segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Uma jóia românica nas faldas da Serra de Montemuro: Ermida do Paiva *









*Designação oficial: Igreja de Nossa Senhora da Conceição; Igreja Matriz de Ermida;
Outras designações: "Templo das Siglas"; "Mosteiro da Ermida".
Localização: freguesia de Ermida, concelho de Castro Daire
Ficam as fotos supra com uma sugestão de leitura: "A Ermida do Paiva", um texto excelente do historiador Abílio Pereira de Carvalho.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Livrarias de peso...

 



Estas formações rochosas são, por vezes, apelidadas de livrarias. Com alguma razão, diga-se, visto que há especialistas que nelas são capazes de ler a história da terra. 
Também é verdade que são um tanto ou quanto desordenadas, mas, em contrapartida, são livrarias de grossos volumes. E de peso! 
(Serra de S. Macário - S. Pedro do Sul)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Por falar em cachorros...

Na Ilha do Pico, também há cachorros, mas, ao invés dos que têm andado a ladrar lá para os lados do Continente, estes são da espécie que não faz mal a ninguém.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Por aqui ainda não vi abutres...

.. mas pelo que leio, abutres e outros necrófagos é bicheza que não falta no Continente.

(na imagem: a montanha do Pico, na ilha mesmo nome, vista a partir da Ilha de S. Jorge)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Para quando o ministério das Preces?

É verdade que os especialistas na matéria consideram que os incêndios que anualmente assolam o país têm como causas principais o despovoamento do interior, o desordenamento do território, o abandono dos campos e a florestação à base de espécies que ardem com grande facilidade. Para qualquer pessoa de boa fé e que não desconheça por completo o interior do território do Continente este discurso faz todo o sentido.
Não é essa, porém, a leitura veiculada em geral pelos órgãos de comunicação social e pelos senhores jornalistas, mais interessados uns e outros em atirar as culpas para cima do Governo, por razões que eles lá sabem e que até eu facilmente adivinho. Por mera coincidência ou, o que é mais provável, não, os líderes da oposição fazem a mesma leitura. Ainda que tal não seja motivo para surpresa, forçoso é considerar como ridícula uma tal atitude por parte de anteriores governantes que nada fizeram para enfrentar o problema, tendo, isso sim, contribuído para o agravar, ao permitir a plantação do eucalipto sem limitações.
Especialmente risível é a actuação da actual líder do CDS, Assunção Cristas, que, quando ministra do governo Passos/Portas, perante o problema da seca que, na altura, atingia e afligia o país, em vez de agir, se limitou a proclamar: «Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza.». 
Para alguém que, quando ministra, resolvia os problemas da seca, recorrendo à fé, é de admirar que, a par das críticas dirigidas ao Governo, Assunção Cristas não tenha, até agora, apresentado a António Costa a proposta de criação do ministério das Preces a encabeçar por alguém com experiência na matéria. Dir-se-ia até que Assunção Cristas seria a pessoa indicada, pois não há dúvida que experiência em matéria de preces ela tem.
(imagem: Lusa/Paulo Cunha)

sábado, 15 de julho de 2017

Quanto mais esbracejam, mais se afundam!

Passos Coelho & Assunção Cristas *.
É o que inequivocamente mostra esta sondagem
De facto, o esbracejar de ambos a propósito dos incêndios que devastaram Pedrógão Grande e os concelhos limítrofes só serviu para que os inquiridos atribuíssem à actuação da dupla as únicas notas negativas (Cristas: 7,6; Coelho: 5,2).
* (ilustração daqui)

2 vezes NÃO!

Portugueses não querem, nem a demissão de Constança Urbano de Sousa, nem a de Azeredo Lopes, por muito que a realidade pese à esganiçada líder do CDS, Assunção Cristas!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Falta de legitimidade?

