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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Metendo a foice em seara alheia ....

... diria eu que, antes de mais ninguém, quem não apreciará a vitória de Paulo Rangel na disputa para a presidência do PSD, será André Ventura. 

De facto, quem é que, tendo Rangel, ainda precisa do Chega?

sábado, 6 de novembro de 2021

Tiro e queda ?


Paulo Rangel: "O meu adversário já não é Rio, é António Costa" (fonte)

Paulo Rangel terá por certo, como qualquer outro político, algumas qualidades. Muitas ou escassas, não sei, nem curo de saber. A modéstia, porém, não é, seguramente, uma delas. É o menos que se pode dizer perante a arrogância da afirmação citada, afirmação que até pode ter a virtualidade de se transformar num tiro que lhe vai sair pela culatra.
Quem sabe se não é tiro e queda?
(Imagem da página do fotografado no facebook)

sábado, 2 de setembro de 2017

Epidemia de raiva

Não sei se, tecnicamente, se pode falar de epidemia, mas lá que a raiva grassa no PSD é fora de dúvida.  Passos Coelho, o presidente do partido, desde há muito que apresenta sinais de estar afectado pela doença, mas não é, infelizmente, um caso isolado, nem sequer raro, pois são já vários os dirigentes e militantes que revelam sintomas de estarem a sofrer do mesmo mal.  O último a apresentar tais sintomas é um tal eurodeputado que dá pelo nome de Paulo Rangel (o dito cujo que figura na imagem). De facto, só alguém a rebentar de raiva é que, sendo apoiante entusiasta do anterior governo (PSD/CDS) que tudo fez para reduzir o Estado ao mínimo dos mínimos e que cortou na despesa do Estado como nunca se tinha visto, é que poderia fazer as acusações que proferiu, acusações que ele, não sendo louco, sabe perfeitamente que são pura aldrabice.
Fico-me por aqui, mas não sem que antes deixe um alerta: cuidado, gente, que a raiva, além de contagiosa,  é,  com frequência alarmante, mortal.  As sondagens mostram, aliás, que o PSD está num processo de definhamento que pode ser fatal.
Todo o cuidado é pouco! Insisto eu.
(imagem obtida aqui)

sábado, 1 de julho de 2017

Um eurodeputado devoto do "Photoshop"

Para começo de conversa, há que reconhecer que o eurodeputado Paulo Rangel não tinha qualquer obrigação de comentar as lamentáveis declarações de Passos Coelho, líder do seu partido, sobre a suposta existência de suicídios por ele anunciados a toda a comunicação social e por ele atribuídos á falta de apoio psicológico às populações vítimas da grande calamidade que foram os incêndios que devastaram uma boa parte dos concelhos da Região Centro, suicídios que, afinal, não existiram a não ser na cabeça de quem não recua perante nada para colher dividendos políticos.
Sobre o assunto e sem reparo de maior, "de Conrado poderia ter guardado o prudente silêncio"  admito eu, mas a partir do momento em que se serve da coluna no "Público" (onde semanalmente pode destilar todo ou parte do seu veneno), para censurar um interveniente menor, o até então desconhecido João Marques, provedor da Misericórdia de Pedrógão Grande, alegadamente, futuro candidato pelo PSD à presidência da Câmara do mesmo concelho,  já lhe não é lícito escamotear a actuação vergonhosa de Passos Coelho em todo o caso.
E não pode escamotear, insisto, porque, na circunstância, se alguém agiu errada e levianamente foi precisamente Passos Coelho. Pese embora a Rangel, o dito João Marques é, no caso, um interveniente menor, mesmo que seja verdade ter sido ele quem forneceu a Coelho as (falsas) informações sobre os (inexistentes) suicídios, verdade de que duvido por razões que deixo para melhor ocasião, ou seja, para depois de obtida mais completa informação. O interveniente maior é, inquestionavelmente, Pedro Passos Coelho, porque, mesmo que a informação fosse verdadeira, só alguém sem escrúpulos é que se teria atrevido a usar a desgraça alheia para obter ganhos políticos falando de suicídios, um tema considerado pela generalidade dos especialistas como sendo de especial melindre, a merecer ser tratado com pinças.
Passos Coelho foi, por isso mesmo, objecto de censura generalizada a ponto de vários órgãos de comunicação social terem falado, a propósito do caso e do protagonista, em "suicídio político", fatalidade que, no entanto, não chegou à consumação, porque, passado o primeiro momento de estupefacção perante tamanho disparate, acabaram por surgir os socorristas de serviço.
O político salvou-se in extremis, é certo, mas as sequelas são, por enquanto, bem visíveis. Há, pois, todo um trabalho a desenvolver, pelo menos, para as disfarçar, se não for possível fazê-las desaparecer por completo. Esse é, claramente, o objectivo de Paulo Rangel com a nota por ele dedicada ao caso, ao fazer incidir todas as luzes sobre uma figura menor que pode ser conhecida localmente, mas que nada diz à generalidade dos portugueses, aproveitando a oportunidade para, ao mesmo tempo, apagar da fotografia a imagem de Passos Coelho. 
A técnica usada por Paulo Rangel não é nova e, se não estou em erro, é usada com alguma frequência por políticos, para falsear a história, sempre que tal se revela conveniente ao editor fotográfico. O procedimento, é óbvio, não abona nada a favor da honestidade intelectual de quem assim actua.
Não pretendendo, por ora, ir mais longe, por aqui me fico.
(ilustração daqui)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Paulo Rangel: as alucinações de um eurodeputado do PSD

