quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

BOAS ENTRADAS ...


... E CONTINUAÇÃO em 2009

Embora as perspectivas não sejam muito animadoras, quem sabe se o ano de 2009 não poderá vir a ser uma boa surpresa. Estes são, pelo menos, os meus votos.

FELIZ ANO de 2009 para todos !

O último "optimista" # 2

Todavia, ao invés do que se sugere na peça para que remete o link supra, não me parece que, ao contrário do que diria e disse há alguns meses, se justifique a urgência em baixar a taxa de referência do BCE. É que não me parece, por um lado, que, neste momento, seja o custo do dinheiro o factor determinante das intenções de investimento e, por outro lado, também não convirá penalizar excessivamente a poupança e os aforradores, pelo menos, se a inflação se mantiver a um nível superior a 1%, como é o caso.

O último "optimista"

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Ontem assumi-me como o último "tanso". Hoje faço o papel de último optimista, mas manda a verdade que se diga que os números sobre o volume de negócios do comércio a retalho acima reproduzidos, não sendo os mais animadores, não justificam, no entanto, toda a lamúria que vai por aí.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

... E o disparate continua.

Não satisfeito com a especulação sobre as reservas do Presidente da República relativamente à promulgação da Lei do Orçamento (ver "post" anterior) o semanário "SOL", na sua edição on line, ao noticiar, hoje, a promulgação desse mesmo Documento, afirma aguardar-se agora com a maior expectativa o que a propósito do Orçamento dirá o PR na mensagem de Ano Novo.
Os "solistas" devem estar loucos para presumir que o PR, na mensagem de Ano Novo, possa vir a manifestar publicamente reservas ao diploma que acaba de promulgar. Admitir que o PR pudesse ter tal atitude (manifestar reservas a um diploma por cuja vigência passou, após a promulgação, a ser também responsável) só mesmo para quem não está bom da cabeça !

Pura especulação ...

... era a informação posta a circular pelo semanário “Sol” de que o Presidente da República se preparava "para levantar obstáculos à promulgação do Orçamento do Estado, considerando que é uma ficção", pois, de acordo com o PUBLICO.PT, o Presidente da República promulgou hoje o Orçamento de Estado para 2009 e já terá informado o Governo de José Sócrates da sua decisão. Tal como aqui se previa e tal como não podia deixar de ser, salvo se o PR tivesse ensandecido. O que, manifestamente, não é o caso.
Fica a lição de que nem tudo o que se escreve, mesmo em jornais, ditos sérios, é para ser levado a sério. Não é nenhuma novidade, é verdade, mas constata-se que o semanário do "arquitecto" também não constitui excepção. Está visto.

O último "tanso" !

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Lendo os comentários a este texto chego à conclusão de que devo ser o único e último "tanso" a crer que as medidas ali descritas representam tão só a genuína preocupação por parte do Governo em relançar a economia portuguesa, numa época de crise.
Confesso, em todo o caso, que, embora só, não me sinto mal, pois entendo que não devo atribuir aos outros (neste caso, ao Governo) intenções que não gostaria que me fossem atribuídas a mim. Tenho dito.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Avifauna portuguesa # 2 - Cartaxo-comum (macho)


(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Exemplar de Cartaxo-comum (Saxicola torquatus L.) (macho) fotografado na vila da Sertã, em 25-12-2008

Um Presidente com mau perder

A comunicação ao país por parte do Presidente da República nada trouxe de novo e de substancial sobre as razões das suas discordâncias relativamente ao Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Nesse sentido, como se previa, a comunicação é pura falta de bom senso, com a agravante de ter dado ao país a imagem de um Presidente da República com mau perder. Por muito válidas que fossem e sejam as suas razões (e, a meu ver, assim é, pelo menos no respeitante à limitação que a Assembleia da República impôs a si própria relativamente à iniciativa de revisão do Estatuto dos Açores), o PR não pode, sem quebra da própria dignidade presidencial, dar-se ao luxo de se mostrar melindrado e agastado pelo facto de a Assembleia da República não ter acatado as suas sugestões. Além do mais, o gesto presidencial é pouco democrático.
Actualização: Pelas reacções já conhecidas dos partidos com representação parlamentar bem se pode dizer que todos fizeram bem melhor figura que a figura presidencial, com a previsível excepção do PSD. Este, pela voz do timorato Paulo Rangel, começa por lançar sobre o PS responsabilidades que não exclusivas deste partido (pois é sabido que o Estatuto não foi só aprovado com os votos do PS, mas também com os do PCP, do CDS e do BE, e ainda com os votos de alguns deputados do PSD, partido que nem sequer teve a coragem de votar contra e se limitou cobardemente a abster-se) para acabar por concordar com a crítica do PR de ter havido quebra de "lealdade institucional". Onde é que já se viu tamanha reverência canina? A Assembleia da República deve, porventura, alguma obediência a Sua Excelência? Ou será que a Assembleia da República não deve ser mais que uma caixa de ressonância da Presidência? Haja decoro !

Porquê a guerra e não a paz?

