Mostrar mensagens com a etiqueta debates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta debates. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O debate Passos/Costa e uma dúvida

Como o debate se centrou, quase exclusivamente, sobre as medidas que o PS se propõe levar a cabo durante a próxima legislatura, fiquei com a dúvida sobre se a coligação PáF tem algum programa eleitoral. Terá?
E a ter, a quem interessa, afinal, que as propostas da coligação não sejam escrutinadas? 
Até parece, concluo eu do debate, que a PáF interessa sobremaneira que os eleitores votem com os olhos fechados. E é óbvio que por boas razões não é. Seguramente. Cuidado, pois, que esta gente, que desde há quatro não tem feito outra coisa que não seja desgraçar Portugal, não é gente em que se possa confiar. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

"Passos puxou pelo fantasma e saiu-lhe Costa"

«(...)Portugal precisa de ser governado e ontem havia dois homens que tentavam convencer os portugueses de que podem ser o próximo primeiro-ministro. E acontece que esses dois eram, são, os únicos que o podem ser. E acontece, ainda, que ontem foi o único dia que os dois tinham para se combater - dando a cara e as ideias. Alguém a intrometer-se estaria sempre a mais. Os portugueses só precisavam de que as televisões lhes dessem câmaras, luzes e microfones para que o duelo lhes chegasse a casa. A haver alguém a mais só seria necessário quem soubesse como funciona um relógio, para repartir o tempo a meio. Mais nada. Ontem, porém, meteram no estúdio três jornalistas que cumpriram a mesma função intrusiva e desnecessária dos pés de microfone que, nos corredores, pedem a opinião daqueles que, um minuto antes, estiveram no estúdio a dizer o que queriam. Com um agravante: os três de ontem, porque importunavam, não deixaram que se visse, como completamente devia ter sido visto, a coça que Passos Coelho levou. Primeiro, de si próprio, porque medíocre. Segundo, de si próprio, porque sonso (inventando um adversário que não o que tinha à frente). E, terceiro, de si próprio, porque manifestamente inferior a António Costa.»
(Ferreira Fernandes. Na íntegra aqui. Destaque meu)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dupond e Dupont

"Sem sombra de divergência" é a fórmula encontrada pelo Diário de Noticias para classificar o debate entre Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, fórmula que é completada pelo título, não menos feliz, do Público, para quem, " Bloco e PCP trocam elogios e convergem nas críticas ao PS".
Alinhando no mesmo tom, diria eu que, em vez de um debate entre os dirigentes de dois partidos, assistimos a um diálogo em tudo semelhante aos dos celebrados Dupond et Dupont da banda desenhada.
E nada mais teria a acrescentar, se se não desse o caso de os dois intervenientes se mostrarem mais empenhados nas críticas ao PS do que em condenar com toda a veemência a política deste governo que envergonha o país e que tantos sacrifícios impôs aos portugueses ao longo desta legislatura.
Quatro longos anos de grande sofrimento infligido aos portugueses por uma equipa que, na sua ascensão ao poder, contou com a colaboração dos dois partidos da "esquerda da esquerda", não foram ainda, pelos vistos, suficientes para o PCP e o Bloco conseguirem identificar os partidos da direita, agora juntos na PáF, como o "inimigo principal". Pela amostra, dir-se-ia que, para PCP e Bloco, são necessários mais 4 anos para chegarem a uma conclusão a tal respeito.
Dito isto, torna-se evidente para quem anseia por ver a direita derrotada (custe o que custar) nas urnas, no próximo dia 4 de Outubro, que o voto em qualquer dois concorrentes (CDU e Bloco de Esquerda) é um desperdício. E hoje, mais do que nunca, sabendo-se que à esquerda do PS há pelo menos uma força política que não alinha na tese do "quanto pior, melhor" tese que tem sido, e continua a ser, a seguida pelo PCP e o Bloco. Pelos vistos e infelizmente.