sábado, 13 de setembro de 2014

Um banco efémero


A escolha duma borboleta, um insecto, por definição, de vida curta, para símbolo do Novo Banco, está em perfeita sintonia com a realidade: o banco, por vontade de quem nele manda - governo e Banco de Portugal, está condenado a ser um banco efémero. 
Pelo contrário, a mesma realidade parece desmentir o propagandeado "bom começo" do Novo Banco.
A renúncia do presidente executivo, Vítor Bento, do vice-presidente, José Honório, e do administrador financeiro, João Moreira Rato, quando ainda não são decorridos 2 meses desde que tomaram posse dos seus cargos, pode ser interpretada, quaisquer que seja as razões invocadas, de muitas e variadas formas, mas nunca como "um bom começo". Pelo menos, na perspectiva do Banco Novo. O mesmo se poderá dizer quando considerado o caso do ponto de vista do interesse dos contribuintes que, a cada dia que passa, maior é o risco que correm de lhes vir a ser apresentada a factura. 
Pelo caminho que as coisas levam, vai ser uma factura e tanto.

2 comentários:

manuelpereirabarros Meira disse...

lembram-se das nacionalizações de 1975? Nenhum banco desapareceu,não se perdeu dinheiro,todos se conservaram intactos.Estado e governos honrados! É possível,aconteceu no nosso país!!!!!!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Chicamigo

Como estamos na hora dos Bentos que até começou com um Para resignatário, pode-se perguntar que bento deu aos Bentos?

Mas, parece-me que a procissão ainda nem saiu do adro. Aí é que estão os Bentos e os... bentos. E os €€€€€ onde estão? No "espírito de missão" que se me afigura ser irrevogável...?

Abç