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domingo, 29 de junho de 2025

Cobardolas!

"Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à porta.” (Povérbio português)
A União Europeia (UE) não só tem vindo a assistir à carnificina que o Estado de Israel, sob o comando do governo chefiado pelo assassino Netanyahu, está a levar a cabo em Gaza e na Cisjordânia, sem condenar o genocídio em curso, sob a hipócrita alegação de que Israel tem o direito de se defender (direito que creio ninguém contestar) como nem sequer teve, até agora, a coragem de denunciar o Acordo de Associação UE-Israel, acordo que tem por base o respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos, indiscutivelmente violados por Israel. Não pode, por tudo isso, escapar a um severo julgamento da História.
Ao meu, embora já não conte andar por cá nuito tempo, não escapa: a UE é claramente cúmplice das atrocidades cometidas por Israel. Logo: Culpada!
Envergonha-te, Europa! Cobardolas!

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Quem não quer ser visto como criminoso e genocida não lhe veste a pele

Dos Jornais: 

"Amesterdão, 17 abr 2025 (Lusa) -- O prémio de Fotografia do Ano do concurso World Press Photo foi atribuído à imagem de um menino palestiniano de nove anos que perdeu ambos os braços durante um ataque israelita na Faixa de Gaza, anunciou hoje a organização."

O contraste entre a serenidade da vítima (documentada na foto) e a brutalidade da agressão chega a ser comovente.
É perante situações como esta que a crença na justiça e na bondade dos humanos se vai esboroando. Felizes os que ainda acreditam.
(Imagem e citação: daqui.)

terça-feira, 17 de outubro de 2023

"Terra Santa" ?

 

Numa terra onde, em tempos bíblicos, corria "leite e mel", por estes dias, para alguns milhões de seres humanos, nem água corre, porque o Estado de Israel lha corta, perante a cumplicidade ou, pelo menos, a indiferença de uma grande parte do mundo. 
Em contrapartida, por toda aquela terra que, só por extrema ironia, é chamada de "Terra Santa", corre sangue com abundância. Sangue e ódio, duns e de outros. Há ódio e desumanidade no Hamas, que nas actuais circuntâncias, foi o responsável pela chacina que desencadeou o actual conflito, mas a história confirma que o Estado de Israel em matéria de desumanidade e de ódio ao outro não lhe fica atrás. E está, novamente, a  fazer prova disso, bombardeando Gaza indiscriminadamente e prometendo que não vai ficar por aqui, sob o pretexto de exterminar o Hamas, pretexto consabidamente falso, porque Israel não ignora que, nas actuais circunstâncias, com tanto ódio a circular naquelas terras, não faltarão candidatos a tomar o lugar dos militantes que vierem a ser mortos.
A paz, imagino eu, só regressará àquelas terras, quando uns (judeus) e outros (árabes) se convencerem que a humanidade é só uma e que o tempo dos dois estados na Palestina já passou, porque as ocupações entretanto levadas a cabo por Israel, tornaram inviável a existência de um qualquer estado palestiniano. A paz só regressará, pois, a meu ver, quando existir um Estado onde caibam todos, israelitas, árabes, e quaisquer outros seres humanos. Direi mesmo que, nos dias de hoje, o Estado de Israel, com a sua actual configuração, é um verdadeiro anacronismo, pois não há, no mundo, nenhum estado com semelhante figurino e os resultados de tal figurino estão à vista. Estado de Israel na Palestina, sim, mas onde caibam todos. Só onde couberem todos haverá também água, "leite e mel" a correr. Para todos. E paz.

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

“Quem abrolhos semeia, espinhos colhe.”


Ditado popular que, por estes dias, os factos se encarregam de confirmar.
Permito-me acrescentar, para evitar possíveis equívocos, que, quanto a mim, há "semeadores" culpados em ambos os lados. Verdadeiramente inocentes e que muito admiro, são os que, de um lado e do outro, lutam pela paz. Infelizmente são poucos. 
Partilho o sentimento de perda e de dor por todas as vítimas, tenham o nome que tiverem. No meu mundo não há lugar para divisões. De facto, não consigo distinguir "nem gregos, nem romanos". 
(Na imagem o fruto da planta que é vulgarmente designada por "Abrolhos", com o nome científico, também muito apropriado aos dias que correm na Palestina, de Tribulus terrestris.)
(Reeditado)

domingo, 16 de maio de 2021

Cidade santa?

