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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Logo agora que "isto" estava (dizem eles) a correr às mil maravilhas...
... é que saem notícias destas: "Quebra de alunos no ensino superior está a ser acelerada pela crise".
quarta-feira, 5 de junho de 2013
"Portugal não é a Grécia".
O FMI acaba por dar razão ao (des)governo de Passos, Gaspar, Portas & Cª quando este proclama que "Portugal não é a Grécia". Erros grosseiros cometidos pelo FMI na forma como lidou com a crise da dívida, só na Grécia.
O desastre causado em Portugal pela política de austeridade, é apenas devido à sobredose aplicada pela troika formada por Passos, Gaspar & Portas, com a bênção de Cavaco.
(Des)honra lhes seja feita!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Ao mais alto nível
“Não somos burocráticos, não somos estúpidos”; "Se a economia se deteriorar, não se reforça a tendência negativa através de mais cortes" (Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, em visita a Espanha.)
O homem estúpido não é certamente, mas deve ser de compreensão lenta para só ter visto que a política de austeridade na Europa que ele tem defendido com unhas e dentes não tem saída depois de o desemprego ter ultrapassado um quarto da população activa em Espanha com consequências que, se ainda não atingiram, têm potencial para atingir a Alemanha e ir mais além.
Por cá, ainda estamos pior: ainda ninguém, no governo, a começar no ministro Gaspar, nem na Presidência da República, compreendeu o que se está a passar. A estupidez ainda campeia ao mais alto nível.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Tanta é a confiança que os €€ até já têm asas!
Uma fuga de capitais que é mais um recorde a creditar a este governo: 32,4 mil milhões de euros, "voaram" de Portugal, nos primeiros nove meses do ano.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Até os provérbios já não são o que eram
Dizia o provérbio: "Com papas e bolos se enganam os tolos".
Devido à crise e à presente desgovernação, o provérbio faz agora mais sentido, numa nova versão: Com papas se enganam os estômagos.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
A falta que faz uma cartomante
A "Moody's diz que ajustamento em Portugal [e não só] pode demorar ainda vários anos".
A mesma agência, segundo a mesma fonte, considera que a causa dos “desequilíbrios acumulados” em Portugal e noutros países ali referenciados é devida ao “comportamento contrário à poupança nos seus respectivos sectores privados nacionais em vez de nos seus governos”.
Digamos que, quer aquela previsão, quer esta tese, estão em completo antagonismo, quer com as previsões de Passos/Coelho, para quem, 2013 é o ano do fim da recessão (e adeus crise! que 2013 está já aí ao virar da esquina), quer com o seu discurso, onde o Estado gordo aparece como culpado, sempre que se esquece de culpar o Governo anterior por tudo e ainda mais alguma coisa.
Se a divergência não pode ser mais flagrante, não é menos evidente que é a Moody's quem labora em erro, pois não só não usa como livro de mesa de cabeceira a "infalível" cartilha neo-liberal e muito menos ainda "A Fenomenologia do Ser", obra filosófica escrita para leitura exclusiva de Passos/Coelho*, como não tem uma amiga cartomante a quem possa recorrer para acertar nas previsões.
Com todos estes meios à sua exclusiva disposição, é óbvia a vantagem que Passos/Coelho tem sobre a Moody's. Alguma dúvida?
(*Se não se trata dum exclusivo, pelo menos, ninguém mais lhe pôs a vista em cima.)
Com todos estes meios à sua exclusiva disposição, é óbvia a vantagem que Passos/Coelho tem sobre a Moody's. Alguma dúvida?
(*Se não se trata dum exclusivo, pelo menos, ninguém mais lhe pôs a vista em cima.)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Será que este também viu a luz ?
Subitamente, o ministro Álvaro ganhou lucidez suficiente para contrariar o anúncio feito por Passos/Coelho, na "festa do Pontal", de que “2013 será o ano da inversão na actividade económica”.