Na "universidade de verão" do PSD, Paulo Rangel, com o seu próprio exemplo,  deu aos formandos do seu partido uma lição ao vivo sobre o modo como um político  não pode comportar-se, sob pena de completo descrédito. 
Uma excelente e elucidativa lição. De facto, se alguém ainda alimentava dúvidas sobre a falta de seriedade do eurodeputado Paulo Rangel, por certo que se desfez delas. De vez.
(Ilustração daqui)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Frases da campanha (V)

(Um Francisco Assis extremamente polido (e ainda bem) a pronunciar-se sobre um candidato da Aliança [contra] Portugal que se tem portado da forma mais vergonhosa em toda a actual campanha eleitoral para o Parlamento Europeu. O seu companheiro de lista, Nuno Melo é que é conhecido por  "Nuno (Trauliteiro) Melo". Rangel, porém, não desmerece do qualificativo. Antes pelo contrário. Dir-se-ia até que andaram ambos na mesma escola. Se calhar, na escola de Portas. Não terá sido?)

sábado, 20 de outubro de 2012

Uma "indirecta" a Passos Coelho?

Paulo Rangel, eurodeputado do PSD,  quando falava aos jornalistas à margem do conselho nacional do PSD, que hoje decorre em Lisboa, saiu-se com uma boa: “Temos de jogar em dois tabuleiros. Estar totalmente disponíveis para cumprir e, em segundo lugar, trabalhar em paralelo para conseguir melhores condições e outros pressupostos que possam aliviar [o programa de ajuda financeira]” acrescentando que "Portas  devia falar mais sobre a Europa” .

Rangel, aparentemente, falhou o alvo, pois a recomendação deveria ser dirigida, em primeira mão, ao presidente do seu partido que, por distracção dos portugueses, desempenha também as funções de primeiro-ministro de Portugal, uma vez que se sabe que Passos Coelho, na última cimeira europeia, entrou mudo e saiu calado, e que, antes da cimeira, o mesmo Passos Coelho assumiu, em Bucareste,  que recusa a flexibilização do programa de ajuda.
Se são estas as orientações do primeiro-ministro, como é que Paulo Portas pode tomar outra posição que não seja a de se manter calado sobre a Europa?
Conhecendo Rangel, certamente, os factos apontados, o mais provável, no entanto, é que Paulo Rangel tenha querido mandar uma "indirecta" a Passos Coelho, seu adversário nas últimas eleições para a Presidência do seu partido. É que, na verdade, a "directa" não faz sentido.

terça-feira, 16 de março de 2010

Para não fugir à regra ...

