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domingo, 30 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Para lá dos cartazes da PáF
A realidade encarrega-se a toda a hora de desmentir a propaganda da PàF. Por exemplo, no que à emigração diz respeito, ficámos hoje a saber que, "Nem no período da Guerra Colonial houve tantos médicos a saírem para outros países".
Perante a continuação da sangria de quadros, a que já nem os médicos escapam, os farsantes da PàF ainda se atrevem a falar de sucesso?
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
Desamparem a loja!
O ultimamente muito falado "mito urbano" mudou de versão. Depois de ao longo desta legislatura o governo de Passos & Portas ter convidado insistentemente os jovens a abandonar a "zona de conforto" apontando-lhes o caminho da emigração e encorajando-os a procurar trabalho noutras paragens, agora que se aproxima o final da legislatura, o governo, através do Ministério da Educação, passou a adoptar uma postura mais adequada ao "não-me-lixem-as-eleições". Os jovens, agora, são apenas incentivados a fazer uma pausa nos estudos e "a partir à aventura". É o que nos conta Joana Pereira Bastos num texto que ocupa 2 (!) páginas do "Expresso" de hoje, edição impressa.
"Uma pausa que é um passaporte para o futuro" é o empolgante título do trabalho. Tão empolgante que levanta a dúvida sobre se não estaremos perante uma encomenda deste governo que, duma forma ou doutra, não desiste de ver a nossa juventude pelas costas.
sábado, 6 de junho de 2015
Números que falam: 65% dos novos médicos ponderam emigrar
Se 65% dos novos médicos ponderam emigrar, como se conclui do estudo referido nesta notícia, tal facto tem o inequívoco significado de que se mantêm as condições que provocaram ao longo de toda esta legislatura a maior sangria de quadros técnicos e de trabalhadores qualificados de que há memória, sangria que, pelos vistos, vai continuar.
Estes números, à semelhança de tantos outros, deviam fazer corar de vergonha Passos e Portas e aconselhariam que a dupla se remetesse ao silêncio aguardando discretamente, com o beneplácito de Cavaco que nunca lhes faltou, que chegue a hora da saída de cena.
Em vez disso vê-mo-los a andar por aí a vangloriar-se dos resultados da sua (des)governação. Vemos e não gostamos, mas não nos admiramos: o que lhes falta em competência e seriedade, sobra-lhes em descaramento.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Cavaco, tarde piaste!
Cavaco, o patrocinador e indefectível apoiante deste desgraçado governo que é o responsável pela criação de condições que forçaram a emigrar, centenas de milhares de portugueses, na sua grande maioria, jóvens, números que só têm comparação com os da emigração nos tempos de Salazar e Caetano, vem agora proclamar que "Portugal não pode desperdiçar o imenso capital humano dos seus jovens. É essencial criarmos condições para atrair aqueles que, por diversos motivos, optaram por fixar-se no estrangeiro".
Por onde andou Cavaco durante os últimos quatro anos e o que fez para evitar tamanho "desperdício"?
Para que alguém, com as responsabilidades de Cavaco, se atreva a fazer uma tal proclamação, é preciso uma grande dose de descaramento! A Cavaco, pelos vistos, é coisa que não falta.
E, infelizmente para o país e para todos os que foram forçados a emigrar, pouco mais se lhe pode dizer que não seja: " muito tarde piaste!"
terça-feira, 12 de maio de 2015
A dimensão do desastre
«(...)
Em quatro anos, entre 2011 e 2014, uma enraivecida contra-revolução social abateu-se sobre pobres e desmunidos. Menos 50 mil beneficiários de abono de família, menos 64 mil do complemento solidário para idosos, menos 112 mil inscritos no rendimento social de inserção. Mais 31 mil desempregados no sentido restrito do termo, mais 113 mil desencorajados de procurar emprego, mais 80 mil desempregados de longa duração. De todos os desempregados, apenas 30% têm qualquer forma de cobertura social. Mais 146 mil cidadãos em risco de pobreza, 60 mil dos quais são crianças.
