quinta-feira, 29 de junho de 2023

A sério ?

A sério digo eu que este cartaz do Bloco de Esquerda (BE) é, do ponto de vista criativo, de uma pobreza confrangedora e,  do ponto de vista político, um autêntico tiro no pé.

Passará pela cabeça de alguém pôr em dúvida que o BE pretende levar o país a sério ? E do mesmo modo, alguém duvida que tal propósito não difere um milímetro das intenções dos demais partidos políticos e que, consequentemente, é óbvio que, deste ponto de vista, o Bloco não se distingue minimamente dos restantes partidos.

Para que serviu, pois, a publicação deste cartaz ? Para transmitir uma mensagem absolutamente inóqua em termos de divulgação do ideário do Bloco? Para dar a conhecer que a nova coordenadora do BE não faz a mínima ideia do que é relevante em termos de mensagem política ? 

Na falta de outra explicação convincente, tenho que admitir que talvez a intenção tenha sido a de nos fazer rir. Do ridículo da "coisa".

domingo, 25 de junho de 2023

Putin, ainda não foi desta...


Ainda não foi desta vez que chegou a hora da partida para Putin. Fica para a próxima (que se deseja esteja para breve) porque é mais que evidente que a força do Presidente da Federação Russa já conheceu muito melhores dias. De facto, o mais surpreendente em todo este caso da "rebelião" desencadeada pelo chefe do grupo mercenário que responde pelo nome de Wagner, foi a facilidade com que Prigozhin tomou a importante cidade de Rostov e do respectivo comando militar  e como conseguiu chegar com parte das suas tropas a 200 quilómetros da capital Moscovo, sem encontrar forças militares da Federação que de forma séria lhe tivessem oferecido resistência, como seria expectável. 
Do acordo negociado para pôr termo à cavalgada em direcção a Moscovo, resultou, para já, no "exílio" de Prigozhin na Bielorússia, não sendo de excluir o seu assassnato a mais ou menos curto prazo, seguindo os usos e costumes do Kremlin, segundo é fama. Putin permanece no cargo, mas duvido que nesta altura ainda haja na Rússia muita a gente a vê-lo como uma reincarnação do czar Pedro I, o Grande. Mais depressa será visto como o fanfarrão manhoso, sem escrúpulos e fraco que, de facto, é.

sábado, 24 de junho de 2023

Pergunta: "Porque há-de alguém votar no PSD"?

Uma boa pergunta que, todavia, não é minha, mas de Miguel Sousa Tavares em artigo publicado no Expresso desta semana de que reproduzo, aqui,  o seguinte extracto:

"(...)Um partido que exige a demissão de um ministro porque um seu colaborador despedido montou um escarcéu no Ministério mas que nomeia para duas Comissões Parlamentares um deputado arguido num processo-crime por suspeitas de corrupção e que regressou ao Parlamento à revelia do próprio presidente do partido! Um partido que diz e rediz que o Governo já não governa mas que foge de eleições antecipadas como a pior das soluções. Que jura que é alternativa mas que não apresenta ao país uma única que se conheça, seja relativa à Saúde, à Educação, à Agricultura, ao Ambiente, à Justiça, ao modelo de desenvolvimento, à TAP, à Efacec, ao que quer que seja... Porque há-de alguém votar no PSD se o PSD nem sequer quer ir a eleições e, se tiver de ir, não é capaz de dizer com quem se aliaria e quem excluiria? E, pior do que tudo, não sabe o que propor. O aeroporto de Lisboa em Santarém — é isso? Bom, sempre é uma ideia. Então assumam-na.(...)"

A minha resposta: à primeira vista não há razão para votar no PSD. E nem à segunda, nem à terceira. Consequentemente, não vota!

[Texto integral (Budarém, um aeroporto à nossa medida) e gravura: aqui)

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Um escândalo que tem que acabar!