Compreende-se que, face à necessidade de implementação do PEC, devido às exigências de Bruxelas e à pressão dos mercados financeiros, o Governo se tenha visto na obrigação de reduzir o investimento público inicialmente previsto, para diminuir o défice e o endividamento externo.
Sabendo-se, entretanto, que a versão do PEC apresentada em Bruxelas foi bem aceite pela Comissão Europeia e pelo Euro-grupo e bem acolhida pelos organismos internacionais, OCDE incluída, não dá para ver quais as razões que levam o candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel, a reclamar o "adiamento do novo aeroporto, da terceira travessia e, eventualmente, do TGV entre Lisboa e Madrid”.
Onde sustenta o candidato laranja as suas opções ? Nalgum estudo ?
Não. Pelo que vejo, apenas na demagogia, como é seu timbre. 

quinta-feira, 4 de março de 2010

E vão duas (derrotas)

Mais um debate entre candidatos à liderança do PSD, hoje entre Paulo Rangel e Aguiar Branco e, mais uma vez,  Rangel, o "palrador da República" (insisto que a expressão é de Moita Flores) levou para contar. O rapaz, pelos vistos, não teve tempo para se preparar. A "ruptura" que nos propõe, ou dá para rir (é o caso da proposta de atribuição do estatuto de secretários de Estado aos presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) ou é um regresso ao passado (as suas propostas sobre educação não desmerecem da política do Estado Novo).
Para criticar, tem lábia e tem jeito. Para governar, Zeus nos acuda!

quarta-feira, 3 de março de 2010

O debate e dois maus actores

 Um inquérito de opinião, em cima do acontecimento, atribui a Passos Coelho a vitória aos pontos e por KO, no debate entre ele e Paulo Rangel, um dos outros candidatos à liderança do PSD, o que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta que Rangel, como "palrador da República" (expressão cunhada por Moita Flores) estava no seu ambiente.
Vi parte do debate que não achei particularmente interessante, mas deu para reparar que Paulo Rangel, ao contrário de Passos Coelho, estava mais interessado na exibição para as câmaras, das quais raramente desviava os olhos, do que no debate. Mal ele sabe que o "estimável público" não deve apreciar por aí além quem, num debate, vira às costas ao interlocutor, privilegiando as câmaras que, ainda por cima, nos mostram  um actor que não vai além do sofrível.
Diga-se que, neste aspecto, há quem considere (hoje, no "Público") que Passos Coelho não lhe leva a melhor, indo o jornal ao ponto não só de afirmar que a aposta na imagem, por parte de Passos Coelho,  começa a soar a falso, como de qualificar as suas poses como "notoriamente de plástico". Não irei tão longe, até porque é forçoso dar ao "Público" os necessários descontos, tendo em conta as suas indisfarçáveis simpatias pelo candidato Rangel. Mas, enfim, conceda-se que estamos perante dois actores: um mais histriónico; o outro mais de plástico.
Voltando, porém a Rangel, devo dizer que a explicação para o seu exibicionismo frente às câmaras é a que lhe é mais favorável. De facto, também é possível encontrar uma outra explicação para a sua atitude. É que evitar enfrentar o seu adversário, olhos nos olhos, também pode ser considerado sinal de fraqueza ou de cobardia.
Até mais ver, fico-me pela primeira.
(reeditada)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ele não mente ... Tem é memória muito selectiva

Ele, de facto, não mente. Tem é uma fraca memória, para o que não lhe convém. Ou antes, bem selectiva, se nos recordamos que ele "aos 10 anos sabia a composição dos governos de cor" !

Em cada enxada uma arma !

