sábado, 19 de setembro de 2009

Professores? Duvido

Professores? Duvido. Quem profere tais dislates aparenta mais ser tolo do que professor.
Os verdadeiros professores (e alguns eu tive) jamais subscreveriam uma tal frase.

"Acabado Silva"

O comportamento de Cavaco Silva, no caso das suspeitas sobre as alegadas escutas, é indigno de um Presidente da República.
Explico-me: não sei se Cavaco Silva, em Abril de 2008, tinha ou não razão para suspeitar que os serviços da Presidência da República estivessem a ser vigiados por parte do Governo. Os dados até agora vindos a lume indiciam que não, pois a investigação levada a cabo pelo "Público" a pedido do Presidente, pelo interposto assessor Fernando Lima, acabou por concluir que as suspeitas que recaiam sobre Rui Paulo Figueiredo (adjunto do primeiro-ministro) careciam de fundamento.
Há, no entanto, dois pontos sobre os quais não tenho quaisquer dúvidas:
Primo:
É inadmissível que um Presidente da República exponha a um jornal, seja ele qual for, ainda que por interposta pessoa (que, no entanto, invoca o mandato presidencial) as suas suspeitas sobre um assunto de tamanho melindre e menos admissível é ainda que peça ao mesmo jornal que leve a cabo uma investigação sobre essas suspeitas e que as publicite. No mínimo, revela uma imprudência e uma falta de sentido de Estado incompatível com o cargo que ocupa. Se tinha dúvidas, podia e devia falar, antes de mais, com o primeiro-ministro, com quem reúne semanalmente, para expor as suas dúvidas e fundamentos ou podia recorrer a Serviços do Estado com competência na matéria, como a Procuradoria Geral da República. Isto, partindo do pressuposto de que tinha, ou tem, tais dúvidas e fundamentos, o que, pelo que acima fica dito, me parece altamente improvável. Já alguém, melhor informado que eu, falou em delírio e paranóia e não serei eu a contrariar tal opinião.
Secundo:
Perante as notícias publicadas pelo "Público", em 18 e 19 de Agosto, dando conta das alegadas suspeitas, Cavaco Silva, porque o seu nome era expressamente invocado, tinha a estrita obrigação de esclarecer se a notícia era ou não fundada. No caso de ser verdadeira, impunha-se que Cavaco Silva apresentasse os factos que sustentavam as suspeitas. No caso contrário, o desmentido e a imediata demissão do assessor eram imperativos. Não é preciso ser Presidente de coisa nenhuma para tomar uma ou outra decisão, consoante o caso. Qualquer pessoa honrada era assim que procederia. O seu silêncio permitiu e permite que se tenha instalado na vida política portuguesa um clima de suspeição generalizada que põe em causa todos os órgãos de soberania, a começar pela Presidência da República, facto tanto mais grave quando é certo que estávamos, na altura, e estamos, agora, em vésperas de um acto eleitoral de extrema importância para a vida do país. E, como é evidente, o seu silêncio e as suspeições, por ele geradas, afectam de forma grave a luta política, agora já sob a forma de campanha para as eleições legislativas. Assim sendo, é pelo menos, hipócrita, a atitude tomada por Cavaco Silva ao recusar comentar o caso, na sequência da história publicada ontem pelo Diário de Notícias, sob o pretexto de que estamos em campanha eleitoral. E é hipócrita, porque Cavaco Silva sabe que, quer ele queira, quer não, as suspeições continuam e o caso inquinou já o debate político, como se pode ver por várias e insistentes declarações da sua "pupila" Ferreira Leite, facto que parece indiciar que é isso mesmo o que Cavaco Silva deseja e quer.
Perante o comportamento do actual Presidente da República, a personagem de ficção "Acabado Silva" desceu ao mundo real. O Presidente Cavaco Silva acabou. Para mim, pelo menos.
(Imagem foi tirada daqui, mas suponho que os direitos de autor pertencem às "Produções Fictícias" a quem cumprimento e felicito pelo acerto da sua premonição)

Louçã, o "mártir" e os "favores"