 

"Economia paralela em Portugal representa quase 35% do PIB. É o equivalente a 6 orçamentos da saúde"
Estamos perante um escândalo, mas, pelos vistos, o escândalo passa sem reparos de maior por tudo quanto é comunicação social, o que é, convenhamos, completamente inexplicável. De facto, não se compreende o silêncio, sabendo-se que toda a gente se queixa do excessivo peso dos impostos, peso que, se não fora a evasão em larga escala denunciada pela notícia referenciada, não precisava de atingir os níveis estratosféricos actuais. 
A explicação para o silêncio sobre o assunto admito que possa derivar do facto de a excessiva carga fiscal incidir principalmente sobre trabalhadores por conta de outrém e reformados que não têm forma de fugir ao fisco e acabam por ser as principais vítimas da imposição fiscal, enquanto, por outro lado, há uma boa parte da população que, tendo em conta os seus parcos rendimentos, não está sujeita ao IRS e não falta quem, dentre os mais abonados (que são também os que têm maior influência social), encontra meios de se furtar ao pagamento dos impostos. 
É uma situação que tem que acabar, pois não é justo que a classe média trabalhadora ou reformada tenha de arcar com o encargo de financiar a maior parte da despesa do Estado. Se o acesso aos serviços públicos é para todos, o custo com a prestação desses serviços tem também que ser justamente repartido por todos os que tenham meios para os financiar. Espera-se que, pelo menos, o Governo esteja atento ao escândalo e tome providências para lhe pôr termo. Julgo que, em muitos casos, nem será difícil. 
(Notícia e imagem daqui)

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Flores na muralha !

Em tempo de paz, até as pedras das muralhas dão flores.

(Na imagem: troço do exterior das muralhas de Trancoso, em 14 - Junho - 2023)

domingo, 18 de junho de 2023

Põe-te a pau, Montenegro !

O teu pessoal não está mesmo nada satisfeito contigo! E, pelos vistos, disposto  a "acreditar" em ti, nem pensar !

Se tens dúvidas, repara bem no último parágrafo do editorial da luminária que é director (vá-se lá saber por que bulas!) do semanário Expresso: "O PSD tem o dever [repara bem: o dever!] de se posicionar como alternativa, mas para isso não basta existir, é preciso trabalhar. Se Montenegro acha que que pode fazer como Durão Barroso e que lhe bastar esperar que lhe entreguem o cargo de primeiro-ministro, está muito enganado. Antes disso terá de enfrentar as eleições europeias de 2024. E muitos dentro do partido não lhe perdoarão um resultado 'poucochinho'. Algo bastante provável se continuar a fazer o que fez até agora... Nada!"

Que cuidados e mimos, os deste director !

O que tens andado a fazer, Montenegro, para levares uma reprimenda destas ? Andas a dormir na forma, ou quê? Com directores de jornais como este, que não passa de réplica de tantos outros, para ganhares (seja lá o que for) basta manter-te em pé. Mexe-te, pá!

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Justiça de pedra (imper)feita

 Feita com ou sem pedra (mais ou menos afeiçoada) a justiça é sempre (imper)feita.

Hoje,

Ontem.
Sempre, como se tem visto.
[Imagens dos pelourinhos: do Sabugal (de feitura recente) em cima; de Penedono ("pelourinho de  gaiola") em baixo.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

domingo, 11 de junho de 2023

Desgraçado país!

Professores?
Quem se manifesta desta forma pode, eventualmente, ter qualificação para qualquer outra coisa: borrador de cartazes, por exemplo. Nunca para ser professor. Gente sem um mínimo de educação e de vergonha é o que esta e outras imagens relativas ao mesmo acontecimento revelam. E está a educação deste país entregue a gente reles como esta?  Desgraçado país!
(imagem: fonte)

quinta-feira, 8 de junho de 2023

À procura de borboletas na Serra de Alvelos?

Fritilária-dos-lameiros (Euphydryas aurinia)

Borboleta-Canela (Hipparchia semele)


Salta-cercas (Lasiommata megera)

Melanargia-comum (Melanargia lachesis)

Fritilária-comum (Melitaea deione)

Melitaea nevadensis

Guarda-portões-mediterrânica (Pyronia bathseba)

Douradinha-silvestre (Thymelicus sylvestris)

Avistamento: Serra de Alvelos (Sertã);7- Junho - 2023
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 6 de junho de 2023

# De passagem por ...

 ... Sardoal


(Igreja matriz)

Capela do Espírito Santo ((Século XVII)


Pelourinho (em 1º Plano) e edifício da Câmara Municipal

[A vila merece certamente uma visita mais demorada, pois tem, por certo, outros motivos de interesse, mas uma visita de passagem (e breve) não me proporcionou outras imagens dignas de registo. Fica para uma outra oportunidade.] 

sábado, 3 de junho de 2023

Vamos lá dar um pouco de cor a isto ...


