Ao contrário do que previamente fora anunciado, em termos triunfalistas, pelo lider parlamentar do PSD (um tal Hugo Soares) e sem contestacão do Chega, a verdade é que André Ventura, por razões não explicadas, acabou hoje por votar no Hemiciclo de S. Bento, contra o chamado pacote laboral. Tal facto leva-me a trazer aqui nota de tal facto dado ter considerado como certa a dita aprovação, em publicação anterior, perante os dados disponíveis na altura.
Isto dito, devo acrescentar que subsistem todas as razões e mais uma para manter as considerações tecidas no referido escrito, pois que, afinal, esta nova reviravolta acaba até por confirmar tudo quanto o que a propósito do comportamento de Ventura ali se escreveu.
Certo é, com efeito, que votar a favor; votar contra; ou nem uma coisa, nem outra, são, pelos vistos, opções perfeitamente aceitáveis para quem, como Ventura, não só não se rege politicamente por princípios como, em boa verdade, nem sequer está minimamente preocupado em saber quais os interesses da maioria dos seus potenciais eleitores.
Lamentavelmente, estes, as suas principais vítimas, são tão cegos que não veem, ou não querem ver, que Ventura é o protótipo do político oportunista. Está provadíssimo que votará em tudo e no seu contrário, tudo dependendo do que pessoalmente, e em qualquer momento, mais lhe convenha. Convicções e princípios, está visto, são "artigos" que Ventura não tem em armazém.
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