Ninguém contesta, julgo eu, a importância da agricultura como actividade econónima, nem o relevo que deve ser atribuído à constituição de reservas alimentares através da produção nacional, mas ao dar-lhe uma tal relevância,  Paulo Rangel dá provas de ser um homem do passado e sem perspectivas do que são os desafios do futuro, porque a realidade é que a actividade agrícola não representa senão uma pequeníssima parcela no todo da produção nacional, sendo que, nos dias hoje, em plena globalização, a ideia de reserva estratégica alimentar está longe de ter o significado de outros tempos em que a internacionalização das economias nacionais, incluindo a portuguesa, não tinha atingido os níveis hoje existentes. Tendo isto em conta, cumpre dizer que fazia mais sentido a "campanha do trigo" do tempo de Salazar do que as ideias de P. Rangel em matéria de agricultura, nos dias de hoje.
Parece evidente, até para um leigo nestas matérias, que, embora não se deva descurar o desenvolvimento da agricultura, as maiores apostas se devem, no entanto, concentrar nos outros sectores da economia, designadamente nas novas tecnologias e nas indústrias de ponta, não só porque são mais dinâmicos e com mais elevada produtividade, mas também porque os serviços e a indústria são  os sectores em que se ocupa a grande maioria da população activa, pormenor que não é despiciendo,  quando se sabe que um dos grandes dramas do presente é o aumento do desemprego.
Com um "exército" só formado por agricultores, o "comandante" Rangel não iria longe, tendo em conta não só o reduzido número de efectivos, como os índices de produtividade e eficiência dos novos "soldados".
Estas considerações, julgo eu, estão ao alcance de qualquer pessoa de bom senso. Que, de todo, parece faltar a Paulo Rangel a quem já estou a ver à frente de um exército armado de enxadas. E de picaretas, que também se arranjam. Eu mesmo posso emprestar as minhas. Capacete é que não tenho. E o "comandante" Rangel, com uma tal estratégia, bem precisaria dele.
(Imagem daqui)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Rangel, segundo Moita Flores

"Rangel começou mal a sua disputa para liderar o PSD. Começou por trair quem lhe deu a mão para chegar onde chegou, apunhalando um homem impoluto e responsável que tem sido o esteio da sensatez nesta direcção à deriva do PSD: Aguiar Branco. Depois de insultar Portugal no Parlamento Europeu, julgávamos nós por causa de Sócrates, viemos a saber que não passou de uma manobra para colocar os holofotes sobre si e lançar uma candidatura, apoiada por faces ocultas que manobram o aparelhismo do partido."
(...)
 "Fala, fala, diz, desdiz. Afirma que viveu o 25 de Abril com intensa paixão. É falso. Tinha seis anos de idade, se é que não falseou a sua própria identidade, e aos seis anos ninguém tem paixões e talentos. A música de Rangel desafina. Desmente até ao limite que jamais abandonará o PE. Desmente qualquer hipótese de candidatura. Desmente que foi militante do CDS, como se daí viesse mal ao mundo. E dizendo-se a ruptura, é o compromisso com aquilo que de mais tenebroso mixordeia nos corredores clandestinos do poder. Continua sem revelar uma única ideia que não seja uma fome insaciável de poder, sujeito a um tacticismo que dá cartas, sem piedade. O verdadeiro Palrador da República. O PSD que o apoia continua a viver o delírio das ficções ao recordar uma vitória eleitoral a feijões. Vitória que muito se deveu ao apoio de parte dos amigos que agora traiu. Um projecto feito de raivas pessoais, ataques ao carácter, não por ideias ou ideais, mas contra pessoas.
Se esta aventura tiver sucesso, Paulo Portas deixará de ser a direita do Parlamento. Se muitos eleitores do PSD já se reviram, no último acto eleitoral, no seu programa, Portas tem o caminho aberto para chegar a segundo partido."(...)
(Na íntegra, aqui)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fugiu-lhe a boca para a verdade...