Quem, com a serenidade e a objectividade possível, procure analisar o conflito entre o Estado de Israel e os Palestinianos, ao longo das últimas décadas, ou tão só a actual intervenção das forças armadas israelitas contra o Hamas na Faixa de Gaza, só pode concluir estarmos perante uma obra de loucos. Duma parte e doutra, diga-se desde já, porque é evidente que nem a luta do Hamas, nem os ataques israelitas, conseguirão atingir os seus objectivos declarados.
Na verdade, estou certo que nem o mais obtuso dos dirigentes do Hamas acredita ainda que venha a ser possível a destruição do Estado de Israel. A existência do Estado de Israel é um facto e a história demonstra que Israel tem meios mais que suficientes para derrotar qualquer adversário que se disponha a enfrentá-lo, incluindo o Hamas, por muitos que sejam os apoios de países árabes ou de países islâmicos de que beneficie ou de que possa vir a beneficiar.
Por outro lado, é também evidente que Israel, pese embora toda a sua força militar, não conseguiu no passado, e não conseguirá no futuro, neutralizar as organizações palestinianas que se lhe opõem. Pela força das armas, Israel só conseguiria alcançar tal objectivo se pudesse exterminar todo um povo. Ora é seguro que não só não pode, como não quer.
Mas sendo assim, como explicar o facto de Israel continuar a investir na guerra e não na paz ? E falo em Israel, porque, como é óbvio, é Israel quem está em posição de poder adoptar uma nova atitude para com o povo palestiniano acantonado na Faixa de Gaza. É ele quem controla todos os acessos a Gaza e é por isso o responsável pelas restrições e humilhações que são infligidas diariamente à população que ali vive, como é testemunhado pelas organizações internacionais autorizadas a operar no terreno.
O coração dos povos conquista-se, não com a guerra, que só serve para o endurecer, mas sim apostando na compaixão e esta é verdadeiramente a senha para obter a paz .
Dir-se-á que esta é uma visão simplista e utópica. Simplista é-o seguramente, porque, propositadamente, se ignoraram as razões de queixa de uma e de outra parte, por se entender que, pela via dos ressentimentos, não se chegará a nenhuma conclusão. Utópica, admito que sim, mas, paradoxalmente, a única realista, pois que, pela via da força, não foi possível até agora alcançar a paz e, pelo que ficou dito, também não será essa a via para a atingir no futuro.
De qualquer modo, esta visão não é sequer original. Não faltam movimentos num e noutro lado da barricada que entendem que este é o caminho a seguir e nem sequer falta a figura inspiradora de um Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel assassinado quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis, em Tel Aviv. Por um louco, digo eu, numa terra de loucuras e de desesperos vários (a Palestina)!

A novela do Estatuto dos Açores

Sinceramente, já não há pachorra para estas declarações do PR sobre o Estatuto dos Açores, pois é sabida e consabida a sua posição sobre o assunto. Depois da solene e descabida declaração do último verão, uma nova declaração pública do PR sobre o tema revela que em Belém começa a faltar o bom senso. É evidente para toda a gente que a promulgação do Estatuto a ter lugar, porque decorre do cumprimento dos preceitos constitucionais, não significa a concordância do PR. Assim sendo, qual a dúvida a carecer de esclarecimento ou explicação?

domingo, 28 de dezembro de 2008

Uma boa pergunta ...

Interroga-se o "Público", a propósito de um editorial publicado no “New York Times” (imagine-se!) editorial em que se defende que Obama devia considerar sugestões de grupos como a Human Rights Watch para nomear um painel independente que investigasse violações "vergonhosas" da lei internacional pela Administração Bush.
Boa pergunta faz o "Público" que a poderia tornar extensível a todos os cúmplices da administração Bush, incluindo alguns da própria casa, a começar pelo seu director (JMF) e a acabar no seu colunista (JPP) que figuram entre os mais destacados defensores da agressão americana ao Iraque e a quem nunca se ouviu (que eu me lembre) uma palavra de repúdio pelas denunciadas "violações vergonhosas" da lei internacional, sem que, aparentemente, tal lhes faça mossa, pois continuam imperturbáveis a opinar sobre tudo e mais alguma coisa.
A pergunta é boa, mas também é puramente retórica, como é sabido. Valha-os Zeus.

Avifauna portuguesa # 1 - Verdilhão

(Para ampliar clicar sobre a imagem)
Verdilhão (Carduelis chloris L.) fotografado na vila da Sertã, em 26-12-2008)

As dúvidas presidenciais e o Orçamento

Segundo o PUBLICO.PT, Cavaco Silva tem dúvidas sobre rigor do Orçamento do Estado para 2009, o que poderia levar, na versão de outros órgãos de comunicação social, à não promulgação do diploma. Não sei até que ponto não estaremos perante pura especulação, até porque não se vê qual a base legal que poderia sustentar a posição do PR se este se decidisse pela não promulgação da Lei do Orçamento.
Não que as dúvidas presidenciais não tenham razão de ser, se bem que pouco naturais em quem raramente tem dúvidas (Cavaco dixit). Só que as dúvidas em relação às previsões do Orçamento aprovado pela Assembleia da República são tão legítimas quanto o seriam em relação a qualquer outro que neste momento viesse a ser aprovado, tão incerto é o futuro. O argumento das dúvidas seria sempre excessivo, na medida em que as certezas sobre a evolução da economia mundial, em geral, e da portuguesa, em particular, são, como se tem visto pelas sucessivas revisões das previsões dos organismos internacionais, pouco ou nada criveis: o que hoje é verdade, amanhã deixou de o ser.
Estou, pois, em crer que as pretensas dúvidas presidenciais não passam de pura intriga política a que alguns órgãos de comunicação social se vêm entregando com especial deleite. E estou em crer até pela simples razão de que não faria muito sentido que o PR, que repetidamente tem convocado todas as forças políticas para uma união de esforços no sentido de enfrentar os grandes desafios que o ano de 2009 vai apresentar, acabasse por ser o primeiro fautor da desunião e do confronto entre órgãos de soberania. Não vou por aí.

sábado, 27 de dezembro de 2008

O ódio cega !

O líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal (ao apelar aos palestinianos para iniciarem uma terceira Intifada contra Israel e ao anunciar que o movimento islamista decidiu retomar os atentados suicidas, em retaliação pelos bombardeamentos de hoje contra a Faixa de Gaza) é a prova viva de que o ódio cega e de que ele não passa de um cego a arrastar cegos para o açougue.
É pena que o homem tenha vistas tão curtas e que o sofrimento alheio (duma e doutra parte) lhe seja indiferente. Uns pós de realismo seriam suficientes para o levar a concluir que o caminho que trilha só pode significar mais miséria, mais violência e maior desgraça para o seu próprio povo. Helas !

A rotina do horror

Os ataques do Hamas ao território de Israel e os das forças armadas israelitas à Faixa de Gaza e à Cisjordânia ainda merecem notícia e comentários, mas os massacres no Iraque já passam sem a menor comoção de quem quer que seja. Assim sucedeu com mais uma explosão de um carro armadilhado, esta manhã, num parque de estacionamento em Bagdad, que matou 22 pessoas e feriu outras 54.
É a rotina do horror em todo o seu esplendor !

