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sábado, 20 de janeiro de 2024

Sobre o trigo e joio (na comunicação social)

Na comunicação social é actualmente muito difícil distinguir entre o trigo e o joio, tão raro é o trigo. Tão escasso ele é, que encontrá-lo é quase tão difícil como encontrar uma agulha num palheiro.
Disse.

domingo, 18 de junho de 2023

Põe-te a pau, Montenegro !

O teu pessoal não está mesmo nada satisfeito contigo! E, pelos vistos, disposto  a "acreditar" em ti, nem pensar !

Se tens dúvidas, repara bem no último parágrafo do editorial da luminária que é director (vá-se lá saber por que bulas!) do semanário Expresso: "O PSD tem o dever [repara bem: o dever!] de se posicionar como alternativa, mas para isso não basta existir, é preciso trabalhar. Se Montenegro acha que que pode fazer como Durão Barroso e que lhe bastar esperar que lhe entreguem o cargo de primeiro-ministro, está muito enganado. Antes disso terá de enfrentar as eleições europeias de 2024. E muitos dentro do partido não lhe perdoarão um resultado 'poucochinho'. Algo bastante provável se continuar a fazer o que fez até agora... Nada!"

Que cuidados e mimos, os deste director !

O que tens andado a fazer, Montenegro, para levares uma reprimenda destas ? Andas a dormir na forma, ou quê? Com directores de jornais como este, que não passa de réplica de tantos outros, para ganhares (seja lá o que for) basta manter-te em pé. Mexe-te, pá!

sábado, 6 de maio de 2023

Dando a palava ao outro (I)

" (... não sei se daqui a dez anos haverá uma escola ou um curso académico de Comunicação que estude o dia 2 de Maio de 2023, nas rádios e na televisão, e os dias subsequentes. De manhá à noite, não encontrará jornalismo. Pensem um pouco e afastem-se da excitação. O que se passou nada tem a ver com o jornalismo e o efeito desse comportamento é tão devastador que já não se sabe o que é jornalismo. Aquilo a que assistimos o dia todo foi a uma comunicação social transformada numa espécie de comício político, num estilo de planfleto exacerbado, com tudo o que não é jornalismo: intencionalidade política, dramatização, julgamentos de carácter, petições de princípio, argumentos ad terrorem (sic), encostar os agentes políticos à parede com dilemas 'humilhantes', apelos a acções cada vez mais drásticas, subindo a temperatura da crise, má-fé, [....] sempre com uma constante - a do maior dano possível para o Governo, o PS e António Costa.[...] 

(José Pacheco Pereira: "A crise do Governo, a crise do Presidente e a crise do jornalismo", in "Público"  - edição impressa de 6 Maio de 2023. 

(A ilustração supra figura no original citado).

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Chega de incontinência verbal!

Miguel Sousa Tavares, hoje, no Expresso (edição impressa) em artigo intitulado "A importância do adjunto Pinheiro para os destinos da Nação" (artigo que vale a pena ler) escreve:  " Contra factos arrolados por Costa para não demitir o ministro, Marcelo veio contrapor a 'percepção pública' - um Presidente e professor de direito a defender a justiça popular contra a justiça fundada em factos ?"

Marcelo, apresentado, pela generalidade da comunicação social, (sem que esta se dê conta do ridículo em que incorre) como um mestre-escola a dar raspanetes a ministros e ao primeiro-ministro, tem em Miguel Sousa Tavares uma voz discordante que acompanho sem reservas.

Para bem do próprio e do país (que é o que mais importa) haja quem diga a Marcelo que chega de incontinência verbal! 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O "Expresso" noticia?

- Desconfia.
De facto, como se prova  com "acordo" noticiado no último sábado (v. imagem supra), é mesmo caso para desconfiar. E, infelizmente, os casos são cada vez  mais frequentes.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Sem razões para festejar...

