domingo, 26 de junho de 2016

No mar dos Açores

Reportagem fotográfica (resumida) de uma viagem entre a ilha das Flores e a ilha do Corvo (ida e volta):

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Legenda:
1 - Local da partida - ancoradouro em Santa Cruz das Flores (ilha das Flores);
2 e 3 - Rochedo  e arribas no liotoral da ilha das Flores;
4 - Ilha do Corvo vista a partir da ilha das Flores;
5 - Falésia na costa da  ilha do Corvo;
6 - Vila do Corvo.
7-  "Odisseia" o barco que teria muito que contar...

sábado, 25 de junho de 2016

Bom, mas um tanto destruído...






Castelo Bom, mais uma povoação fronteiriça, esta em terras de Ribacôa, povoação que "foi vila e sede de concelho durante mais de quinhentos anos". 
Como se deduz do título, do castelo de antanho pouco resta, mas a povoação é interessante e merece uma visita.

domingo, 19 de junho de 2016

Trabalhos de campo # 29


Suponho estarmos perante de um juvenil de Toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala Gmelin), mas não tenho a certeza. Antecipadamente agradeço ao eventual visitante que possa e queira confirmar ou infirmar a minha suposição.
[Local e data: Estremoz (concelho); 11 - Junho - 2016]
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Com a fronteira à vista... (I)

... em Salvaterra do Extremo, uma povoação com pergaminhos.

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Legenda:
1 e 2 - Igreja matriz: frontaria (1) e porta lateral (2);
3 - Rua no interior da povoação:
4 - Pelourinho;
5 - Canhão fluvial do Erges por alturas de Salvaterra do Extremo. A fronteira passa por aqui.
6 - Moinho abandonado nas margens do Erges.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

"Um preâmbulo penoso"

"A SIC inaugurou a sua nova fórmula de entrevistas. Recebe longamente o futuro entrevistado e, depois, leva-o para um corredor, para a entrevista. Ontem, entrevistador, José Manuel Mestre, um experimentado jornalista, com microfone na mão; entrevistado, António Costa, primeiro-ministro. Ambos de pé. Ao fundo do corredor, uma acompanhante do primeiro-ministro espreitava, saía e regressava ao cenário. Interessante o elemento inovador: o entrevistado traz um acompanhante e, pela impaciência deste, sabe-se que a entrevista está, ou não, prestes a acabar. Poupa-se em relógios. A conversa, entretanto, flui entre o entrevistador e o entrevistado, o Mestre e o Costa. Aí, a coisa já decorre de forma ortodoxa - um pergunta, o outro responde, como acontece nas entrevistas. O ambiente era de tal modo de conversa que António Costa até se permitiu dizer para o entrevistador, no início da entrevista: "Não quero estimular a concorrência entre si e o José Gomes Ferreira." O entrevistado lembrou, assim, outro insólito nesta variante inovadora da SIC: momentos antes, o tal Ferreira serviu para fazer a transição entre a chegada do entrevistado e a entrevista propriamente dita. Ambos sentados, Ferreira dizia coisas, sorria, com subentendidos que ele lá sabe, e, quando o Costa ia a responder, dizia que não havia tempo e punha nova pergunta. Se a SIC tirar essa parte inicial, penosa e sentada, a nova fórmula de entrevistas de pé até pode ser interessante.
(Ferreira Fernandes: "SIC, um preâmbulo penoso")

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Atenção aos alertas da Comissão Europeia !

«Estava-se mesmo a ver que esta história de aumentar o salário mínimo para os 530 euros ia acabar mal.
(...)
Porque é sabido que aumentar os rendimentos aos desqualificados do calçado, têxtil, supermercados, lojas, ou da construção civil tem um efeito dominó. A seguir, os patrões têm de aumentar os salários aos que ganham um bocadinho mais. Ora, num país em que 42% dos trabalhadores ganham menos de 600 euros, é muita gente a reclamar aumentos. Mais, o efeito dominó vai por aí acima, até chegar aos CEO. E é assim que chegamos à EDP e a António Mexia, que, este ano, vai ganhar mais 600 mil euros do que no ano passado, ou seja, qualquer coisa como 2,6 milhões de euros. O equivalente ao salário mínimo de 4905 operárias do calçado analfabetas e meninas do shopping com cursos de Psicologia ou Gestão.

Não se prendam, no entanto, com contas simplórias. Atentem antes na justificação da comissão de vencimentos da EDP para justificar o justo aumento de Mexia: é necessário alinhar o salário com o mercado. Ora aí está, a confirmação do efeito dominó e a prova de que os alertas da Comissão foram certeiros. Aumentam o salário mínimo aos tipos do fundo da pirâmide e a coisa vai por aí acima, acompanhando a evolução macroeconómica. Concluindo, quando, por estes dias, se indignarem no Facebook com o salário milionário de Mexia, tenham pelo menos a decência de acrescentar que a culpa é do António Costa e da "geringonça" que o acompanha.»
(Rafael Barbosa: "O salário de Mexia". Na íntegra: aqui)


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Trabalhos de campo # 28


Cartaxo-comum (Saxicola rubicola L.) (Macho)
(Local e data: Trigais - Bendada - Sabugal; 9 - Abril - 2016)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

"Uma gigantesca mentira"

«Há uma contradição insanável por resolver no PSD e o congresso de Espinho manteve tudo na mesma: o líder do partido apresentou-se apoiado numa moção que promete "social-democracia, sempre" mas o líder do partido é na verdade, estruturalmente, apenas um liberal à portuguesa (ou seja, um liberal num país pobre que por isso é obrigado a fazer coisas não muito liberais como "enormes" aumentos de impostos). Um liberal que governou de 2011 a 2015 com políticas muito "além da troika" não porque precisasse delas mas sim porque acreditava nas vantagens de uma "austeridade virtuosa" para formatar o Estado à medida das suas ideias, à boleia de uma ideia de "situação de emergência". Se pudesse - e isso viu-se na proposta de revisão constitucional por si apresentada em tempos -, Pedro Passos Coelho faria um Serviço Nacional de Saúde só para pobres e muito pobres (e seguros de saúde para os outros) ou um sistema público de ensino só para pobres e muito pobres (e escolas privadas para os outros) ou uma assistência social só para pobres e muito pobres (e PPR para os outros), acabando com a natureza universal do Estado social. Ora isto, não é "social-democracia, sempre" - é "social-democracia, nunca". Da duas uma: ou o PSD continua liberal à portuguesa como foi de 2011 a 2015 - e aí justifica-se a manutenção de Passos na liderança; ou então volta a ser da "social-democracia, sempre" - e aí afasta Passos da liderança. O que não pode é ter as duas coisas, Passos e social-democracia, porque isso, falando curto e grosso, não passa de uma gigantesca mentira. (...)»
(João Pedro Henriques; "Uma contradição insanável". Na íntegra: aqui)