quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Vista da "Outra Banda"

(Vista parcial de Lisboa, fotografada a partir de Almada, nas proximidades do monumento ao Cristo Rei, em 21 Janeiro 2022) 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Rui Rio, antes, agora e depois


"(...) O Rui Rio sorridente e com gatinhos acabará na primeira contrariedade. Com ele no governo, o “rigor” vai apertar a liberdade de crítica e de expressão, vai colidir com a separação de poderes, vai, enfim, tornar a vida pública do país mais tensa e áspera.(...)"

(Rui Rio Paz e Amor; editorial por  Manuel Carvalhoin Público, 25/01/2022. Reproduzido na íntegra: aqui)

domingo, 23 de janeiro de 2022

Eleições legislativas 2022: Voto antecipado e entregue...

 ... ao destinatário habitual (PS) esperando que a Direita, com CHEGA ou sem CHEGA, seja derrotada, uma vez mais, até porque, à esquerda, não faltam alternativas para um voto progressista. O LIVRE, designadamente.

sábado, 22 de janeiro de 2022

O meu "não voto"


*****

Não voto CHEGA

Não voto IL

Não voto CDS

Não voto PSD

Não Voto BLOCO

Não Voto CDU

Não voto PAN

Nestas eleições legislativas, embora por razões diferentes, qualquer dos sobreditos partidos apenas merece o meu "Não Voto" nele. Seguramente.

Não é que tal tenha qualquer interesse, mas meu voto saber-se-á, amanhã, depois de já ter votado (antecipadamente). A hora, por enquanto, ainda é de reflexão.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

domingo, 16 de janeiro de 2022

Danadinho para a brincadeira ou talhado para a asneira ?


Comentando o facto de António Costa ter tomado a iniciativa de se inscrever para votar antecipadamente no próximo dia 23, no Porto, Rui Rio escreveu no Twitter esta mensagem: "O Dr. António Costa arranjou uma forma airosa de evitar ter de fazer o que sabe que não é bom para Portugal; ter de votar nele próprio. Chapeau!".

Das duas, uma: ou Rui Rio, no momento em que lavrou a mensagem, desconhecia como se processa o voto antecipado em mobilidade (facto que não abona em nada a sua preparação para o cargo que almeja) ou a infeliz mensagem não passou, como ele agora alega, de "uma brincadeira".

Convenhamos: uma brincadeira de muito mau gosto, a ponto de se poder afirmar que Rui Rio mais que danado para a brincadeira é um político talhado para a asneira.

(imagem daqui)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O dia em que Rui Rio se assumiu como porta-voz do CHEGA

 
No início do debate entre Rui Rio (PSD) e Catarina Martins (BE) que teve lugar na SIC, documentado na imagem supra, moderado pela jornalista Clara de Sousa, Rui Rio, perguntado sobre qual era, afinal, a sua posição sobre a pena de prisão perpétua, posição não não suficientemente esclarecida durante um anterior debate com André Ventura, líder do CHEGA e paladino da introdução da prisão perpétua no nosso ordenamento jurídico, gastou boa parte do tempo dedicado à resposta a tal questão a garantir que André Ventura, não era defensor da prisão perpétua "tout court", mas de uma forma mitigada de tal pena, acabando Rui Rio, mais uma vez, por não ser completamente claro sobre qual é a sua própria posição.

As afirmações de Rui Rio sobre sobre este tema são, no mínimo, surpreendentes.
Com efeito e desde logo, porque André Ventura, enquanto líder do CHEGA sempre defendeu com toda a veemência a pena de prisão perpétua e nunca se lhe ouviu a tal propósito a palavra "mitigação". Suspeito até, atendendo ao seu estilo arruaceiro de fazer política, que tal palavra lhe deve fazer comichão.

O mais supreendente, no entanto, é o facto de Rui Rio se assumir, sponte sua, como porta-voz de André Ventura para vir esclarecer, publicamente, o (pretenso) pensamento do líder do partido CHEGA sobre a matéria.