A crer nesta sondagem, o PSD não tem razões para festejar a recente eleição de Rui Rio como novo presidente  do partido. De facto, não só "não consegue recuperar", como titula a "piedosa"  jornalista do "Expresso", como, na verdade, continua a retroceder no que respeita a intenções de voto. É caso mesmo para a respectiva militância temer que, por este andar, "a venda da alma ao diabo" advogada por Manuela Ferreira Leite  não seja suficiente para atingir o objectivo de derrotar a "geringonça" nas legislativas de 2019. Mesmo com a ajuda de um CDS que, pelos vistos, também não consegue capitalizar a seu favor o facto de, nos últimos tempos, o seu parceiro de coligação ter estado quase totalmente ausente das "lides".
Razões para festejar também não as têm as magistraturas, nem a judicial, nem a do Ministério Público (MP). De acordo com a mesma sondagem, as opiniões negativas sobre os juízes e sobre o MP continuam a suplantar largamente as positivas. E, se o saldo negativo se cifra em 14,7 pontos percentuais para os juízes; para o MP, os números são ainda mais desoladores: 17,8 pontos percentuais negativos, número que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta a tentativa de "beatificação" da actual procuradora-geral da República levada a cabo por uma multidão de gente "devota" onde avulta a generalidade da comunicação social.
Mais um caso em que a opinião publicada está longe de reflectir a opinião pública? Se não é, parece.  

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

"Desinformação, calúnia e difamação"

Para fazer estas afirmações ( "Que não se caia no maior pecado da comunicação: a desinformação, dizendo apenas uma parte, a calúnia, que é sensacionalista, ou a difamação, procurando coisas já ultrapassadas, antigas, e trazendo-as à atualidade. Estes são pecados gravíssimos, que destroem o coração do jornalista e das pessoas") o Papa Francisco anda a ler, a ver e a ouvir a comunicação social portuguesa, concluo eu.
E daí talvez não, pois o Papa Francisco não chegou a referir-se a notícias mentirosas que é coisa muito em voga por cá.
(Imagem e notícia daqui)
(reeditado)

sábado, 14 de outubro de 2017

Acusação feita, sentença lida

«Escrevem os jornais, todos, e dizem as televisões, todas, que o Ministério Público quer que o Sócras seja impedido de exercer cargos públicos durante 5 anos "depois" de condenado. Não é "se", é "depois".» (Fonte)
Comunicação social: julgamento para quê ? Para esta espécie de gente um processo-crime é tal qual um chouriço: basta atar e pôr ao fumeiro.
Tenham vergonha!
(Reeditado)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

«"Bum!" ou "pfff..."?»

«O "relatório-explosivo", como lhe chamou o Expresso: "Bum!" ou "pfff..."? Sobre o assunto vou fazer um relatório mais seco, não acusarei ninguém, como o relatório original, de "ligeireza, quase imprudente", nem de "declarações arriscadas e de intenções duvidosas", nem de "arrogância cínica". Quando eu faço um relatório, relato, não relaxo. Guardo aquelas palavras para quando fizer um romance manhoso, ou talvez as substitua por palavras como "pernóstico, pancrácio e deliquescência", como sempre sonhei usar num romance manhoso. O que é um romance manhoso? É uma coisa com frases espevitadas, daí o pernóstico, que se colocam num editor simplório, daí o pancrácio, de ficção científica, daí a deliquescência. Esta sendo, como se sabe, a propriedade de alguns corpos de absorver a humidade do ar e nela se dissolverem - como foi o caso do relatório que agora relato. Derreteu-se. Num sábado, nas parangonas; horas depois, escafedeu-se. Ninguém para quem ele relatava o viu! Não deve haver drama maior para um relator - mais do que relatar em vão, relatar para ninguém. Claro, foi em julho, na estação em que tudo se evapora. Regressou a uma semana de eleições, na estação em que tudo surge. Teoria da conspiração? Não, conspiração mesmo.  (...)»
 (Ferreira Fernandes: "Tudo sobre o relatório de Tancos" Na íntegra: aqui)

Sem dúvida: pfff...!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

sábado, 23 de setembro de 2017

Quem quer tramar pedro rabbit ?