Chegam-nos agora os números de 2014 relativos às estatísticas vitais. Quando, em 2011, haviam nascido quase 97 mil crianças, em 2014, nasceram pouco mais de 82 mil. A perda acumulada de nados-vivos em quatro anos atingiu 19 mil nascimentos. Como é possível convencer os casais jovens a ter filhos, se um terço deles está desempregado e outro terço emigrado? Medida em termos de saldo fisiológico, ou seja, a diferença entre nascimentos e óbitos, nesses quatro anos o saldo negativo acumulado atingiu quase 70 mil portugueses. Se lhes acrescentarmos os 350 mil emigrantes que, entre 2011 e 2013, nos deixaram, na maioria jovens, activos e com formação média e superior, ficamos em condições de avaliar a dimensão do desastre.
(...)»
(António Correia de Campos: Contra-revolução enraivecida)
quarta-feira, 18 de março de 2015
VEM: Lomba e o "mínimo histórico de indigência" governamental
«(...) Imbuído pelo espírito do seu amado empreendedorismo como ideologia, o secretário de Estado adjunto do ministro-adjunto resolveu fazer uma prova de vida, não fossemos nós achar que foi morto em combate político naquela série humorística chamada ‘briefings' diários.
Na verdade, foi-o, mas alguém no Governo esqueceu-se de avisar Pedro Lomba, de modo a que este não tentasse nova incursão nos domínios da comunicação de vacuidades. Se foi avisado, esqueceu-se, criando ao Governo novo embaraço. Sabemos que o ‘spin' governamental precisava de criar um novo ciclo noticioso que retirasse o ‘affair' Passos Coelho-Fisco-Segurança Social da agenda mediática, mas que diabo, era preciso apresentar uma proposta intelectualmente tão constrangedora? É que é preciso um nível quase "pornográfico" de indigência para tentar que nos esqueçamos que foi este mesmo PM quem indicou a porta de saída aos professores de Português.
E é quase "pornográfico" porque, para poder ser levada a sério, esta proposta (sem dotação orçamental, sem um número que sustente esta inocuidade) exige que nos esqueçamos que não houve qualquer preocupação com o ‘brain-drain' quando o ministro da Educação deste mesmo Governo cortou de forma cega o financiamento dos Centros de Investigação do Ensino Superior. Exige, igualmente, que sejamos amnésicos em relação ao facto de, desde 2011 até agora, o preço médio por empregado não ter parado de descer (19.312 euros em 2011 para 18.341 euros em 2013, invertendo a tendência de subida até 2010), acompanhado de alterações à lei laboral que facilitam os despedimentos.
Mesmo que conseguíssemos abstrair-nos da impreparação de Lomba (quantos emigrantes?...pelos vistos não sabe ao certo), é preciso atingir um novo mínimo histórico de indigência para achar que recaptar "uns 30 ou 40" emigrantes vai fazer com que, milagrosamente, este não seja o Governo que fica na História como aquele cujas políticas levaram ao maior êxodo de sempre (128 mil em 2013), superando mesmo a da emigração em massa de 1966 (o recorde: 120 mil). É que tanta indigência junta talvez já não seja só indigência - talvez seja outra coisa qualquer que roça a "pornografia" governamental.»
(Ana Martins; «'30/49 shades of Lomba'». Na íntegra: aqui)
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Um êxito indiscutível: a emigração em massa
Este governo de cabeças-de-abóbora passa o tempo a reivindicar sucessos, lá onde, a generalidade dos portugueses só descortina fracassos. Há, no entanto, um sucesso que este governo tem toda legitimidade para reclamar. Quem não se lembra de ouvir Passos Coelho e outros pantomineiros do seu governo a apontar aos portugueses o caminho da emigração?
Ora, é indesmentível que esse apelo teve um indiscutível sucesso. Para tal concluir, basta atentar nos números divulgados no relatório estatístico do Observatório da Emigração: "No ano passado, emigraram cerca de 110 mil portugueses." No ano anterior, em 2012, já tinham emigrado 95 mil. “O mais provável é que em 2014 este número volte a aumentar ligeiramente”.