Surpreendente e estranho, permito-me acrescentar. De facto, o caso é tão insólito, que só pode ter uma explicação. 
Esta: Rui Rio afirmou já mais que uma vez que não celebraria qualquer acordo com o partido CHEGA, a menos que este se moderasse. Como é evidente, em vésperas de eleições, para Rui Rio, enquanto suposto candidato a primeiro-ministro, é absolutamente indispensável que André Ventura e o CHEGA não surjam aos olhos do eleitores com a imagem de extremistas que os próprios até agora têm cultivado, É que, na verdade, Rui Rio, sem o concurso do partido de André Ventura, tudo indica que não chega a lado nenhum no pós-eleições. Urgia, pois, começar, sem tardança, uma campanha para colar a Ventura e ao CHEGA uma imagem de moderação. Rui Rio, como principal interessado, tomou a iniciativa. Tão simples, quanto isto.

Afigurando-se-me como segura esta conclusão, não duvido que, se os resultados das próximas eleições lhes vierem a ser favoráveis, ainda haveremos de ver Rio e Ventura como comparsas de um acordo parlamentar e porventura (longe vá o agouro!) de governo.
(imagem daqui)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Quem ganhou?

"No debate entre André Ventura e Rui Rio quem é que ganhou? Ganhou Clara de Sousa, a jornalista que estava a moderar o debate e que, perante a ausência de indignação por parte do líder do PSD, indignou-se ela: “Mas sabe que essa generalização do Mercedes é perigosa e é falaciosa?”

É com esta gente que o PSD conta para lhe aprovar o programa de governo na Assembleia da República?"
Boa pergunta!

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Um Rio com pontes...

... que vão dar ao Chega. Eis a principal lição a tirar do debate entre Rui Rio e André Ventura, ontem na SIC Notícias.

Lamentavelmente, Rui Rio não foi capaz de recusar, sem apelo nem agravo, propostas do farsante André Ventura que atentam frontalmente contra a dignidade humana. Vê-lo a tergiversar sobre assuntos da máxima importância, como a prisão perpétua ou a castração de pedófilos, medidas defendidas pelo farsante, leva à conclusão de que Rui Rio é capaz de sacrificar os seus próprios princípios no altar da conveniência política. Tinha-o em muito melhor conta.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

#Observação dos dias

Hoje: Torcicolo * (Jynx torquilla L.)





* Outros nomes comuns:: Papa-formigas; Cabeça-de-cobra; Doudinha;  Formigueiro; Gira-pescoço; Peto-formigueiro; Peto-da-chuva.
Avistamento: Parque da paz - Almada; 30 - Dezembro - 2021
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

"O calado é o melhor"?

O provérbio popular garante que sim, que "o calado é o melhor". Todavia, pelo menos, aparentemente, a justeza  do ditado foi posta em causa pelo Almirante Calado que não só não se calou perante a sua exoneração do cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada, como fez questão de proclamar bem alto que deixa a Marinha "não por vontade própria". Cito: "Deixo a Marinha não por vontade própria pois os que me conhecem não entenderiam que abandonasse o leme da nossa Marinha depois de tanto resistir ao temporal que nos assolou nos últimos tempos".

Apesar de reconhecer ao Almirante Calado particular autoridade na matéria, atendendo ao seu apelido, continuo a a  acreditar na justeza do provérbio, pois, na verdade, acho que, também no caso dele, o melhor mesmo era ter ficado calado.

(Imagem: créditos: Ivo Pereira / Global Imagens)

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

"Tudo o que vier à rede é peixe"

Este parece ser o lema de Rui Rio, líder do PSD, que, pelos vistos, se esforça por "pescar" em todas as àguas: limpas ou turvas, profundas ou rasas, doces ou salgadas, sem excluir as salobras.