Não é a primeira vez que Passos Coelho aparece a pretender tirar dividendos políticos anunciando ou aludindo a factos sem deles ter segura confirmação. Nos últimos tempos, assim aconteceu quando veio acusar o Governo de ocultar a existência de uns quantos suicídios supostamente ocorridos na sequência dos incêndios que devastaram boa parte do concelho de Pedrógão Grande e dos concelhos limítrofes, suicídios que, veio a provar-se, só existiram na cabeça do informador.
Hoje mesmo, aproveitou uma notícia veiculada pelo "Expresso" sobre a existência de um suposto "relatório das secretas sobre Tancos" para desancar uma vez mais no Governo, acusando-o, desta feita, de ocultar informação. O alegado relatório, porém, não é conhecido, nem pelo Presidente da República, nem pelo primeiro-ministro, nem pelas chefias militares, tudo apontando, pois, para um documento "fabricado" por alguém com intuitos não desvendados, mas não muito difíceis de adivinhar.
Certo, certo é que as notícias falsas que têm servido a Passos Coelho para se lançar em sucessivos ataques ao Governo partem de gente ligada ao partido que ele lidera, o PSD.

Na origem do primeiro passo em falso esteve João Marques, ao tempo, provedor da Santa Casa da Misericórdia e actualmente candidato do PSD à câmara municipal de Pedrógão Grande.
Hoje, a escorregadela surge na sequência duma notícia fabricada pelo semanário de que é proprietário o grupo económico de Francisco Balsemão, o militante número 1 do PSD.
Não será caso para Passos Coelho se interrogar sobre quem é que, dentro do seu partido, o quer tramar? Isto, claro, partindo do pressuposto de que não é ele próprio quem está na origem das fake news . Hipótese que não é de afastar. De forma nenhuma.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Não compreendesse eu o castelhano e ficaria sem saber...

"El primer ministro portugués sale reforzado del debate de la Nación"
Por estranho que pareça, uma conclusão semelhante à publicada na edição electrónica do "El País", pelo jornalista espanhol Javier Martin não é possível encontrá-la nos media portugueses, como facilmente se pode comprovar. 
O facto significa inequivocamente que a direita domina toda a comunicação social portuguesa . A tal ponto que já nem se dão ao trabalho de disfarçar. Hélas!
(ilustração daqui)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

"Incompetência, irresponsabilidade e dolo"

O editorialista do "Público" não se contenta com menos: "O estouro do Banif é um exemplar manifesto de incompetência, irresponsabilidade e dolo." 

De facto até vai mais longe, zurzindo em Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e Carlos Costa, como quem malha em cereal na debulha: "Nestes três anos, Maria Luis Albuquerque, Pedro Passos Coelho e o Governador do Banco de Portugal limitaram-se (...) a tergiversar, a prometer soluções que ora não avançavam por causa da saída limpa, ora ficavam congeladas por causa do calendário eleitoral."

Eu não posso estar mais de acordo com estas conclusões, pois se impõem em face do que se ficou a saber sobre o caso Banif. O que me pergunto é onde é que o editorialista do Público descortinou uma suposta "aura de Pedro Passos Coelho como político responsável", aura que para ele só agora se apagou, mas que eu nunca vi. O que ao longo de mais de quatro anos me foi dado ver foi toda uma propaganda alicerçada em mentiras, sancionada e ampliada pela grande maioria dos órgãos de comunicação social. "Público" incluído. 

Será que agora, finalmente, com a direita afastada do poder, a comunicação social vai passar a encarar com objectividade a política de destruição do país que o governo Passos/Portas levou a cabo?
Estou para ver.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

