sexta-feira, 3 de julho de 2026

"Decisão histórica"

Histórica, sem dúvida. E a vários titulos, como poderá constatar, indo ao encontro deste comentário de um autor que prima por ser certeiro, com o bónus de ser sucinto e a quem aproveito para saudar.

sábado, 27 de junho de 2026

No Governo de Montenegro, quem manda o quê e quem manda em quem?


Maria do Rosário Palma Ramalho, tanto quanto é sabido, é ainda, até ao  momento em que escrevo, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social do Governo supostamente liderado por Luís Montenegro, facto que, a confirmar-se, não só é estranho e muito surpreendente, como permite que se levantem dúvidas sobre quem é que exerce, de facto, as funções de primeiro-ministro.
Explico-me:
Sabe-se que o Governo encetou negociações com o CHEGA tendentes à aprovação da chamada Prestação Social Única (ideia que já vinha do anterior governo do PS, se não estou em erro.) Não tendo tais negociações chegado a bom termo, por manifesta desconformidade das exigências apresentadas pelo partido de A.Ventura com os princípios fundamentais do nosso regime constitucional,  o Governo e o grupo parlamentar do PSD entenderam entrar em contacto com o Partido Socialista visando a aprovação da referida Prestação Social Única, em versão que não colidisse com os princípios fundamentais por que se rege a nossa vida colectiva. Foi possivél chegar a um entendimento, solução que se saúda.
Quem, pelos vistos, não esteve pelos ajustes foi a dita (ainda) ministra Maria do Rosário Palma Ramalho. 
Não esteve e continua a não estar, tendo-se permitido, enquanto ministra, criticar publicamente a solução encontrada, não se coibindo mesmo de afirmar: " O Chega teria sido o nosso parceiro preferencial". (Citação encontrada na edição impressa do Público de hoje). 
É evidente que a senhora Maria do Rosário Palma Ramalho enquanto cidadã pode ter as opiniões que bem entender e dá-las a conhecer pela forma que mais lhe agradar. Já como ministra, sob pena de pôr em causa a credibidade do governo e a autoridade do primeiro-ministro, a senhora não pode dar-se a tal luxo.
Perante o facto consumado e a gravidade da situação, parece evidente que, no caso, só são possíveis duas soluções: ou a ministra se  demite, assumindo a responsabilidade pela afirmação que fez em confronto com a posição governamental, ou Luís Montenegro terá que a demitir, se quiser manter alguma credilibiladede como primeiro-ministro. Não o fazendo, Montenegro, corre o risco sério de não mais ser levado a sério, pois permanecerá para sempre à dúvida sobre quem manda o quê e sobre quem manda em quem. 
(A foto da referida ministra usada como ilustração do "post" é da Wikipédia)

domingo, 21 de junho de 2026

Congresso ou sessão de tiro ao alvo?

 


Tinha sido anunciada a realização, por estes dias, dum evento com a designação de 43º Congresso do PSD, evento antevisto à partida, com ou sem razão, (vá-se lá saber!) por boa parte da comunicação social, como uma manobra de Montenegro visando neutralizar a acção do seu antigo mentor, Passos Coelho que, ultimamente, andava a mostrar excessivo interesse em comentar a situação política e a acção governativa em moldes que estavam a perturbar o sono do fundador e (supostamente) antigo CEO da Spinunviva.
Manobra ou não, certo é que, em princípio, um Congresso sempre foi considerado como um acontecimento da maior importância na vida de qualquer partido, pois a sua finalidade é, antes de mais, a de discutir e, eventualmente, aprovar o rumo político a seguir no futuro, pelo menos, nas suas linhas gerais.
Curiosamente, ou talvez não, pelo que foi dado ler e ouvir na comunicação social, o que se passou nesse dito Congresso, não teve nada a ver com a orientação política que o partido pretende seguir para "levar a carta a Garcia". O facto é estranho, pois é certo que, por estes dias, não haverá muitos militantes (se é que há algum) que seja capaz de definir qual é o caminho que o (dito) PSD pretende trilhar no futuro.
Estranho é, mas também é compreensível. A verdade é que, como se tem visto ao longo de todo o período de governação da (falsa) AD, o PSD não tem, nem orientação política definida, nem capacidade para a definir.
Não admira, por isso, que o evento classificado como Congresso tenha acabado por ter sido transformado numa sessão de tiro ao alvo.
Com êxito mais que duvidoso. Atirar dardos de papel e ainda por cima à toa, é mais que certo que não se atinge o alvo.
(Imagem da autoria de Arthurrh. In wikipedia)

