sábado, 28 de fevereiro de 2009

A luta continua ...

Com o empate sem golos alcançado pelo Sporting no jogo com o Futebol Clube do Porto, no estádio do Dragão, a disputa pela vitória na Liga ainda não terminou. O Benfica saiu beneficiado, é certo, mas o Sporting continua na luta pelo título, embora um pouco atrasado em relação ao FCP (que lidera) e ao Benfica que segue no segundo lugar. O atraso do Sporting não é insuperável, pelo que temos que concluir que o anúncio da morte do "leão", depois da derrota para a Liga dos Campeões, foi um tanto prematuro. Haja fé !
Mesmo assim foi pena o Liedson ter tão boa pontaria. E logo para acertar no poste. Valha-nos Zeus !

Um boa surpresa

O anúncio feito por José Sócrates, secretário-geral do PS, no Congresso a decorrer, de que o cabeça de lista do partido às eleições para o Parlamento Europeu vai ser Vital Moreira constituiu sem dúvida uma completa surpresa, dado que entre os vários nomes entretanto apontados nunca surgira o nome do constitucionalista e professor de Coimbra. E boa surpresa, pelo menos para os militantes do PS presentes no Congresso, segundo me foi dado ouvir. Assim seja, pois méritos para o desempenho do cargo de deputado europeu não faltam ao indigitado candidato.

Ponto final ...

... no suspense que, nos últimos dias, tem prendido a atenção dos órgãos de comunicação social e, direi mais, de todo o país: Manuel Alegre não estará presente no XVI Congresso do PS!
Foi à pesca, acho eu.

Sem papas na língua ...

Concorde-se ou discorde-se dela (e umas vezes dá para concordar e outras para discordar) manda a verdade que se diga que a eurodeputada Ana Gomes continua a não ter papas na língua, qualidade que aprecio.
Hoje ao intervir no XVI Congresso do PS, Ana Gomes defendeu (i) que o sistema fiscal deve obedecer a uma nova lógica e que se passe a “taxar as mais-valias do capital” e se acabem os “paraísos fiscais” como os “off-shores” (concordando com uma coisa e outra, não sei se as medidas sugeridas serão exequíveis, sem um acordo entre os países); (ii) que é necessário apertar e melhorar o combate à corrupção (sem dúvida), tendo proposto que o PS retome as propostas do antigo deputado João Cravinho, sobre ostentação de riqueza (certo, se removidas as dificuldades que o assunto alegadamente levanta em sede de constitucionalidade); insistiu que “é preciso não encobrir corruptos”, até para evitar abusos como tem sido (opinião dela e minha), o caso do “ataque político e pessoal a José Sócrates”; e garantiu que se a corrupção não for combatida e o sistema judicial não for mais eficaz “gente íntegra será enxovalhada na praça pública” e “continuará a roubalheira”(absolutamente!)

Não tem que agradecer ...

Não me parece que o BE tenha tido a honra de ter sido transformado em principal adversário do PS. No discurso de Sócrates, por exemplo, não ouvi falar no excelentississíssimo Louçã.
Em todo o caso, acho que Louçã não tem que agradecer tamanha "honra". É que "amor com amor se paga" e não há a mínima dúvida de que o PS, por muito estranho que pareça, é, para Louçã e para o Bloco que lidera, o inimigo principal. Foi Louçã, himself, quem o garantiu. Louçã terá memória curta ?

Informador bem informado?

O computador de um dos procuradores do caso Freeport foi infiltrado por programa que permite controlo remoto, diz o PUBLICO.PT citando uma notícia do semanário "SOL", que, por hábito, não leio. Estranho é que o "SOL" um informador tão bem (?) informado não nos adiante quem foi o "grego" responsável por este "cavalo de Tróia".
Deontologia profissional? Segredo sobre as fontes ?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Bem prega ...

Bem pode começar por ele, se quiser que se não lhe aplique o ditado do "Bem prega frei Tomás", pois, com frequência, tem dado azo a que o provérbio lhe assente que nem uma luva.

Dar o peito às balas !

Diria, numa primeira apreciação, que o discurso de José Sócrates, na abertura do Congresso do PS (de que aqui se faz um resumo) não trouxe propriamente novidades, visto já terem sido divulgadas as linhas orientadoras da sua moção. Todavia, tal constatação não significa que o discurso não tenha sido interessante e muito importante. Pelo contrário. O discurso de Sócrates revela que estamos perante um homem com uma força anímica verdadeiramente extraordinária. Os ataques pessoais de que tem sido vítima não só não o enfraquecem, como lhe servem de estímulo para continuar a luta. O seu discurso revela que é um homem sem medo e pronto para dar o peito às balas. Temos homem !

A anedota do dia !

Rir faz bem à saúde. Dizem. Obrigado, pois, senhores investigadores pela anedota do dia !

Avifauna portuguesa # 28 - Rabirruivo-comum (Macho)

Rabirruivo-preto ou Rabirruivo-comum (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (Macho)

(Local e data da captação da imagem: Sertã; 18-02-2009)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Gente séria é outra loiça !

Pode não se estar inteiramente de acordo com todas as afirmações proferidas por Fernando Ulrich em conferência da Ordem dos Economistas sobre as saídas para a crise, mas é patente a diferença que vai entre tanto demagogo que por aí circula e gente séria. Fernando Ulrich, honra lhe seja feita, é pessoa séria. Digo eu.

Novo lema

Aviar-se em terra ! é o novo lema nas viagens com a Ryanair que, de acordo com esta notícia pode passar a cobrar idas à casa-de-banho dos passageiros.
E esta, hein !

Que grande escarcéu !

Não consigo entender todo o escarcéu feito pela líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, pelo facto de José Sócrates ter optado por participar no encerramento do Congresso do PS de que é Secretário-Geral e fazer-se representar por um ministro de Estado na Cimeira de líderes da União Europeia para discutir a crise económica.
Inaceitável e escandaloso, diz ela. Inacreditável e escandaloso, digo eu, é que a senhora faça toda esta barulheira, num caso destes, em que a opção de Sócrates é perfeitamente compreensível, pois é certo que a representação portuguesa será assegurada a alto nível, provavelmente, pelo ministro de Estado e das Finanças.
Manifestamente, a senhora não tem o sentido das proporções, nem mede as palavras, o que, diga-se, já não é novidade.
Posição bem diferente (e, a meu ver, louvável) tomaram, quer Jerónimo de Sousa que, comentando o assunto, resumiu a sua posição declarando: "Todos os males do mundo fossem esse”, quer Francisco Louçã que considerou toda esta questiúncula “absolutamente lamentável”.
Também acho.

Bons ventos...

Pelo menos os da EDP Renováveis que obteve no ano passado lucros líquidos de 104 milhões de euros, mais 100 milhões do que no ano anterior, consolidando a posição como o quarto operador eólico do mundo.
O vento como boa aposta? Assim parece.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Valha-nos o Sporting ... de Braga !

Depois da humilhante derrota do Sporting Clube de Portugal, o SPORTING CLUBE DE BRAGA, com a passagem aos oitavos-de-final na Taça UEFA, depois da vitória em casa, na primeira mão, e com o empate de hoje (1-1) em casa do Standard de Liège, veio salvar a honra do "convento". Parabéns ao BRAGA e votos de boa continuação na prova.

