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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pior a emenda que o soneto

A avaliação dos professores contratados já era um erro, pois uma tal avaliação, nos termos anunciados, não tinha, nem tem, qualquer base de racionalidade, mas o "recuo" negociado, à socapa, com a FNE, torna o erro crato ainda mais evidente. É que, sendo o critério dos 5 anos perfeitamente arbitrário, fica claro que o exame não tinha outra utilidade que não fosse a de sujeitar os professores contratados a mais uma humilhação.
Bem se pode dizer, por isso, que, neste caso, é "pior a emenda que o soneto".
E também se deve dizer que, pela forma como o "negócio" foi feito, às escondidas da FENPROF, que o ministro Crato e os dirigentes da FNE não são de fiar. Aparentemente,  Mário Nogueira ainda não se tinha dado conta disso. É boa altura para chegar a essa conclusão.
Não isento, por completo, os sindicatos dos professores de alguma responsabilidade pelo que se está a passar. A recusa persistente em aceitar uma avaliação de desempenho, digna dessa nome, deu a Crato um bom pretexto para os ter metido em mais esta alhada.
(reeditada)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A "normalidade" à moda de Crato

Quem diz do Crato, diz deste governo, como é bem de ver, governo que só se mantém em funções, porque o que não falta por aí são imbecis. Desculpem lá a expressão, mas o meu "patriotismo" anda mesmo muito por baixo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mais um erro "crato"

"A percentagem de alunos entre os 15 e os 19 anos vai aumentar 10% ou mais por comparação com a última década. A previsão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e contraria as projecções apresentadas pelo ministro Nuno Crato* nos últimos dias."
(Texto e imagem daqui)
* O ministro matemático que não sabe fazer contas. Felizmente, para ele, não é caso único no governo de Passos. Este, tal como Gaspar, também não sabe às quantas anda.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O matemático não sabe fazer contas?

Nuno Crato, "matemático e estatístico" é o actual ministro da Educação. Não obstante a sua formação  e especialização, recusou-se terminantemente, no Parlamento, a responder ás insistentes perguntas da deputada Ana Drago sobre  quantos professores contratados ficarão fora do ensino no próximo ano lectivo, alegando que precisa de "saber os horários que vêm das escolas e o número de alunos que se matricula
Estranha afirmação na boca dum especialista em matemática e em estatística.  Tão estranha a pontos de nem sequer ser lícito admitir que não saiba a resposta, uma vez que ele é, por um lado, o responsável pela carga horária dos diversos cursos e graus de ensino e, por outro lado, dispõe certamente de dados que lhe permitem saber, com grande precisão, qual o número de alunos que se irão a matricular. Seria absurdo supor o contrário, a menos que se considere que o ministério da Educação é um campo onde se vive sob o signo da irresponsabilidade e onde impera a maior das desorganizações.
 Não vou tão longe e por isso, a recusa só pode ter uma explicação possível: é politicamente inconveniente, nesta altura em que o desemprego atingiu já números verdadeiramente alarmantes, ficar a saber-se quantos milhares de professores vão engrossar a multidão dos desempregados.
Admitir como verdadeira a sua afirmação de que não sabe, seria o mesmo que presumir que o matemático não sabe fazer contas e que o actual ministro da Educação está a precisar de voltar aos bancos da escola.
Nessa não caio eu!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não lembrava ao careca...

"O Ministério da Educação explica sempre tudo. E não tem culpa de nada". É o director do "Público" quem o afirma, fazendo, por interposto ministério, um retrato de si próprio, sendo que, no caso a que se refere, até tem razão. Na verdade, atribuir a responsabilidade pela baixa a Matemática à comunicação social, não lembrava ao careca!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A mesma ladainha também cansa

O Ministério da Educação reagiu com inusitada vivacidade, qualificando como “ridículas e ignóbeis” (termos fortes) as acusações feitas ontem pela Fenprof e dirigidas ao Ministério, segundo as quais, este estará a promover o “desinvestimento” e a favorecer “clientelas privadas” no campo do ensino especial.
A serem verdadeiros os números e os factos adiantados pelo Ministério da Educação, em defesa dos seus pontos de vista e não vejo razão para deles duvidar, já que se trata de números e factos passíveis de comprovação, a indignação do Ministério tem toda a razão de ser e, em boa verdade, já é altura de chamar os bois pelos nomes.
Já se viu que a Fenprof, com bons ou maus modos, não vai lá, até porque também já não restam dúvidas sobre a agenda que tem entre mãos e que, seguramente, não é uma agenda sindical.
A Fenprof já teve tempo, aliás, para concluir que a sua ladainha já só convence os convictos. É que a mesma ladainha a toda a hora também cansa.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Não ficará para a história ...


A ministra da Educação inaugurou hoje uma galeria onde figuram todos os ministros daquela pasta (93) criada em 1870, com a designação de Ministério dos Negócios da Instrução Pública , em cerimónia a que assistiram vários antigos ministros da mesma pasta, (segundo informa o PUBLICO.PT) com a justificação de se tratar de uma "espécie de reconhecimento aos que com “saber, esforço e sofrimento ajudam a construir o futuro deste país".

Se a justificação é esta, devo dizer à senhora ministra que terá que arranjar uma galeria bem mais ampla, pois há milhões de portugueses que se sacrificaram pelo país e que não obtiveram qualquer reconhecimento público e que, em boa verdade, nem sequer se preocupam com isso.

No momento em que o país se defronta com dificuldades, não é esta a ocasião mais propícia para a realização de cerimónias deste tipo. No Ministério da Educação há, de certeza, questões a resolver com bem maior premência. Esta cerimónia não passa, pois, de um fait divers bem dispensável e que, por isso mesmo, não vai ficar na história.
A imagem foi copiada aqui)