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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Quatro anos a penar escusadamente...

Há muito aguardada, a decisão de compra de dívida pública pelo BCE foi finalmente tomada. E saudada por várias entidades, incluindo o secretário-geral do PS
A decisão, sabe-se, não foi tomada antes, porque contou sempre com a oposição da senhora Merkel e dos seus lacaios, entre os quais figura Passos Coelho. Este, à semelhança da sua tutora, sempre se manifestou contra a compra de dívida pública pelo BCE, por muito que ele agora, venha a dizer o contrário, num exercício de ginástica de que é exímio executante. Refiro-me, naturalmente,  à cambalhota. E não tardou, pois ela aí está.
Devido a essa oposição, quatro anos a penar, em grande parte, escusadamente, já ninguém os tira aos portugueses.
Feita a conta, resta apresentá-la aos responsáveis pelo sofrimento escusado. São eles, em primeira linha, Passos Coelho e Paulo Portas. Se, em Portugal, ainda não se perdeu definitivamente o sentido de justiça, espera-se que os agradecimentos a qualquer deles venham sob a forma de voto com os pés. Eu, pelo menos, é assim que lhes vou agradecer.
Há um outro responsável que se chama Cavaco, pelo seu indefectível apoio à política levada a cabo por este governo de farsantes. Felizmente, no caso dele, porque está de abalada e já não pode ser reeleito, o voto com os pés está fora de questão. Resta o voto de desprezo. O meu tem-no.











sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Acabaram-se as desculpas.

"Portugal pode beneficiar da ajuda do BCE quando regressar ao mercado"

É claro que a decisão do BCE é positiva para o país. Receio é que com a obsessão deste governo pela austeridade e, para mais, entendida por Passos/Coelho, como punição para o que ele designa como "regabofe", a decisão acabe por não se traduzir em benefício. E será o caso, se o governo passista persistir no caminho que tem trilhado. As desculpas, no entanto, acabaram. E daí, quem sabe, talvez não. Tão ineptos são estes governantes e tão coxos que, às tantas, ainda vai ser preciso que os levem ao colo.
(Citação e ilustração daqui)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Boas perguntas

Folgo em verificar que no meio da indignação, um tanto tardia, vindo donde vem, contra as agências de rating, provocada pela decisão da Moody's em classificar a dívida portuguesa com "lixo", surge alguém, como Vítor Bento, com a serenidade suficiente para pôr água na fervura:
"Se se acha que as decisões das agências são inconvenientes e dificultam, desnecessária e desmesuradamente, os processos políticos (e financeiros) de ajustamento, porque é que as autoridades lhes dão a importância que dão e lhes permitem condicionar as suas próprias políticas. Mais concretamente, porque é que o BCE condiciona a sua política de financiamento à avaliação das agências de ‘rating', em vez de usar a sua própria avaliação e/ou a das demais autoridades de supervisão? Porque é que, para o BCE, o ‘rating' da dívida dos países membros do euro tem mais valor do que o juízo dos órgãos comunitários? Porque é que, para o Sistema Europeu de Bancos Centrais, o juízo das agências de ‘rating' é mais importante do que o dos supervisores financeiros, a maioria dos quais integra directamente aquele Sistema?"
Boas perguntas.
Aparentemente, o BCE, já está a actuar em conformidade, ao decidir "suspender a aplicação do requisito mínimo para crédito em relação a obrigações garantidas pelo governo português".


Valha-nos Zeus, que dos nossos "indignados" recentes, incluindo Cavaco, Passos, Portas, Miras Amarais e outros que tais, perante o seu desnorte, face ao "murro no estômago" (Passos dixit), pouco/nada há a esperar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Faz-lhes cócegas ?

Já vi o Presidente da República, o primeiro-ministro, o ministro das Finanças e até o PSD, congratularem-se com a escolha de Vítor Constâncio como vice-presidente do Banco Central Europeu. Durão Barroso considera mesmo que a escolha "honra Portugal". Entre os que parecem não estar nada "honrados" figuram o CDS, o PCP (que não se pronunciaram) e o Bloco de Esquerda (onde a escolha, ao que parece, não suscita grande entusiasmo). Porque será ? A escolha faz-lhes cócegas ?  
As do CDS, muito interessado na cadeira que fica livre, até eu compreendo, depois das tristes figuras a cargo do "garotão" Nuno Melo, agora arvorado em euro-deputado. Das dos outros, presumo, que sabem eles. Saberão ?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Constâncio - vice-presidente do BCE

