sábado, 7 de janeiro de 2017

Até os que se vão "da lei da morte libertando" se cansam, um dia, desta vida

É um facto: até os "imortais"se despedem um dia da nossa convivência. A partida de Mário Soares, que hoje choramos, aí está a lembrar-nos esta cruel verdade.
O homem - um lutador incondicional pela liberdade e um homem de coragem, até física - partiu, mas a obra fica. A democracia em que vivemos é, reconhecidamente, obra dele, em grande medida. Que a sua memória perdure e que descanse em paz! Uma e outra coisa ele mereceu e a ambas tem jus.
(Imagem daqui)

4 comentários:

Majo Dutra disse...

O ciclo implacável da vida...
apesar de se ter libertado da lei da morte.
Apesar dos erros, desejo-lhe uma paz profunda.
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Francisco Clamote disse...

Erros, Majo, todos nós cometemos, pois é verdade que "errar é humano". Não me parece, no entanto, que na vida de Mário Soares se deva dar prevalência aos erros que, naturalmente, cometeu. Para mim, que ainda atingi a maioridade no tempo da ditadura, prevalecerá sempre a imagem do defensor corajoso da liberdade e da democracia, contra tudo e contra todos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Lutou pela Liberdade, deu-nos a Democracia e evitou uma guerra civil. Quando me apresentarem um grande Homem que não tenha cometido erros, arrisco-me a confundi-lo com um Santo. E sou capaz de não gostar :-)

Majo Dutra disse...

Concordo em absoluto, Francisco.
Beijinho.
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