domingo, 31 de março de 2013

Valha-nos o folar!

Este ano não temos mensagem de Páscoa?
Sem mensagem do casal Coelho, o que nos vale é o folar. E as amêndoas!
(reeditada)

"Importação" a custo zero

Temos de convir que a estratégia é de "génio".
Como primeiro passo, impõe-se a austeridade custe o que custar aos países do Sul da Europa (Portugal, Itália, Espanha e Grécia). Atrás da austeridade, vem o desemprego maciço de quadros qualificados. Finalmente, importam-se, desses países, a custo zero, centenas de milhares de emigrantes qualificados, designadamente, médicos e engenheiros.
Compreende-se a estratégia  da Alemanha, mas já não se compreende que os governantes indígenas dos países fornecedores,  aos quais, coube arcar com a factura  da formação, se comportem como lacaios recrutadores ao serviço da potência dominante, como os (des)governantes portugueses, os primeiros a incentivar a expatriação da geração mais qualificada que o país já teve. 

Serviço público

"Do PEC IV à Espiral recessiva"
Factos são factos. Quem não olha a factos, facilmente se deixa "levar". Como se comprova. Com as consequências que estão à vista.
(Com os devidos agradecimentos ao Carlos)

sábado, 30 de março de 2013

Uma política bem sucedida


Entre as muitas afirmações feitas por José Sócrates durante a entrevista dada à RTP1, para reposição da verdade, avulta a de que a dívida pública aumentou mais durante o exercício do actual governo do que durante os Governos por ele liderados, classificados como despesistas.
Tal afirmação acaba de ser confirmada, com mais pormenor, com os números avançados por Emanuel Augusto dos Santos que, no Caderno de Economia do "Expresso" de ontem, escreve:

"(...)
Desde abril de 2011 até fevereiro de 2013, a dívida direta do Estado aumentou mais de 42 mil milhões de euros, ultrapassando pela primeira vez os 200 mil milhões de euros. A velocidade do crescimento nestes 22 meses foi de 1910 milhões de euros ao mês. Comparando com os 1292 milhões de euros verificados nos 22 meses precedentes, o ritmo é claramente mais acelerado. 
(...)
Se utilizássemos a dívida das administrações públicas em percentagem do PIB, os resultados ainda seriam mais graves. Por causa do crescimento económico negativo nos últimos dois anos, o efeito da redução do denominador ainda agrava mais este indicador que já ultrapassa os 120%, quando no final de 2010 se situava em 93,5%. Lembrando que no final de 2005 a dívida pública era igual a 62,8% do PIB, é fácil fazer as contas: a pesada herança constituiu-se a um ritmo anual de 6,3 pontos percentuais, enquanto, no período seguinte de dois anos, o prometido alívio transfigurou-se numa acumulação à velocidade galopante de 13,4 pontos percentuais ao ano, ou seja, mais do dobro do que a média anual do anterior governo.(...)" 

Perante estes dados, digo eu, uma conclusão se impõe: se quanto mais o país deve, mais pobre fica, não há dúvida de que a política de "empobrecimento" acelerado, defendida por Passos Coelho e prosseguida pelo seu governo, tem sido uma política de enorme sucesso.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Carne de porco

Por cá, o fogo está a alastrar, as labaredas já vão altas, mas nada disso impede que o número 3 do governo e líder do segundo partido da coligação governamental continue a fazer jus à sua designação de "ministro dos negócios no estrangeiro" continuando o seu périplo por esse mundo fora.
Ao que dizem as notícias, Portas terá feito poiso, durante uns dias, no Japão, suponho que para promover "a internacionalização da economia portuguesa" e tal foi o sucesso da estadia que até conseguiu uma encomenda de carne de porco.
Não sei se obteve mais algum proveito, pois o  investimento da  Mitsubishi no alargamento da fábrica do Tramagal, uma das "façanhas" atribuídas à visita do ministro Portas, já estava programado há mais de um ano.
Fique-mo-nos, pois, pela encomenda da carne de porco,  uma autêntica "lança em África". Melhor dizendo: no Japão.
Digo isto ainda sem saber se os lucros da encomenda dão para pagar os custos da viagem e da estadia do próprio ministro e dos acompanhantes, sendo, porém, claro que tais custos são coisa de somenos, quando se trata de um governo que prima em castigar os cidadãos pagantes e não pagantes com austeridade e mais austeridade. Quer dizer: quanto a austeridade, basta a que o governo impõe aos tansos e aos menos tansos que, por força, têm que aturar tais governantes.
(reeditada)