No dizer de Louçã, José Sócrates fez um "favor" ao Bloco de Esquerda, ao chamar a atenção para alguns aspectos do seu programa, como as nacionalizações e as propostas de extinção de todas as deduções em sede de IRS, em matéria de saúde e de educação, e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos PPR.
Agora é o "Expresso" a fazer-lhe outro "favor", ao revelar, na edição de hoje, que Francisco Louçã investiu 30.000 euros em PPR. É ele, uma vez mais, quem tal afirma.
Começando por aqui: Louçã fala em "favor", neste caso, porquê ? Porque, no dizer dele, "os dirigentes bloquistas deixam de lado os seus interesses pessoais em benefício do interesse público". Ou seja, segundo ele, Louçã e os seus camaradas bloquistas são uns "mártires" que sacrificam o interesse pessoal em nome do interesse público. No meu bem mais modesto entender, ou não sabem fazer contas para investir num produto não rentável, de acordo com o seu programa, ou, o que é mais provável, pois não os tenho na conta de tolos, andam a fazer demagogia barata, demagogia que, no entanto, com a retirada dos benefícios fiscais, iria sair cara à classe média.
Deixemos de lado as deduções em matéria de saúde e de educação que afectariam, sem margem para dúvidas, e uma vez mais, a classe média e passemos às nacionalizações. Ignoro as razões que levam Louçã a dizer que José Sócrates também lhe fez um "favor", ao chamar a atenção para este ponto do programa do Bloco de Esquerda, mas admito que talvez Louçã se refira ao facto de Sócrates se ter esquecido de dizer quanto é que as nacionalizações da banca e das empresas de energia custariam ao bolso dos contribuintes. Pelas contas do "Expresso" (edição de hoje) seriam 51.000.000.000€ (cinquenta e um mil milhões de euros). É obra, pois cabem nestes números não sei quantos TGV. E anda a Drª Leite preocupadíssima com um só!
Quanto a Louçã, já lhe ouvi dizer que as contas fazem-se depois e que, por ora, não interessam. O dinheiro envolvido é dele, ou é dos contribuintes ? Uma tal posição será própria de quem é responsável ? Ná, digo eu.

Observação dos dias (XVI)

[Inflorescência de Alfazema ou Lavanda (Lavandula angustifolia Mill.) ]

Por estes dias, não é só a gripe A que anda por aí à solta. Há outras maleitas e nem Belém escapa. Se a Alfazema desempesta, plante-se Alfazema.
(Clicando na imagem, amplia)

Legislativas: mais sondagens (Registo)

Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, nos dias 13 a 16 de Setembro de 2009.

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Sondagem Aximage, 14-17 Setembro


Resultados com indecisos:

PS: 36,1%;
PSD: 29,7%;
BE: 10%;
CDS-PP: 7,6%;
CDU: 7,5%
OBN: 4,8%
Indecisos: 4,3%
Abstenção: 35,7%


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Sondagem INTERCAMPUS para a TVI, realizada entre os dias 12 e 15 de Setembro de 2009,


"Os socialistas atingem os 32,9%, enquanto o PSD se fica pelos 29,7%. O bloco de Esquerda destaca-se na terceira posição, com 12%, enquanto a CDU se fica pelos 9,2% e o CDS-PP pelos 7%.
71,8% das pessoas disseram que vão votar de certeza; 7,8% disseram que têm a intenção de ir votar, mas é possível que decidam não fazê-lo; 6,4% tanto podem decidir votar como pode decidir não votar; 3,3% não têm intenção de votar, mas é possível que venham a votar; 10,6% não estão a pensar votar." (Fonte)

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Registo apenas. As sondagens são tantas e quase diria para todos os gostos que não dá para mais. E "gato escaldado de água fria tem medo".

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os Gato Fedorento "esmiuçam" os "mabalarismos" da Drª Leite

Para ver e rever os "mabalarismos" de Manuela Ferreira Leite, mas não só, recomenda-se uma visita aqui (a partir do minuto 5:10) e aqui.
Ridendo castigat mores. Tradução livre: "A rir se dizem as verdades". Com letra pequena, por supuesto. Este "espanhol" é só por birra.

