quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um Semedo de triste figura

A inquirição do ministro da Presidência, Silva Pereira que hoje teve lugar na comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT/TVI justifica um regresso ao tema.
Recordo que a inquirição deste membro do Governo foi requerida pelo deputado João Semedo do Bloco de Esquerda, com fundamento em alegadas declarações daquele, declarações que, no entender deste, provavam que o Governo tinha informação confidencial e privilegiada do negócio e que tais declarações eram a prova que faltava.
Pois bem, logo na declaração inicial, o ministro provou, com documentação nas mãos, dois factos:
1 - que as declarações que o deputado João Semedo lhe atribuía, não correspondiam à verdade;
2 - que as suas declarações remetiam, expressamente, para documentação do domínio público emitida pelos intervenientes do negócio, estando pois fora de causa a existência de informação confidencial.
Não obstante, o deputado João Semedo foi incapaz de reconhecer o seu erro, menos ainda de pedir desculpa pelo erro cometido e pela acusação infundada e, pelo contrário, insistiu à outrance, na sua versão.
Como contra factos não há argumentos, só há duas explicações para as tristes figuras que João Semedo fez hoje, como, aliás, tem feito desde o início dos trabalhos da comissão: ou o deputado é bronco ou não é sério. Como não creio na alternativa bronco, concluo que  João Semedo não é sério. Politicamente falando, claro está. A conclusão é, quanto a mim, ponto assente. Pese embora a severidade do julgamento, a verdade é que o episódio da inquirição de hoje foi suficientemente elucidativo para dissipar e remover as eventuais dúvidas que pudesse ter a tal respeito.
Tendo em conta a anterior conclusão e o facto de João Semedo ser o relator escolhido pela comissão de inquérito, passo também a ter por seguro que qualquer conclusão que saia da comissão também não é para levar a sério, pois sério não pode ser o relatório que ele tem a responsabilidade de elaborar.
Outras conclusões se poderiam extrair, sem grande esforço interpretativo, dos trabalhos da comissão e, designadamente, da inquirição de hoje, mas porque não quero especular, fico, para já, por aqui. A seu tempo veremos.
(Reeditada)

2 comentários:

Miguel Gomes Coelho disse...

Em completa sintonia.
Um abraço.

Anónimo disse...

Perdoem-me estar em desacordo, mas eu penso que o deputado é bronco.