A entrevista revista (1)

"Então, Sócrates voltou. Vou zurzi-lo. Um ex-primeiro-ministro de Portugal não dá explicações sobre como pode ir estudar dois anos para Paris. Parolos podem parolar sobre isso, mas gente da classe média que já teve filhos a estudar durante cinco anos em Paris sabe que isso é honestamente possível. Não se explica tal a um Octávio Ribeiro, diretor do CM, que insiste há meses com esse tema. Olha-se-lhe é para a cara dele e à pergunta que nela vem estampada ("E V. Exa toma mais alguma coisinha?") e responde-se: "Não, só a conta." E não se lhe deixa a gorjeta de uma explicação numa entrevista com jornalistas decentes. Tirando esse deslize, Sócrates foi moderado, criticou no PR falhas de solidariedade institucional. Ora com Cavaco um animal feroz levantaria outra coisa: aquele que é hoje o Presidente de Portugal ganhou de um banco, num ano, mais do dobro do que lá tinha depositado - e, depois de ter sido provado que o banco era de bandidos, não devolveu as mais-valias. Essa é a questão-chave, porque reconhecida e aceite, do desconforto dos portugueses com os seus políticos. Já com os chefes do Governo e da oposição, Sócrates limitou-se a mostrar, em contraexemplo, que Passos tem sido uma cucurbitácea, lá fora, e Seguro, um banana, cá dentro. Daí as minhas críticas por ele ir para essa coisa falsa que é político comentador político. Um político assim deveria ir ao congresso do seu partido e lutar pelo seu lugar."
(Ferreira Fernandes; "Sócrates, os outros e ele próprio". Aqui)

Finalmente, a ruptura

Provavelmente, a moção de censura apresentada pelo PS não terá como efeito a queda imediata do governo de Passos, Gaspar & Portas, mas ao proclamar que Só um novo Governo, democraticamente legitimado, com forte apoio popular, estará em condições de interpretar e protagonizar o novo consenso nacional", fica claro que o PS liderado por António José Seguro rompeu final e definitivamente com a política deste governo, facto que, não tenho dúvidas, terá consequências. Pelo menos, deixará de poder continuar a falar-se no consenso mole entre os partidos signatários do Memorando.
Faltará, porventura, apresentar um desenho mais consistente de uma nova política que passará, desde logo, pelo abandono da postura subserviente do actual executivo perante a União Europeia e a troika, cujos resultados desastrosos  estão bem à vista de quem quer ver, na linha defendida, na última edição da Quadratura do Círculo,  por António Costa, para quem a queda do governo de Passos et al. não tarda, sobretudo se se confirmar, como é previsível, o pronunciamento do Tribunal Constitucional no sentido de que as medidas inscritas no Orçamento do Estado sujeitas a fiscalização sucessiva estão feridas de inconstitucionalidade.  De facto, em tal hipótese, dificilmente, o governo terá outra saída que não seja a porta da rua, porque, como se diz por aí, Passos, Gaspar e Portas não dispõem de alternativa. Numa tal eventualidade, nem o patrono Cavaco lhe vai valer.

