Para alguma coisa serviu o ter sido minista da Agricultura. Assunção Cristas, como se comprova, sabe da poda!
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segunda-feira, 8 de abril de 2019
domingo, 18 de março de 2018
Fábula da rã que queria ser boi
Em nova versão, em homenagem a Assunção Cristas, aspirante a líder do "centro-direita" e a futura primeira-ministra.
(Na imagem: Cartoon de António, com o título "O efeito do crescimento", publicado no "Expresso" de 17 - Março - 2018 - edição impressa)
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Quando "o silêncio é de oiro"
O dito segundo o qual "o silêncio é de oiro" nem sempre se mostra acertado, porquanto não faltam ocasiões em que se torna imperativo o falar. Certo, porém, é que a referida máxima faz todo o sentido sempre que alguém ensaia o abrir da boca para dizer disparates.
Quem ultimamente tem dado provas de que não conhece o provérbio é a presidente do CDS/PP, Assunção Cristas, que, com demasiada frequência, vem usando da palavra, quando, a meu ver, o aconselhável seria guardar um discreto silêncio.
Vêm estas considerações a propósito da afirmação da líder do CDS acerca da recente decisão da agência de notação financeira Fitch de retirar a dívida soberana de Portugal da categoria "lixo", elevando-a à categoria de investimento. Diz a sobredita Assunção Cristas, tentando, com a afirmação, desvalorizar o mérito do actual Governo que "o resultado poderia ter sido alcançado mais cedo, se o Governo fosse outro".
Como a afirmação é, pela natureza das coisas, de demonstração impossível, forçoso é concluir que rigor e seriedade não fazem parte da idiossincrasia da citada dirigente. Acresce que a imponderação de que a líder do CDS dá provas com a afirmação proferida, suscita de imediato uma réplica que não a favorece. Muito pelo contrário. De facto, se é sempre possível dizer que um outro hipotético Governo poderia ter conseguido o mesmo resultado mais cedo, do que não há dúvidas é que tal Governo nunca poderia ser igual ao (des)governo PSD/CDS de que a própria Assunção Cristas fez parte, visto que, tendo-se perpetuado no poder durante mais de quatro longuíssimos anos, não conseguiu o objectivo que o actual obteve em menos de metade do tempo.
Não é, seguramente, com afirmações deste tipo que a dirigente do CDS/PP chegará tão cedo ao (por ela) ambicionado cargo de primeira-ministra, para o qual, manifestamente, não está preparada, dada a imaturidade de que vem dando provas. Provavelmente, apesar da impetuosidade imprimida à corrida, tal só acontecerá quando as galinhas tiverem dentes.
É no que acredito.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Ir por lã e sair chamuscada
É o que antecipo que irá acontecer à líder do CDS/PP, Assunção Cristas (na imagem), com a iniciativa de apresentar na Assembleia da República uma moção de censura ao Governo, na sequência dos incêndios que têm devastado o país. Antecipo e desejo.
Como ela e o seu partido não estão isentos de responsabilidade no que respeita ao objecto da moção de censura (muito pelo contrário) lenha (*) para se chamuscar, enquanto ex-ministra da Agricultura do governo Passos/Portas, é coisa que não vai faltar. Espero bem.
(*) Uma pequena acha: «Julho de 2012, Catraia, Tavira... Era então Ministra da Agricultura Assunção Cristas... Aquele que foi considerado até este ano o maior incêndio ocorrido em Portugal, devastou 24 000 hectares da Serra do Caldeirão, atingindo os concelhos de São Brás de Alportel e de Tavira, percorrendo mais de 30 km, só parando quase às portas daquela cidade. felizmente não houve vítimas. O relatório elaborado então por Prof. Domingos Xavier Viegas apontou falhas graves na coordenação e combate, erros na percepção e análise do incêndio e falhas estruturais da estrutura de defesa da floresta e falhas nas comunicações (menos no SIRESP)..» (Luís Brás)
terça-feira, 18 de julho de 2017
Para quando o ministério das Preces?
