como esta, não reporta qualquer acto imputável, de perto ou de longe, à pessoa de José Sócrates, cabe perguntar: o que é que o HOMEM tem a ver com o que fazem os tios e os primos?
A resposta não pode deixar de ser: Nada. Pelo que, ou a sanha desta gentinha, porque é grande, leva muito tempo a esgotar-se, ou então o Correio da Manha anda, com este lixo, a querer tapar o sol com a peneira, desviando a atenção da desgraça que por aí vai e para a qual, com a sua informação manhosa, também contribuiu. Não garanto que as duas suposições não sejam ao mesmo tempo verdadeiras.
Desculpem, mas, se este lixo é jornalismo, vou ali e já volto.
Rir (ainda*) não paga imposto
Pergunta o freguês:
- Quanto é que custa esta peça ?
Responde o comerciante:
- Quarenta "aérios".
-"Aérios" !?
- Sim, "aérios" quer dizer euros.
- Mas "aérios" porquê ?
-Ora, amigo, não está mesmo a ver-se que é porque voam.
(* Por este andar, em breve, lá chegaremos)
(* Por este andar, em breve, lá chegaremos)
Relvas
Leiam o "post" Não é defeito, é feitio do Pedro Sales, publicado no Arrastão, e depois digam-me se está, ou não, bem tirada a conclusão:
"Das duas uma. Ou Relvas sabia que a história das facturas era uma invenção, e mentiu ao Parlamento, ou nem sequer cuida em saber da veracidade das informações que, por sua própria iniciativa, resolve prestar aos deputados e ao país e é um irresponsável. Ou somos governados por mentirosos ou por garotos inconscientes. Rica escolha a que estamos condenados."
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Novos armazéns
Depois das creches, os lares de idosos também vão ser transformados em armazéns.
Aqui, em baixo, uma solução engenhosa para remediar a falta de espaço e aumentar o número de camas, roubada à Otília Gradim.
À atenção do ministro da Solidariedade e da Segurança, Pedro Mota Soares!
Aqui, em baixo, uma solução engenhosa para remediar a falta de espaço e aumentar o número de camas, roubada à Otília Gradim.
À atenção do ministro da Solidariedade e da Segurança, Pedro Mota Soares!
O que diz Louçã...
... que não tenha sido já dito e repetido por centenas de vozes, para merecer a exclusividade de ser processado pelo Governo de Alberto João Jardim? Pelos vistos, para o recordista em matéria de insultos, defender a necessidade da realização de uma auditoria às constas da Madeira “para proteger a região e todos os contribuintes no país inteiro que têm sido obrigados a pagar este descalabro das contas e este facilitismo das contas de Alberto João Jardim, que é o primeiro e único responsável pelo buraco financeiro da Madeira” é crime e uma ofensa ao "bom nome e honra do presidente do Governo e dos membros do Governo Regional da Madeira".
Não sei até onde poderá ir a "sensibilidade" de Alberto João Jardim. O que sei é que é uma honra ser processado por um tal indivíduo e pela razão alegada que é, muito simplesmente, a denúncia de que a Madeira governada por AJJ se transformou num sorvedouro de dinheiro dos contribuintes.
Adenda:
Sobre a iminência da bancarrota da Madeira, o JM Correia Pinto acaba de publicar, no seu Politeia, um comentário cuja leitura vivamente recomendo.
Adenda:
Sobre a iminência da bancarrota da Madeira, o JM Correia Pinto acaba de publicar, no seu Politeia, um comentário cuja leitura vivamente recomendo.
A sonhar com a Grécia ?
O que é que terá passado pela cabeça de Passos Coelho para, sem qualquer justificação e completamente a despropósito, vir falar de "tumultos"? Andará, mesmo acordado, a sonhar com a Grécia, ou, mais simplesmente, anda, não "atrapalhado", mas em pânico, porque tem consciência de que está a ultrapassar todos os limites em relação à quebra de promessas eleitorais e quanto aos sacrifícios impostos aos cidadãos, indo mesmo muito para além das marcas estabelecidas pela "troika" que, já em meados de Agosto, avisava que não eram necessários mais aumentos de impostos?
Ser mais papista que o Papa é no que dá.
domingo, 4 de setembro de 2011
Delírios de verão
Demos a Passos Coelho o desconto devido a um "primeiro-ministro inexistente" (no entender dos participantes no programa do "Eixo do Mal" que foi para o ar, no início do dia de hoje, na SIC Notícias). O homem ou anda lá pela estratosfera, ou com a cabeça na Lua. E a prova está em que Passos Coelho, que não hesita em anunciar o fim da crise, nem sequer está certo de que não tenha que agravar ainda mais a carga fiscal, devido às "condicionantes externas". As tais que antes eram negadas e são agora invocadas a torto e a direito.