Patusco ! ... disse ele

Pelos vistos, o Bloco de Esquerda, pela voz do seu deputado Francisco Louçã, continua a contestar o negócio entre a Caixa Geral de Depósitos e o empresário Manuel Fino, não aceitando as explicações dadas pela Caixa, indo ao ponto de qualificar o comunicado da Caixa como "patusco", por defender o Governo e "escandaloso" porque mente ao país. A contestação do negócio por parte do Bloco é um direito que inquestionavelmente lhe assiste, mas manda a verdade que se diga que a sua posição neste caso merece também a qualificação de "patusca". Senão vejamos:
É evidente, por um lado, que o comunicado da Caixa não pode ter tido o objectivo de defender o Governo, pela razão simples de que o acto em questão não é da responsabilidade do Governo, mas da própria Caixa. Bem andou, pois, o ministro das Finanças quando declarou que "era o que faltava que eu tivesse de responder pelos actos de gestão administrativa da Caixa Geral de Depósitos", posição que, por sinal, coincide com a tese já aqui defendida e que, aliás, é a que decorre da legislação comercial em vigor.
Por outro lado, não há qualquer fundamento para se poder afirmar que a Caixa mentiu ao país, pois esta limitou-se a tornar públicos os termos e os fundamentos do negócio. A discordância em relação ao negócio é legítima, como se disse. No entanto, afirmar que se mentiu implica dar um passo e emitir um juízo de valor sobre a seriedade das pessoas que o simples bom senso deveria evitar. Todavia, bom senso, parece ser coisa que não abunda lá para os lados do Bloco e de Louçã, como se deduz do que fica dito.
Louçã é considerado, julgo que a justo título, um académico prestigiado, mas afigura-se-me que andará um pouco afastado da realidade do que é o mundo dos negócios. A propósito deste caso e das posições de Louçã recordo que faz parte da sabedoria popular a noção de que muitas vezes vale mais um acordo, ainda que não inteiramente satisfatório, do que uma prolongada litigância nos tribunais. Esta sabedoria popular tem, a meu ver, inteira aplicação neste caso.
Bom senso a menos e demagogia a mais talvez expliquem a posição do Bloco. É o que penso do caso, ainda que esta posição também possa ser considerada "patusca". E por que não, aceito eu. Sou, tal como Louçã, cidadão português, (e há mais tempo) e tenho por isso os mesmos direitos e até, por coincidência, também me chamo Francisco!
Aditamento:
O PS viabiliza ida do presidente da CGD ao Parlamento . Prova de que quem não deve, não teme !

Tanta suspeição já fede !

Já disse algures que o país fervilha de suspeições. Não há negócio que não suscite interrogações e não sofra constestação, como foi agora o caso do negócio entre a Caixa e o empresário Manuel Fino a que me refiro na mensagem anterior.
Afinal, a explicação sobre a "bondade" do negócio até é simples: de acordo com a administração da Caixa, a posição de que passou a ser detentora corresponde a uma participação financeira ‘charneira’ que, para analistas de bancos de investimento que consultou, tem um valor superior ao preço pago pela Caixa. Segundo os analistas, o preço-alvo para a cimenteira que é de 5,55 euros por acção, ou seja, 14% superior ao preço pago pela CGD.
Não discuto se o valor indicado pelos analistas é ou não o preço justo. O que digo é que não é um valor fixado arbitrariamente pela administração da Caixa e, consequentemente, também não é um preço de favor.
Acrecente-se que, ainda de acordo com a Caixa, a execução das garantias do empresário Manuel Fino era uma “solução precipitada” e que poderia “também criar forte instabilidade na estrutura accionista da Cimpor”, alegação que também merece algum acolhimento, acho eu.
Sendo assim, como justificar tanta suspeição ?
Não dará para ver que, com tanta suspeição, o ar já fede?
E a quem aproveita ? Ao país, não. Seguramente. Acho eu.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Haja quem pague !

Não acompanhei, em directo, o debate quinzenal que hoje teve lugar na Assembleia da República, mas pelos ecos que entretanto me chegaram, verifico que um dos temas abordados pelo PCP, como já era previsível, e também pelo BE, foi o do negócio celebrado entre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o empresário Manuel Fino, negócio através do qual este vendeu à Caixa 10 por cento das acções da Cimpor. Ao que parece, contesta-se o facto de a compra das acções ter sido efectuada por um valor 25 por cento superior ao do mercado.
Não me cumpre fazer a defesa da administração da Caixa, pois nem sequer possuo dados para saber se o negócio foi bom ou mau para o banco do Estado, embora esteja convencido que a administração da CGD, sendo constituída por gente séria e com experiência na actividade bancária, teve certamente em conta os interesses da instituição e ponderou todos os dados disponíveis. Supor o contrário seria levantar uma suspeição sem qualquer alicerce e lesiva da honra e consideração que são devidas a qualquer pessoa. E nem sequer é admissível que no negócio em concreto se possa levantar a questão de ter havido favorecimento político quando é certo que a administração da Caixa é presidida por alguém que nem sequer é da cor do partido governamental.
Não me dispenso, no entanto, de tecer aqui algumas considerações sobre o assunto e que resumiria pela forma que segue:
De acordo com o Código das Sociedades Comerciais compete às respectivas administrações a gestão das sociedades anónimas, em termos muitos amplos, e logicamente, também a apreciação e celebração de cada um seus negócios, sendo a intervenção dos accionistas muito mais restrita que noutros tipos de sociedades. A administração da Caixa não é excepção, pois a CGD rege-se pelas mesmas normas. A intervenção do Estado, como accionista da CGD, não difere, pois, substancialmente da actuação de qualquer outro accionista em qualquer outra sociedade anónima. Podia não ser assim, como é óbvio, mas foi essa a opção quando em 1993 (se não estou em erro) foi decidido transformar a Caixa (que era uma instituição de direito público) em sociedade anónima, opção que foi tomada por se ter entendido que a gestão da Caixa como sociedade anónima seria mais flexível e mais eficiente e, como tal, também mais apta para fazer face à concorrência que lhe era movida pela banca privada, em pé de igualdade, pois, entretanto, tinham sido retirados à Caixa todos os privilégios de gozava anteriormente, enquanto instituição pública.
Estando as coisas neste pé, pergunta-se: Faz sentido que o Estado, ou o Governo que o representa, enquanto accionista único, se intrometa na gestão corrente da CGD e em cada um, ou mesmo só em alguns dos negócios que a Caixa celebre? Qualquer pessoa de bom senso dirá que não, a menos que se pretenda a sua paralisia e a mais que provável bancarrota de que a Caixa só se salvaria através de novas e vultuosas injecções de capital por parte do Estado. Não é isto, suponho, o que pretendem o PCP, nem o BE. Mas, se assim é, faz também algum sentido que se questione o Governo sobre um negócio em particular celebrado pela administração da Caixa?
Esta pergunta leva-me a formular esta outra: A administração da Caixa está lá a fazer o quê ? Eu diria que a administração da Caixa está lá para gerir, pela melhor forma que sabe, os negócios da sociedade e a responder por eles, como lhe compete.
Será que os interpelantes preferem uma administração que esteja lá para receber recados do Governo ? Pergunto, porque só assim é que se torna compreensível a interpelação do Governo.
Se é só para isso, dispense-se. Os "bons" resultados virão a seguir. Haja quem pague! A demagogia e não só!

Chapeau !

Embora, pessoalmente, não tenha concordado com o reconhecimento da independência do Kosovo e continue a não ver motivos para tal decisão, sou forçado a reconhecer que a diplomacia portuguesa, numa questão tão melindrosa quanto esta, agiu com mão de mestre. É o que se impõe concluir quando o ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia (o país mais prejudicado com o reconhecimento) acaba de afirmar que "Muito poucos países do mundo lidaram diplomaticamente com esta questão com a sabedoria com que Portugal o fez, nas suas relações com a Sérvia". "Sabedoria", nem mais, nem menos, é o que diz o ministro Vuk Jeremic.
Chapeau!

Gaudeamus, igitur !

Desta vez, ganhámos a "corrida". A mascote da família presidencial dos EUA vai ser um cão de água português, segundo confidência de Michelle Obama à revista “People”. Um "português" na Casa Branca é um feito e tanto!
Gaudeamus, igitur !

As queixas já fazem parte da paisagem !

A Quercus vai enviar uma queixa à Comissão Europeia contra a decisão governamental de autorizar a terceira travessia sobre o Tejo, porque viola a legislação comunitária, na área do ruído, da qualidade do ar e dos objectivos nacionais de redução de emissões de gases com efeito de estufa. Isto, porque a nova travessia prevê uma componente ferroviária, que a Quercus aceita, e outra rodoviária, que a Quercus contesta.
Não sei se a Quercus tem ou não razão, embora me pareça estranho que a Quercus considere liminarmente que as medidas ambientais propostas pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA) “não são solução”.
Isto dito, devo acrescentar que não me custa nada acreditar que esta queixa junto da Comissão venha a ter o mesmo desfecho de outras apresentadas pela mesma associação. É que os fundamentalismos costumam não ser bons conselheiros e a Quercus, manifestamente, sofre desse mal.
Diga-se, finalmente, que a terceira travessia sobre o Tejo, sem mais esta queixa, não teria a mesma graça. É que as queixas da Quercus já fazem parte da paisagem!

Avifauna portuguesa # 27 Chapim-real

Chapim-real (Parus major L. )

(Local e data da obtenção da imagem: Troviscal - Sertã; 20-02-2009)

(Para ampliar,clicar sobre a imagem)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A taça é do Taro Aso ...