É verdade que os especialistas na matéria consideram que os incêndios que anualmente assolam o país têm como causas principais o despovoamento do interior, o desordenamento do território, o abandono dos campos e a florestação à base de espécies que ardem com grande facilidade. Para qualquer pessoa de boa fé e que não desconheça por completo o interior do território do Continente este discurso faz todo o sentido.
Não é essa, porém, a leitura veiculada em geral pelos órgãos de comunicação social e pelos senhores jornalistas, mais interessados uns e outros em atirar as culpas para cima do Governo, por razões que eles lá sabem e que até eu facilmente adivinho. Por mera coincidência ou, o que é mais provável, não, os líderes da oposição fazem a mesma leitura. Ainda que tal não seja motivo para surpresa, forçoso é considerar como ridícula uma tal atitude por parte de anteriores governantes que nada fizeram para enfrentar o problema, tendo, isso sim, contribuído para o agravar, ao permitir a plantação do eucalipto sem limitações.
Especialmente risível é a actuação da actual líder do CDS, Assunção Cristas, que, quando ministra do governo Passos/Portas, perante o problema da seca que, na altura, atingia e afligia o país, em vez de agir, se limitou a proclamar: «Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza.».
Para alguém que, quando ministra, resolvia os problemas da seca, recorrendo à fé, é de admirar que, a par das críticas dirigidas ao Governo, Assunção Cristas não tenha, até agora, apresentado a António Costa a proposta de criação do ministério das Preces a encabeçar por alguém com experiência na matéria. Dir-se-ia até que Assunção Cristas seria a pessoa indicada, pois não há dúvida que experiência em matéria de preces ela tem.
(imagem: Lusa/Paulo Cunha)
sábado, 15 de julho de 2017
Quanto mais esbracejam, mais se afundam!
Passos Coelho & Assunção Cristas *.
É o que inequivocamente mostra esta sondagem.
De facto, o esbracejar de ambos a propósito dos incêndios que devastaram Pedrógão Grande e os concelhos limítrofes só serviu para que os inquiridos atribuíssem à actuação da dupla as únicas notas negativas (Cristas: 7,6; Coelho: 5,2).
* (ilustração daqui)
quinta-feira, 11 de maio de 2017
"Rasgo e ambição" ?
"Ou há rasgo, horizonte e ambição para o metro de Lisboa ou os problemas da área metropolitana não se vão resolver (... ) A nossa proposta são 20 novas estações para o metro de Lisboa e espero que possam ser estudadas, planeadas, financiadas e tratadas" (Fonte)
Rasgo e ambição? O que salta à vista em tal proposta é demagogia em doses maciças e uma evidente falta de noção do ridículo. Tanta que até dá para perguntar se ainda há no CDS quem leve a sério a presidente do partido.
Olhando para o ar assarapantado do líder parlamentar do CDS que, na imagem, surge ao lado de Assunção Cristas até parece que não.
(imagem daqui)
quarta-feira, 1 de março de 2017
No CDS, a "elevação" anda muito por baixo
No passado dia 20 de Fevereiro noticiava o Público que o Fisco deixou sair 10.000 milhões para offshores sem vigiar transferências, entre 2011 e 2014.
Na sequência da notícia, Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais durante o governo de Passos Coelho, ouvido sobre o assunto, veio endossar a responsabilidade pelo sucedido para a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), posição que, no entanto e a breve trecho, se viu forçado a abandonar, acabando por ter que assumir a responsabilidade política pelo caso, depois de confrontado com as afirmações de José Azevedo Pereira que, ao tempo, exercia ao tempo as funções de director-geral da Autoridade Tributária (AT), afirmações que, devidamente comprovadas, não lhe deram margem para tomar outra atitude.
