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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pior a emenda que o soneto

A avaliação dos professores contratados já era um erro, pois uma tal avaliação, nos termos anunciados, não tinha, nem tem, qualquer base de racionalidade, mas o "recuo" negociado, à socapa, com a FNE, torna o erro crato ainda mais evidente. É que, sendo o critério dos 5 anos perfeitamente arbitrário, fica claro que o exame não tinha outra utilidade que não fosse a de sujeitar os professores contratados a mais uma humilhação.
Bem se pode dizer, por isso, que, neste caso, é "pior a emenda que o soneto".
E também se deve dizer que, pela forma como o "negócio" foi feito, às escondidas da FENPROF, que o ministro Crato e os dirigentes da FNE não são de fiar. Aparentemente,  Mário Nogueira ainda não se tinha dado conta disso. É boa altura para chegar a essa conclusão.
Não isento, por completo, os sindicatos dos professores de alguma responsabilidade pelo que se está a passar. A recusa persistente em aceitar uma avaliação de desempenho, digna dessa nome, deu a Crato um bom pretexto para os ter metido em mais esta alhada.
(reeditada)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Diálogo de surdos ?

No final da primeira ronda negocial sobre o modelo de avaliação dos professores com os sindicatos do sector, o ministro da Educação, Nuno Crato, deu por assente que as quotas para as classificações de mérito vão manter-se: Não existindo quotas somos todos excelentes. Isto tem que ser regulamentado. Queremos que os melhores sejam incentivados".
Por sua vez, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, agora muito mais manso, afirmou, também no final, que na reunião fez perguntas sobre o tema das quotas e que não obteve resposta. A ser verdade a afirmação de Nogueira, tudo indica que a ronda negocial não passou dum diálogo de surdos.
E mais se acentua essa ideia quando se sabe, desde há muito, que a existência ou não de quotas é uma questão central para os sindicatos. Se a questão das quotas não foi sequer abordada na reunião, discutiu-se o quê ? O sexo dos anjos? 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Golpada suspensa

Se Cavaco Silva tomou esta decisão, numa altura destas, é porque a golpada perpretada, nas vésperas da dissolução da AR., por todos os partidos da oposição, não passava de uma escandalosa espécie de caça ao voto. E tão clara, que dava demasiado nas vistas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Finalmente, o bom senso?

A suspensão imediata da avaliação fazia tanto sentido antes, como agora, ou seja, nenhum. A inflexão de posição por parte do PSD terá, pois, a ver, não com as razões invocadas, mas sim com a mudança de atitude por parte dos sindicatos e com a abertura por parte do Governo para encetar novas . Seja como for, importante é sublinhar que pelo menos, neste aspecto, regressou o bom senso à bancada do PSD. Ainda que fique na dúvida sobre se o regresso do bom senso, neste caso, não se ficou tão só a dever ao receio de uma aproximação do CDS à posição do Governo nesta matéria. O futuro o dirá.
Adenda:

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quando a responsabilidade cede o passo à demagogia

Mandaria o simples bom senso que os partidos que defendem a existência de uma avaliação de desempenho para os professores, se abstivessem de revogar ou suspender o actual sistema, antes de construída uma solução alternativa. Todavia, parece que não vai ser assim, pois os partidos da oposição mostram-se empenhados em conseguir o que não puderam alcançar na anterior legislatura, ou seja, a suspensão do actual modelo de avaliação e o fim da divisão da carreira entre titulares e não titulares.
A definição de um novo modelo e de novas regras, pelos vistos, pode esperar e, antecipo eu, vai esperar até às calendas gregas, porque é mais que sabido que as estruturas sindicais e os movimentos dos professores não vão aceitar qualquer solução que não seja o fim de toda e qualquer avaliação e é mais que certo que os partidos que agora cedem à pressão dos professores, também não vão ter coragem, no futuro, para enfrentar os interesses corporativos da classe docente.
Quando a responsabilidade cede o passo à demagogia, o resultado não podia ser outro que não este.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mais um cheque em branco

Extractos daqui :
  • "Manuela Ferreira Leite já afirmou, se o partido ganhar as eleições o actual sistema de avaliação dos professores é para suspender “o mais rápido possível”.“Ainda não temos modelo alternativo a apresentar, porque o Partido Social-Democrata está a reflectir sobre ele e a discutir com os parceiros de educação” ( Pedro Rodrigues, presidente da Juventude Social democrata)
  • "Paulo Mota Pinto, coordenador do programa eleitoral, acrescenta que o partido vai fomentar o diálogo com as partes envolvidas para definir um modelo de transição, reconhecendo que não há uma estratégia definida e que tal pode levar um ano a alcançar"

Sem estratégia definida, nem modelo alternativo, não estamos perante mais um cheque em branco ?