O primeiro-ministro japonês Taro Aso foi o primeiro líder recebido na Sala Oval, diz o PUBLICO.PT.
Deduzo que se foi o primeiro a ser recebido é porque também foi o primeiro a chegar. Tratando-se, pelos vistos, de uma competição, Taro Aso tem direito à taça, que, diga-se, bom jeito lhe faz, que as "coisas" lá pelo Japão, pelo que lhe diz respeito (e não só) não correm lá muito de feição.

Achou pouco. Só pode !

Por certo, Domingos Névoa considera que uma multa de cinco mil euros é desprestigiante para um empresário do seu gabarito.
Também acho!
E, já agora, espero quer o Ministério Público seja da mesma opinião.

O "sim" e o "mas"

Na política à portuguesa, nunca há um "sim" puro e simples, mesmo quando a oposição faz o favor de concordar com as decisões do Governo. Há sempre um "mas" para atravessar e para atrapalhar. Para não fugir à regra, o PSD e o PCP estão de acordo com a decisão do Governo de não assumir as responsabilidades decorrentes de relações contratuais estabelecidas entre o BPP e os seus clientes e relacionadas com a gestão de carteiras de investimento e com a gestão de fortunas pessoais.
Mas (lá vem o "mas") o PSD entende que a decisão carece de ser esclarecida em relação aos depósitos de clientes do BPP e questiona-se mesmo sobre quais os depósitos que são abrangidos e até que montante. Ora, julgo que até o próprio Paulo Rangel tem a resposta, já que sabe que só os depósitos bancários até 100 mil euros é que têm cobertura legalmente prevista.
Por seu turno, o PCP declara que "a decisão, [...] vai ao encontro do que temos vindo a defender nas últimas semanas" mas tal "não anula [antes] releva até para primeiro plano, a necessidade de o Governo dar explicações muito precisas". As explicações de que o PCP precisa, não dizem, no entanto, respeito ao caso BPP, antes se referem à renegociação de "empréstimos leoninos" junto da CGD com os empresários A e B.
Na minha terra chama-se a isto desconversar e, assim sendo, digo eu: Ora bolas !

Mais um génio incompreendido ...

... e ressabiado.
Fonseca e Costa acusa Instituto do Cinema e do Audiovisual de "dirigismo puro, digno do estalinismo". O realizador não poupa nas palavras, mas, verdadeiramente, o que lhe dói é ser forçado a submeter os seus projectos à apreciação de um júri formado "por uma rapaziada" a quem não reconhece capacidade.
Logo ele que tem uma carreira e tanto ! É mais um génio incompreendido e ainda por cima, com o azar de não se chamar Manoel de Oliveira ! É "galo"!

A cada um a sua crise !

"O Governo entende que não cabe ao Estado substituir-se ao BPP ou aos seus accionistas na assumpção de responsabilidades decorrentes das relações contratuais respeitantes à gestão de carteiras de investimento, nem é adequada a utilização de fundos públicos para solucionar um problema associado à gestão de fortunas pessoais" diz em comunicado o Ministro das Finanças, afirmando, no entanto, que os depósitos estão assegurados.
Supunha-se que já era essa a posição do Governo. Em todo o caso, fica agora preto no branco que a intervenção do Estado ao prestar o aval aos bancos que financiaram o BPP, não visava salvaguardar as grandes fortunas, mas apenas os vulgares depósitos. É mais que justo. Como diria o outro: A cada um a sua crise. Os ricos que paguem a sua.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Avifauna portuguesa # 26 Alvéola-cinzenta

Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea Tunstall)
(Local e data da captação da foto: Sertã; 18-02-2009)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Um será "esperto" mas o outro "passa-se"

Ao pronunciar-se sobre a compra do apartamento onde vive José Sócrates, não dispondo de outros dados que não fossem os dados à estampa pelo "Público", servindo-se, aliás, da deixa da sua commère Flor Pedroso, por sua vez escudada na nebulosa notícia do referido jornal, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) nas "Escolhas de Marcelo", comportou-se com a ligeireza que lhe é habitual, não curando, sequer, de saber que a notícia do jornal já tinha sido cabalmente desmentida por outras fontes que confirmaram que o preço pago por José Sócrates foi idêntico ao pago por outros compradores (Herman José, com conhecimento de causa, o disse). O professor Marcelo, porém, não se ficou pela ligeireza, tendo tido a desfaçatez de chamar "chico esperto" a José Sócrates, insinuando, com tal expressão, um comportamento menos sério do visado e ainda menos próprio de um primeiro-ministro.
É sabido que MRS é useiro e vezeiro em comportamentos deste tipo, mas nem por isso a sua atitude é menos censurável. Pelo contrário, a repetição deste tipo de comportamento prova que o professor se "passa" com demasiada facilidade, o que é indício de um qualquer distúrbio.
Quem me diz a mim que o sentar-se no "mocho" do tribunal, por esta e por outras, não seria um bom contributo para a cura?

Sporting campeão ...

Se fosse verdade, como adepto do Sporting, ficaria satisfeito, como é óbvio. A conclusão não me parece, no entanto, muito aceitável, tendo em conta, por um lado, o número de adeptos do Benfica e, por outro, a carreira do FCP nas competições europeias nos últimos anos. Expliquem lá isso muito bem explicadinho para a gente ver se entende.

Ir à fonte !

Antes de se pôr em bicos de pés, Paulo Rangel tinha tudo a ganhar se fosse logo à fonte. Dar crédito à conversa fiada do presidente vitalício do SMMP dá nisto: trambolhão pela certa.

Barata feira

É sabido que o crime de corrupção, pela sua natureza, é de prova difícil. Se a essa dificuldade se somar a aplicação de penas leves, quando se consegue fazer prova de um tal tipo legal de crime, como aconteceu agora com a tentativa de suborno ao vereador da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, por parte de um administrador da Bragaparques, a quem acabou por ser aplicada uma multa de cinco mil euros, estão reunidas as condições para que continue a valer a pena prevaricar. É caso para dizer que o crime compensa!
Aditamento:
José Sá Fernandes tem razão apenas e só na medida em que houve uma condenação. Todavia, a sentença, dada a leveza da pena, pode ser tudo. Exemplar é que ela não é.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Aplausos para Saramago

Embora reconhecendo, de há muito, que José Saramago é um grande escritor (o "Memorial do Convento" é uma obra prima, na modesta opinião cá da casa) não sou um seu incondicional, discordando de muitas das opiniões que, sobretudo depois da atribuição do Nobel, vem emitindo sobre os mais diversos assuntos. Todavia, a sua recente tomada de posição em relação às FARC, ao afirmar que estas "não nos oferecem mais do que o poder tem feito sempre, ao longo da história, que é exercer a força contra os mais fracos", contrariando com tal afirmação e frontalmente as teses do seu próprio Partido (o PCP) revela uma lucidez e uma independência de espírito que me apraz saudar.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Postais de Estremoz

(Fortaleza e torre de menagem)

(Torre de menagem)

(Pelourinho)

(O tempo corre velozmente)
(Para ampliar, clicar sobre as imagens)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Postais de Elvas



(Adorno escultórico da "Porta de Olivença")

(Pelourinho)

(Fontanário)

Torre da Igreja de Nª Senhora da Assunção, antiga Sé de Elvas

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Hic opus labor est"

"Era bom que o PS percebesse que o que está em causa não é salvar o modelo que faliu mas sim construir soluções alternativas novas" , diz Manuel Alegre, citado pelo DN Online.
A afirmação até eu a subscrevo. Traçar o desenho das soluções alternativas é que é o diabo. Alegre, com as suas múltiplas intervenções, que tenho acompanhado, ainda nem um esboço conseguiu apresentar. Os agradecimentos que lhe seriam devidos, se o conseguisse, terão pois que aguardar por novas oportunidades que, nestes tempos de crise, não hão-de faltar.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O amigo do Portas

No Iraque, com a intervenção norte-americana, é cada pedra, seu lacrau. Falta de supervisão do Rumsfeld, o amigo do Portas. Não fora essa amizade, mesmo lá longe, tê-lo-ia à perna!
Sorte a dele !

A pedra no sapato

Não é preciso mais ninguém para "incomodar" Constâncio. Paulo Portas, ainda com a pedra no sapato, não lhe dá descanso. Vítor Constâncio está a pagar caro o seu papel na revisão do défice do anterior Governo. Paulo Portas não esquece, está visto.