"Afasta-se e pressiona": nova versão da quadratura do círculo

Autor da proeza, desta feita, o DN.
"Governo afasta-se e pressiona Banco de Portugal a vender antes de arrancar a campanha eleitoral" escreve o Diário de Notícias.
Sabe-se (e não há forma de o negar) que o governo de Passos Coelho, foi, em última instância, o único responsável pela decisão que pôs termo à existência do BES. Como, obviamente, não podia deixar de ser. 
Sabe-se igualmente que tal governo que, entre outros lamentáveis hábitos, também tem o de sacudir, por sistema, a água do capote, não fugiu, uma vez mais, à regra de se eximir às suas responsabilidades. A tarefa, neste caso, reconhece-se, até foi facilitada pela existência de um bode expiatório predisposto, à partida, a carregar com as responsabilidades alheias: o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, entretanto, reconduzido no cargo, prova de que, em Portugal, o poder até não é mal agradecido.
O facto de a narrativa do governo de Passos et al. ser falsa, a todas as luzes, não impediu que ela tenha feito o seu caminho na comunicação social. A notícia acima citada é prova disso. Quem a redigiu, ao escrever "Governo afasta-se", engole por inteiro a versão governamental, sem se dar conta de que entra em completa contradição quando adianta que o mesmo governo "pressiona o Banco de Portugal".
É evidente que uma tal notícia enferma do mal que afecta grande parte da comunicação social portuguesa. Por uma razão ou outra, os media, na sua maioria, transformaram-se em meros repetidores acríticos do poder. Que tal aconteça, em abstrato, já é mau. Com um governo de gente como esta, com enorme vocação para a aldrabice, não só é mau. É péssimo.
[Imagem (Coelho - vê-se bem - a pressionar ao longe!) daqui.]

sábado, 25 de outubro de 2014

"Patéticos" e "preguiçosos"


Não é que grande parte dos jornalistas da nossa praça não mereça os epítetos de "patéticos" e "preguiçosos" com que Passos Coelho resolveu brindá-los. Em todo o caso a acusação vinda da boca do suposto primeiro-ministro é um bom sinal, pois tem, de facto, o iniludível significado de que uma parte não despicienda da classe jornalística já deixou de acreditar nas patranhas do pantomineiro-mor e deixou de as reproduzir acriticamente em tudo o que é comunicação social. 
Já não era sem tempo!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um forte cheiro a podre

Que Paulo Portas é um exímio farsante é já um dado adquirido. Não era preciso confirmação, mas ele faz questão de, dia sim, dia sim, apresentar novas provas, porque, pelos vistos, tem orgulho nessa imagem de marca. 
Não admira, por isso, que a sua irrevogável decisão de se demitir deste governo, tenha passado a revogável, dum momento para outro. Bastou-lhe, como pretexto, que Passos Coelho (um farsante de menor qualidade, mas, nem por isso, menos perigoso) lhe tenha acenado com a promoção a vice-primeiro-ministro para Portas dar o dito por não dito.
Tanta questão faz Portas em que não haja dúvidas sobre as suas capacidades no capítulo da farsa, que ainda recentemente, nos presenteou com novas provas. Durante a recente conferência de imprensa sobre os resultados da 8ª  e 9ª avaliações da troika, Portas usou, uma vez mais, da sua já proverbial habilidade: não só fez passar, como se nada fosse, a derrota, às mãos da troika, da sua posição sobre a necessidade de aumentar o défice para 2014 de 4% para 4,5% do PIB, como teve o desplante de vir garantir que, no próximo ano, os portugueses não teriam de suportar novas medidas de austeridade, garantias que, ainda a procissão não saiu do adro, já estão a ir por água abaixo, com o anúncio de uma nova "TSU" que vai atingir as pensões de sobrevivência dos viúvos (atacando um dos sectores da população portuguesa mais fragilizados) e o anúncio de novos cortes nos subsídios de refeições de trabalhadores de empresas públicas, para já não falar dos cortes a incidir sobre as pensões dos reformados da Caixa Geral de Aposentações, em nome duma falaciosa convergência com as pensões do regime geral, em qualquer dos casos, em completo desrespeito pelos direitos adquiridos, direitos que a prática deste governo vem demonstrando que podem ser impunemente violados desde que as vítimas sejam os mais fracos, como é próprio de um governo "forte" com os pobres e remediados e "fraco" com os ricos.
Num país decente, Portas (e quem diz Portas, diz qualquer outro governante que siga a mesma cartilha - e o que não falta neste governo é gente desta) já teria sido sacrificado na ara da comunicação social com a consequente perda de credibilidade. Em Portugal, porém, tal não acontece. Com uma ou outra sempre honrosa excepção, o que mais se vê, é gente a incensar Portas pela inauguração de um novo "estilo" fruto da sua "inegável habilidade", posto em confronto com o "estilo" do ex-ministro Gaspar que seria (dizem) marcado pela "seriedade".
Se, como já se tem dito por aqui, este governo fede, a verdade é que o fedor que paira na sociedade portuguesa não provém apenas dos lados do governo. Da comunicação social também sopra um forte cheiro a podre.
Daí a pergunta: com gente desta, no governo e na comunicação social, onde é que este país vai parar?
Adenda:
Portas, acabo de ler,  tem uma explicação para a não divulgação do corte das pensões de sobrevivência: a medida ainda não estava desenhada. Como, afinal, ainda não está. Mas que importa este pormenor a um sujeito que, para além de ser um mentiroso, faz gala em sê-lo?