Quando o horror se transforma em rotina

O ataque israelita desencadeado hoje contra a Faixa de Gaza terá feito 205 mortos e centenas de feridos, segundo Mouawiya Hassanein, chefe dos serviços de emergência na Faixa de Gaza.
A aviação israelita "interveio de forma maciça sobre as infra-estruturas do Hamas na Faixa de Gaza, a fim de fazer parar os ataques terroristas ocorridos nas últimas semanas contra instalações civis israelitas"foi a razão invocada pelas autoridades israelitas.
O cenário é idêntico a outros anteriores e os motivos invocados também não diferem.
As razões até podem ser verdadeiras, mas suponho que, quer o Estado de Israel (entidade que distingo do povo judeu), quer o Hamas (entidade que distingo do povo palestiniano) já tiverem tempo de concluir que não é por esta forma que chegarão à paz. Felizmente há cidadãos de Israel e Palestinianos que já fizeram a opção pela paz, mesmo quando tal opção é para uns e outros bem dolorosa. É neles que mora a esperança.
Onde não mora certamente é em Tzipi Livni, candidata do partido no poder às eleições legislativas de 10 de Fevereiro, que perante a mortandade ainda se atreve a pedir à comunidade internacional para apoiar os esforços de Israel “contra uma organização islamista que está a ser apoiada pelo Irão”.
E precisa de apoio ? Para quê ? Pergunto-me.

Regresso ...

... e em bela companhia (Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)!

domingo, 21 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Confronto anunciado mas não confirmado

O anunciado confronto entre o PS e o Presidente da República (PR) a propósito do Estatuto Político-Administrativo dos Açores acabou por não se confirmar face à aprovação no Parlamento por uma maioria de dois terços dos deputados presentes, pois o diploma acabou por ser votado favoravelmente por 152 deputados de todos os partidos, incluindo dois deputados do PSD.
Face aos resultados, fica a sensação de que o PS acabou por fazer bem melhor figura do que o PCP (que se dispôs, num primeiro momento, a acolher as recomendações presidenciais, para acabar por votar a favor do Estatuto) e do que o PSD (que advogou a rejeição do diploma e acabou por se abster). O PS, pelo menos, mostrou ser coerente, ao contrário dos dois outros citados partidos que acabaram por dar o dito por não dito, sem que, por ora, alguém tenha percebido o porquê.
É verdade que a história não acaba aqui, pois continua a haver a possibilidade de suscitar, a posteriori, a apreciação da constitucionalidade da(s) norma(s) que enferme(m) do vício de inconstitucionalidade, hipótese que não se descarta.
Esta possibilidade deveria, aliás, ter sido tida na devida conta até para evitar a criação de um clima de pretenso confronto entre o PS e o PR, confronto que nenhum benefício traria ao país e cujo fomento só se compreende porque há quem ponha os interesses partidários à frente do interesse público. O que não é novidade, diga-se.

Tempo de Natal # 3


(Iluminações natalícias em Elvas - 2008)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Liberdade à venda !






Provavelmente esta proposta de Raul Castro não é caso virgem. Seja como for, esta proposta é simplesmente indecente.
Aqui fica o registo e o repúdio.
Em Cuba, um dos exemplos de construção do socialismo, na óptica do PCP, a liberdade até já se vende !
(Imagem daqui)

Mais um a precisar de lições.

A simplificação da avaliação prova que modelo é “inaplicável”, João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação, dixit.
Aqui temos uma conclusão tão evidente quanto 2 mais 1 serem 4, ou 2 mais 2 serem 3.
Mais um a precisar de lições de ... lógica !

Na linha das promessas

Barack Obama, mantém no seu discurso, após a sua eleição como presidente dos Estados Unidos, os mesmos temas e as mesmas linhas mestras da sua campanha eleitoral.
Na política externa: encerrar Guantánamo; acabar com a tortura; retirar as tropas do Iraque; fortalecer a presença norte-americana no Afeganistão; reconstruir alianças no mundo; aumentar a força das instituições internacionais que lidam com ameaças globais como as alterações climáticas.
No plano nacional: combater a crise económica; aumentar o emprego; mudar o sistema nacional de saúde norte-americano; e alterar a base energética dos Estados Unidos para as energias renováveis.
Objectivos louváveis que o mundo ansioso por mudanças espera venha a ser possível concretizar.
Cá por casa : We hope !

Grandes progressos!

Para quem ainda há dias proclamava, com ou sem ironia, "não acreditar em reformas, quando se está em democracia" e confessava que até não sabia "se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia", não deixa de ser surpreendente vir agora declarar que “em democracia há sempre soluções para os problemas”. Tal diversidade de discurso pode ter uma dupla leitura: ou Manuela Ferreira Leite (a autora das citadas declarações) já não sabe o que diz, ou está a fazer grandes e rápidos progressos!
Face aos antecedentes (a candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa é o último episódio caricato que lhe ficamos a dever) aposto na primeira!

Boas Festas e melhoras rápidas ...

De visita a Belém para apresentar cumprimentos de Boas Festas ao Presidente da República, Jaime Gama, presidente da Assembleia da República (AR), salientou o “apreço e alta estima” que o Presidente da República merece por parte de um Parlamento que é “vivo, plural nos seus julgamentos, mas profundamente respeitador da Constituição e do espírito de cooperação institucional”, discurso a que Cavaco Silva correspondeu com os votos de "muita tranquilidade institucional, para 2009", considerando que tal espírito "será positivo para enfrentar as dificuldades que temos pela frente”.
Discursos a traduzirem paz e concórdia institucional que é o que se espera em época natalícia !
Além deste registo acrescenta-se um outro para assinalar que a comitiva da AR, presidida por Jaime Gama, era também constituída pelos líderes parlamentares, pelos secretários da mesa do Parlamento e, last but not least, pelos vice-presidentes da AR, Guilherme Silva (PSD) Nuno Melo (CDS-PP) e Manuel Alegre.
Deixámos a referência ao vice-presidente Manuel Alegre para o final para o cumprimentar pelas rápidas melhoras. Ainda ontem, alegando doença, faltara ao jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PS (a que, supostamente, continua a pertencer). Ao integrar hoje a comitiva da AR, o deputado Alegre revela grande capacidade de recuperação. Valha-o Zeus !

À falta de melhor ...