Eternamente Presidente

Os venezuelanos já têm o seu Presidente eterno. Não os felicito, mas já que assim o decidiram que o aturem. Se o conseguirem. Do que duvido. Em todo o caso, bom proveito lhes faça.

"Fait divers"

Provavelmente sou eu que não estou a ver a importância da "coisa". Em todo o caso, pergunto-me: Será que o PSD não tem nada mais importante com que se entreter? E respondo-me: Tudo indica que sim.

Postais de Juromenha

(O rio Guadiana em Juromenha)

(O castelo)
(Para ampliar,clicar sobre as imagens)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Veja as diferenças ...

Extracto da mensagem enviada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama ao Presidente da República, Cavaco Silva:
"Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países"
Extracto da mensagem enviada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama ao primeiro-ministro José Sócrates:
"Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países".
O mesmo texto, como se vê. O tratamento dado pela LUSA é que não o mesmo, como se pode ver indo aqui e aqui.
Primeiro publica-se a notícia sobre a mensagem dirigida a Cavaco Silva, com um desenvolvimento que dá a entender tratar-se de uma mensagem pessoalíssima. Horas depois noticia-se a mensagem dirigida a José Sócrates e constata-se que a Casa Branca se limitou a fazer um exercício de colagem.
Só não sabemos qual a mensagem copiada e qual a colada.
Seja como for, é caso para perguntar: afinal, quem é que na LUSA mais ordena? Quem é ?
(Reeditada)

Atribulações de um Conselheiro

Sobre as responsabilidades de Dias Loureiro no caso do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) já aqui me pronunciei e também aqui. Entendi então e continuo a entender que, por ora, não há indícios de haver da sua parte responsabilidade de natureza criminal. Já o mesmo não direi relativamente a responsabilidades de natureza cível, pois, segundo se pode concluir de declarações públicas por ele prestadas, pode, pelo menos, ser-lhe imputada culpa "in vigilando". Recordo que, ao defender a sua testada, Dias Loureiro, alegou ter agido com base na confiança que depositava em José Oliveira e Costa e na supervisão dos auditores. Ora tal defesa peca, manifestamente, por ingenuidade, pois é óbvio que um administrador de uma empresa não está lá para confiar, mas para actuar e com conhecimento de causa. Em suma, no plano cível, a sua defesa é francamente débil.
A publicação de uma notícia no "Expresso" de ontem, e aqui retomada, dando conta que afirmações feitas por Dias Loureiro na Comissão de Inquérito a decorrer na Assembleia da República sobre o caso, não correspondem à realidade dos factos documentalmente comprovada, deixa muitas dúvidas sobre a sinceridade das declarações de Dias Loureiro, mas, ainda assim, dou-lhe o benefício da dúvida, mesmo correndo o risco de ser considerado tão ingénuo quanto ele.
Isto, no entanto, não me impede de concordar com os que entendem que Dias Loureiro deve ser ouvido novamente na comissão de inquérito e com os que defendem que Dias Loureiro deve demitir-se do Conselho de Estado.
A nova audição é indispensável para esclarecer a contradição entre o depoimento prestado na comissão e a documentação tornada pública. A explicação do esquecimento, num negócio envolvendo muitos milhões de euros e que não é propriamente como uma ida ao supermercado, obviamente não colhe.
Por sua vez, a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado impõe-se à luz do que ele próprio afirmou, ao insinuar que essa seria a sua decisão, se sentisse que a situação se tinha tornado incómoda para o Presidente da República.
Ora, sobre a incomodidade do PR, não parecem não restar quaisquer dúvidas. Quando o Presidente da República, questionado sobre se mantinha a confiança no seu conselheiro de Estado depois do jornal “Expresso” ter noticiado que “Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito", se limita a dizer "Já falei uma vez e é suficiente", o incómodo é mais que evidente. Só o não vê quem não quer. Ou a quem tal não convém. Será o caso.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Avifauna portuguesa # 24 - Maçarico-das rochas

(Local e data da obtenção da imagem: Almada -Parque da Paz; 13-02-2009)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

A "nova estratégia" e os "banhos de multidão"

Começo pelo fim do título: Segundo o Público PT, "Manuela Ferreira Leite (MFL) foi a Coimbra tomar um banho de multidão". Ainda segundo a mesma fonte o "banho" teve lugar no pavilhão do União de Coimbra onde estavam perto de mil militantes. Ora, se assim foi, a jornalista que subscreve a peça não deve fazer ideia do que é uma multidão, e muito menos do que é um "banho". Uma "multidão" constituída por "perto de mil militantes", num pavilhão cheio de mesas, não dá para molhar os pés, quanto mais para tomar um "banho".
E o que disse a senhora?
Ainda segundo o mesmo relato, o essencial do discurso esteve na capitalização do descontentamento social, tendo Ferreira Leite acusado "Sócrates de "hostilizar" e "humilhar" professores, juízes, militares, agricultores, funcionários públicos, e de, a propósito da promessa de medidas fiscais, entrar na "nova moda de dividir os portugueses entre ricos e pobres", num discurso "muito perigoso em altura de crise".
Confesso a minha perplexidade.
Se a prometida "nova estratégia" do PSD e de MFL é esta, então sou forçado a constatar que a estratégia não só não é nova, como já está gasta. Com efeito, MFL não tem feito outra coisa que não seja a de se curvar perante os interesses das organizações profissionais, continuando a adulá-las, julgando tirar dessa atitude dividendos eleitorais.
Utilizando a sua própria terminologia, eu diria que esta estratégia é mesmo "muito perigosa". É que, com este discurso, MFL e o PSD estão a ficar reféns das "corporações" e se, por um bambúrrio da sorte (longe vá o agoiro) ela chegasse a constituir governo, era o Estado quem ficaria também nessa situação, pois as "corporações" não deixariam de reclamar o cumprimento das promessas e a satisfação das suas reivindicações. Seria o regresso, em toda força, do Estado corporativo e, em certo sentido, a nova versão seria pior do que a primeira. Por uma razão simples: No tempo da "outra senhora" o Estado era Corporativo, mas era o Governo quem mandava nas Corporações. Na nova versão, seriam as corporações a mandar em Manuela Ferreira Leite.
Perigoso, muito perigoso mesmo. Repito eu.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Soma e segue...

Depois de Pedro Passos Coelho ter afirmado ontem que o projecto alternativo do PSD "está longe" de ser conhecido pelos portugueses, surgiu hoje Ângelo Correia a sentenciar que, se dependesse dele, Manuela Ferreira Leite, a presidente do seu partido (o PSD), saía já amanhã da direcção social-democrata.
Um diz mata e o outro diz esfola e, pelos vistos, nem conhecem o projecto alternativo (o que não admira, pois ninguém o conhece), nem a "nova estratégia" os convence.
Isto, depois das críticas de Marcelo à "imagem" da líder. A este "soma e segue" só falta o Menezes que ultimamente tem andado muito calado. Ter-lhe-ão cortado o pio? Só pode, porque Gaia vale bem uma missa, como diria o outro. Silenciosa, acrescento eu.

Ministro da "Inducação"

Como para grandes males, grandes remédios, nada como tomar uma medida radical: Nomeie-se o senhor Mário Nogueira ministro da "Inducação".
Aqui fica o apelo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Suspeito, arguido ...

... Acusado.
Isaltino Morais, inocente ou culpado ?
Só o julgamento o dirá.
Até lá, é presumidamente inocente.
É assim, em qualquer país civilizado.

O país da suspeição

Segundo esta notícia, o Bloco de Esquerda denunciou em comunicado que o projecto do Vale da Rosa em Setúbal "encobre um negócio obscuro, em que são protagonistas os interesses imobiliários, os dirigentes políticos locais e os dirigentes do Vitória de Setúbal".
Lendo a notícia, não se encontra qualquer facto que alicerce a suspeição, para além das alegações sobre: i) a irracionalidade do projecto (os interessados são parvos!); ii) a legalidade duvidosa da destruição da área de montado (sobre a qual cabe aos tribunais decidir); iii) e eventuais ligações do BPN (Banco Português de Negócios) com o agente imobiliário" (ignora-se a relevância para o caso).
Até parece, por esta lógica, que tudo o que mexe neste país é suspeito. Se não é isto, é aquilo. Se não é uma coisa, nem outra, lá surge a REN ou RAN para atrapalhar(*). Por este caminho de suspeição generalizada e sem apoio em factos concretos, o país corre o risco de paralisar.
(*) Nem de propósito, temos aqui outra notícia a dar conta que “Os Verdes” questionam o Governo sobre construção da “cidade do cinema” em área classificada, no concelho de Sintra.
Manuela Ferreira Leite é que tem razão: "Pára tudo". Tem razão e, pelos vistos, ganha inesperados adeptos!
(Reeditada)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Intolerável ... diria ele

Ligeiramente inferior, sublinho eu.
Intolerável ... diria o senhor Alexandre Soares dos Santos, não fora ele o presidente da empresa

De Verdade?