Não há maneira de a direita portuguesa perder o vezo de questionar a legitimidade da actual solução governativa, quer durante os debates parlamentares, quer fora deles. Os remoques a este respeito dirigidos ao primeiro-ministro durante os debates parlamentares, como os que ainda recentemente se ouviram durante o "Debate sobre o Estado da Nação", pela boca do deputado Montenegro  (PSD) atingem as raias da obscenidade.
Se a direita supõe que ganha algo com tal exercício, que serve apenas para provar que quem a ele se dedica convive muito mal com as regras da democracia, está mesmo muito enganada. 
A prova de que assim é podemos vê-la com toda a clareza na confiança depositada pelo povo na Assembleia da República, o órgão de soberania donde emana a legitimidade do Governo. De acordo com o Portal de Opinião Pública da Fundação Francisco Manuel dos Santos,  a percentagem de portugueses que confiavam no Parlamento andava, em Maio de 2013, pelos 13% e em Dezembro de 2015%, pelos 19%. Em Maio deste ano, essa percentagem atinge os 46% . 
Um salto desta dimensão tem um significado que não pode ser escamoteado: se hoje a confiança dos portugueses no Parlamento é  muito superior à manifestada ao mesmo órgão de soberania durante a anterior sessão legislativa é porque há também uma muito maior identificação dos portugueses com os seus representantes. Existindo essa maior identificação, é evidente, perante aqueles números, que a legitimidade que poderia ser posta em dúvida, não poderia nunca ser a do actual Governo.
Se fizesse algum sentido levantar a questão da falta de legitimidade em relação a qualquer Governo com sustentação parlamentar essa questão teria de ser posta em relação ao anterior governo liderado por Passos Coelho e sustentado na Assembleia da República por uma maioria de direita ((PSD e CDS) em que os portugueses depositavam uma bem menor confiança.
Se fizesse algum sentido, dizia eu, mas, para mim, não faz. Só tem sentido para quem age, em política, com o descaramento e a pouca vergonha do deputado Montenegro. E não só.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Não compreendesse eu o castelhano e ficaria sem saber...

"El primer ministro portugués sale reforzado del debate de la Nación"
Por estranho que pareça, uma conclusão semelhante à publicada na edição electrónica do "El País", pelo jornalista espanhol Javier Martin não é possível encontrá-la nos media portugueses, como facilmente se pode comprovar. 
O facto significa inequivocamente que a direita domina toda a comunicação social portuguesa . A tal ponto que já nem se dão ao trabalho de disfarçar. Hélas!
(ilustração daqui)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um homem (político) com muitas "qualidades"

Que Passos Coelho era um político com muitas "qualidades", já era sabido. Hoje ficou a saber-se que ao elenco se pode justamente adicionar a de plagiador.
Na dúvida, confira:
"Passos Coelho copiou discurso de Estado da Nação de Facebook de ex-ministro"
(ilustração daqui)

terça-feira, 11 de julho de 2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Procuram-se...

Só não vê quem não quer: isto não é apenas um "crime". É, como diz o povo,"um crime e pêras". Ou mais pêras que crime, penso eu.
Em todo o caso, levando o Ministério Público tão a peito um "fait divers", sem qualquer relevância criminal e que vai acabar em absolvição, só é de estranhar que os "criminosos" (por quem tenho muita consideração, admito) tenham andado à solta durante um ano. E continuem.
O ridículo não mata, diz-se, mas talvez justificasse, neste caso, uma vassourada. No Ministério Público, entenda-se.

(imagem daqui)

domingo, 9 de julho de 2017

Lição sobre optimismo


«(...)
Optimismo – Há aqui uma lição para governos e governantes: o optimismo pela sua própria natureza nas questões públicas dura sempre pouco e é muito frágil. A realidade está sempre mais próxima do que corre mal do que o que corre bem.»
(José Pacheco Pereira: "Tribulações de um Governo optimista;" in "Público", 08/07/2017. Via)

Eu diria que a lição também é proveitosa para governados. Convém não embandeirar em arco. Nunca por nunca.