Há quem, perante estes números, conclua que esta emigração é a prova mais acabada do falhanço da "política de empobrecimento" de que este governo se reclama. Trata-se, porém, de gente mal intencionada que não consegue compreender que esta debandada casa perfeitamente com a política dos vistos "gold", entregue à supervisão do vice-pantomineiro Portas. Não se está mesmo a ver que para atrair gente com "massa" é preciso fomentar a emigração em massa? Há que arranjar espaço, ou não?
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
O milagre do adeus, ou adeus milagre!
Segundo os dados do INE, no terceiro trimestre de 2013, a taxa de desemprego em Portugal fixou-se nos 15,6%, percentagem que, traduzida em números, significa menos 32 mil desempregados do que em idêntico período de 2012. Perante estes números até se poderia falar em milagre. Não, por certo, o "milagre económico" de que fala o governo, milagre em que nem a Comissão Europeia acredita, mas "milagre" em todo o caso.
É verdade que se trata de um resultado um tanto ou quanto inesperado, mas que encontra cabal explicação noutros dados do INE, segundo os quais se assistiu no mesmo período, a um recuo inédito da população activa, recuo traduzido em menos 135 mil activos no final de Setembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
É verdade que se trata de um resultado um tanto ou quanto inesperado, mas que encontra cabal explicação noutros dados do INE, segundo os quais se assistiu no mesmo período, a um recuo inédito da população activa, recuo traduzido em menos 135 mil activos no final de Setembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Sabendo-se que a inédita queda da população activa se deve a um não menos inédito aumento da emigração (em consequência da política de empobrecimento deste governo) uma conclusão se impõe: o "milagre" a que assistimos é o "milagre do adeus", expressão que, por simples troca da ordem das palavras, se pode traduzir por: adeus milagre!
domingo, 31 de março de 2013
"Importação" a custo zero
Temos de convir que a estratégia é de "génio".
Como primeiro passo, impõe-se a austeridade custe o que custar aos países do Sul da Europa (Portugal, Itália, Espanha e Grécia). Atrás da austeridade, vem o desemprego maciço de quadros qualificados. Finalmente, importam-se, desses países, a custo zero, centenas de milhares de emigrantes qualificados, designadamente, médicos e engenheiros.
Compreende-se a estratégia da Alemanha, mas já não se compreende que os governantes indígenas dos países fornecedores, aos quais, coube arcar com a factura da formação, se comportem como lacaios recrutadores ao serviço da potência dominante, como os (des)governantes portugueses, os primeiros a incentivar a expatriação da geração mais qualificada que o país já teve.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Regressos e outros "sucessos"
Portugal "regressou aos mercados", um "sucesso", no dizer de banqueiros, governantes, jornalistas, comentadores, farsantes e outros meliantes. Cumpre, no entanto, salientar que há, entre jornalistas e comentadores, honrosas excepções, pois nem todos se vendem por lentilhas feijões.
No que respeita a "sucessos" há, porém, outros "regressos" que convém lembrar.
No que respeita a "sucessos" há, porém, outros "regressos" que convém lembrar.
Pois não é verdade que centenas de milhares de portugueses estão de regresso aos caminhos da emigração, porque na terra onde nasceram falta o pão?
E não haverá quem esteja a regressar à "sopa dos pobres", não faltando até quem, pela primeira vez, nela se veja forçado a ingressar?
E que dizer das pessoas idosas albergadas em lares e noutras instituições de acolhimento forçadas a regressar as suas casas ou a casas de familiares, porque as suas magras pensões são indispensáveis ao equilíbrio da débil economia dos respectivos agregados familiares?
E não haverá quem esteja a regressar à "sopa dos pobres", não faltando até quem, pela primeira vez, nela se veja forçado a ingressar?
E que dizer das pessoas idosas albergadas em lares e noutras instituições de acolhimento forçadas a regressar as suas casas ou a casas de familiares, porque as suas magras pensões são indispensáveis ao equilíbrio da débil economia dos respectivos agregados familiares?