Não dei conta de o PSD ter votado contra a nacionalização do BPN.
O "Portugal de Verdade" ainda só ontem foi anunciado pela líder do PSD e a pergunta impõe-se já: " Portugal De Verdade", ou De Mentira?

Intolerável ... diz ele

Que se considere a proposta do primeiro-ministro como demagógica, vá que não vá, pois, a ser verdade que apenas 1% dos contribuintes declara mais de 100.000,00€ de rendimento anual, a receita fiscal que se obteria por essa via não acabaria com a situação de carência dos pobres por quem viria a ser distribuída, nem tal seria alcançável a curto prazo, mesmo que a receita obtida fosse de elevado montante, pois o aumento dos impostos sobre os rendimentos pessoais não iria produzir efeitos imediatos, como é sabido.
Agora intolerável é que não. Intolerável é aquilo que é inadmissível ou até impensável. Ora, aumentar os impostos para os ricos, numa situação de crise, é não só admissível, como poderá ser justo, se por essa forma for possível acabar com situações de extrema pobreza. Do que duvido, pelo que já disse.
Pelo contrário, há que dizer, já que estão em causa as declarações de um patrão, que intolerável é o denunciado aproveitamento da crise por alguns patrões para fazer despedimentos, quando não está em causa a sobrevivência das empresas, mas apenas a não diminuição dos lucros.

Haja farinha ...

... que fornos já temos !

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Fiat lux

A anunciada nova estratégia do PSD aí está: um fórum chamado “Portugal de Verdade” que terá início a 26 de Fevereiro e vai decorrer até Maio nas várias capitais de distrito do país.
Devo confessar a minha desilusão, depois da revelação de Marco António Costa que nos prometia um "trabalho de proximidade com a população". Não podendo ter tudo, consolo-me com o facto de, finalmente, podermos aceder à verdade, na versão PSD. Só é pena que o fiat lux não tenha surgido mais cedo. Hélas!

Pelos vistos, ainda há crédito ...

... nos mercados financeiros internacionais. Pelo menos para a Caixa Geral de Depósitos que emitiu obrigações no montante de 1250 milhões de euros, tendo a operação corrido bem, na versão de Faria de Oliveira, presidente da CGD, que adiantou também que a emissão "teve uma boa dispersão". Isto, não obstante não ter o aval do Estado.
A STANDARD & POOR'S, já não é o que era. Só pode.

Mais um passo no Plano Tecnológico

O Governo assinou hoje dois protocolos com a Sun Microsystems, um relativo ao programa “Rede de Investigação da Sun Microsystems Portugal” e outro ao programa “Investindo na sua carreira – Iniciativa Académica Sun”, programas de que irão beneficiar cerca de dois milhões de estudantes, professores e investigadores portugueses.
É mais um passo na concretização do Plano Tecnológico nacional.
Notícia desenvolvida aqui.

Desmancha-prazeres

João Proença, o secretário-geral da UGT (que assumiu esta posição durante a intervenção que fez na 8ª Reunião Regional Europeia da OIT, a decorrer em Lisboa, em representação dos trabalhadores portugueses) ou não leva a sério as propostas de redução de impostos apresentadas pelo CDS e pelo PSD, ou então não passa de um desmancha-prazeres. Vou por esta.

Coagida, direi mesmo ...

Fátima Felgueiras admite que aprovou contrariada subsídio para clube de futebol
Não seria antes coagida ? Contrariada é pouco e não dá para ilibar. Se crime houve, claro está.

Uma fonte de dúvidas

Uma visita ao sítio Transparência na AP (em boa hora criado pela Associação Nacional para o Software Livre (ANSOL), com o objectivo declarado de "apoiar a transparência na administração pública portuguesa") mesmo que não dê para se emitir um juízo sobre a legalidade e a transparência dos contratos ali registados, sempre permite ao visitante encontrar alguns casos bem curiosos, como este que aqui trago, pesquisando Almada:
Feita a pesquisa, entre os 143 registos encontrados, figuram nada mais nada menos que 9 contratos, tendo todos como objecto a prestação de "Serviços de Manutenção da Fonte Cibernética da Praça da Liberdade".
O mais interessante, no entanto, não é o número de contratos, mas sim a identidade das entidades adjudicadas, como se pode ver pela enumeração que se segue, por ordem de montantes:
Eyssa Tesis - Tecnologia de Sistemas Electrónicos - 37.690,70 € (A fonte é cibernética, logo dá para entender);
Repsol YPF - Lubrificantes Y Especialidades SA - 23.640,00 ( Não se vê a relação entre lubrificantes e a fonte. Admitindo que a relação pode ter a ver com as "Especialidades", passemos adiante);
TVI - Televisão Independente SA - 15.996.10 € (Primeira perplexidade. TVI e fonte, mesmo que cibernética, não ligam uma com a outra);
Alfasom - Sonorização e Audiovisuais Lda - 15.000,00 € (Segunda perplexidade. A fonte, além de cibernética, será também sonora ?);
RTP - Rádio e Televisão de Portugal SA - 14.178,80€ (Terceira perplexidade. RTP e fonte também não dão para conjugar);
Foto Industrial 2 Laboratório Digital Unipessoal Lda - 10.117,50€ (Quarta preplexidade. Fotografia e fonte não dá para perceber);
Coopban - Cooperativa Produção Operária Metalo-Mecânica CRL - 7.746,00€ (Passim);
Ghesa - Ingenieria y Tecnologia SA Sucursal - 7.451.42€ (Engenharia e fonte cibernética juntas, pode ser. Adiante);
Cimai Gestão - Sociedade de Gestão de Equipamentos Desportivos, Lda - 7.128,00€ (À primeira vista, não há conexão entre equipamentos desportivos e fonte, mas nunca se sabe).
***
Já tinha lido que as "bases" onde a Transparência na AP, recolhe os dados apresentam numerosos casos em que são detectadas anomalias. Este deve ser um desses casos por erro no registo do objecto do contrato. Mesmo admitindo que seja assim, os registos levam-me a concluir que a fonte cibernética é também uma boa fonte de dúvidas.

Avifauna portuguesa # 23 - Rola-turca

Rola-turca (Streptopelia decaocto Frivaldszky)

(Local e data da captação da fotografia: Costa da Caparica; 26-07-2008)
(Para ampliar,clicar sobre a imagem)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma no cravo, outra na ferradura

"Manuela Ferreira Leite é a líder certa, só tem que mudar de imagem" diz Marcelo Marcelo Rebelo de Sousa, explicando as críticas feitas no domingo na RTP.
Não dá para entender o professor: A imagem de Manuela Ferreira Leite não era a de uma pessoa séria e credível ? Será que a perdeu pelo caminho ? Pelos vistos, sim.

"Louros": O seu a seu dono

Não há político que se preze (ou que tenha direito a menosprezo) que não tenha a preocupação e não envide esforços em publicitar a obra feita. É natural, tanto mais que estamos em ano de eleições.
O que já não é natural (e muito menos curial) é que alguém procure coroar-se com "louros" que lhe não pertencem. É isso, no entanto, o que faz a presidente da Câmara de Almada, em texto que abre o Boletim da Câmara Municipal de Almada (nº 146, deste mês) em que a edil almadense chama a si os "louros" por uma série de realizações levadas a cabo pela Administração Central (ou seja pelo Governo da República) e que vão desde o Hospital Garcia de Orta, ao Palácio da Justiça, passando pelas unidades de saúde, instalações da GNR e da PSP, Metro, Polis da Caparica, incluindo também construções simplesmente anunciadas, como a Estrada Regional 377-2 e o IC 32 (Trafaria/Coina).
É verdade que a presidente da Câmara afirma que "Há, sem dúvida, que reconhecer a intervenção dos governantes para resolver problemas da sua responsabilidade e competência, em Almada como no resto do país, como é seu dever". Até parece, por estas palavras, que a "intervenção" dos governantes foi coisa de somenos. Os méritos, pelos vistos, cabem-lhe a ela. Tanta modéstia até espanta. Pena é que não tenha levado a modéstia ao ponto de reconhecer que os atrasos verificados na conclusão e entrada em funcionamento do Metro, bem como nas obras do Polis da Caparica são, senão na totalidade, pelo menos em boa parte, da responsabilidade da Câmara a que preside.
E, já agora, por que não reivindicar também os "louros" na não requalificação da frente ribeirinha de Cacilhas (uma vergonha) tantas vezes prometida e nunca concretizada? Ou na não resolução do destino a dar aos terrenos da Lisnave?
É evidente que a Câmara de Almada (há décadas com a actual maioria da CDU) tem obra feita, não lhe podendo ser negado mérito pelas realizações levadas a cabo. Todavia, problemas por resolver também não faltam. Os dois apontados e os problemas do trânsito na cidade, agora agudizados com as obras do Metro, são apenas alguns. A responsabilidade pela não solução desses e doutros também não pode e não deve ser escamoteada. Digo eu.