O Álvaro não se arrisca a fazer, nem a secundar, um tão pouco fiável prognóstico, porque, diz ele, “previsões macroeconómicas são previsões macroeconómicas”. “Há sempre imponderáveis, sempre uma incerteza bastante grande, especialmente quando estamos a viver a maior crise mundial das últimas décadas”.
Já tinha ouvido, até da boca do primeiro-ministro, falar em condicionantes externas, mas, se não estou em erro, é a primeira vez que um membro deste governo alude "à maior crise mundial das últimas décadas", expressão ainda cunhada nos tempos do Governo anterior mas sempre recusada pela direita ora no poder como explicação de boa parte das dificuldades por que passou o país (à semelhança de tantos outros) e continua a passar, cada vez com maior acuidade, devido à política de "empobrecimento" deste governo.
Recusada antes, mas, graças ao Álvaro, "a maior crise mundial das últimas décadas" passa, a partir de agora, a fazer parte do léxico e das explicações governamentais.
Para responder à pergunta em título, só falta saber em que data é que o Álvaro situa o início da crise.
O "também" vem daqui.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Esta gente não tem nada a ver com isso
Disse ontem o "Álvaro" que o desemprego dos jovens, que já vai na casa dos 35%, é uma epidemia europeia. ("Epidémico", disse ele e não "epidérmico" como, inicialmente, se escreveu no Jornal de Negócios. O homem anda perdido lá pelos corredores, sem saber o que fazer e, daqui a pouco, sem nada que fazer, mas ainda não chegou a ponto de fazer tamanha confusão entre palavras quase homófonas.)
O desemprego dos menos jovens, se não é fruto da mesma ou de outra epidemia, é forçosamente culpa da herança deixada por Sócrates, sendo que no tempo deste não havia "epidemias", como bem se sabe, pois a crise nasceu precisamente no dia em que o actual governo agarrou o "pote". A acção deste governo, a austeridade do tipo "custe o que custar" é que não têm nada a ver com isso.
Ontem mesmo tive a oportunidade de obter nova confirmação ao ouvir o excelentíssimo ministro Relvas em animada cavaqueira com o não menos excelentíssimo jornalista Crespo, com este a puxar à corda e aquele a não se fazer rogado, fazendo uma parelha a todos os títulos excelentíssima.
E, claro que a desconfiança dos mercados também não é culpa deles. Neste caso, seguramente, a culpa é de avarias nas comunicações.
A falta de confiança dos consumidores e a dos empresários que não investem é culpa dos próprios que não vêm a vela ao fundo do túnel.
A austeridade decretada por eles também não é culpa deles. Ou é da troika, mesmo quando decidem ultrapassar as medidas resultantes do memorando, ou é, uma vez mais, do Sócrates, que assinou o acordo, pouco importando que eles próprios tenham participado nas negociações; que Sócrates o tenha feito na situação de demissionário, coagido por eles e por Cavaco, que tudo fizeram para não lhe deixar outra saída que não fosse a que há muito reclamavam.
Deles é que nunca é a culpa. Inventam sempre um bode expiatório.
Pergunto: quem não é capaz de assumir as suas próprias responsabilidades, é o quê? Irresponsável ? Não me digam!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Para lá dos malefícios da crise
A persistência da crise, para lá do cortejo de malefícios dela resultantes, teve, pelo menos, a par, o mérito de demonstrar que os farsantes que acusavam Sócrates de ser o responsável por todos os males do país (e porque não de toda a humanidade, visto que a crise é geral) são isso mesmo: FARSANTES. E o agravamento das consequências, a que todos os dias estamos a assistir, prova outrossim que além de farsantes, também são INCOMPETENTES.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Quando assim, melhor assado
Não há um único (repito: um único) sector da vida nacional que apresente indicadores mais favoráveis do que os registados antes da entrada em funções da actual "equipa maravilha" (?) dirigida (?) por Passos Coelho. Digo o mesmo em relação a melhorias na vida das pessoas, pois estas, pasme-se, estão, pela primeira vez, desde que há registos, a ver-se obrigadas a cortar nas despesas com a alimentação.