Jerusalém, cidade santa ?
Como assim, se Jerusalém respira, inspira, expira e transpira ódio?
Sim, como assim? 
(Créditos da imagem: Wikimedia Commons)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A tradição ainda é o que era

Infelizmente e pelos vistos,  a política dos Estados Unidos em relação a Israel, com Obama na Presidência, continua, mais vírgula, menos ponto, a ser mesma. Política que continua a consentir a manutenção dum bloqueio que é uma vergonha para toda a humanidade, pois representa a contínua humilhação de toda a população de Gaza, transformada em prisioneira na sua própria terra.
Comprendem-se as preocupações de Israel, com a sua segurança, bem como a preocupação dos Estados Unidos relativamente à segurança do seu aliado, mas já não dá para entender a cobertura dada pelos Estados Unidos a todos os crimes que o Estado de Israel tem cometido, a começar pelo crime continuado que é o bloqueio a Gaza. Sim, porque o bloqueio imposto a Gaza é criminoso face ao direito internacional. É que, para além de qualquer outra consideração de natureza humanitária, vai contra as próprias resoluções das Nações Unidas.
E se digo que não dá para entender é porque até parece que que a nação mais poderosa do mundo não são os Estados Unidos, mas sim o Estado de Israel. Dir-se-ia, face à política seguida pela diplomacia americana em relação ao Médio Oriente que quem manda na política dos Estados Unidos não é o Presidente Obama, mas sim o senhor Benjamin "Bibi" Netanyahu. Vá lá saber-se porquê. Será que o lóbi judaico explica tudo ?
Não sei responder. O que vejo é que o mundo está nas mãos do senhor "Bibi". E muito mal entregue a meu ver.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A "justificação" do massacre

A propaganda israelita, numa tentativa para justificar ou branquear o massacre perpetrado a bordo do navio turco Marvi Marmara, um dos que transportava ajuda humanitária para Gaza, pôs a circular dois vídeos (abaixo). Num vêem-se os militares israelitas a descer por cordas para o navio e a serem recebidos à bastonada. No outro mostram-se as "armas" encontradas a bordo: fisgas, berlindes, (ou pequenas bolas de plástico ?)e bastões de diversos tamanhos, em metal (ao que parece), material que não falta em qualquer barco.
A divulgação destes vídeos acaba por produzir um efeito contrário ao pretendido. De facto, como é que os israelistas queriam ser recebidos no barco que estavam a assaltar? Com flores ? Onde é que já se viu piratas assaltantes serem recebidos de braços abertos?
E que dizer das "armas"? Não havendo sequer uma arma de fogo para amostra, como é que se pode justificar o massacre que se seguiu ao assalto?
Não são só as armas (israelitas) que matam. O ridículo também mata. Pelo menos as justificações da propaganda israelita, que não evitaram a condenação do ataque israelita no Conselho de Segurança da ONU.



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Para que serve a NATO ?

Não me reconheço nenhuma autoridade em matéria de política internacional, mas mesmo assim, perante mais este atentado cometido pelo Estado de Israel, desta vez contra um navio dum país membro da NATO (a Turquia) não posso deixar de me interrogar, perante o silêncio e a inacção da NATO, para que serve esta organização militar internacional.
Dir-me-ão que a NATO está no Afeganistão e noutros pontos do globo a lutar contra o terrorismo e em prol da paz mundial. Não me parece, no entanto, que o principal foco de tensão mundial esteja no Afeganistão, mas sim no Médio Oriente. Aqui sim pode estar em perigo a paz mundial enquanto não for resolvida a questão palestiniana, questão que, duma maneira ou doutra está relacionada com o terrorismo islâmico. Na verdade, mesmo que se aceite que o terrorismo procedente de sectores islamitas tem raízes mais fundas, a verdade é que o modo como Israel tem tratado, com a complacência do mundo ocidental, os palestinianos e a questão palestiniana em nada contribui para o apaziguamento, antes tem servido para incendiar os ânimos no mundo muçulmano.
O risco de um confronto sério a nível mundial está no Médio Oriente e as chancelarias ocidentais devem-no saber melhor do que eu, até porque também sabem que Israel possui armas nucleares, sendo também verdade que o senhor Benjamin Netanyahu não é propriamente um modelo de prudência, nem de moderação, a exemplo, aliás, de alguns antecessores.
Perante um ataque, ilegal do ponto de vista internacional e criminoso (porque morreram pessoas, às mãos de soldados de Israel) dirigido, em águas internacionais, contra um navio dum país membro, era expectável alguma atitude por parte da NATO e dos países que integram a organização que não fosse a hipócrita lamentação do "incidente". No mínimo, é exigível à NATO e aos países membros que assegurem a livre circulação no Mediterrâneo e que ponham termo ao vergonhoso bloqueio a Gaza que, pelos vistos, até impede o envio de ajuda humanitária.
A inacção duma e doutros só prova que a NATO não passa de um "pau mandado" dos Estados Unidos e que mais não faz do que intervir quando e onde tal for do interesse do "dono". Mas sendo assim, a manutenção da organização não faz nenhum sentido, até porque a Rússia já não é nenhum "papão". A menos que, para os países membros, continue a fazer sentido desempenhar o papel de criados.