Tão depressa se afirma como social-democrata para seduzir políticamente o centro e o centro-esquerda, águas em que é suposto navegar o Partido Socialista, como rapidamente lança mão de "iscos" que são do agrado da extrema direita, facto que não passou despercebido ao líder do CHEGA, que, em comentário ao discurso de Rui Rio no encerramento do Congresso do PSD não se ensaiou para dizer: "Gostei de ver Rui Rio tocar em pontos que são importantes para a direita, como é o caso da subsidiodependência, da fiscalização dos apoios sociais e de percebermos que não podemos ter um país em que andam uns a trabalhar e outros a viver à conta desses".

De facto, deve ter gostado porque, Rui Rio quase lhe tirava as palavras da boca, em tiradas como esta: "(...) não é racional manter apoios sociais a quem os usa para se furtar ao trabalho e, dessa forma, condicionar a própria expansão empresarial que, cada vez mais, se lamenta da falta de mão de obra disponível".

Não admira, por isso, que André Ventura tenha visto em tais declarações um "primeiro passo para conseguirmos um governo de direita em Portugal". Eu não diria um "primeiro passo", porque o primeiro  já foi dado com o acordo entre o PSD e o CHEGA, acordo que permitiu a formação do actual governo regional dos Açores. E se, como sói dizer-se, o que mais custa é o primeiro passo, outros com grande probabilidade chegarão. Convém não ter ilusões quanto a essa possibilidade, até porque quem se propõe pescar em tantas águas não é merecedor de grande confiança. A minha, pelo menos, Rui Rio, não tem.

(Na imagem: recolha da rede - pesca artesanal - Costa da Caparica)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Livrai-nos, Senhor!

....

- Da fome, da peste e da guerra,

- Livrai-nos, Senhor !

- Das epidemias e das pandemias, 

- Livrai-nos, Senhor !

 - E de todo o mal.

- Livrai-nos, senhor! 

- E, já agora, das cauções do juiz Carlos Alexandre,

- Livrai-nos, Senhor !

(Imagem: LUSA)

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

#Observação dos dias

Quem disse que para observar um contorcionista era necessário ir ao circo?





Nas imagens: Lugre  (Spinus spinus L.; sinónimo: Carduellis spinus L.)

[Avistamento: Almada (Parque da Paz); 14 - Dezembro - 2021]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 12 de dezembro de 2021

Simplesmente disparate!


"Rui Rio sugere que calendário eleitoral influenciou prisão de Rendeiro", assim titula o "Expresso" uma notícia dando conta que Rui Rio publicou na sua conta no Twitter este desabafo: "O diretor da PJ deu uma conferência de imprensa de manhã. Depois esteve na RTP às 13h, na CMTV às 17h, na CNN às 19h e, exibindo o seu dom da ubiquidade, conseguiu estar às 20h, ao mesmo tempo, na SIC e na TVI. Pelos vistos, o azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro".

Desabafo que é, ao mesmo tempo, um completo disparate, só ao alcance de alguém (esperemos que só temporariamente) perturbado. Note-se que ao qualificar o dito de Rui Rio como simples disparate estou a fazer um favor ao autor. A afirmação, tudo o indica, é sintoma de algo mais grave.  
(Créditos pela imagem supra devidos a:  Fernando Veludo/Lusa)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Vae victis !

Paulo Rangel, candidato vencido na recente disputa para o cargo de Presidente do PSD, lamenta que Rui Rio, o candidato vencedor da contenda, tenha afastado das listas do partido às próximas eleições legislativas os seus apoiantes, chegando alguns destes a falar em "purga". O termo é seguramente excessivo, pois figuram nas listas vários seguidores de Rangel em lugares elegíveis. Não custa, no entanto, admitir que Rangel e apoiantes tenham alguma razão de queixa, mas também é verdade que só com grande dose de ingenuidade, poderiam ter acreditado que Rui Rio, na elaboração das listas, não fosse tentado a privilegiar apoiantes seus. Se procedesse de outra forma é que seria motivo de perplexidade. 
Já no seu tempo exclamavam os romanos:  Vae victis! (Ai dos vencidos!) 
O mundo não mudou muito depois disso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

"Traficante de informação"

 "Marques Mendes não é um comentador, é um traficante de informação privilegiada e nem sempre certa" (Miguel Tiago).

