Mostrar mensagens com a etiqueta XXI Governo Constitucional.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta XXI Governo Constitucional.. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dobrado o Cabo das Tormentas

Subscrevo, como não poderia deixar de ser, todas as razões de queixa tão brilhantemente expressas neste texto, cuja leitura se recomenda vivamente, a que o seu autor o Embaixador Francisco Seixas da Costa deu o título "Não lhes perdoo!")
Eu também tenho muita dificuldade em perdoar tanta mentira, tanta insensibilidade social; tanta incompetência e tanta arrogância, mas tenho de reconhecer que a minha alegria pela formação do Governo de gente decente liderado por António Costa não seria a mesma e tão esfuziante se não tivéssemos passado pela dolorosa experiência do mais abominável dos governos pós 25 de Abril, o governo da direita (PSD/CDS) ou, dito de outro modo,  o governo Passos/Portas apadrinhado por Cavaco. 
Apesar dos muitos escolhos que tiveram de ultrapassar, os partidos da esquerda (PS, BE, PCP e PEV) foram capazes de dobrar o Cabo das Tormentas. Se assim foi, justifica-se inteiramente que olhemos para o futuro com esperança. 
Disse.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que tem de ser tem muita força!

«(...)
Terminaram os 51 dias de uma crise motivada pela mesquinhez institucional e pela irritação com os resultados das eleições. Terminou o jogo de Cavaco Silva e vamos chegando ao fim do seu mandato, já só basta esperar pela consoada. Como era evidente que não havia nenhuma alternativa, a pura perda de tempo só pode ser entendida pelas pessoas como um fracasso institucional. O alívio é e vai ser evidente.


Entretanto, alguns comentadores, diversos como são, parecem perdidos no nevoeiro em que preferiram mergulhar. João Miguel Tavares exigia ontem ao Presidente que se leve a sério, que fosse duro e constuitisse mesmo o seu governo. E qual seria esse governo tão garboso?

Rui Ramos e a invencível armada do Observador, perplexa e indignada, apelam a que o país se levante contra o golpe. E onde está essa turba que vai esmagar o parlamento?

Manuel Villaverde Cabral, elegantemente, invectiva Costa por causa dos “papeluchos” que assinou com a esquerda, concluindo que “o Presidente tem motivos de sobra para não reconhecer os «papeluchos» assinados por cada um dos partidos de «esquerda» como base de um governo credível e estável na presente conjuntura nacional e internacional”. E Cavaco porque é que não o ouviu?

A conclusão desta revolta é a indignação transformada em boicote. Explica Paulo Rangel: fogo contra o quartel general, será uma “oposição de princípio”. Terra queimada, votamos contra tudo.

Excelente notícia para António Costa. Não podia ser melhor, pois ao fazer um acordo com a esquerda, fora da tradição do PS, arriscou-se a alienar uma parte do eleitorado de centro, que é o lugar que o PS disputa. Mas que dirão essas pessoas se virem o PSD e o CDS perdidos numa política destrambelhada a oporem-se mesmo a decisões com as quais concordam? Jogatana política, desprezo pelo país, partidarite excessiva, uma prenda para o novo primeiro-ministro.
(...)»
(Francisco Louçã: "E se de repente lhe oferecerem um governo?". Na íntegra: aqui.)

(Não há que duvidar: a crispação da direita vai levá-la por "bom" caminho. Ao extremar posições, ao mostrar-se incapaz de reconhecer que não tem, como não teve, maioria no Parlamento que lhe permitisse viabilizar o seu governo e ao não reconhecer que, após o derrube do governo da PàF, era inevitável a formação de um novo Governo liderado por António Costa, Governo que é não só legal como inteiramente legítimo de acordo com todas as regras democráticas e constitucionais, a direita acaba por favorecer António Costa e por contribuir para consolidar os acordos celebrados com o PCP, BE e PEV. António Costa, por certo, agradece. E o país também.)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O G maiúsculo está de volta*

Um Governo de gente decente. Indiscutivelmente.
Há mais de quatro anos que não havia disto.
Os meus votos: longa vida; eficaz trabalho; muita sorte, em prol deste povo que, por vezes, bem mal escolhe. 
Não é este o caso, claro está.
(* Falta o regresso do "P")

Mãos à obra, minha gente!


Novo comunicado do "Presidente da Junta"

«Na sequência da audiência hoje concedida pelo Presidente da República ao Secretário-Geral do Partido Socialista, Dr. António Costa, a Presidência da República divulga a seguinte nota:

“As informações recolhidas nas reuniões com os parceiros sociais e instituições e personalidades da sociedade civil confirmaram que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, limitado à prática dos atos necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos, não corresponderia ao interesse nacional.

Tal situação prolongar-se-ia por tempo indefinido, dada a impossibilidade, ditada pela Constituição, de proceder, até ao mês de abril do próximo ano, à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas.

O Presidente da República tomou devida nota da resposta do Secretário-Geral do Partido Socialista às dúvidas suscitadas pelos documentos subscritos com o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes” quanto à estabilidade e durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura.

Assim, o Presidente da República decidiu, ouvidos os partidos políticos com representação parlamentar, indicar o Dr. António Costa para Primeiro-Ministro.»

(O "presidente da junta" fez questão de deixar bem claro, de novo, que a indigitação de António Costa como primeiro-ministro é uma solução que se viu forçado a aceitar, porque não tinha alternativa. A secura do comunicado, em contraponto com a discursata proferida por Cavaco aquando da indigitação de Passos Coelho é significativa nesse sentido. Até a substituição da palavra "indigitar" usada na Constituição, pela palavra  "indicar", revela que Cavaco fez questão de se desmarcar acintosamente do Governo do PS que António Costa se prepara para formar a partir de agora e que contará com o apoio no Paralamento por parte do PCP, Bloco de Esquerda e PEV. Felizmente já não teremos que aturar o azedume, a parcialidade e as birras deste "presidente da junta". Que parta em breve, porque não deixa saudades e ontem já era tarde.)