Este senhor não está nada bem

Retomo este título a propósito da reacção de Cavaco Silva à história do "Assessor do Presidente [que] encomendou [o] caso das escutas" hoje publicada no Diário de Notícias, porque tal reacção mostra mesmo que o senhor não está nada bem.
Relembremos: a história começou em Abril de 2008, com um encontro entre Fernando Lima (o dito Assessor) e Luciano Alvarez [jornalista (?) do "Público"], onde aquele, segundo este, terá dito que "o presidente da república acha que o gabinete do primeiro-ministro o anda a espiar e que a grande prova disso tinha sido dada na Madeira onde o primeiro-ministro tinha enviado um tipo que trabalha para o MAI só para espiar os passos do Presidente e dos homens do seu gabinete"; a suspeita levantada pelo Assessor em relação a Rui Paulo Figueiredo (o tal "tipo" e adjunto do primeiro-ministro) foi investigada pelo jornalista Tolentino da Nóbrega, a pedido do dito Alvarez, conforme consta do já famoso "e-mail" (ver aqui), suspeitas que este não só não confirmou, como infirmou. Não obstante a não confirmação da notícia por pessoal da casa, o "Público" acabou por publicar em 18 de Agosto a primeira notícia sobre o caso, sob a manchete "Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo"e a segunda no dia seguinte. Para tanto, bastou que a mesma fonte, conforme se pode ler na coluna de Joaquim Vieira, Provedor do Leitor do "Público" (ver aqui) voltasse à carga.
Peço desculpa pelo relembrar da história, mas pareceu-me necessário como forma de tornar evidente que Cavaco Silva, embora não seja, como já confessou, grande leitor de jornais, não podia ignorar a história, nem a responsabilidade que lhe é assacada pelo assessor no levantamento das suspeitas. Já teve, por isso, mais que tempo para dizer de sua justiça ou demitir o assessor. Não fazendo uma coisa, nem outra e vir agora escusar-se a comentar o caso, sob o pretexto de que estamos em campanha eleitoral é falsa desculpa só explicável porque sofre daquilo que eu chamaria "Síndroma do Pulo do Lobo". Sempre que se vê confrontado com casos que o incomodam, Cavaco Silva dá o salto e vai até ao "Pulo do Lobo". Já não é primeira vez, como é sabido. Os casos do BPN e de Dias Loureiro tinham sido os mais recentes.
Devo acrescentar que Cavaco Silva não é caso único. A sua "discípula" Manuela Ferreira Leite sofre da mesma síndrome, pois ela, segundo afirmou hoje, no final de uma acção de campanha para as legislativas, até "desconhece" a notícia. Imagine-se.
Uma dupla de cultores da "Verdade", como esta, (CS/MFL) não é caso para assustar ?
Eu diria que sim. E muito.
(Imagem daqui)

Notícias à moda do Zé Manel e do patrão

Ao noticiar a campanha do PS em Guimarães, o "Público" on line chama para título os insultos de um indivíduo isolado, como se isto fosse uma notícia insólita e nunca vista em campanha eleitoral. Nem no dia em que a sua seriedade como jornal foi publicamente posta em causa, o "Público" renuncia ao seu facciosismo, nem à sua própria campanha.
Se tal acontece, mesmo em tais circunstâncias, é porque este é o entendimento que o Zé Manuel e o seu patrão têm do que seja a "liberdade de imprensa", ou a "independência" do jornal.
Seja como for, uma coisa é certa. Belmiro de Azevedo não mantém o "Público", com o propósito de ganhar dinheiro, pois tal objectivo nunca foi alcançado, o que mostra que os fins que Belmiro de Azevedo prossegue só podem ser outros. Será ousado admitir, perante o cenário de sucessivos prejuízos, acumulados desde a sua fundação, que a missão do "Público" será antes a de servir como "voz do dono" e dos amigos ?
Se não é, pelo menos, parece.

Elefante e bailarino? Ná !



(Clicando, amplia)
De há muito que, nesta casa, se considera o "Público" como o jornal oficioso de Belém. As sucessivas notícias ali vindas a lume "sopradas" por "fontes de Belém" são prova suficiente e, uma vez por outra, fui fazendo eco desse facto, como se pode comprovar fazendo uma pesquisa aqui no blogue, etiqueta "Público". O que não se imaginava é que além de jornal oficioso, o "Público" fosse também uma central de investigação ao serviço da Presidência da República.
A notícia e o "e-mail" (v. supra) hoje publicados pelo Diário de Notícias (DN) ("e-mail" qualificado aqui como "alegada mensagem de correio electrónico") demonstram à saciedade que o "Público" sob a direcção de José Manuel Fernandes, coadjuvado pelo autor do "e-mail, o inenarrável Luciano Alvarez, se deixou instrumentalizar pela Presidência da República, ou, pelo menos, pela central de contra-informação nela sediada e liderada por Fernando Lima.
Convém, a propósito, recordar que as notícias veiculadas pelo DN, surgem na sequência do texto publicado, no passado domingo, no "Público", pelo respectivo Provedor do Leitor, Joaquim Vieira, (para não ir mais longe o texto pode ser lido aqui) onde se considerava que tudo o que o jornal havia publicado sobre as escutas, "não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém".
Confrontados com as notícias e o "e-mail" ora publicados, o dito Luciano Alvarez nega a existência do "e-mail" (existência que, entretanto, o seu destinatário - Tolentino da Nóbrega - se recusa a a confirmar ou desmentir) e José Manuel Fernandes, sem negar a sua existência, garante ter sido falsificado, embora afirme que o desconhecia. Solicitado a comentar o caso, José Manuel Fernandes não só não faz mea culpa, como qualquer pessoa dotada de bom senso apanhada com a boca na botija, como aproveita para disparar contra o SIS, atribuindo a este a responsabilidade pela divulgação do material publicado. Ora, José Manuel Fernandes, esquece-se de um pequeno pormenor: segundo o próprio, havia cinco ou seis pessoas dentro do jornal que estavam a par do caso. José Manuel Fernandes talvez o não saiba, mas a verdade é que cinco ou seis pessoas, num caso deste melindre, são uma multidão e não haveria motivo para grande espanto se, estimulado pela iniciativa do Provedor do Leitor, algum membro da redacção, se tivesse sentido enojado com tanta violação das regras deontológicas e tivesse resolvido desmascarar a actuação da direcção do "Público" num caso de extrema gravidade. É Joaquim Vieira quem como tal o qualifica, na coluna do Provedor do leitor.
A parte final do "e-mail" do Luciano Alvarez "Um abraço e vai-te a eles" diz tudo sobre o que o seu autor e a direcção do "Público" entendem por jornalismo. Proselitismo, fazem seguramente a favor do "cavaquismo" e de outros "ismos", como "ferreiraleitismo" o que vem a dar no mesmo. Jornalismo é que não.
Pergunta:
Um elefante pode ser bailarino profissional? Eu diria que não. Pois bem, face ao comportamento de um e de outro, se me perguntassem se José Manuel Fernandes e Luciano Alvarez podem ser considerados jornalistas, responderia o mesmo.
Adenda:
Enquanto Francisco Louçã, comentando o caso, põe o dedo na ferida: “Foi sempre muito evidente que se tratava de manipulação de informação, de empolamento de factos, de uma construção mistificadora, de uma fantasia, para reduzir a política a uma telenovela mexicana" também há quem pretenda desviar as atenções, como Paulo Portas, (o que não admira) e quem, como Jerónimo de Sousa, se faça desentendido, (o que já não se compreende).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Este senhor não está nada bem