Já se sabia que ser professor é uma profissão exigente e que a actividade docente não é exercida por muitos como primeira opção de vida profissional. Mesmo assim, os números revelados pelo Estudo do Observatório da Avaliação de Desempenho, onde se conclui que cerca de 75 por cento dos professores mudavam de profissão se tivessem alternativa, são surpreendentes, mesmo admitindo que os números se encontram inflacionados pelo actual clima de conflito que reina nas escolas. Um ensino, com tanta gente desmotivada e pouco vocacionada para a função, nunca poderá ser um ensino de qualidade. Isso é óbvio. Como remediar a situação é que já não será tão fácil, pois, não obstante a existência de numerosos peritos em educação, ainda não foi possível, pelos vistos, encontrar a solução.

Tempo de Natal # 2

(Presépio em Elvas -2008)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A àrvore das patacas

A CAP considera inaceitável o aumento do pão de cinco a seis por cento .

E não está só. Na verdade, estando actualmente a matéria prima (cereais) a preço bem inferior ao que já esteve nos primeiros meses do ano e tendo baixado o custo de um dos factores de produção (os combustíveis) que viram o seu preço baixar para um terço do verificado há poucos meses, o aumento ora pretendido tem todo o carácter de uma decisão incompreensível e a rondar o escandaloso.
Em época de crise, até parece que a crise para alguns é uma autêntica árvore das patacas.
Haja mão nisso !
(Imagem daqui)

"TIME" - Personalidade do ano: Barack Obama

Melhor fora que o não fora !
Isto digo eu, que aplaudo.
(Imagem daqui)

Nem tanto ao mar nem tanto à terra


O Parlamento Europeu votou hoje pela proibição das jornadas semanais de trabalho superiores a 48 horas, rejeitando a proposta que visava permitir alargar o limite para as 65 horas de trabalho semanal.
Bem andou o Parlamento Europeu, pois os pretensos ganhos de competitividade não justificam tudo e 65 horas de trabalho por semana é desumano.
Folgo também em saber que o ministro do Trabalho, José Vieira da Silva, ficou satisfeito com a rejeição pelo Parlamento Europeu da proposta, embora Portugal se tenha ficado pela abstenção aquando da aprovação da mesma, o que, a bem dizer, significa que, na altura, a bota não bateu muito bem com a perdigota.
Idêntica reacção de congratulação pela votação do Parlamento Europeu teve a UGT, mas, no seu caso, estranho seria outro comportamento.
Nem tanto à terra, nem tanto ao mar: trabalho escravo já acabou. Concluo eu !
(Imagem daqui)

D. Quixote !

Por alguma razão (o tom grandiloquente a par do vazio das suas ideias ?) a verdade é que associo irresistivelmente a pessoa do deputado Manuel Alegre (e, em particular, os comportamentos que ele tem tido nos últimos tempos) ao cavaleiro da "triste figura" !
Sorry D. Quixote !
(Imagem daqui)

Alegre no seu labirinto

Depois de no passado fim-de-semana, após o discurso de encerramento do Fórum das Esquerdas, ter admitido a hipótese de lançar um novo partido de esquerda, ao assegurar que as ideias que saíram do fórum eram para ir a votos, Manuel Alegre, em entrevistas à SIC Notícias, volta atrás, afirmando, desta feita, que “é preciso reconfigurar a esquerda” mas que isso passa sempre pelos eleitores do Partido Socialista, rejeitando a hipótese de fundar um novo partido, que seja apenas "um clubezinho".
Registe-se a enésima reviravolta do deputado poeta, que, pelos vistos, não conhece a porta de saída do labirinto em que se meteu.

Tempo de Natal # 1

(Presépio no Alandroal - 2008)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A natureza no seu melhor # 11


(Para ampliar clicar sobre a imagem)

Para compensar os visitantes pela ausência do editor do blogue durante os últimos dias publica-se, hoje, a imagem de um Abibe-comum (Vanellus vanellus L.), captada nos campos de Juromenha.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mas que "espanto" ...


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... Zeus meu, que, lá no alto, e sob as barbas, te estás a rir que nem um perdido !
(A declaração de voto reproduzida na imagem supra foi encontrada no Entre as brumas da memória de Joana Lopes, a quem apresento as minhas saudações e o pedido de desculpa pelo abuso na reprodução.)
(A imagem da declaração de voto poderá ser ampliada, clicando sobre ela. A imagem de Zeus é daqui)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Havia de ser lindo !

Havia de ser lindo, digo eu.
A ele talvez não fizesse grande diferença, que tem boas "almofadas" para aguentar a crise. Para a generalidade dos portugueses é que era o diabo.
O Eng. Belmiro de Azevedo baseia a sua crítica no facto de, segundo ele, haver "overbanking" em Portugal. Ora aqui temos uma opinião surpreendente para quem sempre ouviu dizer que, quanto maior for o número de operadores em qualquer sector económico, maior será a concorrência e que esta é benéfica não só para os consumidores mas também para a economia em geral.
Será que o Eng. Belmiro de Azevedo, ao contrário do que geralmente se julga, não é industrial e comerciante (caso em que a concorrência o beneficia) mas sim banqueiro (hipótese em que a concorrência o prejudica) ?
Vá-se lá entender uma coisa destas !
(Reeditada)

Meditação das sextas-feiras

Hoje, sexta-feira, é dia de mudar de "via sacra", pelo que iremos contemplar:
(I Estação)

(II Estação)

(III Estação)

(IV Estação)

(V Estação)

Fiquemos por aqui que a "via sacra", como é sabido, é muito cansativa e já temos o suficiente para meditação.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Meditação das quintas-feiras

Meditemos, hoje, quinta-feira, sobre os seguintes "versículos":

Versículo I

"Devem ser tratados como animais ferozes até que sejam capazes de se portarem como humanos"
(Título de um "post", apagado no lugar de origem (quem ler, verá porquê) mas recuperado, podendo ser visto e lido aqui.) (Os animais ferozes, esclareço, desde já, são os alunos das nossas escolas.)

Versículo II

MANIFESTO ANTI – JOSÉ JORGE LEMOS e LOURDES Ldª
(Título de um "post" visitável no local de origem)

Trata-se, num caso e noutro, de textos publicados em blogues de orientação "espiritual" de professores.
Meditemos tão só para compreender como o inimaginável é, afinal, possível !
(Imagem daqui)

Comem e calam ?