"Coscuvilheiro" também não lhe assentava mal.
(Fonte da imagem: Wikipédia)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Requiem por um partido ?

 A decisão hoje tomada pelo PSD de disputar sozinho as próximas eleições legislativas que terão lugar no dia 30 de Janeiro, recusando a coligação com o CDS/PP (que bem ansiava por ela) pode, eventualmente, representar o fim deste partido. Isto, é claro, se as indicações dadas pelas últimas sondagens estiverem de acordo com a realidade, o que, como se sabe, nem sempre acontece, havendo, inclusive, dados que apontam para uma subvalorização, alegadamente crónica, na contagem das intenções de voto no CDS. 

Não se compreende muito bem a lógica da decisão até porque não foi dada a conhecer a justificação e estranha-se pois é sabido que quanto mais dividida a direita se apresentar a eleições mais serão os votos desperdiçados. Nada que me preocupe, evidentemente e, seja como for, o PSD é que sabe as linhas com que se cose.

O desaparecimento do CDS, a mais ou menos curto prazo, tem, nesta altura, um inconveniente de monta. De facto, com o enfraquecimento do CDS e, sobretudo, com o seu apagamento, aumentam as possibilidades de crescimento da extrema direita hoje corporizada no CHEGA, chefiado pela figura sinistra e oportunista do André Ventura, consequência bem possível e que se lamenta. 

(Reeditado)

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

"Não é com vinagre que se apanham moscas"


Disse Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), em comício, nos Açores, que “há poucas coisas tão parecidas com a direita do que uma maioria absoluta do PS”.
Não sei se a estimável senhora se apercebeu de que uma tal afirmação, ainda que expressa em português pouco escorreito, não pode deixar de ser vista como ofensiva por parte do PS. Como é evidente. Se o BE espera, como parece, que o resultado das eleições legislativas marcadas para o próximo dia 30 de Janeiro irá permitir à esquerda formar governo, é óbvio que esse eventual governo não se forma e não passa na Assembleia da República sem a liderança do Partido Socialista. Suponho que nem Catarina Martins se atreve a ter dúvidas sobre isso. Mas, sendo assim, conviria ao BE que os seus dirigentes, em pré-campanha ou já durante a campanha eleitoral tivessem algum tento na língua. É que, convém lembrar que, como diz o ditado, "Não é com vinagre que se apanham moscas". Nem moscas, nem parceiros de eventuais coligações.
(Créditos da imagem: Swipe News, SA)

sábado, 4 de dezembro de 2021

Quanta ligeireza de julgamento !


Surpreende-me a ligeireza com que alguém, sobretudo se jurista, se atreve a considerar o (agora) ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, independentemente de julgamento, como corresponsável pelo acidente que teve lugar em 18 de Junho último, na autoestrada A-6 de que resultou a morte de um trabalhador atropelado pelo veículo onde o ministro se fazia transportar. A surpresa é tanto mais justificada quando é certo que os apressados julgadores nem se dão ao trabalho de apresentar o mais pequeno indício que aponte para a culpa do visado, tarefa que, convenhamos, não seria fácil.

Pelo menos, para o Ministério Público, não foi, pois, ao deduzir a acusação no processo, não constituiu o ex-ministro como arguido.

E para os julgadores apressados muito menos o seria. De facto, quem poderá saber o que se passou dentro do veículo, a não ser o próprio ex-ministro e o motorista? Ou será que, a partir de agora, para os justiceiros da nossa praça, um ministro ou qualquer outro superior hierárquico com motorista ao seu serviço não pode tirar os olhos do conta-quilómetros?