Borboleta-monarca (Danaus plexippus)

(Borboleta que não me pareceu particularmente preocupada com as intervenções na, eufemisticamente, chamada Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP, mas, se calhar, até devia estar. Afinal a TAP, tal como as borboletas, também voa. Ora, pelo caminho que a dita Comissão leva, às tantas, a TAP ainda acaba por deixar de voar e a(s) borboleta(s) deixa(m) de ter mais uma Companhia no voo...)
(Imagens colhidas em Trafaria (Almada); 31 - Maio - 2023

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Saberá, Mariana Mortágua, o significado da palavra "vexame" ?


"Não estamos condenados ao vexame que a maioria absoluta impõe” é uma declaração atribuída a Mariana Mortágua, actual líder do Bloco de Esquerda (BE) por ela proferida em 27 do corrente mês, então ainda na qualidade de candidata à liderança do partido.

Quer ela conheça o significado da palavra "vexame", quer não, tal declaração é, em qualquer dos casos, um perfeito disparate. No entanto, se ela não conhece ou se se equivocou sobre o significado da palavra estamos perante um caso de simples iliteracia, que, sendo grave, é, em todo o caso, politicamente irrelevante. Se, pelo contrário, conhece o significado da palavra, como é de supor, então tal afirmação só pode ter uma explicação: a nova líder do Bloco de Esquerda não tem uma ideia muito consolidada sobre o que seja uma democracia.
Mau sinal!

(Citação e foto daqui. Créditos da imagem supra: TIAGO PETINGA/LUSA)

domingo, 28 de maio de 2023

Modéstia não é o seu apelido do meio

"Ainda não viram nada da força que sabemos criar, reinventar e unir”  (Mariana Mortágua)
Tomando a expressão pelo valor facial, direi que, de facto, não vi, nem podia ter visto, e, como tal, também estou para ver.

No entanto, a expressão usada pela nova coordenadora do Bloco de Esquerda é de tal forma arrogante, que duvido que alguma vez chegue a ver essa força toda. Quem a ouvir, até há-de julgar que o Bloco acaba de nascer ou então que os que a precederam no lugar não serviram para mais nada, nem tiveram outro mérito que não fosse o de aplanar-lhe o caminho... 

A modéstia e o sentido das proporções até nos políticos fica bem. Ao invés, a arrogância nem por isso.
Mariana Mortágua começa mal!

(Citação e imagem: daqui; Créditos da imagem: ANTÓNIO COTRIM/LUSA.)

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Com estes actores a política não passa de uma palhaçada

Dou a palavra ao Miguel Sousa Tavares: "A insuportável futilidade da política"

"Perguntava às tantas ao ministro João Galamba o deputado do PSD Paulo Rios de Oliveira, após fazer uma excitada e demagógica descrição dos acontecimentos vividos no gabinete do ministro, e na ausência dele, na noite de 26 de Abril: “E quem é o responsável político por isto?” Imaginei a mesma pergunta feita ao deputado, se o PSD tem despedido um assessor do seu grupo parlamentar e este, 15 minutos volvidos, tem entrado pelo gabinete do grupo adentro e, após confrontos físicos de responsabilidade por determinar, tem fugido com o computador do partido, queixando-se depois de ter sido “sequestrado” por ter sido pedido ao segurança que lhe barrasse a fuga com o computador. De quem seria a “responsabilidade política”: do líder do grupo parlamentar, do presidente do partido ou das “desvairadas” assessoras, para usar a elegante expressão do deputado Rios de Oliveira?

Convocado para assistir ao momento político mais importante dos últimos seis meses, o país mediático-lisboeta-parasita lá se instalou diante das televisões durante dois dias (e eu também, por dever de ofício e alguma curiosidade antropológica). Do alto da sua coluna no “Público”, o nosso comissário para a Repressão do Vício e Promoção da Virtude, João Miguel Tavares, chegou mesmo a fornecer aos leitores o horário das inquirições da CPI, para que pudessem partilhar com ele os orgasmos múltiplos que já antecipava. E o que vi eu? Nada que não esperasse e que não tivesse já previsto aqui. O professor de andebol e adjunto Pinheiro, cerimoniosamente tratado por “Sr. Dr.” o tempo todo, apresentou-se como o herói do dia, disposto a gozar até ao último minuto a sua tarde de glória e a fazer abalar sozinho o regular funcionamento das instituições democráticas. Acompanhado por um advogado criminal, de Código Penal em punho (não percebi se porque achou que lhe dava status, se porque temia poder auto-incriminar-se), o herói começou por ler um relambório de 40 minutos de auto-elogio, onde se apresentou como homem íntegro, servidor público exemplar, técnico absolutamente indispensável à rees­truturação da TAP e, porém, despedido sem causa, ameaçado com dois “socos” pelo ministro (não murros, como toda a gente diz, mas sim “socos” — talvez um uppercut e um “gancho” de esquerda), “empurrado” e “pressionado” por quatro mulheres e obrigado a fugir, ele, um atleta, depois sequestrado, ameaçado pelo SIS e ofendido e caluniado pelo ministro e pelo PM, contra os quais iria interpor as respectivas acções de reparação do seu bom nome (todavia, após 48 horas de ponderação, já só cogitadas). Anos de tribunal no meu longínquo passado fizeram com que, após ouvir o sofrido depoimento do adjunto Pinheiro, tivesse comentado para mim mesmo: “Mas que grandessíssimo vendedor de tapetes!” Mas também aprendi que há que esperar sempre pela outra versão da mesma história.