"Sobe, sobe, balão sobe"

Estes números significam, tão só, que um governo "austeritário", o liderado pelo senhor Coelho, consegue bater, por largos pontos, um Governo dito "despesista", no respeitante ao  aumento da dívida pública.
Milagre? Não. É, simplesmente, mais uma prova de que o actual governo é dirigido por lunáticos ineptos e  por fanáticos incapazes. Não é pelos frutos que se conhece a árvore? Os frutos estão bem à vista.
(imagem daqui)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Favor duplo

Não sei se é verdade ou mentira a notícia posta a circular pelo "Público", segundo a qual "o primeiro-ministro  admitiu, na passada terça-feira, perante o seu núcleo duro, na última reunião da Comissão Permanente do PSD, que tem receio de que o Governo não chegue ao fim da legislatura por não conseguir encontrar alternativas para as medidas que o TC  possa vir a chumbar".
A ser verdadeira, e caso se venha a concretizar-se a hipótese de demissão do governo passista, se o  Tribunal Constitucional (TC) vier efectivamente a declarar, não obstante as indecorosas pressões de Coelho, que todas ou algumas das normas do Orçamento do Estado submetidas à sua apreciação estão feridas de inconstitucionalidade, dois favores ficam os portugueses a dever ao TC: desde logo, como é do seu estrito dever, a reposição da legalidade constitucional que este (in)executivo tem vindo sistematicamente a violar. Mas, a verificar-se a hipótese de demissão, a decisão, neste caso, trar-nos-ia o bónus de nos vermos livres duma das "pragas" que está a destruir o país. Infelizmente, não será tão fácil desfazer-mo-nos  da "praga" que, em tal caso, restará.
Ao contrário de muita gente não receio, nem por um segundo que seja, as consequências da queda deste governo, porque, a meu ver, qualquer solução que o futuro possa trazer no bojo, nunca poderá ser pior do que a actual.

Uma resposta demolidora

Para os milhares de peticionários que pretendiam calar José Sócrates, o número de telespectadores (1,617 milhões)  que assistiram à entrevista por ele dada à RTP1 (o programa de televisão mais visto de quarta-feira) constitui uma resposta demolidora.
Se há alguns milhares que o querem silenciar, há seguramente milhões que querem ouvi-lo. Os números por si falam.
(A resposta é ainda mais expressiva se se contar com os dados desta notícia: " Sócrates foi tendência mundial no Twitter)
Em complemento e já agora, uma sugestão para os peticionários: limpem as mãos à parede.
(reeditada)

Nem espicaçado, reage

A crer nesta notícia, Cavaco Silva não deve ter visto a entrevista de José Sócrates. Nela se dá conta que Cavaco, no rescaldo da entrevista, ignorou as acusações feitas por Sócrates, tendo-se limitado a publicar um texto, no facebook, de nula relevância:  "Nas últimas três semanas visitei seis empresas: Cerealis, em Lisboa, Sousacamp em Vila Flor, Frucar, em Carrazeda de Ansiães, Leica, em Vila Nova de Famalicão, Symington, em Vila Nova de Gaia e Gelpeixe, em Loures. Empresas que investem, inovam, apostam na qualidade e criam emprego."
(Nula relevância, digo eu, porque, se não é lícito estabelecer uma qualquer ligação de causa a efeito, entre tais visitas e a queda contínua da economia nacional, de há dois para cá, também não são visíveis quaisquer benefícios decorrentes das visitas de Cavaco, visitas que, aparentemente, se limitam a servir de palco para Cavaco debitar umas quantas banalidades - especialidade lá da casa.)
Escrito isto entre parêntesis, devo dizer que mesmo que Cavaco não tivesse visto a entrevista, não é crível que a sua casa civil não lhe tenha dado conta das críticas, aliás, mais que justas, que lhe foram feitas por José Sócrates.
A falta de uma reacção imediata pode ter uma dupla leitura: ou Cavaco sentiu demasiado a estocada e não quer reagir a quente, ou, se o silêncio se prolongar, tal só pode significar que Cavaco é mesmo o que dele se diz que é: um sonso, incapaz de enfrentar lealmente um adversário, mas sempre pronto a atacar pelas costas. Quem se lembra da sua actuação, ao longo dos seus dois mandatos presidenciais, já o sabia, mas, ontem, Sócrates fez muito bem em lembrá-lo, porque há por aí muita gente que sofre de amnésia.

