Local: margens do rio Côa, na cidade do Sabugal.
(Foto datada de 13 - Setembro - 2024)
(A expressão em título é pertença de alguém, mas não me recordo a quem pertence a autoria. Ao seu autor peço desculpa da falta de memória)
(A imagem é daqui)
«Há coisas que eu percebo (...)
Depois vem a longa lista das coisas que eu não percebo. Não percebo quem acha que até na resposta a um apagão a avaliação do que aconteceu deve ser feita em função de linhas ideológicas, como se a competência ou a incompetência fossem exclusivos da esquerda ou da direita. Não percebo que o apagão eléctrico do país tivesse causado um apagão na comunicação do Governo. Não percebo que não se tenha transmitido logo ao início da tarde uma estimativa do tempo de reposição da energia, mesmo que optando pela máxima prudência - a REN e o Governo tinham uma noção de quanto iria demorar, e bastaria dizerem-no para acalmar o frenesim. Não percebo que não se perceba que aquilo que levou as pessoas a correrem para as lojas não foi a falta de luz, mas a falta de informação. Não percebo aqueles que acham que devemos ficar calados porque não somos especialistas na matéria, como se um cidadão estivesse obrigado a emudecer só porque não tirou um curso de Engenharia Electrotécnica, ou estivesse proibido de se indignar por ter ficado sem luz só por desconhecer o preço do kWh no Mibel. (...)
Sim, o Governo foi incompetente a gerir a informação e a comunicar. As estações de rádio estavam no ar; as pessoas estavam nos carros; podiam ouvir informação oficial hora a hora; e essa informação não chegou. O Obervador publicou um texto intitulado "Os bastidores do Governo na crise do apagão", e a primeira história é sobre a Maternidade Alfredo da Costa (MAC), cujos geradores têm apenas cinco horas de autonomia. O combustível estava no fim e houve um brainstorming no Palacete de São Bento, de onde surgiu esta ideia brilhante: "os motoristas dos ministros usariam as viaturas oficiais para se deslocarem até à maternidade", oferecendo à MAC "o combustível que tinham nos carros". A ideia só não foi para a frente porque os novos carros "têm mecanismos de segurança para impedir o roubo de combustível, o que tornaria toda a operação impraticável" (...) Note-se que a fonte do Governo que contou esta história estava cheia de vontade de mostrar o heroísmo, a resiliência e a criatividade do executivo. Não terá reparado que a única coisa que mostrou foi o mais inacreditável amadorismo e a inexistência de um plano de contingência para alimentar geradores de hospitais, o que é pura e simplesmente inconcebível. Enfiam-nos a incompetência pela goela, e ainda querem que a malta se cale por falta de "conhecimento técnico".
Não compro. Não aceito. Não engulo.»
Eu também não.
(Imagem supra recortada do exemplar do Público, edição citada)
As contas de Montenegro, pelo menos a crer nas notícias que vão surgindo, são tantas que é caso para delas se perder a conta, mesmo tendo em conta que se trata de contas muito sui generis. De facto, é notório que têm características comuns aos cogumelos: surgem onde não se espera e, enterradas, ao menos parcialmente, como qualquer cogumelo que se preze, só se vislumbram quando alguém "topa" o sítio onde se acoitam e se dá ao trabalho de as destapar.
Porém, ao que parece, ainda não se descobriu o mais importante que é onde está o micélio. Sim, porque o cogumelo é apenas a frutificação do micélio. Sem micélio, não há cogumelo. Nem conta.
(Imagem e citação daqui)
Dos jornais: "Livre aprova programa e pergunta para quem quer o Luís trabalhar".
A pergunta, salvo o devido respeito, é escusada, pois já se sabe para quem é que Luís Montenegro quer trabalhar. É óbvio que é para ele, pois é para ele que tem estado a trabalhar. E sem necessidade de grande esforço, pois bastam-lhe as avenças da sua "Spinumviva". Um sortudo que descobriu a árvore das patacas! Ou será que "espertalhão" lhe assenta melhor?
As notícias vindas a lume na comunicação social sobre as muitas "habilidades" do actual primeiro-ministro surgem em catadupa e, como tal, nem sequer vou perder tempo a enumerá-las.
Uma coisa é certa: se o "habilidoso" e actual primeiro-ministro vier a ser reconfirmado no cargo, após as eleições que provocou com a apresentação da moção de confiança que tinha a certeza de que seria chumbada, passa a valer tudo "menos titar olhos".
Confesso que não sei mesmo se as coisas ficarão por aí. Quando se abandona, de vez, a noção do justo e do errado, e se manda a ética republicana "às malvas", onde fica o limite para a prevaricação?
A resposta através do voto é a única adequada, pois está visto que Montenegro não reconhece a validade de qualquer outra. A minha está dada.
«De "corista do Chega" a "menino do papá" ou "charlatão", PS e Pedro Nuno Santos foram os alvos de um Conselho Nacional do PSD reunido à porta fechada.» (Fonte).
Está visto que, durante um ano, fomos governados por gente sem um pingo de vergonha.
Decência deve ser termo que tal gente desconhece.
Nojo!
“A integridade de Montenegro enquanto gestor da coisa pública não está em causa” (Armindo Monteiro, presidente da CIP) (fonte)
Tem a certeza? Põe mesmo as mãos no lume?
-Cuidado não se queime!