Por outras palavras: os deputados do PSD são tratados como garotos, pela direcção da sua bancada.
E comem e calam? É que, quem come e cala, consente. Se calhar, acham que não merecem outro tratamento. Será ?

A penitência desta vez vai ser ...

Depois da original punição da "falha" da bancada parlamentar do PSD que impediu a aprovação do projecto de resolução do CDS-PP que recomendava ao Governo a suspensão da avaliação dos professores, surge agora, pela voz de Miguel Macedo, a defesa do voto contra o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, assumindo assim as "dores" do Presidente da República. Estatuto que, recorde-se, já foi vetado pelo PR por duas vezes e aprovado pelo PSD outras tantas.
Caso a tese de Miguel Macedo venha a obter vencimento, a penitência, neste caso, vai ser obrigar os deputados do PSD a votar contra si próprios.
Diga-se que a posição de Miguel Macedo me parece perfeitamente defensável. O que não é aceitável é que o PSD, tendo discordado do Estatuto e tendo defendido que continha inconstitucionalidades, o tenha aprovado. Isso é que é censurável e constitui mais uma "originalidade", se bem que, para os deputados do PSD, tal já não constitua novidade, pois, "originalidades" é coisa que naquela casa não falta .

Partir pedra

Ou nem isso...
...Por enquanto.

Mais uma queixinha

Não sei se o Governo consultou ou não a oposição para manifestar a disponibilidade de Portugal para receber prisioneiros de Guantánamo, no quadro do empenhamento da União Europeia em facilitar o encerramento daquele campo, como é intenção da futura administração norte-americana. Parece-me, contudo, que o caso não se reveste de tanta gravidade que justificasse tal consulta.
Seja como for, a líder do PSD, ainda que não consultada, não está impedida de fazer chegar ao Governo o que pensa do assunto e de dizer ao país se concorda ou discorda.
O país gostaria de a ver tomar posição sobre este e sobre outros assuntos, em vez de passar a vida a fazer queixinhas, pois tal comportamento revela ad nauseam a sua incapacidade.
Já agora, diga-se que aqui, na casa, se aplaude a decisão do Governo, decisão que, acrescente-se, dignifica o país. Eu acho.

Bom senso a imperar !

Comentário da casa: Decisão de bom senso que se saúda. Outra atitude não faria sentido, tendo a conta a reunião com a Plataforma Sindical, agendada para hoje, para discutir o assunto.

Pior a emenda que o soneto !

Pior a emenda do que o soneto, digo eu. O projecto não só é "minimalista" como é ridículo quanto à intenção e quanto ao conteúdo. Só um partido completamente desnorteado é que se lembraria de reparar as faltas dos seus deputados com a apresentação de um projecto de lei que visa, imagine-se, suspender um modelo de avaliação em troca de coisa nenhuma. Sim, porque dizer que se suspende um modelo para se adoptar um outro "qualquer que ele seja " é pura tontaria. Já agora pergunta-se: dar umas tantas cambalhotas, serve ?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mário Soares, no seu melhor !

Mário Soares dixit.
Subscrevo.

A natureza no seu melhor # 10

Guincho-comum (Larus ridibundus)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Ao que se chegou ! (II)

Para se ver até que onde pode chegar a luta de alguns professores recomenda-se uma visita aqui , se ainda estiver acessível.
Professores a denunciar colegas: Onde é que já se viu disto ?
Resposta: os comentários do sítio, dão algumas pistas.
(Reeditada)

Mais um que ia à "falência" ...


... se a asneira pagasse imposto.


Hugo Velosa (deputado do PSD), auscultados os áugures, dixit.

Ó Velosa, digo eu, para Sócrates ficar "na história" já fez algo mais e melhor do que isso. Aliás, nesse lugar "da história", Sócrates (se os augúrios se confirmarem) até já vai ter má companhia. Passe em revista os políticos do seu partido e verá que encontra quem já lá tenha assento.
(Imagem daqui)

Meditação das quartas-feiras

Tópicos para uma meditação à quarta-feira:

I (A citação)

"Depois deles, o dilúvio

(...) Como toda a gente já compreendeu, porque os representantes dos professores fizeram questão de explicar, a questão não é esta avaliação, mas qualquer avaliação, seja qual for o modelo, que tenha como princípio diferenciar os professores. Os líderes da resistência à avaliação têm uma ideia do que deve ser a classe profissional que dizem representar: uma massa igualitária e anónima, onde ninguém se distingue e ninguém é responsabilizado pelo resultado do seu trabalho.

Os alunos abandonam a escola, falham nos exames nacionais e deixam péssima impressão nos testes internacionais ? Segundo os delegados da classe docente, nada disso tem a ver com as escolas e os professores, mas com a "sociedade". É uma tese curiosa. O país, através do Estado, gasta o que tem e o que não tem no ensino. E os agentes desse ensino vêm agora confessar, na cara dos contribuintes, sem complexos, que quase não faz diferença: quem tem de aprender, aprende; e quem não tem, não aprende. (...)" (Rui Ramos, in Público, edição impressa de 10-12-2008)

II (Hiperligação 1)


III (Hiperligação 2)


O convite à meditação é geral, já que a educação diz respeito a todos e não apenas aos professores.
(Imagem daqui)

Olha quem fala! (II)



Mário Nogueira dixit.
Já vai sendo tempo de aprender outro discurso, que este já está gasto, acho eu.
(Imagem daqui)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Masoquismos !


A satisfação que por aí vai com a perspectiva de Portugal entrar em recessão, no final do ano! Até parece que essas boas almas se alegram com as desgraças que lhes entram portas adentro.
Em todo o caso, convirá que os profetas da desgraça, se acalmem por enquanto, porque, por ora, ainda não há confirmação. E não havendo, ela até pode vir ou não. E não vindo, imagine-se a desilusão !
Pondo de parte as rimas em "ão", não custa nada admitir que essa eventualidade é a mais provável, pois milagre seria se com os nossos principais parceiros comerciais já em recessão declarada, esta não acabasse por chegar cá. Milagres, se os já, já são poucos e não é de esperar que aconteçam por cá, tanto mais que Sócrates não aprendeu com o M. Nogueira o caminho para Fátima.
Seja como for, sempre teremos que nos regozijar com o facto de haver por cá tanto masoquista. É que sendo assim, menos serão os que sofrem. Alguns, pelos vistos até gozam !
(Imagem daqui)

Assim, sim !

