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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Not good, but not so bad...

Portugal estagna no terceiro trimestre , de acordo com Instituto Nacional de Estatística (INE). A notícia não é boa, mas podia ser pior, se, à semelhança da Alemanha, Espanha, Itália, Estónia, Hungria e Reino Unido, se tivesse verificado em Portugal um crescimento abaixo de zero no mesmo período. Dá para embandeirar em arco, perante estes resultados ? Seguramente que não, até porque as perspectivas futuras, segundo a UE e a OCDE não são animadoras.
Justificar-se-á, então, rever para já, tal como pede o PSD, o cenário macroeconómico em que assenta a proposta de Orçamento do Estado para 2009? Parece-me que não, até porque o relativo optimismo que dele transpira talvez se justifique hoje mais do que ontem e felizmente que o governo, não dando seguimento à preces da oposição e em particular da líder do PSD, entendeu manter os investimentos previstos em matéria de obras públicas. A recessão, nas actuais circunstâncias e face ao que se passa nos países europeus de maior dimensão e com os quais temos relações comerciais mais intensas, continua ser uma hipótese provável, mas, se o governo desse ouvidos às sugestões do PSD, a recessão seria não só provável, mas mais que certa.
Adenda 1: Entretanto, Sócrates é um optimista incorrigível. E faz bem. Não estarmos em recessão, quando tantos países europeus já caíram nela, até parece milagre! Ou antes, talvez não!
Adenda 2 :Para o PCP e BE, Portugal encontra-se à beira da recessão. Dizer o óbvio, até eu !
(Reeditada)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Expectativas realistas



Se o preço do petróleo continuar a subir (pessoalmente, já nem acredito que se mantenha no nível actual) é mais que certo que a economia portuguesa, como as dos outros países não produtores, se vai degradar.
Esta perspectiva, se bem que desagradável, pode ser que, pelo menos, sirva para nos consciencializarmos sobre a necessidade de ter atitudes menos consumistas. Refiro-me aos que podem, já que muitos haverá que precisarão não de adequar comportamentos, mas sim de ajuda.
(A ilustração foi tirada daqui)