«Quando chega a esta hora e tenho de vir dizer umas palavras sinto uma certa atrapalhação, tendo presente a audiência que tenho pela frente, jornalistas», confessou o Presidente da República, Cavaco Silva, na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2008, que decorreu no auditório da Caixa Geral de Depósitos.
Por isso, relatou Cavaco Silva, hoje ao final da tarde chamou um assessor para que o aconselhasse sobre o que dizer.
«Elogie os jornalistas, elogie a comunicação social, sublinhe a isenção, a independência, a objectividade, diga que agora gasta pelo menos 30 minutos a ler os jornais todos os dias e não apenas 5 minutos, que vê os telejornais, incluindo o de sexta-feira, o de sábado e o de domingo», sugeriu o assessor, segundo as palavras do próprio Presidente da República.
«Eu disse: não pode ser, porque se faço isso dizem imediatamente que estou a passar a mão pelo pêlo dos jornalistas para eles dizerem bem de mim», contou o chefe de Estado.
Foi então que o assessor o aconselhou a «ir pelo caminho contrário», fazendo uma análise crítica do jornalismo social, sugestão também declinada por Cavaco Silva, que confessou temer que algum jornalista «pegasse no sapato» e lho atirasse.
Nessa altura, surgiu a terceira sugestão, igualmente recusada por Cavaco Silva: elogiar as preocupações sociais da Caixa Geral de Depósitos, promotora dos prémios Gazeta.
Como quarto conselho, continuou a relatar o chefe de Estado, o assessor disse para elogiar o Clube dos Jornalistas.
Finalmente, surgiu, então, a derradeira sugestão: «então só há uma hipótese, é o senhor falar, falar, mas não dizer nada. É uma táctica a que se recorre em situações difíceis».
«Isso não me parece mal, principalmente neste tempo eleitoral em que nós vivemos. Mas, depois pensei melhor e disse: sabe isso não é o meu hábito, não é o meu hábito falar e dizer nada, isso é capaz de não correr bem, eu não sou capaz, mas ele olhou para mim e disse 'yes, you can, yes you can', é preciso é treinar um pouco e vai a ver que consegue», revelou Cavaco Silva, animando a plateia"
(Fonte)
Não me parece que este discurso seja caso para a plateia se animar. Antes pelo contrário, pois o humor não é propriamente o "forte" do Presidente da República e se a ele recorre é porque, a meu ver, não está nada bem. E falar, nesta altura, de um "assessor" parece a ocasião menos oportuna. É mesmo caso para dizer que é deitar sal na ferida, se nos lembrarmos da estória sobre as escutas.

Olha a mala !

Confrontada pela "Sábado", Manuela Ferreira Leite recusou comentários e fonte do PSD disse que o assunto já não é novo.
Pelo facto de não ser "novo" já deixou de ser grave ? E nem comentários merece ?
Política de "Verdade" ?
Estranho entendimento de "Verdade" mora por aquelas bandas.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Observação dos dias (XV)

(Clicando, amplia)
[Flor de Alecrim (Rosmarinus officinalis L.)]
Ao contrário do que, à primeira vista, poderíamos ser levados a pensar, ainda há por aí cheiros agradáveis. O Alecrim, por exemplo, cheira bem. Aproveitemos...

A "padeira" vencerá !