Porém, não foi o que sucedeu. Mal o adjunto Pinheiro tinha acabado de falar e todos — todos — os jornalistas e comentadores de serviço, sem sequer ouvirem os outros intervenientes, sem nenhum interesse no contraditório ou no que não convinha à versão dele, adoptaram-na de imediato como verdade única e inquestionável. Os “socos” que o ministro lhe terá oferecido e de que ele não tinha prova alguma, antes pelo contrário, ficaram de tal forma estabelecidos que Ana Sá Lopes pôde titular no “Público”: “João Dois Socos Galamba”; a demissão por telefone foi unanimemente tida como ilegítima, como se a demissão de um cargo de confiança política e pessoal pudesse esperar pela publicação em “Diário da República” — que, neste caso, demorou 14 dias; as queixas das agressões do adjunto a quatro mulheres, que teriam sido um escândalo se tivessem sido ao contrário, foram abafadas pelo invocado “crime de sequestro” do alegado agressor e apesar de este ter ficado manifestamente perturbado quando se sugeriu que as filmagens das câmaras de vigilância do Ministério fossem enviadas à CPI; o dito “crime de sequestro” deu-se por consumado apenas porque alguém tentou impedir, trancando as portas e chamando a polícia, que ele fugisse com o computador do Ministério; e a “ameaça” do SIS, objecto de nova anunciada CPI, consistiu em um agente ir a casa de Pinheiro pedir-lhe que entregasse o computador a bem para evitar mais chatices. Mas ninguém estranhou que nem um daqueles inquisidores da CPI, tão obstinados em outros pormenores, se tivesse lembrado de perguntar ao “Dr. Pinheiro” o essencial: porque não acatou a ordem recebida do ministro de não voltar ao Ministério e o fez logo 15 minutos depois? Se queria reaver as suas coisas, como disse, porque não combinou a entrega delas com a chefe de gabinete, como seria adequado? Que outras coisas suas reouve nessa incursão? Considerava o computador coisa sua? Ao fugir com ele, não considerou que o estava a roubar? Que continha o computador de tão importante para justificar tamanha urgência e tamanho desespero em ir buscá-lo? O que fez durante o tempo em que esteve com o computador — apagou ficheiros ou notas ou acrescentou outras?


Nada disto interessou aos senhores deputados da CPI, aos jornalistas e aos comentadores. O juízo já estava feito, e mesmo a desilusão que tiveram ao não obterem a esperada execução sumária do ministro Galamba os fez mudar de opinião. Galamba enfrentou cinco horas de perguntas repetidas até à exaustão e, perante a complacência de quem dirigia os trabalhos, encaixou o interrogatório mal-educado e ao estilo KGB do deputado do BE (substituindo uma Mariana Mortágua que, tendo exigido esta CPI, achou mais importante depois abandoná-la para se dedicar à sua eleição interna), encaixou a pseudo-ironia, apenas provocatória, do deputado Rios e esteve 20 minutos a ouvir o deputado André Ventura a querer que ele entregasse o seu telemóvel para, através dele, tentar saber o que se tinha passado no telemóvel do adjunto Pinheiro, numa pura tentativa de devassa pessoal sem qualquer sentido. E, obviamente, com a única excepção do deputado Bruno Dias, do PCP, em nada lhes interessou saber da TAP, mas sim eternizar o folhetim do gabinete, usando ainda o truque da sessão de perguntas ao primeiro-ministro em plenário para a transformar numa extensão da CPI.