Em boa hora

Em boa hora se dá o regresso de Sócrates. O país precisa, como nunca, de políticos que não sejam  simplesmente cinzentos, que é o que mais abunda por cá,  e que  sejam capazes de pôr os nomes aos bois. E capazes de os espicaçar, sempre que se justifique.
No caso da entrevista dada à RTP, o primeiro sinal do seu reaparecimento na cena pública, o primeiro "boi"  já tem nome: Cavaco Silva. Feliz escolha. Outros se seguirão: Coelho, sem dúvida.
E entretanto, António José Seguro já tem com quem aprender a fazer oposição. Esperemos que aproveite.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Congelem-se

E mais não disse sobre o tema.
Se não se desse o caso de já estarmos habituados às vacuidades do assim falante, talvez fosse de sugerir a criação, na Presidência da República, de um lugar de intérprete. Tratando-se de vacuidades, o melhor é,  uma vez que estamos numa empresa de congelados, congelar mais esta, que as anteriores congeladas estão.. 

Não lembrava ao diabo...

...mas, pelos vistos, lembrou ao CDS, requerer a audição, na comissão parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação, do director de informação da RTP sobre a anunciada  contratação (pro bono) de José Sócrates como comentador político da RTP, o que prova que ainda há quem não saiba, mais de três décadas após o 25 de Abril, que está consagrada constitucionalmente a independência dos meios de comunicação social do Estado face ao poder político.
Lamente-se e, por uma vez, saúde-se o comportamento do PSD que, neste passo, não acompanhou a iniciativa do seu parceiro de coligação, fazendo jus aos seus (muito) antigos pergaminhos, em perfeito contraste, aliás, com a  atitude do PCP e do BE que, na votação do requerimento do CDS se colocaram ao lado deste partido, facto que se estranha e não menos se lamenta.

terça-feira, 26 de março de 2013

A viver de equívocos

Ocupado em recolher imagens de espécies da flora portuguesa, nem tempo tenho tido para comentar as últimas novidades.
De facto, nem uma nota sobre os últimos desenvolvimentos da desastrada intervenção da troika em Chipre intervenção que, para além da imediata implosão da economia cipriota, traz no bojo uma crescente desconfiança no sistema financeiro europeu, em particular, nos países sujeitos a resgate.
Nem tão pouco uma palavra sobre o reaparecimento público do ex-primeiro-ministro José Sócrates que, mesmo antes de se concretizar, já pôs em pânico muito boa gente (ou nem por isso) que lá terá as suas razões que estão, seguramente, longe de ser as melhores. 
E nem sequer um breve comentário sobre  o lento esboroar (demasiado lento, quanto a mim) da Comissão Liquidatária que alguns, por manifesto equívoco, continuam a designar por governo do país, com Passos Coelho cada vez mais pressionado pelo parceiro da coligação a proceder a uma profunda remodelação no governo, o qual, não por acaso, acaba de sofrer mais uma baixa. A de Almeida Henriques, secretário de Estado adjunto da Economia, saída que vai ter como imediata consequência deixar o ministro Álvaro cada vez mais só a falar para as paredes.

Para compensar tão longa ausência, deixo aqui uma das últimas "descobertas" efectuadas durante os meus trabalhos de campo: uma espécie designada por Scilla peruviana, designação científica que é ela também fruto de um equivoco que explico noutro local.
Atendendo ao epíteto específico, somos levados a crer que a planta seria originária do Peru, quando, afinal, se trata de uma planta nativa do Sudoeste europeu (Portugal incluído) e do Noroeste africano. Mas a prova de que somos mesmo um povo de equivocados ou que apreciamos viver de equívocos é que, na linguagem vernacular, a espécie é designada em Portugal por "Albarrã-do-Peru" e "Cila-do Peru", quando, por exemplo, em língua inglesa, a planta é designada por Portuguese Squill e em Espanha é também conhecida pela designação de jacinto portugués. Curioso não é?
Mas fiquem-se com a dita, que é uma beleza. Acho eu.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Há sempre alguém que resiste...

