quinta-feira, 26 de junho de 2014

Funambulismo

Sempre tive de António José Seguro a imagem de um político mole que só terá conseguido alcandorarar-se ao cargo de secretário-geral do PS recorrendo a muita manha e dissimulação e ao dispêndio de doses maciças de simpatia industrial de que foram vítimas, em primeira linha, os seus camaradas de partido. Não vejo que outra explicação possa haver, pois nem carisma, nem especiais dotes para o quer que seja lhe são conhecidos.
Entretanto, desde que António Costa tomou, por imperativo de consciência e perante os resultados pífios das últimas eleições europeias, a decisão de se apresentar como candidato ao lugar, Seguro, para responder ao desafio, não tem feito outra coisa que não seja recorrer a manobras, incluindo de natureza intimidatória a cargo de terceiros, e a expedientes para torpedear a patriótica iniciativa de António Costa que representa, ouso dizê-lo, uma das poucas hipóteses de dar um novo rumo a este país que caminha a Passos largos para a decadência. Já não digo para a pobreza, pois nesse domínio já estamos Portas adentro.
Este intróito serve apenas para comunicar que considero, pelas sobreditas razões, que António José Seguro, como político,  deixou de me merecer o mínimo de consideração e de respeito. Tal como Cavaco, Coelho ou Portas, Seguro, ainda que por razões que podem não ser coincidentes, é, para mim, um político morto. Não sei, por isso, se alguma vez voltarei aqui a referir o seu nome. Talvez sim, mas apenas para dar conta do nojo que as suas atitudes me provocam. Até ao dia em que seja varrido da cena. De vez.
Nesta altura perguntará o leitor, com toda a razão, a que propósito vem o título?
Tudo veio, porventura a despropósito, mas na sequência, respondo, da leitura de um artigo de opinião de Francisco Assis, vindo a lume hoje no "Público" com o título "Abriu-se uma grave crise política no interior do Partido Socialista", um excelente exemplo de funambulismo. Assis, que era um político por quem tinha alguma consideração, pois o via como um homem de cultura e com grande capacidade intelectual é também, fica-se agora a saber sem margem para dúvidas através do citado artigo, alguém incapaz de se decidir pelo sim ou pelo não. Em suma, um bom exemplo do equilibrismo que aborreço e me enoja. Assis, concluo, é,  infelizmente, mais uma desilusão a juntar a tantas outras vindas ultimamente das praias do PS.
Valha-nos António Costa!
(Imagem daqui)

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Já me tinha desiludido com Assis há mais tempo, mas o teu post é excelente!

Majo disse...

~
~ ~ Francisco, amigo!

~ ~ Não vamos dar uma tareia no morto!

~ ~ O grande defeito de AJS, é ser imaturo e não ter qualidades de líder, mas como bem frisou Daniel Sampaio, ele é um dos nossos.

~ ~ ~ ~ Abraço. ~ ~ ~ ~