Por que razão não se aguarda pelo julgamento e pela produção pública da prova ? Uma pessoa, só pelo facto de ser ministro, já não não tem direito à presunção de inocência? Se já chegámos a esse ponto, e assim parece, quem é que de futuro, quererá assumir tais responsabilidades ? Pergunto-me.

(Imagem daqui)

domingo, 28 de novembro de 2021

Eram favas contadas...


Para a generalidade dos órgãos da comunicação social a vitória de Rangel sobre Rui Rio na disputa pela presidência do PSD era mais que certa. E, afinal, contra todas as previsões entretanto avançadas, a vitória acabou por sorrir a Rui Rio que não teve a seu favor, nem a comunicação social que, pelo contrário, não se cansou de acarinhar Rangel, nem a confiança, e menos ainda o apoio, de boa parte das estruturas distritais e concelhias do partido. E, há que dizê-lo, não sendo uma vitória estrondosa, também não foi uma vitória "poucochinha", atendendo às circunstâncias, visto que se tratou de uma vitória contra a lógica clubística. Rangel tinha, com efeito, o apoio de toda uma forte claque movida a frustração e raiva, que nele justamente se revia.
Rui Rio teve coragem para afrontar a claque e o mérito de a derrotar. É verdade que não lhe faltarão motivos de preocupação e muito trabalho pela frente, mas, seja como for o futuro, para já, é merecedor de parabéns. 
(Foto daqui. Créditos: Lucília Monteiro)

sábado, 20 de novembro de 2021

Cometas breves ?

André Ventura, líder do Chega, depois de anunciar, com pompa e circunstância, que o seu partido tinha tomado a decisão de retirar o apoio ao Governo Regional dos Açores, viu-se contraditado pelo único deputado do seu partido no parlamento regional que assegurou, com toda a clareza, que " A última palavra há-de ser minha”. Se um deputado regional, sem especial notoriedade pública, se atreve a pôr em causa uma decisão dos órgãos do partido e também de André Ventura que com o partido se confunde em termos de opinião pública, é porque a autoridade dele já conheceu melhores dias e o partido já terá entrado em desagregação.
Por isso, pergunto-me: não serão André Ventura e o Chega dois cometas breves? Os dois, líder e partido, surgiram de repente do nada. O seu ocaso tardará muito? 
(Foto LUSA. Daqui

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Vai e não voltes !

Sandra Felgueiras poderá estar de saída da RTP para rumar à CMTV

A mim, pelo menos, não me deixa saudades. Já a não via, há muito, pelo que, pessoalmente, não perco nada. Muito pelo contrário. A saída dela, a mim. poupa-me o trabalho de ter mudar de canal, sempre que ela venha a aparecer no ecrã, porque a CMTV não faz parte das minhas opções em matéria de programas de televisão.

Pelos comentários que tenho lido a  seu  respeito, creio que a minha opinião sobre o seu trabalho é amplamente partilhada. A ser assim, a concretizar-se a partida para a televisão do Correio da Manha é caso para festejar. Sem a parcialidade e a agressividade de que deu abundantes provas, a informação na RTP só tem a beneficiar em matéria de seriedade e objectividade. Bem carente de uma e de outra anda a comunicação social.
E já agora diga-se que a CMTV e Sandra Felgueiras estão bem uma para outra. Até admira como demoraram tanto tempo a "juntar os trapinhos".
(Reeditado)

terça-feira, 16 de novembro de 2021

À espera do Messias...

 A crer em J. M. Tavares, o cronista de "O respeitinho não é bonito" que dia sim, dia não, ocupa a última página do "Público", ainda não é desta que a direita, a que ele, confessadamente, pertence, terá hipótese de chegar ao poder.

Por via de regra, dispenso-me de ler a crónica deste Tavares, mas o título da crónica de hoje, "Um João Baptista para a direita" despertou-me a curiosidade e não resisti a lê-lo. 

