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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Vai e não voltes !

Sandra Felgueiras poderá estar de saída da RTP para rumar à CMTV

A mim, pelo menos, não me deixa saudades. Já a não via, há muito, pelo que, pessoalmente, não perco nada. Muito pelo contrário. A saída dela, a mim. poupa-me o trabalho de ter mudar de canal, sempre que ela venha a aparecer no ecrã, porque a CMTV não faz parte das minhas opções em matéria de programas de televisão.

Pelos comentários que tenho lido a  seu  respeito, creio que a minha opinião sobre o seu trabalho é amplamente partilhada. A ser assim, a concretizar-se a partida para a televisão do Correio da Manha é caso para festejar. Sem a parcialidade e a agressividade de que deu abundantes provas, a informação na RTP só tem a beneficiar em matéria de seriedade e objectividade. Bem carente de uma e de outra anda a comunicação social.
E já agora diga-se que a CMTV e Sandra Felgueiras estão bem uma para outra. Até admira como demoraram tanto tempo a "juntar os trapinhos".
(Reeditado)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Não lembrava ao diabo...

...mas, pelos vistos, lembrou ao CDS, requerer a audição, na comissão parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação, do director de informação da RTP sobre a anunciada  contratação (pro bono) de José Sócrates como comentador político da RTP, o que prova que ainda há quem não saiba, mais de três décadas após o 25 de Abril, que está consagrada constitucionalmente a independência dos meios de comunicação social do Estado face ao poder político.
Lamente-se e, por uma vez, saúde-se o comportamento do PSD que, neste passo, não acompanhou a iniciativa do seu parceiro de coligação, fazendo jus aos seus (muito) antigos pergaminhos, em perfeito contraste, aliás, com a  atitude do PCP e do BE que, na votação do requerimento do CDS se colocaram ao lado deste partido, facto que se estranha e não menos se lamenta.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A reestruturação da RTP já vai de vento em popa

De facto, a reestruturação da RTP já começou e da melhor maneira possível. A maioria par(a)lamentar, ao tomar a iniciativa de recomendar a a criação de um programa de TV Rural, não só demonstra que está à altura de substituir a direcção de programas, como, ao substituí-la, dá um enorme contributo para a redução dos custos de funcionamento da televisão pública, seguindo a orientação do ainda ministro Relvas.
A talhe de foice e a propósito da contenção de custos, não se percebe por que razão o ministro Relvas não dispensou ainda toda a administração, pois ele já demonstrou que é perfeitamente capaz de gerir a RTP e o mais que for preciso, sem recorrer a interpostas pessoas.
Ainda se não lembrou? Aqui fica a sugestão.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não se vende ? Estrangula-se.


Frustrada a privatização da RTP e o mirabolante negócio da venda de 49%, com entrega da gestão à Newshold, nem por isso o ministro Relvas ficou desempregado e muito menos se pode considerar um derrotado. Pelo contrário, o ministro tem já entre mãos o "processo ambicioso, muito exigente e doloroso” de proceder à “reestruturação profunda” da RTP, reestruturação que, a confirmarem-se as notícias, passa pelo despedimento de 600 trabalhadores, numa operação que representa, nem mais nem menos, que o estrangulamento da empresa pública de televisão e de radiodifusão.
Um processo que pode ser visto como uma espécie de "vingança do chinês", ou melhor, uma vingança do Relvas, o único ministro que é capaz de levar a cabo o "doloroso" processo com todo o gosto e que, através desta manobra, consegue transformar a aparente derrota, às mãos de Portas, em mais uma vitória.
As notícias que davam o Relvas de saída do governo, após após a resolução do imbróglio da privatização, eram, não só manifestamente exageradas, como completamente erradas. Relvas, de ministro indescartável pela sua nunca explicada ligação a Coelho, passou também a ser imprescindível. Não só pela razão supra, mas também porque o governo, sem Relvas, podia ainda ser uma espécie de governo, mas não era a mesma coisa. Relvas e o governo, até nas equivalências, se conjugam: se Relvas é equivalente a um licenciado, o governo é equivalente a uma comissão liquidatária.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Transparência: precisa-se. Uma explicação também