Valha-o Zeus!
Valha-o Zeus!
Mas que raio de "gorduras" são estas ?
Depois dos sucessivos aumentos de impostos, o Governo veio finalmente anunciar uns quantos cortes nas despesas sociais, cortes a suportar pelos Ministérios da Saúde (810 milhões de euros) da Educação (309,3 milhões de euros) e da Segurança Social (200 milhões).
Mas alto lá, que estes cortes nada têm a ver com os prometidos cortes nas "gorduras do Estado". Estes cortes são, isso sim, cortes na pele dos cidadãos. Ou antes, cortes na carne, que quem corta assim, corta forte e feio.
E, sendo assim, parece que, afinal, quem paga, uma vez mais, a factura são os cidadãos, os mesmos que já são vítimas dos aumentos de impostos. Os cortes nas "gorduras" ficam, de novo e pelos vistos, à espera que cheguem as calendas gregas.
sábado, 3 de setembro de 2011
As contradições do "sociólogo"
António Barreto, actualmente transformado em sociólogo ao serviço da direita, tem sido uma das vozes que mais tem defendido, a par do pateta da Madeira, a revisão da Constituição. Fê-lo agora, uma vez mais, na Universidade de Verão do PSD, afirmando que "A revisão constitucional, ou a refundação da Constituição, ou a elaboração de uma nova Constituição é uma tarefa muito urgente", apesar de reconhecer (primeira contradição) que "a actual Constituição [ não é] a causa dos problemas de Portugal.
Defende, segundo o relato do "Público", uma Constituição "de princípios universais e permanentes", mas ao mesmo tempo aduz, em abono da sua tese, entre outra argumentação que não é nova, “que todas as gerações têm o direito de rever a Constituição, sobretudo quando é muito política ou programática”.
Dou de barato a afirmação, mas parece-me que Barreto incorre aqui numa segunda contradição: se a Constituição, na versão Barreto, só contém princípios universais permanentes, para quê revê-la ? E, já agora, pergunto: se assim é, para onde é que António Barreto pretende remeter a organização política do Estado ? Para a lei ordinária ?
Na dúvida sobre a solução de Barreto sobre este particular e não explicitando ele quais são os tais "princípios universais e permanentes", pergunto-me se ele saberá, ao menos, do que é que está a falar ?
Auto-retrato
A melhor forma de definir uma personalidade e de avaliar a sua coerência, é recorrer às palavras e aos actos da pessoa em causa. Foi o que fez, e bem, a Fernanda Câncio, em relação a Passos Coelho, com este:
"Passos a passos"
"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011"
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
"Desorientados, para não dizer frustrados"
O descalabro e a distância entre o prometido pelos partidos actualmente no poder, durante a campanha eleitoral, e o concretizado pelo actual Governo, que não se cansa de anunciar sucessivos aumentos de impostos incidentes sobretudo sobre a classe média, transformada em autêntico bombo da festa, mas que simultaneamente se mostra incapaz de cortar na despesa, atingiu uma dimensão tão escandalosa que até um fanático como Vasco Graça Moura se confessa já "desorientado, para não dizer frustrado", "com o que parece desenhar-se no horizonte.”
O ponto a que isto chegou a mim não me espanta, porque já o esperava, sendo, porém, certo, pelos cortes que já foram anunciados nas áreas sociais (segurança social, saúde e educação), que não nas "gorduras do Estado", que o pior está para vir. Admira-me, no entanto, que pessoas como Graça Moura (confesso votante no PSD e seu militante e autor de crónicas tão indignas como esta, onde os portugueses são tratados como "calaceiros profissionais" ou esta, em que não se coíbe de manifestar o "mais total desprezo" pelos resultados eleitorais de 2009) mostrem já um tal desapontamento com a actuação do Governo que elegeram.
Querem lá ver que este pessoal, que andou meses (anos) a fio a ignorar a crise internacional e a atribuir a uma só pessoa todos os males do país, imaginava que estes se esfumavam miraculosamente logo que os seus "amigos" pusessem a mão no "pote".
Quanta ingenuidade !
Vai uma aposta ?
Depois de confrontado na Assembleia da República, na comissão parlamentar do Orçamento, com o "buraco" de 500 milhões de euros nas contas públicas da Madeira e questionado sobre o assunto, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar veio dizer que o Governo da República não tomou até hoje qualquer medida para pôr termo ao regabofe. De facto, segundo o ministro, o que o Governo fez até agora foi receber uma carta enviada "pelo presidente do governo regional da Madeira ao sr. primeiro-ministro, pedindo um programa de ajustamento estrutural e de estabilização financeira", programa que "será desenhado com a urgência que a situação de crise e insustentabilidade requer". Se for, digo eu, mas nunca antes da realização das eleições regionais, diz o ministro, para quem "o calendário eleitoral não é uma consideração decisiva."