"Não é fácil que me intimidem a não falar deste assunto [TGV] pelo facto de já haver estrangeiros que já me vêm amedrontar" (Manuela Ferreira Leite dixit)
Graças a Zeus, a nossa " padeira" (fortemente atacada pela mania da perseguição) não se intimida. Já a estou mesmo a vê-la, de pá empunhada, a desbaratar espanhóis e a gritar: quantos são, quantos são ?
Aguardo com extrema ansiedade, (como é fácil imaginar) o desenvolvimento da batalha, mas também com esperança: a "padeira" vencerá!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Não é para levar a sério...

Arlindo Cunha, militante e ex-dirigente do PSD, antigo eurodeputado e ex-ministro de Cavaco Silva, actualmente presidente da Fundação Rei Afonso Henriques, afirmou discordar da posição da líder do seu partido [sobre o TGV] e considerou que tal posição "não faz sentido nenhum" e "tem a ver exclusivamente com o contexto de campanha".
Ele não o diz expressamente, é verdade, mas é como se o dissesse: as afirmações de Ferreira Leite não passam de um disparate que "não abalará a cooperação entre Portugal e Espanha". Ou seja, para este companheiro de partido, o que M. Ferreira Leite diz não é para levar a sério.
Já se cá sabia, mas agradece-se a confirmação.

A senhora mente com tanta facilidade que, ao mentir, até julga que diz a "Verdade" (II)

Manuela Ferreira Leite afirmou hoje que “Foi a crise que salvou Sócrates”.
Ela sabe que tal afirmação é uma rematada mentira, pois é sabido que, antes de os efeitos da crise internacional (o "abalozito de terra", na anterior versão dela) se terem sentido em Portugal, o PS, segundo todas as sondagens, estava, no que respeita a intenções de voto, muito longe de ser alcançado pelo PSD e, por sinal, a "imagem" da "dona da Verdade" andava pelas ruas da amargura, mesmo entre os seus companheiros de partido. Toda a gente o sabe.
Ela não pode ignorar tal facto o que me leva a concluir que a "dona da Verdade" é, antes e só, uma mentirosa compulsiva. Digo-o com todas as letras.

Mais uma santa ?

É verdade que Manuela Ferreira Leite ainda não reivindicou nenhum milagre como S. Louçã. No entanto, os seu devotos (desinteressados ou interesseiros) não cessam de exaltar as suas virtudes, como pessoa "séria" e "competente".
Com tão excelsas virtudes a exornar a senhora, admira-me que ainda não tenha sido iniciado o processo de canonização. Será porque "o advogado do diabo" encontrou provas de que a "seriedade" da "santa" não é tanta quanta a que se apregoa, como se vê por esta pequena amostra e a sua "competência" é posta em causa com as suas repetidas confusões entre taxas de IRS e de IRC (de 42% em vez de 25%, para este imposto) ou quando se vê confrontada com factos como estes:
"1. A Dr.ª Manuela chamou ao PEC um imposto. Não é, como a sua designação indica: “não se tratava de um imposto mínimo, mas de uma nova forma de pagamento por conta de IRS e IRC’, um ‘mínimo de imposto a pagar por conta’ que visava aproximar o ‘nível dos rendimentos declarados, quando manifestamente desconforme com a experiência, do nível dos rendimentos realmente auferidos e que deveriam ser sujeitos a tributação.” [António Carlos Santos, revista Fisco n.º 122/123] E, ao contrário do que disse a Dr.ª Manuela, o PEC não se aplica apenas ao IRC, mas também ao IRS.
2. Ainda ao contrário do que disse a Dr.ª Manuela, não foi num governo do PSD que foi criado o PEC. Esta forma de pagamento foi criada em 1998 durante o primeiro governo de Guterres. Perante o facto de cerca de metade das empresas apresentar, ano após ano, prejuízos artificiais, a criação do PEC foi a forma encontrada para moralizar o sistema, sem com isso pretender sufocar o tecido empresarial. Lembram-se da campanha contra a “colecta mínima” lançada no consulado do inefável Prof. Marcelo?
3. Mas o que é verdadeiramente espantoso é o facto de a Dr.ª Manuela aparecer agora como a campeã do combate ao PEC, quando, era a senhora ministra das Finanças do Governo Barroso/Portas, estabeleceu limites manifestamente agressivos e desproporcionados para esta forma de pagamento:
• Estando o limite mínimo em 498,80 euros, a Dr.ª Manuela passou-o para 1.250 euros (aumento de mais de 251 %);
• Sendo o limite máximo de 1.496,40 euros, a Dr.ª Manuela elevou-o para 200.000 euros (aumento de 13.365 %).
Estes insuportáveis aumentos dos limites mínimo e máximo do PEC, em plena crise económica interna que levou a uma quebra violenta do PIB em 2003, não trazia problemas de tesouraria." (Fonte)
Se não me engano, pelo que vejo, o milagre não vai chegar e o início do processo de canonização pode esperar. Ad aeternum.