No pelotão da frente

Segundo dados da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, Portugal tem taxas de utilização da Internet superiores à média da União Europeia.
Traduzindo:
- 87 por cento dos portugueses com o secundário completo utilizam a Internet, sendo os quintos da União Europeia que mais acedem a esta tecnologia.
- Com educação superior, são 91 por cento os portugueses que recorrem à Internet, ocupando Portugal o décimo lugar no conjunto da UE.
- 97 por cento dos estudantes recorrem à Internet e 98 por cento ao computador, o que coloca Portugal à frente das médias do conjunto dos 27 países da UE , que é de 94 e 96 por cento, respectivamente.
Notícia aqui.

"Casa em que não há pão...

... todos ralham e ninguém tem razão".
É o caso do PSD, onde agora, segundo o PUBLICO.PT, os presidentes das distritais se afadigam a criticar Marcelo Rebelo de Sousa, assegurando que Manuela Ferreira Leite tem em condições para governar. Não fazendo a coisa por menos, bem podem aguardar. Sentados de preferência, porque a festa vai continuar. O bombo é que vai ser outro. Não tarda.

Citações # 31

José Ferreira Marques : O Ponto De Não Retorno

A desautorização de Pacheco

Os maus resultados que as sondagens vêm atribuindo ao PSD, devem-se, segundo Marcelo Rebelo de Sousa e Marco António Costa (que, neste particular, com aquele concorda) à estratégia que o partido tem vindo a seguir, estratégia que, no entanto, já estará em vias de ser alterada, com a tomada de iniciativas para inverter a actual situação, passando tais iniciativas por um "trabalho de proximidade com a população. Este trabalho, segundo Marco António Costa, já "deveria ter começado há muito tempo" e só "não começou [antes] porque os conselheiros da líder entenderam que esse não era o caminho certo".
E cá temos nós a desautorização de Pacheco.
Duvido é que a nova estratégia resulte, porque, do meu ponto vista, o mal do PSD não está tanto na estratégia, mas na qualidade da líder e também, porque não dizê-lo, na qualidade dos quadros (que não foram capazes de encontrar ninguém melhor para dirigir o partido e que até agora se mostraram incapazes de elaborar um projecto político alternativo, com credibilidade). Direi mesmo que a estratégia tipo "Paulinho das feiras" vai ser contraproducente, pois é evidente que Manuela Ferreira Leite não tem o perfil requerido para o contacto directo com as populações. Empatia é qualidade que não mora por aquelas bandas e, ou muito me engano, ou a emenda vai ser pior que o soneto.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Avifauna portuguesa # 22 - Garça-boieira

Garça-boieira, ou Garça-vaqueira (Bubulcus ibis L. )

(Local e data da captação da imagem: arredores de Montemor-o-Novo; 14-12-2008)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Saudosismos

O defeito deve ser meu, mas não compreendo toda a polémica à volta da transformação em hotel do edifício onde tem funcionado o Tribunal da Boa-Hora. O argumento de que tal transformação "constituirá mais um atentado à memória colectiva e demonstra uma falta de sensibilidade para os assuntos da justiça" é, para além de saudosista, simplesmente destituído de qualquer razoabilidade. Com este tipo de argumentação teríamos que passar a vida a questionar a utilização de centenas de edifícios que por esse país fora já albergaram tribunais e que entretanto foram afectados a outros fins. Ou será que há tribunais e tribunais?
O edifício do Tribunal da Boa-Hora antes de ser um tribunal foi um convento (mais precisamente o Convento da Boa-Hora, de dominicanos irlandeses) e não se perdeu a memória do facto, em virtude de ter ser convertido em tribunal.
Insiste-se: o argumento além de tudo o mais é ridículo, pois a memória histórica não tem a ver com a utilização que venha a ser dada a este ou a qualquer outro edifício. Pelo contrário, a utilização do edifício como hotel pode até contribuir não só para a sua conservação, como até para preservar a memória do lugar (que passa pela conservação). É, afinal, o que tem acontecido com as pousadas construídas em dezenas de edifícios e monumentos (mais carregados de história do que o Tribunal da Boa-Hora). Sem edifício (de preferência bem conservado, como se exige a um hotel) é que não há memória que resista. Acho eu.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Por terras de Ribacôa : Alfaiates - Santuário de Sacraparte

("Esfera megalítica")

(Vista parcial do recinto do santuário)

(Ruínas do convento - vista geral)

(Pormenor do convento - chaminé)

(Pormenor do convento - janela ou fresta)

(Igreja - pormenor)

(Cruzeiro)

(Telheiros - vista parcial)

O Santuário de Sacraparte ou Sacaparte (segundo outra versão), fica situado na freguesia de Alfaiates, concelho de Sabugal, em terras de Ribacôa. As actuais construções, incluindo o convento em ruínas, remontam ao tempo de D. João V (até aqui chegaram, pelos vistos, os ouros do Brasil), havendo, no entanto, notícia da sua existência em data bem anterior. Há, com efeito, referências ao santuário como local de peregrinação, no início do século XIV.
O santuário é composto, actualmente, por um amplo recinto, ladeado por telheiros (que outrora serviram de abrigo para os peregrinos), por uma igreja bem conservada e pelas ruínas do convento. No interior do recinto encontra-se um chafariz, um cruzeiro também edificado no tempo de D. João V e a chamada "esfera megalítica" que ali foi encontrada enterrada.
O convento (hoje em ruínas) foi entregue à Congregação de S. Camilo de Lellis tendo sido extinto em 1834.
(Para ampliar, clicar sobre as imagens)



Capicuas

O único interesse desta notícia é o número de participantes na reunião de presidentes de Conselhos Executivos (PCE) de escolas e agrupamentos que decorreu em Coimbra, e em que foi decidido reiterar o pedido de suspensão do modelo de avaliação de desempenho dos professores: 212. Não pela representatividade do número, mas por ser uma capicua (que dizem, dá sorte).
Quanto ao reiterar do pedido de suspensão, acho que já tiveram tempo de concluir que a insistência é chover no molhado.
Até a Fenprof já chegou a essa conclusão. Em desespero de causa, propõe-se agora avançar com um processo de impugnação em tribunal das medidas do Ministério da Educação que simplificam a avaliação dos professores, por duvidar da sua legalidade e constitucionalidade. Não se percebe é a lógica da impugnação. Se o objecto de impugnação são as medidas de simplificação, será que a Fenprof aceita a avaliação, na primitiva versão ?
(Reeditada)

O Bloco de Esquerda e as visões de Manuel Alegre

Manuel Alegre, falando em Coimbra à margem de uma reunião do Conselho de Fundadores do Movimento Intervenção e Cidadania realçou o esforço de "convergência à esquerda" do BE.
É caso para perguntar: Por onde anda o esforço de convergência do BE quando Louçã afirma: «A nossa disputa é com os 45 por cento do Partido Socialista»?
Sejamos honestos: A única convergência que o Bloco de Esquerda aceita é com o próprio Manuel Alegre, se este se demitir do PS e por essa forma arrastar consigo uma parte do eleitorado que vota socialista.
A estratégia do BE é, aliás, claríssima e repetidamente confirmada: Dê por onde der, o importante é impedir a maioria do PS, nas próximas eleições. Para atingir tal objectivo, o Bloco até se aliaria com o diabo. Só não vê quem não quer. É verdade que também há quem tenha visões. Pode ser o caso de Manuel Alegre e, se assim for, nem a ida ao oftalmologista resolve o problema.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Terá sido ou foi ?

