quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Para onde vamos?"

(...) De mal a pior por duas razões principais. Primeiro, foram interrompidas as políticas de qualificação dos adultos com um baixo nível de escolaridade, por exemplo o programa Novas Oportunidades. Porquê? Segundo, os jovens foram aconselhados a emigrar. Porquê? Muitos portugueses com idade entre os 25 e os 35 anos estão a emigrar para o estrangeiro. (...)  Quem pensava que os jovens eram a geração rasca que iria exprimir o seu direito à indignação descendo à rua como bolcheviques enganou-se, porque reagiram fazendo as malas e emigrando para países com salários altos.
Há uma verdade inescapável: da mesma forma que é impossível fazer um jantar de consoada sem bacalhau e batatas, não há maneira de aumentar a produtividade e o crescimento da economia sem mais investimento, quer das empresas e do Estado, sem políticas ativas de qualificação dos adultos com baixo nível de escolaridade e sem inverter o fluxo de emigração para o estrangeiro de jovens com qualificações acima da média.
Qualquer programa para a economia pós-"troika" que não dê prioridade à produtividade, a melhorar o funcionamento do sistema de justiça e a estancar a hemorragia de jovens portugueses para o estrangeiro esquece o essencial e está condenado a falhar rotundamente.
(Manuel Pinho; "Por que razão a economia não cresce?". Na íntegra: aqui)

2 comentários:

Majo disse...

~
~ ~ O nível de Educação, é o verdadeiro indicador do progresso de um país.

~ ~ A Educação em Portugal atingiu retrocessos alarmantes, em todos os níveis, tendo ficado semelhante à dos países pobres.

~ ~ Em termos de recursos hunanos, Portugal levará várias décadas a recompor-se. ~

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estamos condenados a empobrecer em termos financeiros, educativos, culturais e profissionais.
Era de um povo assim que Salazar tanto gostava.