Então e resumidamente é assim: Tavares admite como "perfeitamente plausível que Rio valha mais do que Rangel em eleições legislativas", mas, no seu entender, por razões que me dispenso de repetir porque irrelevantes para o que me interessa sublinhar,  nem Rio, nem Rangel "terão quaisquer hipóteses de vencer as próximas eleições". A direita terá, pois, ainda segundo Tavares, que aguardar que surja alguém "melhor e mais competente do que  eles". A Rui Rio ou a Paulo Rangel (um dos dois será o próximo presidente do PSD, como se sabe) o cronista não reserva outro papel que não seja o de fazer de João Baptista, com a missão de preparar a vinda do Messias.

Estou em crer que, para Tavares, o Messias já tem nome. Duvido, porém, que o "Desejado" esteja para aí virado. Os sinais que tem dado não vão, por enquanto, nesse sentido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Catarina e o "papão".

 

Em boa verdade, a "maioria absoluta" transformada em "papão" para assustar eleitores de esquerda não é discurso exclusivo do Bloco (BE). O PCP afina pelo mesmo diapasão e vai pelo mesmo caminho, o que, diga-se, não é caso para estranhar porque, neste particular, o interesse das duas forças políticas é coincidente.

Catarina Martins é, neste caso, chamada ao título que encabeça o texto, porque é ela quem vai mais longe e quem  melhor exprime o sentimento (comum aos dois referidos partidos políticos) de repúdio da "maioria absoluta" que hipoteticamente poderia vir a beneficiar o PS nas eleições legislativas já marcadas para o dia 30 de Janeiro. De facto, vai tão longe que se atreve a comparar a eventual "maioria absoluta do PS" com um "poder absoluto". afirmação que a deputada não pode deixar de saber que é um completo absurdo.

Com efeito, qualquer deputado, para não dizer qualquer cidadão minimamente informado, sabe que no regime que actualmente vigora em Portugal, como em qualquer regime democrático, não há nenhum órgão de soberania que tenha "poder absoluto" ou que possa sequer sonhar em tê-lo. Desde logo, como é evidente, porque o poder de qualquer órgão de soberania está sujeito à limitação dos mandatos. No caso do Governo muito menos se pode falar em tal, pois depende e responde, quer perante a Assembleia da República (AR) que não só o pode demitir mediante a rejeição de uma moção de confiança ou através da aprovação de uma moção de censura, como pode revogar a legislação dele emanada, quer perante o Presidente da República (PR) que também o pode demitir, ouvido o Conselho de Estado e pode vetar toda a legislação que dele venha. Acresce que a actuação do Governo tem ainda as limitações decorrentes de amplo controlo jurisdicional a cargo dos tribunais, incluindo o Tribunal Constitucional.

Perante este panorama de limitações, aqui elencadas breve e resumidamente, é difícil conceber que alguém conhecendo todo este condicionamento da actuação do Governo, possa, de boa fé, comparar e confundir "maioria absoluta" com "poder absoluto".

Finalizando: "Mentir é feio" e nem sempre tal facto é isento de consequências. É provável que venha a ser o caso.

(Reeditado o título)

domingo, 14 de novembro de 2021

"Profundamente dividido" / Profundamente preocupada

 "O PS está profundamente dividido" afiança Ana Sá Lopes em título da sua "Anacrónica" hoje vinda lume na última página do "Público", onde, feita a leitura, nada mais se encontra do que as consabidas diferenças de opinião que, de tão costumeiras, estranho seria que as não houvesse, pois seria sinal de que o PS se teria transformado num partido monolítico que nunca foi. 

" O dia seguinte às eleições não vai ser bonito de se ver", garante, no final da sua crónica,  a  jornalista do "Público", dando mostras de estar profundamente preocupada. Conhecendo a jornalista de outras leituras, não parece que um "PS profundamente dividido" justifique, no seu caso, tão funda preocupação. Algo de diferente lhe anda a tirar o sono. E, se calhar, nem com o dia seguinte às eleições se vão evaporar as preocupações. Dela. Em política, é, com frequência, assim.