E tão seguro estou da afirmação que até prometo alvíssaras a quem até ao dia 21 do corrente [data em que o (des)governo passista perfaz 6 meses de (des)governação] descobrir um único indicador que contrarie a asserção.
Hoje mesmo surgiu um enxurrada de novos dados que não me deixam em mentira. Senão repare:
Bom, sabe-se que os direitolaos continuam a atirar com as culpas para cima das costas de Sócrates e quem for vivo verá que, daqui por "um século", os tolos (e, ao mesmo tempo, aldrabões) continuarão com a mesma lengalenga.. Todavia, quem não for direitolo e, neste caso, só o é quem quer, tão evidente é a mentira, é claro que não pode ir mais naquela conversa. Eu, que presumo de o não ser, entendo mesmo que já é altura de dizer: "Quando assim, melhor assado".
(reeditado)
(reeditado)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Toca a aprender grego
Pelo caminho que isto leva, (a propósito, ó Moedas, então, para quando a tal palavrinha aos "mercados" e às agências de rating?) está na altura de não gastar mais o latim, visto que este já deu o que tinha a dar.
Não será boa altura para aprender grego?
De facto, quem é que, vivendo apenas do seu trabalho ou da sua pensão, não está já a ver-se "grego"?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Morrer da cura
Manchete do "Público" na sua edição de hoje: Crise na construção ameaça levar desemprego para os 20 por cento.
O tema, que é também abordado na edição on line, é mais amplamente desenvolvido nas páginas interiores (16 e 17) da edição impressa.
Parece evidente que, caso se confirme aquela previsão, estaremos perante uma verdadeira catástrofe social de consequências imprevisíveis.
Não pondo em dúvida que a situação dramática a que se chegou na área em questão tem a ver, antes de mais, com opções que vêm do anterior, imputáveis em primeira mão ao próprio sector, eventualmente pouco ponderadas, até porque imprevisíveis numa altura em que ninguém suspeitava da crise económica mundial, com origem nos Estados Unidos, nem da crise das dívidas soberanas, desencadeada a partir da dívida grega, não é menos verdade que ela resulta também em grande medida das opções do actual governo.
Ninguém discute, suponho, a necessidade de medidas de austeridade, mas é perfeitamente questionável a opção do governo em querer ser mais papista do que o Papa e em querer ir mais longe do que as exigências da troika.
O governo Passos, Gaspar, Portas & Cª, com o complexo do "bom aluno", indo além da "justa medida", arrisca-se a que o "doente" que não morreu da doença, venha, com o excesso de "remédios", a morrer da cura.
A confirmarem-se algumas previsões que apontam para uma queda do produto da ordem dos 5% já no próximo ano, consequência, em primeira linha, da austeridade excessiva imposta pelos fundamentalistas da direita no poder e que leva, por arrasto, à diminuição do investimento público, à quebra do consumo e do investimento privado, bem pode o governo começar a preparar-se para um funeral a curto prazo.
(Publicado também aqui)
(Publicado também aqui)
sábado, 15 de outubro de 2011
O pecado original
"O ciclo de austeridade, logo recessão, logo mais austeridade não para. Foram anunciados cortes de 15% a 40% em salários e pensões, mas não vão chegar".
Isto na Grécia, segundo uma peça assinada por Micael Pereira na edição do "Expresso" de hoje".
Em Portugal não vai ser diferente, visto que a receita é a mesma e, sendo a mesma, vamos entrar no mesmo ciclo infernal : "austeridade, recessão, mais austeridade". Nem é preciso ser adivinho, pois a conclusão já está à vista. Não faltam especialistas por aí a garantir que em 2012, com as medidas deste (des)Governo vamos assistir a uma queda do PIB entre 4% a 5% e o próprio (des)Governo já deu a entender que a queda vai ser bem mais acentuada do que a constante das suas previsões. É fatal como o destino. Nestas condições, estou para ver onde é que Coelho, Gaspar, Portas & Cª vão desencantar receita para fazer face à despesa (mesmo com todos os cortes na função pública e nas pensões) de forma a alcançar a consolidação das contas públicas para cumprir as exigências da "troika".