Indignação

A coberto da complacência, quando não do apoio dos Estados Unidos, Israel tornou-se um Estado arrogante e desrespeitador do direito internacional que mata onde, quando, e como quer, seguro que está, por via daquele apoio, da sua impunidade. Uma vez mais voltou a fazê-lo ao atacar um comboio de navios de transporte de ajuda humanitária com destino a Gaza.
E as autoridades israelitas ainda têm o descaramento de alegar que foram os israelitas os primeiros a ser atacados. Será que não foram eles os assaltantes e que as mortes não ocorreram no navio assaltado?
Toda a indignação é pouca perante mais este acto terrorista praticado pelo Estado de Israel.

domingo, 19 de abril de 2009

A música já é outra ...

As negociações para a paz na região podem não chegar à desejada solução, como, infelizmente, já é costume. Em todo caso, ao que parece, a nova América já está a chegar Médio Oriente e é bom que assim seja. Se o objectivo de todas as partes intervenientes (locais ou internacionais) é alcançar a paz, parece evidente que algo teria que mudar para não se eternizar o problema.
Pelo menos, também aqui, com Obama, a "música" já é outra.
Oxalá a "banda" chegue a bom porto !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Guerra sem fim ...

Se Israel continua a bombardear os túneis na fronteira com o Egipto tal significa que, ao contrário do afirmado pela propaganda israelita, os objectivos pretensamente prosseguidos com a ofensiva contra a faixa de Gaza, não foram atingidos.
É certo que em Gaza ficaram mais de 1.300 palestinianos mortos (incluindo muitas centenas de crianças, mulheres e idosos), milhares de feridos e milhares de casas destruídas, mas a região não ficou mais pacificada, nem Israel ficou livre de ser, de novo, alvo dos rockets do Hamas.
Nada que não fosse previsível. Como previsível era que, na falta de um acordo entre os beligerantes, a trégua não iria ser duradoura.
Afinal, a guerra, depois de um breve intervalo, é para continuar...
Enquanto o ódio de uma parte e de outra prevalecer, é assim que vai ser. Hélas!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Crimes, disse ela ...

"O relatório do investigador das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, Richard Falk, hoje tornado público, indica que Israel cometeu crimes de guerra no recente conflito de Gaza."
Crimes, diz a ONU (e que ficarão impunes, como é norma, digo eu).
Notícia completa aqui.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Só vitórias !

Israel reclama vitória no conflito de Gaza e o Hamas não lhe fica atrás. Todavia, os mortos (que, pelo que vejo, não contam, nem para um lado, nem para o outro) também falam e não os ouço falar em vitórias, mas em derrotas. E de um só vencedor: O ódio.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Loucos é o que não falta

Depois da mortandade provocada pela ofensiva israelita na Faixa de Gaza, ouvir o presidente do Irão falar em vitória do Hamas sobre Israel e apelar à continuação da resistência e ver o Hamas afirmar ter perdido apenas 48 dos seus homens (“Anunciamos ao nosso povo o sacrifício de 48 combatentes do Qassam”) como se as muitas centenas de outros mortos não fossem gente, leva-me a concluir que loucos é o que não falta, naquela região do globo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Já sopra uma leve brisa

Será para valer ? Se Israel procura a paz, com verdade, depois do anúncio do cessar-fogo por parte do Hamas, não pode fazer outra coisa senão retirar as sua forças da Faixa de Gaza. Isto, se quiser ganhar um mínimo de credibilidade quanto ao objectivo que se propunha com a invasão de Gaza que era (recorde-se) acabar com os ataques de rockets do Hamas. E, depois, se quiser a paz, terá que acabar com o bloqueio (excepto de armas) e a humilhação da população de Gaza, pois está visto que tem meios para o fazer.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Os equívocos do Governo israelita

Se o objectivo era acirrar ainda mais os ódios na região, Israel não só está perto de o conseguir, como seguramente o atingiu em pleno. Se o objectivo era alcançar a paz, como seria suposto, então é também certo que não só não está perto de o alcançar, como está cada vez mais longe de o atingir. Infelizmente, o tempo vai encarregar-se de demonstrar que o Governo israelita está completamente equivocado.

Só posso aplaudir !

Provavelmente, a decisão do Governo português na prática pouca relevância terá. Em todo o caso, significa que Portugal não quer ser cúmplice nas muitas centenas de mortes (de crianças, mulheres e idosos) que a ofensiva israelita em Gaza já causou. Só posso aplaudir!