Confesso que não vi o jogo Basileia - Sporting com a vitória a favor dos "Verdes" por 0-1. Os sportinguistas que me desculpem mas o meu "sportinguismo" rima com nervosismo e basta-me saber o resultado, para ficar satisfeito. Sempre são mais 600 mil a entrar nos cofres. Eu sei que estamos no tempo do "Advento", mas mesmo assim: Aleluia !

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ASAE em acção


Das 30 toneladas de carne de porco importadas da Irlanda, a ASAE já localizou 26 toneladas.

Chama-se a isto eficiência. Felizmente, digo eu, a ASAE, apesar dos ataques que lhe foram dirigidos, durante algum tempo, (a maior parte das vezes sem qualquer razão), sobreviveu e manteve o nível de eficácia que não tem agradado a muitos sectores económicos (e não só). O consumidor, no entanto, agradece.
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Mais um puxão na corda...

José Sócrates: avaliação de professores é para manter
Com o vento das sondagens a soprar de feição, Sócrates dá mais um puxão na corda...
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Uma desgraça nunca vem só

Dioxinas nos porcos já era grave. Agora nas vacas, com tanta erva que por lá há, Zeus meu. Nem dá para entender. Ou melhor, até dá. Pelos vistos, a ganância não conhece limites nem fronteiras e, por isso, não admira que, mesmo atravessando o canal, também tenha chegado à Irlanda.
Agora que algo está podre no "reino" da Irlanda, tudo o indica. Noutra perspectiva, poderá dizer-se que a Irlanda está em más pastagens...Justificar completamente
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domingo, 7 de dezembro de 2008

António Alçada Baptista

Faleceu hoje António Alçada Baptista. Autor de "Peregrinação Interior (I e II)", "O Riso de Deus", "O Tecido de Outono"; "Catarina ou o Sabor da Maçã", "Os Nós e os Laços", "Tia Suzana, Meu Amor" (entre outros) António Alçada Baptista, foi também um dos fundadores da revista O Tempo e o Modo, revista que, além de outros méritos, deu a conhecer em Portugal o "personalismo" de Emmanuel Mounier. Como seu leitor desde longa data não quis deixar passar o infausto evento sem o seu registo (simples) neste blogue, certo de que outros farão bem melhor o seu elogio fúnebre e mais apropriadamente falarão da sua obra e da sua vida que, na minha perspectiva de simples leitor, foi uma fecunda peregrinação.
In memoriam.
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Citações # 27

Ao domingo ler:
Nuno Brederode Santos: SÓS;
Ferreira Fernandes: O OBITUÁRIO EM TODAS AS PÁGINAS

"Gaba-te cesto ...


... que ainda vais à vindima"


O CDS-PP ficou, pelos vistos, feliz com notícia e, pela voz de Diogo Feio, tratou de chamar a si os méritos da decisão, pois "se não fosse a pressão do CDS-PP, o Governo não tinha tido este recuo. Mais uma vez valeu a pena o CDS ser uma oposição que critica e apresenta propostas alternativas".
Também acho. Realmente, se não fosse o CDS-PP o que seria de nós! Amen, amen, dico vobis !
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sábado, 6 de dezembro de 2008

E esta, hein !

A primeira exigência passa sem reparo aqui da casa (é um problema inter pares, como os professores gostam de dizer a propósito da avaliação).
A segunda tomada de posição dá vontade de rir e não é, decerto, para levar a sério. Na verdade, quem observa a luta dos professores ainda não se tinha apercebido de que estes se encarniçavam tanto, porque preocupados com a defesa da escola pública. A ideia que passa e fica é a de que os professores lutam simplesmente pelos seus interesses e ponto final. Há quem defenda a escola pública, mas não são os professores e sobre isso não há hoje a mínima dúvida. Basta atentar no radicalismo e nas forma de luta que têm adoptado, bem como no facto de os professores nunca terem tomado tal atitude no passado, embora há muito se sinta a necessidade de uma escola pública de qualidade, que é, afinal, o objectivo do Ministério da Educação. Nessa luta, porém, nunca se viu o empenhamento da maioria dos professores. E digo a maioria, porque não meto todos os professores no mesmo saco: Há, e sempre houve, professores empenhados e dignos de admiração.
Só o despudor (ou a insegurança quanto à justiça e ao resultado da luta) é que explica o apelo à participação de quem (funcionários e alunos) até agora não foi havido nem achado.
E, já agora, cabe perguntar: Quem são os professores, ou de que privilégio gozam, para se arrogarem o direito de alargar a sua luta a quem quer que seja? Os outros cidadãos deste país não têm vontade própria e precisam de tutores? Quanto arrogância, ó Zeus !

Olha quem fala!

"Todos temos de estar com seriedade. Só pode haver consenso quando as partes se respeitam" diz Mário Nogueira que volta à carga, depois de já hoje ter ameaçado com a guerra.
Olha quem fala!
Rompem acordos e falam em seriedade ?
Insultam a ministra como carroceiros (mal educados, entenda-se) e falam em respeito?
Mas esta gente não tem vergonha na cara ?

Água no bico

Por enquanto, esta história da sociedade anónima "Valor Alternativo" (de que farão parte Dias Loureiro e Jorge Coelho) gestora do Fundo de Investimento Imobiliário Valor Alcântara, que terá sido constituído com imóveis adquiridos com o produto de reembolsos ilícitos de IVA, no montante de 4,5 milhões de euros, diz-me pouco, pois ninguém me garante que a sociedade gestora tivesse conhecimento da proveniência do dinheiro.
Agora esta outra história das relações de amizade entre Dias Loureiro e Abdul Rahman El-Assir e dos negócios do BPN e da SLN com este cavalheiro, enquanto aquele era administrador executivo é que já me parece trazer água no bico.

Falam chinês?