Chamo aqui a "troika", porque convém lembrar aos (des)governantes e a todos nós, os (des)governados (uns de bom grado e outros, onde me incluo, muito pelo contrário) que a "troika" chegou a Portugal, graças ao chumbo do PEC IV e é aqui que reside o pecado original imputável aos partidos no poder (PSD e CDS), mas também ao PCP e ao Bloco de Esquerda*.
E não falo em "pecado original" como figura de estilo. É que, a partir do chumbo do PEC, não se verificou apenas a vinda da "troika". Todos os indicadores da economia portuguesa se agravaram. E, pela lógica do "ciclo infernal", mais se vão agravar. Só não sei até onde se chegará. A bom porto não é de certeza!
(*Liderados, respectivamente, pelo Jerónimo e pelo Louçã que me saíram dois bons "artolas", para não lhes chamar outra coisa. Queixam-se agora da política deste (des)Governo. Estavam à espera de quê, quando votaram em conjunto com a direita? Estariam à espera que o senhor Coelho os convidasse para o Governo? De facto, bem o mereciam, mas o senhor Coelho esqueceu-se do favor. Um ingrato!)
(Imagem daqui)
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pilatos, finalmente, acordou
O homem que, ao longo de toda a governação do PS, não teve outra posição que não fosse a de advogar o "respeitinho" pelos mercados ("A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego") e que, insistindo na sua, afirmava que "não compensa absolutamente nada para a economia portuguesa e para o emprego em Portugal estabelecer uma retórica de ataque às posições dos mercados", vem agora, na sequência do corte do rating da dívida pública portuguesa em quatro níveis efectuado pela Moody's, esbracejar, dizendo "não haver a mínima justificação para que o rating de longo prazo de Portugal tenha sofrido tal corte".
Não critico a posição que agora tomou e muito menos ainda que tenha, finalmente, aderido à tese, que não é nova, de que "as questões em torno da avaliação e da notação financeira dos Estados-Membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia".
O que me pergunto é por que razão só agora se deu conta da irracionalidade dos "mercados" e só agora acordou? Só agora é que lhe doeu? E porque não antes? O país não é o mesmo?
À atenção de Cavaco, Passos, Portas, Vítor, Moedas & Cª
Protejam o estômago!
Depois do primeiro murro, já aí vem o segundo a caminho: "O diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos superou esta tarde a barreira psicológica dos 1000 pontos base". Ou, para que não restem dúvidas: "O risco da dívida portuguesa atingiu hoje valores recordes em todos os ângulos possíveis de análise".
Muito provavelmente, os "murros" não vão ficar por aqui, que isto de derrubar governos, só para chegar ao "pote" tem os seus quês. Como já era bom de ver, desde os idos de Março. Aliás, só não viu quem não quis. Nada que me console, pois os "murros" atingem-nos a todos, culpados, cúmplices e inocentes. Lamento é que continue a haver quem não veja, ou faça de conta que não vê. Como esta Est(r)ela Barbot.
sábado, 2 de julho de 2011
A Polónia na presidência da UE...
... começa bem:
“Um programa [de ajuda] deveria ser entendido claramente como um passo rumo à recuperação económica” do país em causa, “e no que toca aos programas europeus este não é inteiramente o caso”( Jacek Rostowski, ministro das Finanças da Polónia)
A voz do bom senso. Haja quem a ouça.
A voz do bom senso. Haja quem a ouça.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Sinais
De facto, não vêm aí. Já cá moram: Juros cobrados a Portugal nunca foram tão elevados.