... em Chipre.
E resulta: "BCE vai garantir liquidez".
Uma boa lição para os ditos "bons alunos" que por cá não fazem outra coisa que não seja dobrar a cerviz.

terça-feira, 19 de março de 2013

Não há inocentes

Nesta União Europeia liderada por doidos varridos toda a gente merece castigo: os que esbanjaram, porque "viveram acima das suas possibilidades", como diz o nosso primeiro-maluco; os que pouparam, porque, feitos tansos, acreditaram que a União Europeia e os países que a integram eram governados por gente com um mínimo de bom senso.
A este propósito, mais uma excelente crónica de Ferreira Fernandes. A ler aqui.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O prolongamento da agonia

O Prof. Freitas do Amaral apareceu hoje a defender "que a melhor solução para Portugal, neste momento, era outro governo da atual maioria, sem eleições, mas com outro primeiro-ministro, escolhido, naturalmente, pelo PSD", declarações que, a meu ver, são mais um sinal de que este governo tem os dias contados.
Pese embora o muito respeito que às vezes me merecem as opiniões de Freitas do Amaral, em contraponto a muitas outras que não me merecem respeito nenhum, a verdade é que a solução por ele proposta mais não seria do que um prolongamento da actual agonia. 
Isto porque tal solução enfrenta uma dificuldade de tomo. Onde é que Freitas do Amaral encontra no PSD alguém com peso político que não esteja comprometido com as políticas de Passos Coelho, Gaspar & Portas e a quem o povo reconheça credibilidade e capacidade para iniciar uma nova política?
O soba madeirense, Dr. Alberto João Jardim, o primeiro a alvitrar aquela solução, ou Drª Manuela Ferreira Leite que, na verdade, tem mantido alguma distância em relação ao actual executivo? Rio-me.
Ou será Rio?

Com paninhos quentes não vamos a lado nenhum

A demissão do "impressionante" e "inconcebível" ministro "astrólogo" Vítor (Falhar) Gaspar, agora reclamada por pessoas de todos os quadrantes, é o mesmo que tratar uma doença grave com paninhos quentes. A verdade é que o responsável pela política de austeridade "custe o que custar" e do "empobrecimento" não é Gaspar, mas o primeiro-ministro Passos (Falhar) Coelho. A doença que afecta o país só se cura com a demissão deste governo. E ponto final.
Nem se diga que a queda do governo geraria uma grave crise política. Tomando as palavras de Pedro Marques Lopes (aqui) também eu pergunto: "Mas há maior crise política do que manter em funções um Governo que pelas suas próprias decisões políticas nos trouxe até aqui? Há maior crise política do que manter um Governo que ainda pensa que este caminho é o certo? "
E tal como Pedro Marques Lopes também concluo, usando de novo as suas palavras: "Manter tudo como está, essa, sim, será uma colossal crise política."

A falar para as paredes

Perante a manifestação e os protestos dos estudantes do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa, onde se deslocou para intervir na abertura do ciclo de conferências "Sociedade Aberta e Global”, Passos (Falhar) Coelho viu-se obrigado a inaugurar um novo tipo de discurso. Tendo sido impedida a entrada das pessoas que assistiam à chegada, a espécie de primeiro-ministro que desgoverna o país  limitou-se a fazer um discurso para as paredes.
Escusadamente, digo eu, porque para dizer o que disse (o programa de rescisões deve ser encarado como "uma oportunidade e não como uma ameaça") e o que tem dito (como se sabe, o desemprego, para ele, também é uma "oportunidade")  melhor faria se ficasse calado. Sempre poupava na saliva.