A disputa do PBX

Depois de Louçã ter afirmado "Nós somos os socialistas", chegou agora a vez de Jerónimo de Sousa desautorizar José Sócrates a falar em nome da esquerda ou mesmo a dizer-se de esquerda. Desta vez é Jerónimo de Sousa quem se sente no direito de reivindicar para o seu partido a "marca" da esquerda. Pelos vistos, vai acesa a disputa entre o Bloco e o PCP pela sigla do PBX (Partido Berdadeiramente Xuxialista).
Estranhamente, nem o Bloco, nem o PCP, usam a palavra "Socialismo" nas suas designações. E mais, o PCP vai a votos sob a sigla CDU.
"Socialismo" soa melhor que "Comunismo". Será ?

domingo, 13 de setembro de 2009

No "mundo paralelo" do Zé Manel é assim

"Subitamente neste Verão"
"O curso habitual da política nacional foi perturbado no transacto 18 de Agosto com a manchete do PÚBLICO: "Presidência suspeita estar a ser vigiada pelo Governo". A notícia, assinada por São José Almeida (S.J.A.), citava um membro não identificado da Casa Civil do Presidente da República [PR] para informar que "o clima psicológico que se vive no Palácio de Belém é de consternação [,] e a dúvida que se instalou foi a de saber se os serviços da Presidência da República [PR] estão sob escuta e se os assessores de Cavaco Silva [C.S.] estão a ser vigiados". Tudo isto para reagir a declarações de dirigentes socialistas criticando a participação de assessores presidenciais na elaboração do programa eleitoral do PSD (participação que, aliás, a fonte de Belém não desmentia).
No dia seguinte, em nova manchete, o PÚBLICO reincidia, alegando que "a origem das suspeitas [da PR] remonta a uma viagem [presidencial] à Madeira, há um ano e meio, na qual um adjunto [do primeiro-ministro - PM] teve comportamentos que levaram colaboradores de C.S. a apertar o circuito da informação para evitar fugas". Segundo a nova notícia, elaborada por S.J.A. e pelo editor Luciano Alvarez (L.A.), esse adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo (R.P.F.), teria sido incluído na comitiva presidencial "sem nenhuma explicação natural", e os autores descreviam o seu comportamento no arquipélago como o de um penetra que abusivamente "ter-se-á sentado, sem ser convidado, na mesa de outros membros da comitiva, violando as regras protocolares" e até "multiplicado os contactos e as trocas de informação com alguns jornalistas do continente que se deslocaram à Madeira". R.P.F. não foi ouvido para a redacção do texto: o PÚBLICO, dizia a notícia, tentara "sem êxito" contactá-lo de véspera na Presidência do Conselho de Ministros (PCM).
A segunda manchete motivou o envio ao provedor de uma reclamação de R.P.F. com os seguintes tópicos (recomenda-se a leitura da documentação integral do caso no blogue do provedor): "Foi com enorme surpresa e consternação que li esta 'notícia'. (...) Não só pelo seu conteúdo, que reputo de fantasioso e totalmente falso, mas também pelo facto de não ter sido citado o meu desmentido (...), em obediência às mais elementares regras deontológicas de audição e publicação do contraditório. De facto, em tempo, fui abordado pelo jornalista do PÚBLICO Tolentino de Nóbrega [T.N., correspondente no Funchal] sobre este tema (...). Tive oportunidade de negar completamente tudo aquilo com que fui confrontado. E de lhe referir que ele, como testemunha de toda a visita (...), poderia comprovar facilmente o que eu lhe estava a afirmar. Esclareci-o que estive oficialmente na visita e que o meu nome constava no livro oficial da visita elaborado pela PR. E que o motivo da minha presença justificava-se (...) pelo facto de, entre outras funções, acompanhar temas relacionados com as Regiões Autónomas. Aliás, já não era a primeira vez que, nesse âmbito, me deslocava à Região Autónoma da Madeira assessorando membros do Governo da República (...). Estive presente somente nos actos para os quais a minha presença estava prevista no referido programa. (...) Referi-lhe que, ao longo dos seis dias que durou a visita do PR (...), me desloquei nas viaturas que me foram indicadas, me sentei nas mesas que me foram destinadas e com as companhias, das mais diversificadas, que estavam previstas pela organização de cada evento. (...) Não perceb[o] a que se referem quando invocam contactos com jornalistas do Continente. Tive apenas conversas de circunstância com alguns, do Continente e da ilha, enquanto esperávamos que alguns eventos terminassem. Como aconteceu com o próprio T.N. (...). Fiquei igualmente estupefacto com a afirmação de 'que o PÚBLICO tentou, sem êxito, contacta[r-me] na PCM'. Não só porque não tenho indicação nenhuma dessa nova tentativa de contacto como pelo facto de ter sido ignorado o contacto efectuado por T.N. Já não falando no facto de o meu local de trabalho ser S. Bento e não a PCM."
Este caso não só se reveste de enormes implicações, por estar em causa a relação entre dois órgãos de soberania, como suscita diversas questões relacionadas com a prática jornalística, o que levou o provedor a aprofundar a sua investigação muito para lá da queixa do adjunto governamental, abrangendo todo o procedimento do PÚBLICO no processo.
O provedor pôde concluir que o contacto inicial de um membro da PR com o jornal para se queixar da "espionagem" de S. Bento sobre Belém, e até da possibilidade de escutas telefónicas, se deu há cerca de 17 meses, pouco após a visita de C.S. à Madeira. Mas ao longo deste quase ano e meio a mesma fonte não apresentou qualquer indício palpável da existência dessas escutas, pelo que a possibilidade de termos aqui um Watergate luso, como chegou a ser aventado entre as inúmeras reacções que a notícia desencadeou, é no mínimo um insulto a Bob Woodward e Carl Bernstein, os jornalistas que denunciaram o caso original.
