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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Falta de legitimidade?

Não há maneira de a direita portuguesa perder o vezo de questionar a legitimidade da actual solução governativa, quer durante os debates parlamentares, quer fora deles. Os remoques a este respeito dirigidos ao primeiro-ministro durante os debates parlamentares, como os que ainda recentemente se ouviram durante o "Debate sobre o Estado da Nação", pela boca do deputado Montenegro  (PSD) atingem as raias da obscenidade.
Se a direita supõe que ganha algo com tal exercício, que serve apenas para provar que quem a ele se dedica convive muito mal com as regras da democracia, está mesmo muito enganada. 
A prova de que assim é podemos vê-la com toda a clareza na confiança depositada pelo povo na Assembleia da República, o órgão de soberania donde emana a legitimidade do Governo. De acordo com o Portal de Opinião Pública da Fundação Francisco Manuel dos Santos,  a percentagem de portugueses que confiavam no Parlamento andava, em Maio de 2013, pelos 13% e em Dezembro de 2015%, pelos 19%. Em Maio deste ano, essa percentagem atinge os 46% . 
Um salto desta dimensão tem um significado que não pode ser escamoteado: se hoje a confiança dos portugueses no Parlamento é  muito superior à manifestada ao mesmo órgão de soberania durante a anterior sessão legislativa é porque há também uma muito maior identificação dos portugueses com os seus representantes. Existindo essa maior identificação, é evidente, perante aqueles números, que a legitimidade que poderia ser posta em dúvida, não poderia nunca ser a do actual Governo.
Se fizesse algum sentido levantar a questão da falta de legitimidade em relação a qualquer Governo com sustentação parlamentar essa questão teria de ser posta em relação ao anterior governo liderado por Passos Coelho e sustentado na Assembleia da República por uma maioria de direita ((PSD e CDS) em que os portugueses depositavam uma bem menor confiança.
Se fizesse algum sentido, dizia eu, mas, para mim, não faz. Só tem sentido para quem age, em política, com o descaramento e a pouca vergonha do deputado Montenegro. E não só.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uma besta, com todas as letras!

O ministro da Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, tendo em conta a completa irresponsabilidade das afirmações que faz, porque, além do mais, não são minimamente conformes com a realidade, só pode ser uma besta. Com todas as letras!
Não se arranja ninguém capaz de lhe substituir a língua de trapos por uma língua de gente?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Passos Coelho: falar verdade, faz cair os dentes


Relata o DN, em notícia que tem como título " Passos acusado de mentir sobre modelo de transportes aéreos", que o presidente do governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, terá acusado o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de mentir sobre as negociações do novo modelo de transportes aéreos da região.
A notícia é-nos dada. como se o mentir, na boca de Passos Coelho, ainda constituísse novidade digna de nota, o que, manifestamente, não é o caso.  Sabe-se, com efeito, que o líder do PSD é useiro e vezeiro no recurso a tal expediente. 
Tal comportamento é, obviamente, sempre censurável. No entanto, Passos Coelho beneficia de atenuantes. É que, por alguma razão, convenceu-se, ou convenceram-no os seus conselheiros (grupo onde, como se sabe, tem assento uma luminária que dá pelo nome de Marco António Costa) de que falar verdade faz cair os dentes. Por isso, salvá-los (os dentes, bem entendido) tem sido para Passos Coelho mais que uma prioridade. Tem sido, isso sim, uma autêntica obsessão.
(Notícia e imagem daqui
(reeditada) 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Dobrado o Cabo das Tormentas

Subscrevo, como não poderia deixar de ser, todas as razões de queixa tão brilhantemente expressas neste texto, cuja leitura se recomenda vivamente, a que o seu autor o Embaixador Francisco Seixas da Costa deu o título "Não lhes perdoo!")
Eu também tenho muita dificuldade em perdoar tanta mentira, tanta insensibilidade social; tanta incompetência e tanta arrogância, mas tenho de reconhecer que a minha alegria pela formação do Governo de gente decente liderado por António Costa não seria a mesma e tão esfuziante se não tivéssemos passado pela dolorosa experiência do mais abominável dos governos pós 25 de Abril, o governo da direita (PSD/CDS) ou, dito de outro modo,  o governo Passos/Portas apadrinhado por Cavaco. 
Apesar dos muitos escolhos que tiveram de ultrapassar, os partidos da esquerda (PS, BE, PCP e PEV) foram capazes de dobrar o Cabo das Tormentas. Se assim foi, justifica-se inteiramente que olhemos para o futuro com esperança. 
Disse.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Solução: demita-se.