Hoje, ouvido na Assembleia da República, o mesmo Paulo Núncio não só confirma ser o responsável político pela não publicação das estatísticas sobre transferências para offshores, como revela que, afinal, tomou a decisão de não divulgação, de caso pensado. Diz ele:"Achei que a publicação podia dar algum tipo de vantagem ao infrator, que podia prejudicar o combate à fraude e evasão fiscal".
A explicação não tem, obviamente, ponta por onde se lhe pegue, pelo que não parece ousado afirmar que Paulo Núncio, além de mentiroso, é tolo.
Porém, o mais interessante, nesta "história", nem são as "cambalhotas" de Paulo Núncio, reconhecido especialista na modalidade, pelo menos, desde a polémica das listas VIP. Mais surpreendente diria eu, é o facto de Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, ao comentar o assunto, ter afirmado que "Paulo Núncio mostrou [no caso] uma grande elevação de caráter", afirmação que não pode deixar de suscitar enorme perplexidade. Como é possível, de facto, considerar que revela "elevação de carácter" alguém que começa por endossar a outrem a sua própria responsabilidade e que só a assume porque, uma vez confrontado com a verdade, não tem outra alternativa? Só encontro duas explicações possíveis: ou Assunção Cristas não conhece o significado de "elevação" ou então a "elevação" no CDS anda muito por baixo.
(Imagem daqui)
sábado, 15 de outubro de 2016
A esganiçada
"Estamos aqui em Bragança, no Nordeste Transmontano, onde a caça é relevante, de facto parece que abriu a época da caça ao contribuinte, porque todos os impostos ou foram mexidos ou foram agravados ou foram criados novos impostos" (Assunção Cristas)
Uma afirmação desta natureza, na boca da actual líder do CDS/PP, proferida depois de serem já conhecidas as linhas gerais do Orçamento de Estado que apontam para uma diminuição, ainda que limitada, da carga fiscal, como é quase unanimemente reconhecido, é ao mesmo tempo desprovida de sentido e reveladora do desconforto de quem durante quatro anos e meio fez parte do governo responsável pelo maior aumento de impostos de que há memória.
É dos livros que quando não se tem razão, eleva-se o tom de voz para disfarçar o vazio da argumentação. Com fracos resultados, dizem também os livros.
Assunção Cristas, pelos vistos, não leu os livros, concluo eu. Como ainda é nova, pode ser que ainda vá a tempo de aprender. À sua própria custa, espero bem.
(Ilustração daqui)
Assunção Cristas, pelos vistos, não leu os livros, concluo eu. Como ainda é nova, pode ser que ainda vá a tempo de aprender. À sua própria custa, espero bem.
(Ilustração daqui)
sábado, 27 de agosto de 2016
Não perguntes, quando podes ser tu a responder
Segundo Assunção Cristas, a nova líder do CDS/PP, há, no processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, muitas perguntas por responder.
Estou em crer que sim, que haverá, de facto, muitos pormenores a esclarecer. Estranha-se, porém, que não tenha sido a própria a dar resposta à principal questão em aberto, a qual se prende com o facto de o governo de que fez parte ter deixado apodrecer a situação da Caixa até ao ponto de haver agora a necessidade de a recapitalizar em montantes inimagináveis, pelo menos, para o cidadão comum.
A resposta por parte dos lideres dos partidos integrantes do (felizmente) defunto governo é tanto mais imperiosa quando é certo que ficou demonstrado, graças à actuação do actual Governo, que era possível capitalizar a Caixa com dinheiros públicos sem afectar o défice.
Aconselho, pois, a senhora Assunção Cristas a seguir o conselho que lhe deixo em título, se quiser ser levada a sério, o que, confesso, está a ser cada vez mais difícil, atento o jaez das suas intervenções públicas.
(notícia e imagem daqui)
segunda-feira, 21 de abril de 2014
"O que é feito da diligente ministra da Agricultura e do Mar?"
Pergunta e bem Alfredo Leite nas páginas do JN, em artigo de opinião que vale a pena ler.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
De esperanças
Lendo o que por aqui e ali se vai escrevendo até parece que o governo de Portas/Passos (ou vice-versa) é, à 7ª remodelação, outro governo com uma nova política.