E também não é verdade que milhares de emigrantes que pensavam ter encontrado em Portugal a terra prometida, estão de regresso às origens, porque em Portugal se acabou o "leite e o mel?
Mas se há "regressos" também há "não-regressos" a ter em conta como bons indicadores de "sucesso".
Mas se há "regressos" também há "não-regressos" a ter em conta como bons indicadores de "sucesso".
Há, por exemplo, centenas de milhares de desempregados que não conseguem regressar ao trabalho;
Há (outro exemplo) milhares de portugueses que são despejados na rua, impedidos de regressar a casa, porque esta deixou de ser sua.
Entre regressos e não-regressos não faltam motivos para que este governo possa reivindicar "sucessos" e mais "sucessos".
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
segunda-feira, 30 de julho de 2012
A grande debandada
Mais de mil portugueses mudam-se para a Suíça todos os meses. Em grande destaque, na edição impressa do "Público" de hoje, a emigração dos portugueses em direcção à Suíça, tema a que dedica a "manchete" da 1ª página e as quatro páginas seguintes.
Surpreendente é o numero de portugueses já residentes na Suíça, superior a 224.000, e mais ainda o ritmo das novas chegadas.
Surpreendente é o numero de portugueses já residentes na Suíça, superior a 224.000, e mais ainda o ritmo das novas chegadas.
Esta debandada tem algum significado e não é difícil descobri-lo. Acho eu.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Estás mal? Muda-te!
A vida tem destas ironias: vários anos depois da sua demissão do Governo, o "Público"de hoje vem recordar e encarecer uma das medidas tomadas por Correia de Campos no âmbito da reforma da Saúde, reforma por ele empreendida enquanto ministro da referida pasta para assegurar a sustentabilidade do SNS. A ironia deriva do facto de o "Público" ter sido um dos vários órgãos de comunicação social participantes na campanha orquestrada contra Correia de Campos, quando este empreendia a reorganização dos serviços de saúde, campanha que se tornou particularmente virulenta com o início do encerramento de algumas maternidades justificado pela fraca afluência e pelo facto de todas elas não terem as condições ideais para proporcionar uma adequada assistência às parturientes.
Hoje, a medida parece consensual, mas na altura, foi contestada até à histeria, bem reflectida e manipulada pela comunicação social. Quem não se lembra das reportagens diárias, ou quase diárias, sobre os partos ocorridos em ambulâncias? A campanha atingiu tais extremos que Correia de Campos, para pacificação das turbas, achou por bem afastar-se do ministério.
Por coincidência, o mesmo diário publica também hoje um artigo de Correia de Campos, parcialmente reproduzido aqui, que bem revela a inteligência, a cultura, a sobriedade e até o sentido de equilíbrio do agora deputado europeu, qualidades de que, aliás, já dera provas como ministro. Um excelente ministro, para dizer toda a verdade.
Se Correia de Campos é hoje aqui chamado é porque me parece, olhando para a ineficácia do actual governo, que se justifica a generalização do seu caso. Na verdade, parecer ser sina nossa achar por bem despedir os melhores para escolher figuras de segunda ou de terceira escolha. Não era, por acaso, assim que Passos Coelho era considerado dentro do seu próprio partido?
E a prova está à vista. De facto, como qualificar os actuais governantes que para resolver os problemas do país não são capazes de encontrar outra fórmula que não seja a de apontar aos que os elegeram o caminho da saída? Se estás mal, muda-te! Para o estrangeiro, dizem eles.
(imagem daqui)
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Desistir é palavra de ordem
"Um primeiro-ministro de um país que aconselha uma parte dos seus profissionais mais qualificados - os professores - a emigrar e a encontrarem oportunidades fora de Portugal, é um primeiro-ministro que não acredita no seu país, é um primeiro-ministro que está de braços caídos, que desistiu de lutar. E o mais interessante de tudo isto é que depois, na ânsia de teorizar sobre o assunto, veio o PSD propor a criação de uma agência para regular essa emigração” (António José Seguro)
Concordo.
Concordo.