A maioria par(a)lamentar de direita, segundo se anuncia, prepara-se para "chumbar" o projecto de lei apresentado pelo PS visando “garantir a transparência da titularidade dos órgãos de comunicação social”. Depois do veto de Cavaco a idêntica iniciativa do PS, ainda durante a governação de José Sócrates, a direita está pronta para repetir a "façanha".
Falando pelo PSD, diz-nos a deputada Francisca Almeida que a actual legislação "não deixa Portugal ficar mal" em comparação com outros países europeus.
Do lado do CDS não se encontra melhor argumento do que o avançado pelo deputado Raul Almeida que considera que o projecto do PS "é desnecessário e é direccionado para determinados grupos".
Não vale a pena perder tempo com tais argumentos que nem sequer merecem ser qualificados como tal. Estamos, assim, sem saber qual a explicação para o anunciado "chumbo". A explicação terá, forçosamente, que ser procurada alhures.
No proclamado amor pela transparência não se encontra, de certeza. Assim sendo, haverá quem seja tentado a descobrir a verdadeira explicação numa inconfessada preferência pela opacidade, propícia à celebração de negócios escuros, como o que o ainda-ministro Miguel Relvas congeminou e que levará, se o actual governo ousar tamanho escândalo, á venda de 49% da RTP à Cofina que, para o efeito, conta com o financiamento do grupo Newshold, alegadamente, pertencente a capitais angolanos, grupo, por sua vez, detido pela offshore Pineview Overseas, com sede no Panamá e, como ressalta à vista desarmada, um bom exemplo de "transparência". 
Esta possível explicação é, obviamente, inaceitável para quem faça profissão de fé na honradez deste governo de direita. Só que, nesse caso, falta a explicação. Venha ela, se o governo ou, pelo menos, os membros do governo envolvidos no negócio da privatização da RTP, não quiserem ficar com a fama. Já não digo com o proveito.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

É tudo igual ao litro !


Lá que Relvas era um homem despachado já se sabia desde que o público tomou conhecimento da forma e da rapidez com que obteve a sua "licenciatura". Mas, tal como no caso da" licenciatura", também a nomeação do novo conselho de administração da RTP é capaz de não passar duma característica trapalhada relvista” para utilizar a expressão da Comissão de Trabalhadores da RTP, que não reconhece ao presidente do novo conselho de administração, Alberto da Ponte, antigo presidente da Sociedade Central de Cervejas, "nenhum currículo que o relacione com as áreas da cultura ou da comunicação social"  nem   "nenhum antecedente em qualquer serviço público, nestas ou noutras áreas”.
Às tantas, quem sabe se Relvas, com a pressa, não confundiu a RTP com uma qualquer fábrica de cervejas!  Não seria caso para grande admiração, uma vez que o próprio Relvas confessa não se prender com pormenores. Para Relvas, pelos vistos,  desde que leve a água ao seu moinho "é tudo igual ao litro"!
(ilustração daqui)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Entalado"

A crer na versão divulgada por Marcelo Rebelo de Sousa, na "homilia" televisiva do último domingo, Passos/Coelho  apareceu a recuar na hipótese de concessão da televisão pública, porque "estava entalado". "Entalado", deduz-se sem esforço do teor da "homília", pelo seu amigo do peito, o ainda (lamentavelmente) ministro Relvas.
Custa a crer que o histriónico professor e comentador, tido como uma inteligência brilhante, avance com uma explicação tão tosca. É que a tese é, simplesmente, mirabolante e, para mais, contraditória nos seus termos. 
De facto, só recua numa opção quem a tomou ou permitiu que alguém avançasse nesse sentido. Aliás, nem sequer é crível que Relvas se permitisse optar por aquela solução, sem dar cavaco a Passos/Coelho,  num assunto de grande e indiscutível melindre (como está à vista). Admitir a hipótese contrária seria  partir do pressuposto de que Passos/Coelho não passa de um boneco nas mãos de um qualquer Relvas. O que seria, como é óbvio, pior a emenda que o soneto. O equivalente a primeiro-ministro que nos desgoverna é , reconhecidamente, intelectual e politicamente muito fraco, mas nem eu que estou longe de morrer de amores por ele me atreveria a ir tão longe.
Isto dito, só resta acrescentar que é irrelevante saber se Passos/Coelho foi ou não "entalado" em toda esta estória, porque, em qualquer das hipóteses, ele não se livra de responsabilidades. De facto, se se deixou "entalar", a culpa é só dele. Não é ele, por acaso, o único  responsável pela permanência no "seu" governo dessa "nódoa" que dá pelo nome de Miguel Relvas?
Compreende-se que Marcelo, dependente de Passos/Coelho para se poder lançar  numa desejada candidatura a Belém, tudo faça para agradar ao presidente do seu partido. É, no entanto, de toda a conveniência que não exagere na dose porque, como está à vista, o exagero é contraproducente. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Paus-mandados

