A decisão, sabe-se, não foi tomada antes, porque contou sempre com a oposição da senhora Merkel e dos seus lacaios, entre os quais figura Passos Coelho. Este, à semelhança da sua tutora, sempre se manifestou contra a compra de dívida pública pelo BCE, por muito que ele agora, venha a dizer o contrário, num exercício de ginástica de que é exímio executante. Refiro-me, naturalmente, à cambalhota. E não tardou, pois
ela aí está.
Devido a essa oposição, quatro anos a penar, em grande parte, escusadamente, já ninguém os tira aos portugueses.
Feita a conta, resta apresentá-la aos responsáveis pelo sofrimento escusado. São eles, em primeira linha, Passos Coelho e Paulo Portas. Se, em Portugal, ainda não se perdeu definitivamente o sentido de justiça, espera-se que os agradecimentos a qualquer deles venham sob a forma de voto com os pés. Eu, pelo menos, é assim que lhes vou agradecer.
Há um outro responsável que se chama Cavaco, pelo seu indefectível apoio à política levada a cabo por este governo de farsantes. Felizmente, no caso dele, porque está de abalada e já não pode ser reeleito, o voto com os pés está fora de questão. Resta o voto de desprezo. O meu tem-no.