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dividir para reinar

Também acho que há quem ande a esforçar-se por dividir os portugueses entre novos e velhos; entre empregados e desempregados; entre trabalhadores da função pública e trabalhadores do sector privado e por aí a fora, mas não me parece que o Tribunal Constitucional seja o fautor da divisão. Muito pelo contrário. Tal tarefa tem sido levada a cabo por gente que dir-se-ia simplesmente vesga, se não fossem suficientemente conhecidas as suas intenções, gente que pulula nos gabinetes ministeriais, suportada por uma boa parte da comunicação social. Dir-se-ia vesga, mas na verdade, é bem pior, pois é gente que age conscientemente na lógica do "dividir para reinar" e que, para além disso, não se conforma com o facto de Portugal ainda ser uma democracia, onde, por enquanto, não vigora a regra do vale tudo, pese embora o empenho de gente com a qual, pelos vistos, o Bruno Proença se identifica perfeitamente.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Com o mal dos outros pode ela bem


Esta prosa da autoria de Helena Garrido, directora-adjunta do Jornal de Negócios, é mais uma prova de que a grande maioria dos que têm voz na comunicação social estão de corpo e alma com a política seguida pelo executivo passista/portista, para o qual a reforma do Estado não passa de uma sucessão de cortes incidindo sempre sobre os rendimentos das mesmas vítimas: funcionários públicos, empregados de empresas públicas, reformados e pensionistas. 
Do ponto de vista daqueles e na lógica do "com o mal dos outros posso eu bem", a defesa dos cortes até se compreende. Como também se entende perfeitamente que, na mesma lógica, se recuse liminarmente o aumento de impostos, mesmo que abrangendo apenas os que estejam em condições de os pagar.
Todavia a quem tem a responsabilidade de escrever (ou de intervir de qualquer outra forma) em órgãos de comunicação social não se pede que se pronuncie tendo apenas em conta o seus particulares interesses, antes se exige um tratamento objectivo dos assuntos em questão.
Ora, deste ponto de vista, é óbvio que o aumento dos impostos, quando tal seja necessário em função das dificuldades que o país atravessa,  é uma opção que, sendo embora desagradável para quem os suporta, é muito mais justa do que a seguida pelo actual executivo traduzida em sucessivos cortes sobre os rendimentos só de alguns. 
Até o povo que, na sua grande maioria, não andou em nenhuma faculdade, nem cursou economia, tem perfeita noção de que é assim, quando, na sua sabedoria, recomenda que se "divida o mal pelas aldeias". De facto, só desta forma se tratam todos os cidadãos por igual, como manda a justiça.
Não será assim?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Texto que um jornalista nunca escreveria

Este, da autoria de um tal Martim Silva que, logo em título, garante que "Governo de Sócrates quis fazer swap de Pais Jorge". 
O texto nunca seria escrito por um jornalista digno desse nome, porque vê-se a milhas que não passa de um "frete" feito a este governo em rápida desagregação e não é mais que uma patranha sem pernas para andar.
Para se chegar a tal conclusão basta atentar que, se o Governo de José Sócrates tivesse querido fazer o tal swap, tê-lo-ia feito, pois não havia ninguém que estivesse em condições de o impedir.
Não será assim, Martim? 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"Quem tem uma mãe tem tudo"





E se a mãe for uma figura pública, com acesso fácil à comunicação social, então nem é bom falar. O irrevogável , logo, revogável, Paulo Portas que o diga.
Que Helena Sacadura Cabral apareça a limpar a imagem do filho ("O que o meu filho sofreu de Setembro do ano passado até agora, só eu e ele é que sabemos") compreende-se perfeitamente. É mãe.
Que um jornal se preste a fazer o papel de passa-culpas é que não dá para entender lá muito bem.