quarta-feira, 22 de abril de 2015

"A diferença é enorme"

Não sou eu que o digo, que não tenho competência para o afirmar, mas o insuspeito Pedro Santos Guerreiro:

«Os economistas caucionados pelo PS não propõem apenas acelerar o fim da austeridade, propõem acabar com a política que a troika impôs a Portugal e que o governo de Passos Coelho acolheu, por nela acreditar. Como escrevia Helena Garrido ontem no Negócios, para os economistas é agora fácil perceber a diferença entre PSD e PS: o PSD tem uma política do lado da oferta (promover a concorrência de modo a aumentar a competividade das empresas), o PS tem uma política do lado da procura (aumentar o rendimento disponível). Mas as diferenças vão muito além disso.

Onde a troika quis um choque de competitividade, os economistas do PS querem um choque de rendimento.

Onde a política do governo favoreceu as empresas para fomentar a competitividade, a política dos economistas do PS favorece os trabalhadores por razões sociais e de rendimento.

Onde o governo baixou o IRC, os economistas do PS baixam o IRS. 

Onde o governo aumentou o IVA para a restauração, o PS aumenta o imposto sucessório. 

Onde Passos Coelho quis o equilíbrio das contas públicas pela redução da despesa do Estado, cortando salários públicos e pensões, os economistas do PS defendem a devolução mais acelerada das pensões e dos ordenados do Estado para aumentar o rendimento.

Onde o governo quis a desvalorização interna, o PS quer a revalorização salarial.

Onde a troika quis a redução dos salários na economia (com descida da remuneração das horas horas extra e dos feriados, e com os salários dos novos postos de trabalho mais baixos que os anteriores), o PS quer baixar a TSU para os trabalhadores (aumentando o seu rendimento disponível) e também para as empresas (baixando o custos totais de trabalho).

Onde a troika cortou apoios sociais para poupar e por discordar dos "custos de ociosidade" que a subsidiação provoca, os economistas do PS querem dar um complemento salarial pago pelo Estado aos trabalhadores com salários mais baixos. 

Onde o governo quis agilizar o mercado de trabalho e baixar os custos de despedimento para que as empresas pudessem reestrutrar-se sem custos que o impossibilitassem, os economistas do PS querem aumentar o valor das indemnizações para dar mais proteção a quem perde o salário.

Onde o governo apostou tudo na competitividade, para atrair o investimento empresarial (estrangeiro, tendo em conta a descapitalização) e um modelo económico assente em empresas exportadoras nos sectores transacionáveis, os economistas do PS reforçam o rendimento das famílias para promover a procura interna e expandir a economia.

A diferença entre estas duas políticas é, diria Vítor Gaspar, enorme. Com o PSD, o Estado "encolhe". Com o PS, o Estado vai gastar mais do que hoje mas vai também ter mais receitas porque o PIB cresce mais
(Na íntegra:aqui . Destaque meu)

2 comentários:

Isa GT disse...

Confesso que não ligo a quem diz o quê, mas uma coisa lhe digo do fundo do coração, já não há insuspeitos nem neste país e muito menos a nível global, aliás, nos tempos que atravessamos eu até suspeito de mim própria, apenas me limito a espremer as células cinzentas para tentar fazer sentido à demência que grassa a todos os níveis, especialmente, a nível Global.
Só sei que, se as medidas forem para a frente vão custar mais de 460 milhões, ora nós somos à volta de 10 milhões, como o dinheiro continua a vir de empréstimo... aposto consigo que isto vai ser a chave que vai garantir que nem nós nem as futuras gerações de portugueses saibam viver sem ser na subserviência perpétua... ainda tinha a esperança dos trisnetos escaparem a tanta humilhação... mas a Europa foi conquistada pelo poder económico e só precisam de rematar o processo e aqui estará quase tudo concluído, os vírus e as bactérias são mais inteligentes que os seres humanos, conseguem unir-se quando está em causa a sobrevivência, os seres humanos com toda a sua arrogância de até quererem salvar o Planeta, nem sequer conseguem salvar-se a si próprios... mas quem sabe, tenhamos a sorte de não pagar a dívida... um meteorito, um vulcão, uma cheia, um tremor de terra, um super vírus... porque até o surto do ébola de que já ninguém fala... ainda não foi totalmente irradicado...
25 espécies extinguem-se por dia e, curiosamente, a nossa até já passou o prazo de validade... quando nos esquecemos que a chave da sobrevivência é a cooperação e a adaptabilidade, os Partidos Políticos que já nem sequer mandam nada, pois as leis vêm programadas e pré-empacotadas, de fora... estamos só a assistir a quem vai conseguir rapar o último osso.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Como escrevi lá no meu canto, está demonstrado que a alternativa existe.