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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A "normalidade" à moda de Crato

Quem diz do Crato, diz deste governo, como é bem de ver, governo que só se mantém em funções, porque o que não falta por aí são imbecis. Desculpem lá a expressão, mas o meu "patriotismo" anda mesmo muito por baixo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Antevisão da "refundação" da Educação

Contada por Daniel Oliveira. Vale bem a pena ler para, além do mais, se ficar a saber como é que se põe de pé e se mantém a funcionar um grupo privado, no sector do ensino, à custa do Estado, logo do contribuinte, e com claro prejuízo do ensino público. Exemplar sem dúvida e, como digo, em título, uma antevisão do que pode vir a ser Educação em Portugal, se este governo chegar a concretizar a anunciada "refundação".
Para abrir o apetite, aqui fica um pequeno extracto: 
"Mas entre os políticos recrutados pela GPS estão as duas principais figuras desta história: José Manuel Canavarro, secretário de Estado da Administração Educativa de Santana Lopes, e José Almeida, diretor Regional de Educação de Lisboa do mesmo governo. Foram eles que, em 2005, assinaram o despacho que licenciava a construção de quatro escolas do grupo GPS com contratos de associação para receberem alunos do Estado com financiamento público. Ainda não tinham instalações e já tinham garantido o financiamento público dos contratos de associação. Ou seja, havia contratos de associação com escolas que ainda não tinham existência legal. Um despacho assinado por um governo de gestão, a cinco dias das eleições que ditariam o fim político de Santana Lopes. Depois de saírem dos cargos públicos foram trabalhar, como consultores, para a GPS."

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Na ara da Demagogia

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou hoje que vai propor à Assembleia da República um conjunto de medidas relativas ao ensino superior, figurando entre elas a suspensão de propinas.
Que sentido fará uma tal medida, numa altura em que há numerosas pessoas que, por via do desemprego, se debatem com dificuldades e precisam de apoio, sendo que este já não chega a todos, porque o dinheiro não é elástico?
E que raio de prioridades são estas? Será que o BE não sabe que o país vai ter que reduzir o défice, senão a curto, pelo menos, a médio prazo e que não é com medidas destas, ainda por cima socialmente injustas, que se alcança tal resultado ? Sabe com certeza, mas está visto que o Bloco está mais interessado em sacrificar na ara da deusa da Demagogia, porque tal compensa, do que em resolver os problemas do país.
Este caminho pode ser fácil, porque é sempre a descer, mas de responsável nada tem.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Em defesa da escola pública ?

A dupla recusa da Fenprof em aceitar a fixação de quotas para as classificações de mérito e a dependência da progressão na carreira docente da existência de vagas, significa que a referida estrutura sindical pretende um estatuto exclusivo para o ensino básico e secundário e diferenciado em relação à restante administração pública, incluindo o ensino superior, onde existem, quer a fixação de quotas, quer a progressão em função das vagas. Nestes termos, qualquer que seja o modelo de avaliação, fica patente a pouca relevância atribuída ao mérito para efeitos de progressão na carreira, uma vez que, por inércia, por comodidade, ou por qualquer outra razão, todo corpo docente duma escola pode acabar por integrar o clube dos "melhores".É o que se verifica lá onde não há o regime de quotas.
Esta posição mostra, a meu ver, que a proclamada defesa da escola pública e da sua qualidade, por parte da Fenprof, não passa de uma mistificação. Não se vê, com efeito, como é que se pode prosseguir a qualidade da escola pública se não for premiado o mérito dos docentes. O "somos todos bons" pode ser vantajoso para os maus professores, ou para os medíocres. Seguramente que para os bons professores não é estimulante e, não o sendo, é óbvio que é prejudicial para os alunos e para o sistema de ensino. E, em última análise, para o país.
(Também publicado em A Regra do Jogo)