domingo, 21 de junho de 2026

Congresso ou sessão de tiro ao alvo?

 


Tinha sido anunciada a realização, por estes dias, dum evento com a designação de 43º Congresso do PSD, evento antevisto à partida, com ou sem razão, (vá-se lá saber!) por boa parte da comunicação social, como uma manobra de Montenegro visando neutralizar a acção do seu antigo mentor, Passos Coelho que, ultimamente, andava a mostrar excessivo interesse em comentar a situação política e a acção governativa em moldes que estavam a perturbar o sono do fundador e (supostamente) antigo CEO da Spinunviva.
Manobra ou não, certo é que, em princípio, um Congresso sempre foi considerado como um acontecimento da maior importância na vida de qualquer partido, pois a sua finalidade é, antes de mais, a de discutir e, eventualmente, aprovar o rumo político a seguir no futuro, pelo menos, nas suas linhas gerais.
Curiosamente, ou talvez não, pelo que foi dado ler e ouvir na comunicação social, o que se passou nesse dito Congresso, não teve nada a ver com a orientação política que o partido pretende seguir para "levar a carta a Garcia". O facto é estranho, pois é certo que, por estes dias, não haverá muitos militantes (se é que há algum) que seja capaz de definir qual é o caminho que o (dito) PSD pretende trilhar no futuro.
Estranho é, mas também é compreensível. A verdade é que, como se tem visto ao longo de todo o período de governação da (falsa) AD, o PSD não tem, nem orientação política definida, nem capacidade para a definir.
Não admira, por isso, que o evento classificado como Congresso tenha acabado por ter sido transformado numa sessão de tiro ao alvo.
Com êxito mais que duvidoso. Atirar dardos de papel e ainda por cima à toa, é mais que certo que não se atinge o alvo.
(Imagem da autoria de Arthurrh. In wikipedia)

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