Sempre que o Tribunal Constitucional (TC) declara inconstitucional qualquer diploma emanado deste governo ou aprovado pela actual maioria par(a)lamentar surgem, invariavelmente, nas caixas de comentários  dos jornais comentários do tipo "Este país é ingovernável". 
Ora a verdade é que este país sempre se deixou governar e, com frequência, mal, pelo que o que se pode dizer a tal respeito é que Portugal não só é governável, como frequentemente consente no poder quem é incapaz de governar. 
Se dúvidas houvesse a tal respeito, bastaria atentar ao que se tem passado com o actual governo que é constituído por gente, a começar pelo primeiro-ministro, que claramente se confessa incapaz de governar com respeito pela actual Constituição, usando de todos os meios para contornar os seus ditames. Daí que sempre que o Tribunal Constitucional se pronuncia de forma a fazer respeitar a Constituição, logo apareça Passos Coelho, acompanhado ou não por outras figuras menores da actual maioria, a carpir lamentações e lançar acusações, atitudes que só podem ser consideradas intoleráveis num Estado de direito que o nosso, muito por mérito do TC, ainda não deixou de ser.
Passos Coelho conhecia, ainda que vagamente, o texto constitucional. Digo que conhecia, embora não morra de amores por ela, pois é sabido que a sua intenção primeira foi alterá-la. Não dispondo de votos bastantes para a modificar a seu gosto, não tem outra alternativa que não seja a de governar de acordo com o prescrito na Constituição.
Não é capaz ? Tem uma solução: demita-se.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Giroflé, flé, flá!

Sobre Passos Coelho já ouvimos, da boca de dirigentes do CDS e em vários tons, que é um primeiro-ministro "impreparado" e "incompetente", ideia que, tendo em conta a carta de despedida do ex-ministro Gaspar e por ele tornada pública, parece também ser partilhada pelo "impressionante" ex-ministro das Finanças.
Mas o  que dizer de um partido como o CDS que depois Paulo Portas, o líder do partido, ter anunciado a sua demissão de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, afirmando tratar-se de uma decisão irrevogável, aceita renegociar a coligação, mandatando (imagine-se!) o mesmo líder que acaba de bater com a porta,  para se reunir com o "incompetente" Passos Coelho de forma a encontrar uma "solução viável do Governo"?
Esta gente, com Paulo Portas à cabeça, como é óbvio, anda por certo a brincar com a vida dos portugueses e a comissão executiva que tomou tal decisão só pode ser encarada como uma cambada de garotos reunidos num jardim infantil apostados em continuar com a brincadeira.
Haja quem ponha termo à brincadeira, porque a governação do país não não pode estar entregue a esta garotada. 
Haverá? Em circunstâncias como as actuais é que se nota a falta que faz um Presidente da República. Com Cavaco, pelo menos até agora, não houve.
(reeditada)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Triste sina!

Somos um país entregue a um presidente que, agora por regra, se limita a assobiar para o lado, enquanto, nos intervalos, vai fazendo uns "avisos" inconsequentes e a um primeiro-ministro muito dado a enganos e confusões e que não passa de um dependente de um qualquer Relvas, como agora se ficou a saber.
Embora se dê o caso de os destinos do país estarem nas mãos de tão fraca gente por distracção de quem neles votou, acho que este país não merecia tão triste sina. 
O nojo é tanto que, embora de regresso, estou a pensar que o melhor é voltar a Pasárgada.