Segundo o Público.PT, fazendo de caixa de ressonância do Expresso (agora é moda, lá na casa) a documentação dos escritórios sob suspeita no caso Freeport, terá sido destruída.
Terá sido, ou foi ?
Se foi, provem-no e não se refugiem em especulações, pois especular não é sério, nem próprio de jornais decentes. E se foi, provem qual a documentação destruída e qual a intenção, pois destruição de documentos é prática corrente e sistemática em qualquer organização empresarial ou não, para libertação de espaço nos arquivos. Até no "Público" e no "Expresso", pela certa.

Esta tem graça ...

Vinda de quem vem, esta tomada de posição tem graça. E mais graça tem, se se atentar que os resultados da sondagem posta em causa são confirmados pela sondagem da Aximage/CM de que demos conta no "post" anterior.
O tiro saiu-lhes pela culatra. Está visto !

Nova sondagem, as mesmas conclusões

Que a campanha à volta do caso Freeport não resultou, é a primeira conclusão a tirar da Sondagem CM/Aximage publicada no Correio da Manhã on line que, aliás, titula a peça com um categórico "Sócrates e PS resistem ao Freeport".

Vejamos, no entanto, que outras conclusões se podem tirar da nova sondagem, conclusões que, a meu ver, não diferem grandemente das extraídas do Estudo de Opinião da Eurosondagem a que ontem se fez aqui referência :

1. De acordo com a sondagem, Manuela Ferreira Leite volta a perder no confronto com José Sócrates. Enquanto 47,9 por cento dos inquiridos afirmam que preferem José Sócrates para primeiro-ministro, apenas 22,3 por cento apontam Manuela Ferreira Leite para idêntico cargo. Interessante é também verificar que, enquanto o nível de confiança em José Sócrates tem vindo a subir [37,9% (Jun 08) / 36,1% (Jul 08) / 37,0% (Ago 08) / 38,7% (Set 08) / 40,9% (Out 08) / 46,8% (Nov 08) / 47,9% (Dez 08) / 47,5% (Jan 09) / 47,9% (Fev 09)]; em relação a Manuela Fereira Leite, ao invés, o nível de confiança tem vindo a descer [33,3% (Jun 08) / 33,1% (Jul 08) / 33,2% (Ago 08) / 30,3% (Set 08) / 28,4% (Out 08) / 26,3% (Nov 08) / 24,9% (Dez 08) / 22,9% (Jan 09) / 22,3% (Fev 09)], atingindo este mês o nível mais baixo.

2. O PS, pese embora toda a polémica em que o primeiro-ministro e secretário-geral do PS foi envolvido pela comunicação social, subiu mesmo nas intenções de voto.


3. Questionados a propósito do caso Freeport sobre uma eventual demissão do primeiro-ministro 73,4 por cento dos inquiridos está contra e só 17,1 por cento se pronuncia a favor da demissão.

4. Intenções de voto de acordo com o BARÓMETRO MENSAL AXIMAGE/CM

PS: 38,2% (Fevereiro) / 37,3% (Janeiro)
PSD: 23,8% (Fevereiro) / 23,3% (Janeiro)
CDU: 9,2% (Fevereiro) / 8,1% (Janeiro)
CDS: 7,7% (Fevereiro) / 7,7% (Janeiro)
BE: 12,0% (Fevereiro) / 11,4% (Janeiro)
Outros/Votos em branco e nulos: 4,7% (Fevereiro) / 5,1% (Janeiro)
Indecisos: 4,5% (Fevereiro) / 7,1% (Janeiro)
Abstenção: 40,1% (Fevereiro) / 41,3% (Janeiro)
Conclusão final: O PS tem ainda, pela leitura que faço desta e da anterior sondagem, todas as possibilidades de vir a atingir a maioria absoluta, nas próximas eleições legislativas e imagino a frustração que não irá pelos lados do PSD (incluindo na mesma panela e a justo título, o arquitecto Saraiva, José Manuel Fernandes, Eduardo Dâmaso e Pacheco Pereira, além de outros "bem intencionados" jornalistas).

Cenários em mudança

Ao contrário do Bloco de Esquerda (BE) que afasta a hipótese de qualquer compromisso com o PS em matéria de governação, Jerónimo de Sousa admitiu a possibilidade de um acordo pós-eleitoral com o PS, na Grande Entrevista Rádio Clube/Correio da Manhã que irá para o ar no próximo domingo.
Não excluo a hipótese de esta inesperada abertura para um acordo com o PS, por parte do PCP, estar relacionada com os resultados das últimas sondagens que, nos últimos tempos, têm relegado o PCP para uma posição atrás do BE. Se for o caso, como julgo, parece-me que esta mudança de estratégia (que, queira-se ou não, representaria uma aproximação ao PS) faz todo o sentido, numa perspectiva de captação do voto. Perante a intransigência do BE, repetidamente manifestada, em entrar em alianças ou aceitar compromissos (intransigência que, em última análise, poderia levar a uma situação de ingovernabilidade do país, se o PS não viesse a atingir a maioria absoluta), a maior maleabilidade por parte do PCP em aceitar um acordo com o PS por forma a que a governabilidade fosse assegurada, representaria sem dúvida um bom trunfo a seu favor.
Será este o sentido e o propósito da mudança de estratégia que Jerónimo de Sousa vai anunciar ao país? Eu diria que sim e, se for, a meu ver, não está mal pensado.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Nem levada ao colo ela lá vai...

Intenções de voto:
PS: 40,3%;
PSD: 29,1%;
BE: 10,1%;
CDU: 8,8%;
CDS-PP: 6,9%;
OBN: 4,8%
Obs. É o PSD o partido que regista a maior quebra nas intenções de voto. Desce 1%, obtendo um resultado ao nível do que teve Santana Lopes nas últimas legislativas e que é só o pior dos já averbados pelo PSD.
Popularidade dos dirigentes partidários:
José Sócrates, embora registe uma descida de 3,2% (as campanhas não matam mas moem) continua a ter um saldo positivo de 20,6% ;
Francisco Louça viu a sua popularidade descer 1,2%, mas mantém um saldo positivo de 4,3%;
Paulo Portas desce 1,7% , mas mantém um saldo positivo de 3,1%.
Jerónimo de Sousa também desce e passa a registar um saldo negativo de -5,8%;
Manuela Ferreira Leite, líder do PSD (por enquanto?) regista a maior quebra de popularidade de todos, apresentando um saldo negativo de -10,5%.
Conclusão: Manuela Ferreira Leite, nem com a ajuda de toda campanha montada à volta do caso Freeport lá vai...
ADENDA
Perante esta sondagem não custa nada reconhecer que Miguel Portas não andou longe da verdade quando afirmou em entrevista ao Rádio Clube que as hipóteses de o PSD vencer as próximas legislativas são tantas como as do Bloco de Esquerda (BE). Só não concordo inteiramente, porque o BE considera-se a si próprio derrotado à partida, na medida em que nem sequer apresenta um projecto de governação. Perorar é com o Bloco, operar, nem por isso. O mesmo não se pode dizer do PSD. Sempre é uma vantagem a favor deste.

"Quem muito fala ...

... pouco acerta", lá diz o ditado e eu estou inclinado a repeti-lo a propósito das declarações da procuradora da República, Cândida Almeida ao garantir à Rádio Renascença (RR), que as fugas de informação sobre o processo Freeport não partiram do Ministério Público.
Que pode ela saber, antes de concluir o inquérito ? O mesmo que qualquer outra pessoa, digo eu, que também sou levado a concluir que a ânsia de protagonismo mediático é mal que se pega e que à Justiça bem nenhum não faz.

Salvemos os "tubarões"...

A Comissão Europeia adopta o primeiro plano de acção para proteger o tubarão
Muito a propósito, sem dúvida! Se a crise continua não há "tubarão" que resista. Salvem-se, pois, os "tubarões" ! E já agora o peixe miúdo !
(Imagem daqui)

Um coxo e outro de "muletas"

O CDS/PP parece estar predisposto a servir de "muleta" a Santana Lopes nas eleições para a Câmara de Lisboa e este mostra-se lisonjeado e agradecido com a ajuda. Estão ambos no seu pleníssimo direito, como é óbvio. Só que tal significa também que ambos são coxos: Quem se oferece para "muleta" (o CDS/PP) é porque sozinho não anda e quem agradece o oferecimento (Santana Lopes) é porque precisa dela.
(Reeditada)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Não havia necessidade ...