"A mentira e o desprezo"
"Parece que há excesso de portugueses em Portugal. Para remediar tão desgraçada contrariedade, o Governo decidiu minguar-nos tomando decisões definitivas. Há semanas, um secretário de Estado estimulou a emigração de estudantes. Há dias, o primeiro-ministro alvitrou que os professores desempregados ou com dificuldade em empregar-se deviam encaminhar-se para os países lusófonos, nos quais encontrariam a felicidade que lhes era negada na pátria. O dr. Telmo Correia, sempre inteligente e talentoso, elogiou, na SIC-Notícias, a sabedoria cristã de tão arguta ideia.
Acontece um porém: e os velhos? Que fazer dos velhos que enchem os jardins e a paciência de quem governa? Os velhos não servem para nada, nem sequer para mandar embora, não produzem a não ser chatices, e apenas valem para compor o poema do O'Neill, e só no poema do O'Neill eles saltam para o colo das pessoas. Os velhos arrastam-se pelas ruas, melancólicos, incómodos e inúteis, sentam--se a apanhar o sol; que fazer deles?
Talvez não fosse má ideia o Governo, este Governo embaraçado com a existência de tantos portugueses, e estorvado com a persistência dos velhos em continuar vivos, resolver oferecer-lhes uns comprimidos infalíveis, exactos e letais. Nada que a História não tivesse já feito. Os celtas atiravam os velhos dos penhascos e seguiam em frente, sem remorsos nem pesares.
Mas há outro problema. A fome. A fome que alastra como endemia, toca a quase todos, abate-se nos velhos e, agora, nos miúdos. Os miúdos das escolas chegam às aulas com as barrigas vazias: pais desempregados, famílias desgarradas, "a infância, ah!, a infância é um lugar de sofrimento, o mais secreto sítio para a solidão", disse-o Ruy Belo; e as escolas já não têm o que lhes dar. As cantinas reabrem, mesmo durante as férias, e sempre se arranja uma carcaça, um leite morno, nada mais, oferecidos por quem dá o pouco que não tem.
Vêm aí mais fome, mais miséria, mais desespero, mais assaltos, mais violência, mais velhos desamparados, mais miúdos espantados com tudo o que lhes acontece e não devia acontecer. Mais desemprego, num movimento cumulativo, mecânico a automático, como nos querem fazer crer. Diz o Governo. Como se esta realidade fosse natural; como se a semântica moderna da sociedade explicasse a amoralidade da eliminação da justiça e a inevitabilidade do que sucede."
Baptista Bastos in DN
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Apanhado em contramão
"O comissário europeu dos assuntos sociais, Laszlo Andor, mostrou-se hoje muito preocupado com a emigração de jovens europeus para outras paragens, nomeando "Brasil, Angola e Moçambique", numa mensagem que parece desenhada para chocar com o apelo à emigração feito pelo primeiro-ministro português, Passos Coelho. Andor não apenas critica a perda de uma "geração inteira" como também recorda o "custo financeiro" que isso acarreta.
"Alguns jovens já estão a sair da Europa para encontrar emprego em países como os EUA, o Canadá, Austrália ou o Brasil, Angola e mesmo Moçambique dependendo da sua língua de origem", lamentou o comissário. "Esta tendência não pode continuar: não apenas arriscamos perder uma geração inteira mas também há um custo financeiro. Há, aliás, um recente estudo europeu concluiu que o fardo dos actuais níveis de desemprego para a sociedade é de cerca de dois mil milhões euros por semana ou um pouco mais de 1% do PIB da UE". E por isso, a comissão de Durão Barroso "apela de forma urgente à acção europeia mas também nacional e local" para travar esta sangria geracional."
(Notícia na íntegra, aqui. Negrito meu)
(Conclusão: até em Bruxelas já se sabe que Passos Coelho não está apto a "conduzir".)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Traficantes...
...mas não uns traficantes quaisquer. Traficantes de "carne humana", de gente qualificada que faz falta ao país. Ora leia esta notícia. E, por Zeus, não perca este magnífico comentário.
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