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Ventura: Votar a favor; votar contra; ou nem uma coisa, nem outra

Ao contrário do que previamente fora anunciado, em termos triunfalistas, pelo lider parlamentar do PSD (um tal Hugo Soares) e sem contestacão do Chega, a verdade é que André Ventura, por razões não explicadas, acabou hoje por votar no Hemiciclo de S. Bento, contra o chamado pacote laboral. Tal facto leva-me a trazer aqui nota de tal facto dado ter considerado como certa a dita aprovação, em publicação anterior, perante os dados disponíveis na altura.
Isto dito, devo acrescentar que subsistem todas as razões e mais uma para  manter as considerações tecidas no referido escrito, pois que, afinal, esta nova reviravolta acaba até por confirmar tudo quanto o que a propósito do comportamento de Ventura ali se escreveu.
Certo é, com efeito, que votar a favor; votar contra; ou nem uma coisa, nem outra, são, pelos vistos, opções perfeitamente aceitáveis para quem, como Ventura, não só não se rege politicamente por princípios como, em boa verdade, nem sequer está minimamente preocupado em saber quais os interesses da maioria dos seus potenciais eleitores. 
Lamentavelmente, estes, as suas principais vítimas, são tão cegos que não veem, ou não querem ver, que Ventura é o protótipo do político oportunista. Está provadíssimo que votará em tudo e no seu contrário, tudo dependendo do que pessoalmente, e em qualquer momento, mais lhe convenha. Convicções e princípios, está visto, são "artigos" que Ventura não tem em armazém.

Ventura, o grande acrobata.

Ventura garantira publicamente que o pacote laboral de Montenegro e da ministra Ramalho não passaria na AR, pois lá estaria ele, pronto a vedar a passagem.

Sabe-se hoje que o (mesmíssimo) Ventura vai votar a favor do dito pacote, permitindo a sua aprovação no parlamento.

Estamos, sem dúvida, perante uma acrobacia e um feito só ao alcance de grandes ginastas que surgem uma vez em cada século (talvez milénio) e que merece ser saudada calorosamente, (saudação a que não posso deixar de me associar).

Ventura está, pois, de parabéns. Ele e os seus seguidores. Estes já sabiam que Ventura era, indiscutivelmente, o mais descarado aldrabão da nossa praça. Ficam agora também a saber que, como ginasta e acrobata não há quem o bata.

Pode haver quem receie que, com tanta acrobacia, o artista se arrisque a quebrar a coluna vertebral. Quem tiver tal receio pode ficar descansado. Garanto que Ventura não corre esse risco, pois só pode quebrar a coluna vertebral quem a tem e não é o caso de Ventura. Coluna vertebral, insisto, é algo que Ventura não tem.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Justiça (à portuguesa)

Quatrocentos inspectores (e mais uma mancheia de outra gente, incluindo juízes) à procura de uns dois milhões de euros, supostamente desencaminhados (em 2022) é obra!

Perante a dimensão da força empenhada na investigação é lícito concluir que a justiça (à portuguesa) é, afinal, tão rica que até pode dar-se ao luxo de desperdicar milhões à procura de umas "ninharias" que já cheiram a mofo!

E, já agora, parece lícito concluir que quando outros valores mais altos se levantam, o "vale-tudo" é mesmo para levar a sério.

Boa noite.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O que falha?

"O que falha não é o capital humano português, bem formado e resiliente, mas competência na gestão" (Gonçalo Rodrigues, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos)
Na íntegra: aqui.

sábado, 2 de maio de 2026

"Ai flores, ai flores do verde pino..."

  

Grupo escultórico, em mármore, da autoria do escultor Francisco Simões, recentemente falecido (Janeiro de 2026), com o título de "Flores do Verde Pino", grupo escultório que se encontra implantado na Área de Serviço de Leiria na Autoestrada do Norte (A1). 

A obra de arte terá tido o propósito de homenagear a poesia trovadoresca e, em particular  "as cantigas de amigo" e um dos seus cultores mais conhecidos: o rei D. Dinis. O titulo dado à obra aponta claramente nesse sentido, pois é tirado do início duma célebre cantiga atribuída ao referido rei: - "Ai flores, ai flores do verde pino, / se sabedes novas do meu amigo?/ Ai Deus, e u é?"

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Trump e o tiro pela culatra

 
"A América de Trump está a aproximar o mundo da China"

Só a desvairada administração de Trump não vê.

(Texto em itálico e imagem extraídos da edição impressa do "Público" de hoje.)

terça-feira, 13 de janeiro de 2026