E, por falar num ano, não seria mais sério, na falta de modelo e de estratégia, remeter o assunto para as calendas gregas ? Ou seja, para o dia de S. Nunca ?

domingo, 19 de julho de 2009

Ainda é notícia ?

Isto ainda é notícia ?
Pelos vistos, sim, para quem continua a apostar no quanto pior melhor, mesmo que a actual agenda leve o jornal ao descalabro.
Os "fretes" pagam-se caro e os trabalhadores do "Público" já o deviam saber. Ou será que o recente ultimato da administração que os levou a aceitar a redução dos salários não passou de uma breve tempestade de verão?
Cá se fazem, cá se pagam. Digo eu.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Capicuas

O único interesse desta notícia é o número de participantes na reunião de presidentes de Conselhos Executivos (PCE) de escolas e agrupamentos que decorreu em Coimbra, e em que foi decidido reiterar o pedido de suspensão do modelo de avaliação de desempenho dos professores: 212. Não pela representatividade do número, mas por ser uma capicua (que dizem, dá sorte).
Quanto ao reiterar do pedido de suspensão, acho que já tiveram tempo de concluir que a insistência é chover no molhado.
Até a Fenprof já chegou a essa conclusão. Em desespero de causa, propõe-se agora avançar com um processo de impugnação em tribunal das medidas do Ministério da Educação que simplificam a avaliação dos professores, por duvidar da sua legalidade e constitucionalidade. Não se percebe é a lógica da impugnação. Se o objecto de impugnação são as medidas de simplificação, será que a Fenprof aceita a avaliação, na primitiva versão ?
(Reeditada)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Por uma vez ...

... "toda a minha gente" pode estar a falar verdade, nesta história da entrega dos objectivos individuais no âmbito do processo de avaliação de desempenho dos professores. Para o Ministério da Educação "a maioria" dos professores entregou os objectivos individuais. Os sindicatos garantem, por sua vez, que "dezenas de milhares" não o fizeram.
Mesmo que o facto seja irrelevante, manda a verdade que se diga que é bem possível que, neste caso, ambas as partes tenham razão. Só que, se o Ministério tiver razão, ou seja, se a maioria tiver entregues os objectivos individuais, os sindicatos, que se opuseram frontalmente a essa entrega, averbam, para já, uma derrota. É o que acontece, com frequência, aos megalómanos.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Estão bem entregues !

O advogado Garcia Pereira declarou aos jornalistas presentes na manifestação de professores frente ao Palácio de Belém que existem razões “para abrir uma frente jurídica” nesta contestação, quanto mais não seja pela maneira como a carreira docente foi dividida em duas categorias (professor e professor titular) pois, segundo o causídico, a divisão em categorias “valoriza sobretudo a componente administrativa” e pode “gerar problemas de desigualdade de tratamento”, o que põe em causa o princípio constitucional da igualdade.
Com esta argumentação, os professores não vão longe. O advogado, talvez, porque, com argumentos destes, muitas oportunidades vai ter para abrir outras "frentes jurídicas", a começar pelos tribunais (adeus, conselheiros e desembargadores) pelas forças armadas (adeus generais, coronéis, etc.) e por aí fora. É todo um mundo de novas oportunidades.
Benza-o Zeus!
(Informação respigada aqui)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Votar a pedido...

Diz o deputado do Partido "Os Verdes" , Francisco Madeira Lopes que o projecto do CDS-PP (sobre a suspensão da avaliação dos professores) "não é o melhor do mundo" mas "atinge o objectivo de suspender o processo" que "foi o que os professores pediram".
Até nisto "Os Verdes" são originais. Agora, na falta de outras razões, votam a pedido. Justificação de peso, sem dúvida !
(Informação aqui)

Ainda não foi desta...