Tomo nota, com satisfação, da nomeação de Vítor Constâncio para o lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu, antes de mais, porque tal nomeação constitui público reconhecimento do seu trabalho como governador do Banco de Portugal e é simultaneamente a melhor prova de que as críticas que lhe foram dirigidas por vários quadrantes políticos, a propósito da actuação do Banco de Portugal, no caso BPN, não tinham razão de ser.
O que terá a dizer agora o empertigado Nuno Melo ?
E que bela bofetada de luva branca !

sábado, 12 de dezembro de 2009

Bofetada de luva branca

Esta tomada de posição por parte de Cavaco Silva, em relação a esta candidatura que, segundo esta análise, tem grandes hipóteses de sucesso, representa, só por si, uma bofetada de luva branca em quem tanto se esforçou para denegrir a imagem de competência associada à pessoa de Vítor Constâncio. Competência que lhe é reconhecida, não só cá dentro, mas também lá fora.
Não é assim, Nuno Melo ?

terça-feira, 10 de março de 2009

Ordem na casa, precisa-se

Ainda ontem, o Presidente do Banco Central Europeu (BCE) nos prometia um próximo regresso ao crescimento, afirmando existir "um número de elementos que sugerem que [nos] estamos a aproximar do momento da recuperação".
Hoje, Lorenzo Bini Smaghi, director do mesmo BCE, avisa que o banco não hesitará em reduzir a zero as suas principais taxas se a economia da zona euro ameaçar entrar em deflação.
Alguma coisa aqui não bate certo. No BCE, pelos vistos, ninguém se entende. Ordem na casa, precisa-se.
No mínimo!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Uma andorinha não faz a primavera ...

Diz o ditado e é verdade. Em todo o caso, a possibilidade, admitida pelo Presidente do Banco Central Europeu, de um próximo regresso ao crescimento e de se estar perto de um ponto de viragem, pode contribuir para amenizar a depressão generalizada, tanto mais que afirma existir "um número de elementos que sugerem que [nos] estamos a aproximar do momento da recuperação".
É só um comprimido, dir-se-á e é certo, mas é melhor que nada.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Trichet em contra-ciclo

Ao contrário da maior parte dos economistas que antecipa uma recessão prolongada da economia mundial, Trichet, presidente do Banco Central Europeu, prevê retoma significativa da economia mundial em 2010 .
Mau sinal, que o homem raramente acerta.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Monsieur de la Palisse no BCE (2)




Mais uma vez, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE) chega atrasado ao anunciar hoje que a Zona Euro se irá contrair 0,5 % por cento no próximo ano, repetindo previsões já adiantadas por outras instituições internacionais (FMI, p.e.).
Vale que desta vez, o BCE não demorou tanto tempo a rever a sua taxa directora no sentido da baixa, fixando-a em 2, 5%, (ainda assim mais alta que a do Banco de Inglaterra e a do Banco Central da Suécia que fixaram as suas principais taxas de juro em 2%). Em todo o caso, ao baixar a taxa de juro de 3,25% para 2,5%, Trichet prova que, com o tempo, ele vai lá.
(Imagem daqui)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Monsieur de la Palisse no BCE





Repetir o que não é mais que um chavão dito e redito parece que é o que está ao alcance do presidente do BCE. Sim, porque antecipar a crise e acomodar a taxa de referência do BCE, às necessidades da economia da Zona Euro não é com ele, como se viu pela demora em baixar a dita.
(Imagem daqui)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Já agora diga lá...

Saberá o PCP que o Banco de Portugal goza de independência face ao Governo ?
Tudo indica que não, porque, caso contrário, ter-se-ia dirigido directamente ao Governador do Banco de Portugal: Sempre obteria resposta mais rápida e mais fiável, porque sem intermediação de terceiros.
E já agora, uma vez que o PCP questionou também o Governo sobre quais as medidas tomadas junto dos órgãos da União Europeia para travar a decisão do BCE que aumentou a principal taxa de juro de referência em 0,25 pontos percentuais, taxa que, por via disso, passou para 4,25%, pergunta-se daqui que medidas seriam as propostas pelo PCP, sabido que o BCE goza igualmente de independência face aos órgãos da União Europeia?
Retóricas, digo eu.