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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

"Porque é que Paulo de Morais se cala sobre a corrupção?"

É inquestionável a pertinência da pergunta da autoria de Francisco Louçã, dirigida ao agora candidato à PR, Paulo Morais, um pretenso paladino da luta contra a corrupção.
A finalizar a sua crónica, escreve Francisco Louçã:
«No BES como na Câmara do Porto ou no PSD, a corrupção é um estado de espírito que indigna Morais, que sabe tudo mas que se mantém calado sobre tudo – no partido durante 35 anos, depois no mandato de quatro anos na Câmara do Porto e por outros dez anos depois de ter saído da Câmara. O silêncio é a sua profissão. Sempre que podia acusar um corrupto concreto não disse nada sobre corrupção . Sabe tudo e esconde tudo.
Portugal precisa da energia da democracia para combater a corrupção. Mas para isso precisa de seriedade, rigor e verdade, não precisa de silêncios.»
(Na íntegra: aqui)
(Imagem do Público)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Mais um à procura de protagonismo

""A minha candidatura tem por objetivo, em primeiro lugar, combater a corrupção que é o maior dos males da vida política portuguesa, aumentar a transparência na vida pública, que é completamente opaca e, em particular, ao nível orçamental. Os portugueses não têm qualquer noção de qual é a estrutura de receitas e despesas do seu próprio Estado"
Paulo Morais, por certo que não se vê ao espelho, há muito e, atendendo apenas ao teor das suas declarações, fica-se com a ideia de que também não sabe muito bem qual é o âmbito das funções presidenciais nos termos da Constituição da República.
(Sendo absolutamente seguro que, em nenhuma circunstância, votarei neste putativo candidato, também não considero que, com o aparecimento de mais esta candidatura, venha grande mal ao mundo. De facto, desde que não sirva para nos distrair do essencial que passa pelo afastamento da actual comissão liquidatária (lei-se: governo) e por colocar em Belém alguém decente, a candidatura de Paulo Morais  não passará de mais um inofensivo fait divers.)