Salvo melhor prova, tudo não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém. Só que tal manifestação é em si já notícia, porque revela a intenção deliberada de alguém próximo do PR minar a relação institucional (ou a "cooperação estratégica") com o Governo.
O que dá toda a razão de ser à manchete inicial publicada pelo jornal. O provedor apenas estranhou a demora: se o elemento da Casa Civil falou ao PÚBLICO há quase ano e meio, porquê só agora, quando nada mais foi entretanto adiantado? Respondeu o director, José Manuel Fernandes: "Há ano e meio que o PÚBLICO, através de vários jornalistas e de contactos estabelecidos por mim próprio, procurava recolher elementos para sustentar as informações dispersas que chegavam ao jornal relativas à existência de uma tensão entre Belém e São Bento que tinha ultrapassado o patamar da divergência política normal para se situar no da desconfiança sobre os métodos seguidos pelo gabinete do PM. (...) Nunca estivemos em condições de o noticiar, pois consideramos que não devemos utilizar fontes anónimas quando os visados desmentem em on as informações e não possuímos provas materiais. (...) Na véspera da saída da primeira notícia, um membro da Casa Civil do PR confirmou formalmente ao PÚBLICO uma das várias informações de que há muito tínhamos conhecimento. (...) Como jornalistas a nossa opção só podia ser uma: no dia em que uma fonte autorizada da Casa Civil do PR assume que no Palácio de Belém se suspeita de que o Governo montou um sistema para vigiar os movimentos do Presidente, essa informação tem uma tal importância e gravidade que só podia ter o destaque que teve. Pessoalmente acompanhei este processo e, como o Livro de Estilo prevê, (...) inteirei-me da fiabilidade das fontes e dei luz verde à publicação da notícia."
Pelo que o provedor percebeu, só há uma fonte, que é sempre o mesmo colaborador presidencial que tomou a iniciativa de falar ao PÚBLICO em 2008, mas este milagre da multiplicação das fontes é uma velha pecha do jornalismo político português e não vale a pena perder agora mais tempo com ela. Vale sim a pena dizer que essa fonte falou não só das escutas como da história do adjunto de Sócrates na Madeira, na tentativa de corroborar a tal operação de espionagem.
Claro que uma acusação dessa natureza deveria ser comprovada, e foi o que acertadamente começou por fazer L.A., ao pedir na altura a T.N. que confirmasse in loco a atitude do abelhudo R.P.F. retratado pela fonte da Casa Civil. Interpelado pelo provedor, relatou T.N.: "No final de Abril de 2008, alguns dias após a visita do PR à Madeira (...) fui contactado pelo editor L.A. no sentido de apurar localmente dados para confirmar ou desmentir a suspeita de que o PR teria sido espiado pelo gabinete do PM. O suposto espião seria um adjunto do PM que na visita se teria introduzido indevidamente na comitiva, nomeadamente em actos e em almoços e jantares oficiais, em mesas de assessores de Belém, para as quais não estaria convidado. Após difíceis diligências (...), concluí que:
os preparativos da visita, rodeada de exageradas medidas de segurança, foram controladíssimos pela Casa Civil da PR; (...) R.P.F. integrava a comitiva oficial do PR, constando o seu nome na lista de convidados para os diferentes actos oficiais e da comitiva restrita presente às audiências do PR com representantes das associações empresariais locais (...); R.P.F. integrava igualmente a lista de convidados para os almoços e jantares oficiais, distribuídos pelas mesas sob prévia indicação dos serviços da PR. (...) Destas minhas conclusões dei conhecimento a L.A., que, face aos dados apurados, deixou cair o assunto das suspeitas."
O contacto que T.N. teve com R.P.F. ocorreu um ano depois: "Dada a sua presença no Funchal quando da visita do PM à Madeira (15 de Maio de 2009), confrontei-o pessoalmente com a situação, na tentativa de validar ou não as informações anteriormente por mim colhidas. As respostas dadas nada acrescentaram ao que eu próprio apurara um ano antes, e de que dera conhecimento a L.A. no início de Maio de 2008. Desde então nunca mais abordámos este assunto nos contactos quase diários que mantemos."
Em conversa telefónica, T.N. adiantou ao provedor não ter comunicado à redacção o resultado do seu contacto com R.P.F. não só por reiterar as informações que já antes enviara mas também por pensar que, ao fim de 12 meses, o tema fora abandonado pelo PÚBLICO.
Solicitados pelo provedor a explicar por que razão os dados recolhidos há ano e meio por T.N., e que de algum modo contrariavam a versão do assessor de Belém, não entraram na notícia sobre o "espião" de S. Bento, nem J.M.F. nem L.A. responderam (S.J.A. disse que a parte sobre R.P.F. não foi da sua responsabilidade, mas sim de L.A.).
Como o leitor já terá intuído chegado a este ponto, estamos perante um caso que se reveste de grande complexidade e gravidade, pelo que ao provedor não é possível esgotar a sua análise numa única crónica. Voltaremos ao assunto no próximo domingo".
(Joaquim Vieira, Provedor do leitor, "Público", Domingo, 13 de Setembro de 2009)
Aguardemos pela continuação da prosa do Provedor. Em todo caso, um facto é já evidente. O "mundo paralelo" em que vive o director do "Público" e o seu acólito Luciano Alvarez é dominado pelo fedor da intriga e da pouca vergonha jornalística. Qual a paga, Zé Manel ?