Mário Nogueira: "Se o Ministério da Educação quiser guerra, vai ter guerra"
A ameaça de guerra de Mário Nogueira (até agora, segundo se subentende, só houve escaramuças) surge depois de mais uma reunião com o secretário de Estado Jorge Pedreira, de que nos são dadas duas versões bem distintas: Para Mário Nogueira, nessa reunião ter-se-á chegado a um compromisso no sentido de no próximo dia 15 se realizar uma reunião de "agenda aberta" o que significaria a possibilidade de suspensão do regime de avaliação, versão que é contrariada por Jorge Pedreira para quem a "agenda aberta" do próximo dia 15 não significa que o Governo esteja disposto a suspender o regime de avaliação.
Será que, nas reuniões entre os dois, a língua utilizada é o chinês ? Ou será o coreano ? É que se for assim, será difícil entenderem-se um ao outro, pois não falam a mesma língua: Jorge Pedreira, ao contrário de Mário Nogueira, não participou no recente congresso do PCP, nem aprovou as suas teses exaltando a Coreia do Norte e a China, como exemplos de construção do socialismo.
Confirma-se: Os dois não falam a mesma língua!
(Mensagem reeditada)

Como sair da crise ?



Resposta fácil: Toca a apostar no Euromilhões, seguindo os passos do português que ganhou 15 milhões de euros, no último sorteio.
Recordando as teorias de Manuela Ferreira Leite ainda cheguei, por momentos, a recear que o sortudo fosse um ucraniano ou um cabo-verdiano (que eles andam por aí, como a senhora informa). Mas não. É um português "modesto e bom pai de família". Haja Zeus !

"Mais depressa se apanha um mentiroso...


Onde pára ...

... a classe operária ?
Segundo o "Expresso" de hoje, o Comité Central do PCP é composto por 106 funcionários do partido, 32 sindicalistas a tempo inteiro, 7 parlamentares e 5 autarcas, o que perfaz a a bonita soma de 150. Sobram 8 lugares, sem indicação de classe profissional. Mesmo admitindo que os 8 membros restantes sejam provenientes da "classe operária" temos de convir que, para um partido dito de "vanguarda da classe operária", é muita "vanguarda" mas pouco "operária".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fica melhor assim!



Sporting vence o Estrela da Amadora, na Reboleira, por 1-3, com golos de Izmailov, Liedson, e Vukcevic. Aleluia, em tempo de Advento !
(Fica melhor assim !).
(Imagem daqui)

Que dizer disto ?

De acordo com o que se pode ler aqui, o Ministério da Educação emitiu hoje, às 21:00h, o seguinte
COMUNICADO
"1 – Chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores.
2 – Os sindicatos, neste processo, não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar, pelo que o ME dá por concluídas as negociações, prosseguindo a aprovação dos respectivos instrumentos legais.
3 – O ME, mantendo a abertura de sempre, respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos. Foi por isso agendada uma reunião para o dia 15 de Dezembro, com agenda aberta.
4 – Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida."
Perante este comunicado, que dizer disto ?
Quem engana quem ?
O evidente recuo da Plataforma, ao suspender as greves regionais terá alguma coisa a ver com uma nova posição nesta matéria por parte do PCP que, de acordo com esta notícia , já saudou a decisão dos sindicatos de suspenderem as greves regionais marcadas para a semana? Eu diria que sim, pois o Mário Nogueira é um camarada obediente.
E a nova posição do PCP ficará a dever-se a quê ?
Hipótese: O PCP ter-se-á assustado com as recentes sondagens que revelam que o PS não sofre o desgaste esperado com a luta dos sindicatos dos professores e, pelo contrário, em termos eleitorais tende a ver reforçada a sua posição. Será ?
Dão-se alvíssaras a quem souber a resposta para tanta pergunta.
(Reeditada)

Não há maneira !

(Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 27 de Novembro a 2 de Dezembro de 2008)
As manifestações dos professores atingem números impressionantes. A greve dos professores foi "máxima". A "campanha eleitoral dos professores contra o PS" vai de vento em popa e mesmo assim o PS está agora mais perto da maioria absoluta.
Como explicar tão estranho fenómeno ?
Talvez por esta razão ou por esta. Sabe-se lá !

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Monsieur de la Palisse no BCE (2)




Mais uma vez, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu (BCE) chega atrasado ao anunciar hoje que a Zona Euro se irá contrair 0,5 % por cento no próximo ano, repetindo previsões já adiantadas por outras instituições internacionais (FMI, p.e.).
Vale que desta vez, o BCE não demorou tanto tempo a rever a sua taxa directora no sentido da baixa, fixando-a em 2, 5%, (ainda assim mais alta que a do Banco de Inglaterra e a do Banco Central da Suécia que fixaram as suas principais taxas de juro em 2%). Em todo o caso, ao baixar a taxa de juro de 3,25% para 2,5%, Trichet prova que, com o tempo, ele vai lá.
(Imagem daqui)

Mais um à procura de notoriedade

Armando Ramalho, candidato à liderança do PS, critica calendário eleitoral e redução do valor das quotas dos militantes, segundo se lê aqui.
O candidato, que é identificado como empresário e militante socialista há mais de 30 anos, alega que "com as "directas" marcadas para os dias 13 e 14 de Fevereiro e o congresso para 27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março, “considerando que o mês do Natal não é próprio à actividade política”(!), os pretendentes ao cargo “terão um mês e dez 10 dias úteis para proclamar qualquer ‘candidato com coragem’, e as suas políticas para o partido e para o país". (O ponto de exclamação é meu)
Dada a inconsistência desta crítica, sendo que a relativa à redução do valor das quotas é ainda menos sustentável, é caso para dizer que o "empresário e socialista de há mais de 30 anos" é mais um à procura de notoriedade pública.
Já agora, que ficámos a saber que é empresário, é caso para perguntar: Vende o quê?

Mais vale prevenir que remediar ...