O oportunismo político da oposição ainda não foi desta que levou a sua avante. Haja ZEUS.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

"Chumbo" previsível e merecido

O "chumbo" do projecto é não só previsível, pelas razões invocadas na peça para que remete o "link", mas é também merecido, pois o projecto, não só não é sério, pois não resolve o problema em questão, como, conhecidas que são as posições anteriores do partido proponente e da sua líder sobre a matéria e as razões do foro interno que estão na base da sua apresentação (salvar a face do grupo parlamentar respectivo pela ausência dos seus deputados na votação de anteriores resoluções visando o mesmo objectivo) só pode ser qualificado como "oportunista".
Actualização (08-01-2009):
"Chumbo" confirmado, incluindo projectos do BE e do PEV, visando o mesmo objectivo.
Amen!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Partir pedra

Ou nem isso...
...Por enquanto.

Bom senso a imperar !

Comentário da casa: Decisão de bom senso que se saúda. Outra atitude não faria sentido, tendo a conta a reunião com a Plataforma Sindical, agendada para hoje, para discutir o assunto.

Pior a emenda que o soneto !

Pior a emenda do que o soneto, digo eu. O projecto não só é "minimalista" como é ridículo quanto à intenção e quanto ao conteúdo. Só um partido completamente desnorteado é que se lembraria de reparar as faltas dos seus deputados com a apresentação de um projecto de lei que visa, imagine-se, suspender um modelo de avaliação em troca de coisa nenhuma. Sim, porque dizer que se suspende um modelo para se adoptar um outro "qualquer que ele seja " é pura tontaria. Já agora pergunta-se: dar umas tantas cambalhotas, serve ?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Meditação das quartas-feiras

Tópicos para uma meditação à quarta-feira:

I (A citação)

"Depois deles, o dilúvio

(...) Como toda a gente já compreendeu, porque os representantes dos professores fizeram questão de explicar, a questão não é esta avaliação, mas qualquer avaliação, seja qual for o modelo, que tenha como princípio diferenciar os professores. Os líderes da resistência à avaliação têm uma ideia do que deve ser a classe profissional que dizem representar: uma massa igualitária e anónima, onde ninguém se distingue e ninguém é responsabilizado pelo resultado do seu trabalho.

Os alunos abandonam a escola, falham nos exames nacionais e deixam péssima impressão nos testes internacionais ? Segundo os delegados da classe docente, nada disso tem a ver com as escolas e os professores, mas com a "sociedade". É uma tese curiosa. O país, através do Estado, gasta o que tem e o que não tem no ensino. E os agentes desse ensino vêm agora confessar, na cara dos contribuintes, sem complexos, que quase não faz diferença: quem tem de aprender, aprende; e quem não tem, não aprende. (...)" (Rui Ramos, in Público, edição impressa de 10-12-2008)

II (Hiperligação 1)


III (Hiperligação 2)


O convite à meditação é geral, já que a educação diz respeito a todos e não apenas aos professores.
(Imagem daqui)

domingo, 30 de novembro de 2008

Citações # 26

..."É que se genuinamente acreditam que os professores aceitam ser avaliados por um sistema seriamente avaliador e diferenciador, devem desenganar-se. Quem tem ligação directa ao meio dos professores sabe que, na sua generalidade, os professores não aceitam perder a autonomia que se habituaram a ter dentro das escolas. E não se poderá dizer que essa autonomia foi sempre mal aproveitada. Muitos bons professores fizeram dela bom uso. Mas muitos e muitos professores que entraram para o ensino por ser essa a única saída profissional disponível, têm feito dessa autonomia o desprestígio da classe.
A reforma proposta nas suas diversas vertentes, tenta reorganizar a escola, nomeadamente através da sua hierarquização. Isso é absoluta e definitivamente rejeitado pela generalidade dos professores. Até mesmo pelos bons professores que nada tinham a perder com isso, mas que viveram durante anos e anos uma organização de escola em que eram todos colegas e ninguém pedia responsabilidades a ninguém. E se prestar contas incomoda algumas pessoas, pedi-las não incomoda menos. Assim se juntam todos na rejeição.
Se alguém tinha dúvidas das seriedade das críticas anteriormente apontadas ao jovem sistema de avaliação proposto, creio que não podem mantê-las quando após a sua eliminação pela tutela, os professores insistem na rejeição do sistema. Fica claro que não eram aquelas anomalias, aliás ridiculamente não corrigidas por quem tinha de operar o sistema, a verdadeira razão da luta."
Texto completo e autor: aqui .