Ao que parece, os "mercados" não se mostram impressionados com os "pequenos sinais" dados pelo Governo. Pelo contrário, tudo indica que dão mais atenção aos grandes sinais e que a confiança que depositam na capacidade do Governo do senhor Passos Coelho em dar a volta ao texto, é pouca. Se calhar lembram-se que o actual Governo é constituído por dois partidos que, ao recusar o PEC IV, deram o inequívoco sinal de que estavam mais interessados em "chegar ao pote" do que em resolver a situação de aperto financeiro em que o país se encontrava.
Ora, os erros pagam-se e até os mercados têm memória.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Di-las. Será que as pensa?
Passos Coelho, ainda não foi indigitado, muito menos nomeado como primeiro-ministro, andando, por ora, apenas em ensaios, mas já anda a "meter a pata na poça", passe, com toda a vénia, a vulgaridade da expressão.
Digo isto porque não me parece que esteja a contribuir para "criar uma onda de confiança nos mercados", ao dar ênfase à sua intenção de, em matéria de medidas a tomar, ir mais longe do que o imposto pela "troyka".
Até lhe faço o favor de acreditar nas suas boas intenções, agora que se prepara para ser primeiro-ministro, (embora o mesmo não diga em relação a outras afirmações suas, proferidas antes do acto eleitoral) mas a meu ver, está redondamente enganado se julga que esta conversa comove os "mercados". O efeito do seu anunciado propósito vai ser precisamente o contrário e nem é difícil chegar a tal conclusão. Desde logo decorre das suas afirmações que o virtual futuro primeiro-ministro não está muito convencido que as medidas previstas no memorando sejam suficientes para resolver a crise, o que só pode levar os credores a ficar de pé atrás. E ao mostrar-se disposto a fazer tudo e mais alguma coisa, até a "surpreender", o seu discurso só está a contribuir para aumentar as exigências dos mercados.
Estarei enganado? Oxalá, porque caso contrário, o "surpreendido" acabará por ser ele e o país o prejudicado.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Será que estão só a gozar com o pagode?
Segundo esta notícia, o PSD vai já na quinta carta dirigida ao Governo a solicitar “informações actualizadas sobre a real situação das contas públicas”.
Supondo, como é razoável supor, que o PSD dispõe de toda a informação posta à disposição da equipa negociadora da ajuda externa formada por elementos da UE, FMI e BCE e sabendo-se que o memorando de entendimento entre a "troika" e as autoridades portuguesas, será anunciado, em princípio, na quarta-feira, sinal de que, para a equipa negociadora, a informação fornecida é não só suficiente, mas também credível, é lícito conjecturar que esta catadupa de missivas, amplamente publicitadas, não passa de uma encenação que, ou tem como objectivo obter dividendos políticos, ainda que à custa de "gozar com o pagode", ou tem, o que seria mais grave, a finalidade de dificultar/atrasar/boicotar as negociações de forma a que estas não estejam ainda concluídas no próximo dia 16, impedindo desta forma a aprovação da ajuda externa a Portugal, durante a reunião do Ecofin que terá lugar naquela data, mesmo sabendo que, sem essa ajuda, o Estado português pode, provavelmente, ser forçado a cessar pagamentos.
Devo dizer que, perante o comportamento irresponsável de que o PSD deu provas ao rejeitar o PEC IV, com as consequências que eram, de antemão, previsíveis (notação financeira a descer abruptamente; aumento exponencial das taxas de juro; acréscimo de dificuldades no financiamento da economia portuguesa em geral) já não me admira muito que o objectivo do PSD seja mesmo o de gerar o caos resultante da não aprovação da ajuda externa.
Se é assim, ou é assado, uma coisa é certa: falta pouco (um ou dois dias) para tirarmos as dúvidas sobre se o PSD volta, uma vez mais, a sobrepor os interesses partidários ao interesse nacional. Tiradas as dúvidas, restará, num caso ou noutro, mais esta lamentável encenação.
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