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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Uma partida dos diabos!
Quando ninguém estava à espera eis que a «Standard & Poor's tira 'rating' de Portugal do nível 'lixo'».
Para Passos Coelho e para a generalidade dos docentes da universidade de Verão do PSD, Cavaco inclusive, a decisão da agência de notação financeira é mesmo uma partida dos diabos. Ou um pesadelo?
(notícia e imagem daqui)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Que desilusão !
A agência canadiana de notação financeira DBRS, contrariando as previsões (e os desejos) das vozes da direita portuguesa que fazem coro quase unânime nos media nacionais, afirma que vai manter a notação "BBB" atribuída a Portugal (fonte).
Alinhado com o coro, Passos Coelho, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, já dava como certa a necessidade de um plano B "para acudir à situação orçamental", como se os seus desejos já se tivessem tornado realidade.
Contrariado no seus desejos pela decisão da agência de rating, o recém convertido à "Social-democracia, sempre!" lá terá que encaixar mais esta desilusão.
Pela minha parte, só espero que não seja a última.
(A imagem do recém convertido é do "Expresso")
sexta-feira, 20 de março de 2015
Cheios ? Não. Atafulhados. De dívidas
Dois níveis abaixo de lixo é como a Standard & Poor’s continua a classificar a dívida pública portuguesa.
À luz da fanfarronice da ministra (do estado a que isto chegou) e das Finanças que, toda impante, andou por aí a propagandear que Portugal tem os "cofres cheios", a manutenção da classificação abaixo de lixo até pode parecer inexplicável. Só o será, no entanto, para quem teime em ignorar que a dívida pública portuguesa, mesmo com o reembolso de parte do empréstimo do FMI, continua a aumentar. Como ? Simples: paga-se a um, com dinheiro que se pede de empréstimo a outros. Por alguma razão, o Tesouro tem andado numa fona a leiloar novaos títulos de dívida pública.
As agências de notação financeira não andam a dormir e, por isso, não admira que não embarquem na cantiga de Maria Luís Albuquerque. Elas sabem muito bem que os cofres, mais que cheios, estão atafulhados de dívidas. Como nunca.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Levem para casa
Não me parece que haja motivo para grandes festejos pelo facto de a agência de notação financeira Standard & Poor’s ter mudado de "negativa" para "estável" a perspectiva sobre a evolução da dívida soberana portuguesa, continuando, no entanto, a atribuir-lhe a classificação de "lixo".
Pergunto eu aos festejantes: Lixo "estável" é bom?
É? Levem para casa.
sábado, 9 de julho de 2011
Um tanto "baralhado", para não dizer "à rasca"
'Confrontado pelos jornalistas sobre uma declaração sua de 2010, em que dizia não valer a pena “recriminar as agências de rating”, Cavaco respondeu: “Àqueles que sofrem de ignorância na análise, eu apenas posso recomendar um pouco mais de estudo”.' (in Público on line)
(Imagem retirada do Da Literatura do Eduardo Pitta, aqui).
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Boas perguntas
Folgo em verificar que no meio da indignação, um tanto tardia, vindo donde vem, contra as agências de rating, provocada pela decisão da Moody's em classificar a dívida portuguesa com "lixo", surge alguém, como Vítor Bento, com a serenidade suficiente para pôr água na fervura:
"Se se acha que as decisões das agências são inconvenientes e dificultam, desnecessária e desmesuradamente, os processos políticos (e financeiros) de ajustamento, porque é que as autoridades lhes dão a importância que dão e lhes permitem condicionar as suas próprias políticas. Mais concretamente, porque é que o BCE condiciona a sua política de financiamento à avaliação das agências de ‘rating', em vez de usar a sua própria avaliação e/ou a das demais autoridades de supervisão? Porque é que, para o BCE, o ‘rating' da dívida dos países membros do euro tem mais valor do que o juízo dos órgãos comunitários? Porque é que, para o Sistema Europeu de Bancos Centrais, o juízo das agências de ‘rating' é mais importante do que o dos supervisores financeiros, a maioria dos quais integra directamente aquele Sistema?"
Boas perguntas.
Aparentemente, o BCE, já está a actuar em conformidade, ao decidir "suspender a aplicação do requisito mínimo para crédito em relação a obrigações garantidas pelo governo português".
Valha-nos Zeus, que dos nossos "indignados" recentes, incluindo Cavaco, Passos, Portas, Miras Amarais e outros que tais, perante o seu desnorte, face ao "murro no estômago" (Passos dixit), pouco/nada há a esperar.
Valha-nos Zeus, que dos nossos "indignados" recentes, incluindo Cavaco, Passos, Portas, Miras Amarais e outros que tais, perante o seu desnorte, face ao "murro no estômago" (Passos dixit), pouco/nada há a esperar.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Pilatos, finalmente, acordou
O homem que, ao longo de toda a governação do PS, não teve outra posição que não fosse a de advogar o "respeitinho" pelos mercados ("A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego") e que, insistindo na sua, afirmava que "não compensa absolutamente nada para a economia portuguesa e para o emprego em Portugal estabelecer uma retórica de ataque às posições dos mercados", vem agora, na sequência do corte do rating da dívida pública portuguesa em quatro níveis efectuado pela Moody's, esbracejar, dizendo "não haver a mínima justificação para que o rating de longo prazo de Portugal tenha sofrido tal corte".
Não critico a posição que agora tomou e muito menos ainda que tenha, finalmente, aderido à tese, que não é nova, de que "as questões em torno da avaliação e da notação financeira dos Estados-Membros da União Europeia devem merecer uma resposta europeia".
O que me pergunto é por que razão só agora se deu conta da irracionalidade dos "mercados" e só agora acordou? Só agora é que lhe doeu? E porque não antes? O país não é o mesmo?
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