O Sporting Clube de Portugal passou à final da Taça da Liga ao derrotar o Futebol Clube do Porto(FCP) por 4-1, na meia-final. Como simpatizante do Sporting, fiquei naturalmente satisfeito com esta vitória. Todavia, o que importa aqui salientar é que, enquanto o Sporting cumpriu a sua obrigação, o FCP não me parece que tenha cumprido a sua. Quem entra numa competição, supostamente é para competir. Vá-se lá pois compreender a atitude do FCP ao apresentar no relvado de Alvalade uma equipa de segunda linha. É que desta forma o FCP acabou por averbar uma derrota por números que envergonham o clube (os números é que ficam) e não havia necessidade. Acho eu.

Avifauna portuguesa # 21 - Rabirruivo-comum (Fêmea)

(1)

(2)
Fêmea de Rabirruivo-comum ou Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.)
Local e data da captação das imagens: Sertã; 22-12-2008 (Foto 1); Troviscal -Sertã ;24-12-2008 (foto 2)
(Para ampliar, clicar sobre as imagens)

O veto presidencial e o enfiar da carapuça

O Presidente da República (PR) vetou a alteração aprovada na Assembleia da República relativa à Lei Eleitoral, alteração através da qual se punha termo ao voto por correspondência dos emigrantes, nas eleições legislativas.
A argumentação aduzida pelo PR, no sentido de que a alteração iria promover a abstenção eleitoral é demasiado fraca para justificar a decisão, até porque a favor da alteração apontavam razões de fundo e bem mais consistentes como é o facto de o voto por correspondência não assegurar a genuinidade do voto, facto que, só por si, justificaria a decisão no sentido da promulgação.
Adiante-se que, por alguma razão, o voto por correspondência já não é admitido nas eleições presidenciais, nem nas eleições para o Parlamento Europeu. Será, pergunta-se, que as eleições legislativas têm menos importância que aquelas outras, justificando-se nas eleições legislativas menos rigor na preservação da genuinidade do voto do que nas outras ? A pergunta é puramente retórica, pois é evidente que não.
Importa, no entanto, acrescentar que a argumentação presidencial, além de fraca, é ridícula. Para tal concluir, basta que se atente no facto inegável de que a abstenção entre os emigrantes atinge já, actualmente, valores elevadíssimos. Ora, se a manutenção do voto por correspondência não impediu, no passado, esse resultado, é legítimo prever que o mesmo sistema de votação não vai impedir que a abstenção se mantenha nos actuais níveis ou que se venha mesmo a acentuar no futuro, como é o mais provável. O futuro se encarregará de no-lo dizer.
As razões do veto têm pois que ir buscar-se a outro lado e talvez não dê para errar muito se se vir nessa decisão o resultado de pressões por parte do PSD que, como é sabido, se mostrou adversário acérrimo da alteração e tudo fez para que ela não fosse avante. Suponho que eles devem saber porquê.
Seja como for, uma coisa é certa. O PR ao vetar a alteração aprovada pela Assembleia da República, pela maioria dos deputados e pela maioria dos partidos ali representados, torna-se responsável pela manutenção da actual lei que, no aspecto aqui considerado, é, a meu ver, uma má lei.
Este caso serve, aliás, para lembrar que o PR é o principal responsável pelas leis que temos, pois assume a responsabilidade não só pelas leis que promulga, mas também pelas leis que se mantêm inalteráveis por via do seu veto às alterações que as tornariam mais perfeitas. Sugere-se, por isso, que sempre que Sua Excelência venha a retomar o tema das más leis da República, se lembre que ele é também responsável por elas (não só através da promulgação, mas também do veto) e que, por tal motivo, fica-lhe bem enfiar, previamente, a carapuça.
ADENDA:
Como seria de esperar a direita (CDS/PP e PSD) congratularam-se com o veto do PR. Ao invés, o Bloco de Esquerda pronuncia-se contra por considerar que o veto é "um passo atrás em termos de fiabilidade do voto". O PS, por seu turno, usando de toda a prudência, limita-se a dizer que, na sequência do veto presidencial, "tem que haver uma ponderação e um reexame".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O caso Freeport no Prós & contras

Não parece que seja revelador de muito bom senso dedicar, nos dias que correm, um programa da série "Prós & Contras" ao caso Freeport.
Na verdade, afigura-se como pouco curial que um assunto que continua em investigação pelas autoridades judiciárias e sendo, por tal motivo, matéria reservada, seja objecto de debate público que não vai servir para outra coisa que não seja alimentar a fogueira da boataria e da maledicência. Por outro lado, estando o assunto ainda em brasa, é evidente que um tal debate não iria servir para esclarecer ninguém, pois as pessoas não ouvem (e não querem ouvir) nada que vá contra as suas convicções, ainda que estas se baseiem em suposições e boatos. Que assim é, provam-no as intervenções no referido programa, de um tal Amorim, que não só não quis saber dos esclarecimentos (bem claros, passe o pleonasmo) de Rui Gonçalves, como elevou à categoria de provas contra o primeiro-ministro, simples alegações de terceiros, a que o Ministério Público não deu qualquer relevância. Isto para não falar das prestações do histriónico Saldanha Sanches ou do Paulo Morais que se revelou como autor de uma original teoria sobre a feitura das leis que transforma todos os políticos em corruptos reais ou potenciais, incluindo-se, suponho, a ele próprio que também é político.
Como seria expectável, nas actuais circunstâncias, o programa, embora nele se tenham ouvido as esclarecedoras intervenções de Rui Gonçaves e de José Miguel Júdice, contribuiu, sobretudo, para alimentar o clima de histeria que se criou à roda do assunto.

Por uma vez ...

... "toda a minha gente" pode estar a falar verdade, nesta história da entrega dos objectivos individuais no âmbito do processo de avaliação de desempenho dos professores. Para o Ministério da Educação "a maioria" dos professores entregou os objectivos individuais. Os sindicatos garantem, por sua vez, que "dezenas de milhares" não o fizeram.
Mesmo que o facto seja irrelevante, manda a verdade que se diga que é bem possível que, neste caso, ambas as partes tenham razão. Só que, se o Ministério tiver razão, ou seja, se a maioria tiver entregues os objectivos individuais, os sindicatos, que se opuseram frontalmente a essa entrega, averbam, para já, uma derrota. É o que acontece, com frequência, aos megalómanos.

Citações # 30

A ascensão da extrema-direita em Israel é alarmante
(Entrevista com Tom Segev, conduzida por Alexandra Lucas Coelho, em Jerusalém)

À viva força ...

Seja lá como for e dê por onde der, os jornais não permitem que o caso Freeport saia da ribalta. E, se não têm novos dados, provavelmente porque os não há, ou porque o/a "garganta funda" perdeu o pio, há que repetir insinuações e boatos até à exaustão, aproveitando qualquer pretexto. No caso do PUBLICO PT. é a entrevista concedida pelo Presidente da República ao Procurador-Geral da República que serve de Itálicopretexto para repisar o tema. A mesma entrevista serve para o "Correio da Manhã" se pôr a adivinhar e a fazer considerações sobre o assunto. Este mesmo jornal dá grande relevo à afirmação do "tio" segundo o qual o "primo" só se deslocará da China a Portugal, para ser inquirido, se lhe pagarem a viagem. Esta posição faz todo o sentido, pois se a Justiça está interessada no depoimento de alguém é mais que justo que suporte as despesas com a inquirição. Mas não é assim para os comentadores "on line" desta notícia, em relação à qual se tecem comentários tão próprios de atrasados mentais que até dá para desconfiar se a maioria dos comentadores do sítio fazem parte da espécie Homo sapiens sapiens.
Perante todo este forjar, à viva força, de notícias e de comentários, os senhores jornalistas continuam a afirmar que não há campanha. Sobre isso, não pode existir qualquer dúvida, tão evidente ela é. Se é negra ou suja, não sei, mas limpa é que não é, pois continuamos a assistir ao "vale tudo". E mais, é um dado objectivo que há orquestração entre gente ligada ao processo e a comunicação social. Espero que as investigações em curso, para além de chegarem a conclusões definitivas sobre a matéria investigada, cheguem também a conclusões sobre os urdidores da campanha. Eu sei que é pedir muito: Por isso, também as minhas esperanças não vão longe.