Tendo em conta a inacção do Governo, até agora, sobre esta matéria e as manobras para ocultar o "buraco", estou em crer que o ministro das Finanças está enganado, neste ponto. De facto, parece-me, perante todo este circunstancialismo, que a solução mais provável é mesmo a antecipada pelo deputado do BE, Pedro Filipe Soares ("Passos Coelho viajará, dentro de dias, para a Madeira, para passar o cheque a Alberto João Jardim") e mata assim dois coelhos, com uma só cajadada: tapa o "buraco" e contribui para assegurar uma nova maioria ao "companheiro" Alberto João. Como os "tansos" não tugem nem mugem e é por uma "boa causa" o regabofe na Madeira do soba Alberto João pode continuar.
Vai uma aposta ?Encontre a diferença
Soube-se, graças, apenas e só, a informações provindas da "troika" e da Comissão Europeia, que as contas públicas da Madeira apresentam um "buraco" da ordem dos 500 milhões de euros, verdadeiramente "colossal" (qualificativo de que Passos Coelho tanto gosta) tendo em conta a dimensão territorial e a população da Região Autónoma em causa.
Ficámos agora a saber, através da boca dos próprios, que a existência do "desvio colossal" era já do conhecimento quer de Passos Coelho (PC), quer de Alberto João Jardim (AJJ) que, todavia, tiveram não só o cuidado de escamotear a realidade como, indo mais longe, se atreveram a imputar a responsabilidade pelo desvio a terceiros (o Governo anterior). Temos assim que, em matéria de transparência, tirando a loucura galopante de que AJJ dá provas ao atacar tudo e todos, desde a Internacional Socialista até à Maçonaria, passando pela União Europeia e a "troika", PC e AJJ estão bem um para o outro. Eu, pelo menos, não vejo, neste particular, qualquer diferença e, a bem dizer, o facto até nem me causa especial admiração. Não são os dois membros do "Partido da Verdade", vulgo PSD?
É por esta e por outras que, a meu ver, nunca foi tão evidente a confusão entre verdade e mentira.
Ministro preguiçoso
Há na Comissão Liquidatária Nacional (vulgo XIX Governo Constitucional) um ministro preguiçoso. Pelo menos. Não acredita ? Confirme aqui.
"Há trampa a mais no ar. O cheiro é fétido"
Eu não diria melhor. Muito pelo contrário. Por isso, caro leitor, queira fazer o favor de ler, na íntegra, o "post" Diário Irregular do Sérgio de Almeida Correia. E, já agora, a sequência. Tudo no Delito de Opinião.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Observação dos dias
Coincidência ou não, certo é que depois de o ministro das Finanças da Comissão Liquidatária (liderada por Passos Coelho) ter uma vez mais metido água (anunciando mais impostos, em vez dos prometidos cortes da despesa) começou a chover. E bem.
Enquanto isso, o liquidador mor, temendo a chuva, andou por Espanha a convidar empresas e capitais espanhóis a participarem no "processo de liquidação" previsto pelo Governo. E se calhar não perdeu o seu tempo. O negócio da TAP é bem capaz de interessar aos espanhóis por via das ligações com o Brasil. E se o negócio for transacionado a pataco, como tem sido norma da CL (veja-se o caso das golden shares oferecidas de borla) tanto melhor.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Um convite indecente
O convite do ministro Miguel Relvas endereçado a Mário Crespo para ocupar o lugar de correspondente da RTP em Washington, mesmo que acabe por não redundar numa nomeação, é, só por si, um escândalo de todo o tamanho. Por um lado, porque o convite foi feito à margem de todas as normas vigentes na empresa, normas que Relvas, pelos vistos, não tem qualquer pejo em desrespeitar e violar, e por outro, porque o convite corre o sério risco de poder a ser visto como um pagamento dos fretes que o Crespo andou a fazer nos últimos anos à frente das câmaras da SIC, em benefício do PSD.
Compreendo o Porfírio quando pergunta onde é que está a surpresa do convite. De facto, para quem não tem vergonha, todo o mundo é seu. Ainda assim, eu, que continuo a estranhar se vir um porco a andar de bicicleta não posso negar a minha surpresa. É que para tudo há limites e, neste caso, todos os limites da decência foram ultrapassados.
(imagem daqui)
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