A outra "padeira de Ajubarrota"

O debate entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite teve o mérito de nos revelar outra "padeira de Aljubarrota", mas uma "padeira" incapaz, antiquada e incoerente.
Pesei as palavras "incapaz" e "antiquada" e "incoerente", antes de as escrever e só porque as pesei é que não vou mais longe.
Na verdade, vir afirmar que não avança com o TGV por este só interessar aos espanhóis revela a incapacidade de ver que Portugal, estando numa posição geográfica excêntrica em relação a toda a Europa, é o país que mais interesse tem na ligação à rede europeia de comboios de alta velocidade. Se o não vê, é porque, repito, é incapaz de compreender o que está à vista de toda a gente. Menos dela.
E como não chamar-lhe "antiquada" quando da sua boca saem pérolas como estas: "não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa" ou "Portugal não é uma província espanhola"? Este discurso cheira a mofo, de fio a pavio. Como é que uma "política", como Ferreira Leite, pode vir ressuscitar fantasmas há muito enterrados ao proferir um tal discurso, quando sabe, ou devia saber, que Portugal e Espanha são os dois, actualmente, membros da União Europeia e que existe um excelente relacionamento, a todos os níveis, entre os dois países ?
E não será incoerente quem, como ela, arrasta às costas a responsabilidade de, enquanto ministra das Finanças no Governo de Durão Barroso, ter assinado um compromisso com Espanha visando a construção de quatro linhas, de TGV, e se recusa (recusará?) agora honrar o compromisso que assinou, mesmo se já não estão em causa quatro linhas, mas apenas duas?
A sua rigidez mental (só ela é detentora da "Verdade") e a sua desonestidade intelectual (o caso do TGV é um exemplo, mas há outros como a alegada "asfixia democrática" que, na boca dela, se vive no Continente, enquanto na Madeira, sob o regime opressivo de Alberto João Jardim, se vive, ainda segundo ela, na mais ampla liberdade, ou como o "abalozito de terra" expressão que ela usa para qualificar a maior crise económica que o mundo já viveu nos últimos oitenta anos) até assustam.
É claro que Manuela Ferreira Leite, venceu o debate com Sócrates: em matéria de hipocrisia não há político em exercício que a consiga bater.
E esta "política"("séria" ?) quer ser primeira-ministra de Portugal ? Zeus nos livre !
(Imagem daqui)

sábado, 12 de setembro de 2009

O milagre de S. Louçã

Transformar uma falsidade (a adjudicação da concessão de uma auto-estrada à Mota-Engil - afirmação de Francisco Louçã no debate com José Sócrates, já desmentida, sem margem para dúvidas) num ganho de 500 milhões de euros graças à intervenção de S. Louçã (afirmação de Louçã, depois do debate) é um milagre que ultrapassa, em muito, o de Santa Isabel (transformar pão em rosas).
Ainda não há iconografia do milagre, mas o Bloco pode já tratar da canonização !
(Imagem daqui)