Sejam quais forem as qualidades dos novos ministros, e eu não estou tão seguro assim das que por aí lhes vão sendo atribuídas, em particular no caso de Rui Machete (de quem não se espera outra coisa que não seja o retorno à "diplomacia do croquete"), a matriz do governo não mudou, nem a política de submissão à austeridade da troika. Tudo indica, pois, que as esperanças alimentadas por alguma comunicação social são falsas.
De verdadeiras esperanças só se pode falar no caso da ministra Assunção Cristas. Ela sim, "está de esperanças". Que em boa hora as suas "esperanças" se concretizem, são os meus votos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ainda há quem bata com a porta...
...muito educadamente, aliás:
O director do Instituto Geográfico Português (IGP) Carlos Mourato Nunes, tenente-general demitiu-se, tendo dirigido à ministra Assunção Cristas uma carta que termina dizendo: "Cumpri a minha parte e esforcei-me por cumprir bem, como é meu dever. Nada me é devido por isso, apenas o respeito que um director-geral merece. Aceite senhora ministra, o meu pedido de exoneração do cargo de director-geral do IGP",
Não sem que antes tenha afirmado: "Ao longo do período de sete meses de mandato do XIX Governo Constitucional que V. Excelência integra, não me foi facultada a possibilidade de uma audiência para consigo dialogar, expor pontos de vista, discutir políticas, receber orientações ou, tão simplesmente, estabelecer uma mera relação de conhecimento (...) Durante estes meses do seu mandato, que segui atentamente, esperei uma palavra, uma orientação, uma oportunidade; tal não aconteceu, situação que lamento profundamente e que, por inusitada, muito estranho"
Uma vaga inesperada que vai cair que nem sopa no mel na malga dalgum "boy" ainda na fila de espera, como é expectável.
Não é este, no entanto, o aspecto que aqui quero salientar. Importante é chamar a atenção para o facto de, ao longo de sete meses, a ministra Assunção Cristas não se ter dado sequer ao trabalho de conhecer um dos directores-gerais do seu ministério. Exemplo bem demonstrativo do infantilismo da gestão do super-ministério da Agricultura etc. etc. Bem entregue como se vê.
Em tais condições, bater com a porta era, realmente, a única atitude a tomar por quem tem respeito por si próprio. Como tudo o indica, é o caso.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
De mal a pior
Já alguém devia ter dito à ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que não é com ela a dispensar os funcionários masculinos do seu ministério do uso de gravatas, nem com ela a desenvolver campanhas apelando à plantação de uma árvore por cada português que se aumenta a produção nacional. Só quem não percebe nada do assunto é que se entretém com medidas para inglês ver e apelos tolos que, por o serem, estão destinados a cair em saco roto.
É o caso dela.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Alvíssaras!
Dão-se alvíssaras a quem encontrar, nesta entrevista da ministra Assunção Cristas, uma ideia que se aproveite. Uma só que seja. Eu fartei-me de procurar e não encontrei.
As vacuidades da ministra da Agricultura, do Mar etc.( ela fala, fala, para não dizer nada) já são tantas que já é mais que tempo para entrar directamente para o quadro das "nulidades" deste governo, sem passar pelo das "quase-nulidades". E fica lá muito bem, pois não lhe falta companhia.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
É cada cabecinha !
"As alturas de crise são também alturas para os pais reflectirem sobre o que dão às crianças e voltar a dar fruta em estado natural, que não tem IVA" (Tirada da ministra Assunção Cristas, em debate sobre o Orçamento do Estado para 2012 na especialidade.
Com que então "a fruta em estado natural" não tem IVA?!
Só na cabeça da ministra das gravatas.
Como ministra da Agricultura, que também é, Assunção Cristas não deixa os seus créditos por mãos alheias: "A cada cavadela, minhoca"
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