A prestação do aval por parte do Estado aos seis bancos que emprestaram 45o milhões de euros ao BPP, para o salvar de uma situação de aperto derivada da depreciação dos seus activos, tem levantado uma onda de indignação que até chegou à bancada parlamentar do PS, no pressuposto de que a intervenção do Estado se destinou a salvaguardar "as grandes fortunas" geridas pelo BPP.
Tal intervenção também suscitou algumas dúvidas por estas bandas, mas não parece justificável o alarido que por aí se levantou. Explico (ou melhor, tentarei explicar) porquê.
Desde logo, não é verdade que o aval do Estado venha a salvaguardar "as grandes fortunas", porque, caso o aval venha a ser accionado, o Estado vai ressarcir-se do que venha a pagar em honra do aval, através da venda dos activos dados como contragarantia, o que, a acontecer, levará à falência do BPP, com as inevitáveis perdas para os accionistas (que suponho serão os detentores das "grandes fortunas").
Por outro lado, parece evidente que, sendo os activos dados em garantia ao Estado suficientes para cobrir as responsabilidades decorrentes do aval (e não há motivos para duvidar de tal facto, sabido que a avaliação de tais activos foi feita por técnicos do Banco de Portugal, como agora veio a lume) não há o risco de virem a ser envolvidos dinheiros públicos na operação, conforme se garante aqui.
Dir-se-á que, depois de, num primeiro momento, o ministro das Finanças ter afirmado que a situação do BPP não implicava qualquer risco sistémico, a intervenção do Estado não faz sentido. Ora tal facto não impede que, ponderados todos os dados e informações (designadamente os dados relativos aos compromissos do BPP face à banca internacional) o ministro não possa ter chegado a outra conclusão, como parece ser o caso. Na verdade, se há quem afirme que a falência do BPP não iria afectar internacionalmente a imagem do sistema financeiro nacional, também não falta quem assegure o contrário e afirme mesmo que "o efeito de uma falência como a do BPP implicaria um aumento do custo da emissão de dívida pública"
Perante opiniões e sinais contraditórios e vivendo-se actualmente uma situação de grande instabilidade e desconfiança nos mercados financeiros internacionais, em que qualquer pequeno incidente de percurso tende a ser sobrevalorizado (facto que convém lembrar), o ministro das Finanças optou por seguir o velho ditado do "mais vale prevenir que remediar". Quem se atreve a condená-lo por isso? Eu não, tanto mais que tenho de partir (como qualquer pessoa de boa fé) do pressuposto de que a avaliação dos activos dados em garantia ao Estado é séria e, consequentemente, de que não há o risco de os contribuintes virem a pagar os custos da intervenção do Estado.
"Deixar correr o marfim", perante estas circunstâncias, é que talvez não fosse a atitude mais prudente. Aliás, imagino o clamor que não se levantaria se, por inacção do Estado neste momento, o custo da dívida pública viesse a conhecer um agravamento, como alguns admitem.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Público": Nova estratégia, ou jornal oficioso de Belém ?

No passado dia 26 de Novembro, num editorial de que se deu nota aqui, o director do "Público", José Manuel Fernandes (JMF) a propósito da crise do BPN e da associação que vinha sendo feita ao facto de estarem ligados ao caso diversos nomes que fizeram parte dos Governos de Cavaco Silva, alertava para o perigo de o país se arriscar (...) a regressar ao clima de uma guerra de "terra queimada" onde nenhuma referência se salva: nem Governo, nem oposição, nem Presidente", finalizando com um aviso no sentido de que "... numa democracia em tempos de crise, optar pela táctica da "terra queimada" pode ser suicidário". Ao mesmo tempo, JMF insinuava que a associação do nome do PR ao caso BPN seria uma manobra levado a efeito por alguém com interesse em desviar as atenções (alguém que, concluía-se, pelo contexto, só poderia ser o Governo ou o PS).
Hoje é Luciano Alvarez, quem nas páginas do "Público", num comentário intitulado "A moribunda cooperação começa a resvalar para o pântano" afirma haver sinais de que "há uma estratégia do PS para atacar o Presidente da República enquanto político e enquanto cidadão". E os sinais que Luciano Alvarez detecta resumem-se aos seguintes factos: recusa do PS em "mexer no texto do Estatuto dos Açores"; recusa do PS em dar seguimento à sugestão do PR no sentido de ser criado um mecanismo de acompanhamento da nova Lei do Divórcio; tomada de posição de um assessor do primeiro-ministro que terá criticado em Outubro o veto presidencial ao Estatuto dos Açores; e finalmente, a referência, por parte de José Lello à "existência de rumores sobre Cavaco Silva e o BPN" (facto este tão grave ou tão pouco quanto as notícias que o Público foi veiculando sobre o assunto, ou quanto as declarações de Pedro Passos Coelho sobre o provável desconforto que toda a envolvência do caso estaria a criar em Belém).
Na perspectiva do jornalista e comentarista estes factos têm tal gravidade que o homem não está com meias medidas e vai de qualificá-los como "terrorismo político"! Nem mais, nem menos.
Que dizer perante estes escritos?
Falar em "guerra" e "terrorismo político" perante divergências absolutamente normais numa democracia, não só é claramente excessivo, como legitima, a meu ver, que se tire uma de duas conclusões: Ou (o que é mais provável) estamos perante uma nova estratégia do "Público" e do seu director que visa, sob o aparente tomar das "dores" do Presidente da República, continuar o ataque contra o Governo e o PS a que JMF já há muito se vem dedicando sob os mais diversos pretextos; ou (hipótese menos provável) o Público foi transformado pelo seu director, sponte sua, em órgão oficioso de Belém. Das duas uma, repito. JMF, que escolha.

A natureza no seu melhor # 9



Ui! que frio ...

...faz lá fora !

(Imagem daqui)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

De regresso às aulas... de português

Segundo o PUBLICO.PT Mário Nogueira, à saída de uma reunião com o Provedor de Justiça teria dito: "Queria deixar claro que a plataforma dos professores está unida, que a plataforma sindical dos professores não tem dúvidas de que é preciso de que os professores façam uma das suas maiores greves de sempre".
A ser correcta a transcrição do discurso de Mário Nogueira (repito se for correcta) o dirigente da Fenprof deverá tratar de regressar à escola com brevidade. Não como professor, mas como aluno. Para aprender português.
O uso do "de", onde esta partícula não faz falta nenhuma, revela que terá frequentado a mesma escola do autor do "Penso de que" e, pelo estilo, até diria que sim.