Depois do lamentável episódio da demissão do Conselho de Administração da RTP é mais que evidente que a equipa que vier a ser nomeada pelo ministro, equivalente a licenciado, Relvas, em substituição da ora demitida, só pode ser constituída por gente sem coluna vertebral.
Quem, nestas circunstâncias, vier a ser nomeado sabe, pelo antecedente, que vai ser um pau-mandado às ordens do (vergonhosamente ainda) ministro Relvas. Quem sabendo, aceita, é porque não passa disso mesmo.

Pechisbeque

"O ministro Relvas é o contrário do Rei Midas. Em vez de ouro, tudo aquilo em que ele toca fica transformado numa espessa trapalhada cor de chumbo. A privatização, aliás "concessão", da RTP deixou de ser um assunto sério para descer ao nível rasteiro das coisas venais. Como nenhum dos decisores parece interessado em falar na questão do interesse público, permitam-me que recorde duas das principais razões para a sua manutenção e aperfeiçoamento. Portugal precisa de um serviço público de rádio e televisão, em primeiro lugar, porque um povo tem o direito de reinventar e alimentar permanentemente uma narrativa identitária, plural, que não fique à mercê das forças de mercado e dos interesses de fação. Em segundo lugar, o serviço público é indispensável para estar à altura da herança transmitida pelos nossos antepassados. Portugal é a única pequena potência que criou uma "língua imperial", que é idioma oficial em amplas e descontínuas áreas geográficas. O alemão e o russo, embora línguas importantes, não correspondem à característica "imperial". As numerosas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo têm direito a um serviço público de radiotelevisão que não deixe apenas à iniciativa dos nossos irmãos brasileiros a defesa e progresso da nossa diversificada língua comum. É natural que, no longo prazo, a hegemonia do Brasil seja esmagadora, também no plano linguístico. Mas a vontade política de um país que não abdica do exercício do seu poder cultural, sobretudo quando a sua soberania está tutelada, deveria ir no sentido de retardar ou contrariar esse processo "natural". Mas em Lisboa parece que o interesse nacional e a visão estratégica se transformaram em coisas bizarras e bizantinas."
(Viriato Soromenho-Marques; Serviços e interesses; in DN)

sábado, 25 de agosto de 2012

Ovo de Colombo?

Qual "ovo de Colombo", qual carapuça. Uma mina  de ouro euros para o concessionário é o que é.  Só não se sabe quem vai ser o dono da mina. No entanto, o "licenciado" Relvas já deve saber.
(Veja aqui algumas dicas.)



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Um governo cobarde

Um governo que, para anunciar os seus propósitos quanto à privatização (?) da RTP, recorre a um "consultor" como António Borges (pelos vistos, pau para toda a obra) não pode deixar de ser considerado um governo de cobardes, a começar no primeiro-ministro e a acabar no (escandalosamente ainda ministro) "licenciado" Relvas. 

"Corno" manso

É dos livros que o parceiro enganado é o último a saber. Atenta a frouxa reacção,  o "corno" é manso.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ó Gaspar, nem todas !

No meu país, as pessoas estão completamente dispostas a sacrificar-se e a trabalhar mais para que o programa de ajustamento seja um sucesso desde que esse esforço seja repartido de forma justa” (mais uma tirada de Vítor Gaspar, durante a sua recente passagem pela sede do FMI). 
Gaspar, manifestamente, não estava nos seus melhores dia. Então não é que os factos, também neste particular, se encarregam de o desmentir.
Pelos vistos, nem todas as pessoas estão por tais ajustes. Os administradores da RTP, pelo menos.