De tudo isto resta uma forma de fazer política e de fazer oposição que parece que excita muito toda a gente que pensa, que causa muito ruído e muito escândalo mediático, mas que nada tem a ver com política, nada tem a ver com jornalismo e nada tem a ver com o exercício parlamentar de fiscalização da actividade governativa. Eu compreendo e subscrevo que muita gente esteja zangada com a governação e que queira coisas diferentes. Mas isso começa por fazer as coisas e a política de forma diferente. Esta CPI e esta forma de fazer oposição talvez desgaste o Governo, mas desgasta por igual a democracia e a oposição. E não é também porque, nos intervalos do frenesim criado artificialmente, o Presidente da República, na angústia para o jantar de que falava Sttau Monteiro e que Helena Matos tão bem analisou, sai do palácio e vem à rua à procura de jornalistas junto de quem fazer prova de vida que as coisas passam a adquirir uma importância que não possuem.

Como também não é porque, sazonalmente, Cavaco Silva precisa de destilar a sua dose de veneno para fazer prova de vida que nós ou as instituições devemos estremecer de medo. Sobretudo quando ele, ex-Presidente de todos os portugueses, dispara sempre ao abrigo do estrito círculo partidário de onde veio e, acusando o Governo de viver na mentira, nos prega três solenes mentiras: que o PSD tem causas, que tem propostas alternativas e que Montenegro está preparadíssimo para governar. Quais? Quem? Como?"

(Obviamente que subscrevo, na íntegra)
(Texto e imagem in Expresso, edição impressa - Caderno principal - Hoje)

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Uns óculos para Cavaco...

Cavaco precisa de óculos, com urgência, para ver estes gráficos.

Como o homem é sério (ele garantiu que ainda está para nascer alguém mais sério do que ele) por certo que, depois de ver os gráficos, vai fazer um "mea culpa" em relação à quantidade de disparates proferidos durante o Encontro Nacional de Autarcas do PSD.

Para homem sério, outra solução não há. O leitor duvida que Cavaco seja sério?  Como assim, se o homem nem se ri?!

terça-feira, 23 de maio de 2023

"Múmia" ? Um bem-aventurado é que é!

Está na moda (a que nem eu resisto - me poenitet!) apodar Cavaco Silva de "múmia". Ora, a verdade é que, ainda ontem, António Costa, perguntado por um canal de televisão sobre o que pensava em relação à intervenção de Cavaco no Encontro Nacional de Autarcas do PSD, veio esclarecer que Cavaco "desceu à terra" para "alimentar aquele frenesim em que a direita portuguesa agora está de querer criar o mais rapidamente possível um crise política artificial". 
Se o nosso homem desceu à terra, como afirma António Costa é porque Cavaco já subiu ao céu. Costa, pelas funções que desempenha, está certamente muito melhor informado do que a generalidade dos portugueses, em relação a todos os cidadãos, Cavaco, incluído. A ser certo que o homem acabou de cair do céu, não só é impossível que ele seja ainda uma "múmia", como é mais que certo que Cavaco já figura entre os bem-aventurados. E dos mais felizardos, diga-se, pois, como é sabido, nem todos tem licença de vir até cá abaixo.
Falta dizer, de algum modo pondo em dúvida a declaração de António Costa, que também é verdade que as palavras que Cavaco proferiu na ocasião, são mais próprias de um arruaceiro do que de um bem-aventurado, mas se calhar, por vezes, até os bem-aventurados perdem a cabeça ou, no mínimo, as estribeiras.
Sim, quem sabe?

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Quem precisa de curador?

 "Cavaco Silva, o curador do PSD" é o título da crónica da jornalista Sónia Sapage hoje publicada nas páginas do "Público" (edição impressa) crónica que, de algum modo, vai na linha do editorial subscrito pelo director do mesmo jornal, Manuel Carvalho, editorial a que este deu o título "Com o bálsamo de Cavaco Silva".

Qualquer dos textos dá a entender que Montenegro é um líder fraco que precisa de alguém como Cavaco que lhe sirva de tutor, o que quer dizer, inequivocamente, que Montenegro não é o líder de que o PSD precisa nas actuais circunstâncias. 

Que Montenegro é um fraco líder até eu posso concordar sem que para chegar a essa conclusão tenha de fazer grande esforço. Tenho, porém, absoluta convicção de que, se Montenegro carece de tutor, não é a Cavaco que deve recorrer, pois o tutor Cavaco é muito pior que o tutelado Montenegro. Quanto a mim, pior que Cavaco, só outro Cavaco.

Se o PSD quiser perder para o CHEGA, entregue-se nas mãos de Cavaco. Como arruaceiro, Ventura é muito mais competente. 

Arte urbana

Na Praia do Carvoeiro (Algarve)

(De autor não identificado)