«Não está em risco a liberdade de expressão em Portugal». É uma verdade tão óbvia que dispensa confirmação, mas não deixa de ser surpreendente ouvi-la da boca de Pacheco Pereira: aqui.
Já agora que a boca lhe fugiu para a verdade, talvez não seja demasiado pedir-lhe que leve a boa nova ao seu candidato (à presidência do PSD) Paulo Rangel que, ainda há dias, se pronunciou em contrário, num sermão para as moscas, no Parlamento Europeu. Digo para as moscas, porque a sessão, em que elevou a sua voz esganiçada, estava mesmo às moscas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A capa (tal como o algodão) não engana

A capa do "Público" de hoje não engana: Rangel é o candidato do PSD patrocinado pelo jornal do Eng. Belmiro. E ainda diz ele que avançou sozinho. O rapaz sabe-a toda e lábia não lhe falta. Passos Coelho e Aguiar Branco que se cuidem.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"D. Sebastião" revisitado

Paulo Rangel anunciou hoje a sua candidatura à presidência do PSD e muito apropriadamente afirmou-se como candidato da ruptura. Para o demonstrar, o candidato Rangel vai ao ponto de romper a palavra dada de que não se candidataria. Um bom começo, pois.
Ao alegar que a sua candidatura se fica a dever ao facto de que o país “vive hoje circunstâncias excepcionais, quase dramáticas, condições muito duras e difíceis, que infelizmente vão perdurar no tempo”, Rangel apresenta-se também como um novo D. Sebastião. Falta saber se é o "desejado". Os militantes do PSD serão os primeiros a dar-lhe a resposta.
(Também aqui)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

As mordaças de Rangel

O debate sobre o Estado da Nação ficou marcado por dois factos gravíssimos: um que mereceu amplo destaque por tudo quanto é comunicação social e também por parte da blogosfera - o gesto de Manuel Pinho. Tal gesto teve na hora a sanção merecida (como aqui se sugeriu): Manuel Pinho já não é ministro da Economia.
O outro, a que atribuo não menor importância, foi o ataque lançado pelo deputado Rangel contra Henrique Granadeiro por este ter vindo a público lembrar "as tentativas de intervenção do governo PSD na Lusomundo Media que levaram à [sua] demissão" e recordar "que foi um executivo social-democrata (era Manuela Ferreira Leite ministra das Finanças) que obrigou a PT a comprar a rede telefónica fixa, que pertencia ao Estado, para realizar receitas extraordinárias que permitissem equilibrar o défice das contas públicas".
Factos são factos e as palavras de Henrique Granadeiro serviram para provar que a "política de verdade" que o PSD proclama é, de facto uma política de hipocrisia. Nesse sentido prestou um excelente serviço ao país !
Isto digo eu, que aceito também que Rangel e o seu partido não tenham apreciado particularmente as declarações de Henrique Granadeiro, pondo a claro a inconsistência do discurso sobre a verdade de Manuela Ferreira Leite (e não só).
Aceito isto, mas já não aceito que Rangel se atribua a prerrogativa de, usando a tribuna da Assembleia da República, vir atacar um cidadão português que deu a conhecer ou recordou factos de que ele próprio tem conhecimento, fazendo-o no pleno uso do seu direito de cidadania.
Já se sabia, pelas palavras de Manuela Ferreira Leite que, para o PSD, (ou, ao menos, para ela) a democracia tem dias (nos meses em que não se suspende). Com Rangel ficamos também a saber que, para o PSD, (ou, ao menos, para ele) a liberdade de expressão é relativa. Pelos vistos, na óptica rangeliana, nem todos os cidadãos deste país têm o direito de se exprimir livremente. Nem mesmo quando as afirmações produzidas correspondem à verdade, como foi o caso. (Por muito que MFL desminta, os documentos vindos a público não deixam dúvidas sobre isso. E isso é que lhes dói !)
Este episódio faz-me recordar um outro anterior em que Rangel falou em mordaças, não se percebendo a que propósito, pois mordaça o cavalheiro não usa. O ataque a Henrique Granadeiro (repito: desencadeado a partir da tribuna da Assembleia da República, tal a sua importância) lança finalmente luz sobre a questão. Rangel falava do que sabe: quem tem as mordaças, pelos vistos, é ele!
Espero, sinceramente, que nunca, mas nunca na vida, a rangeliana figura tenha a oportunidade de as usar. Nem a ousadia, porque, seguramente, teria resposta pronta por parte dos que prezam a liberdade a todo o custo. Somos muitos e chegamos para ele !

terça-feira, 9 de junho de 2009

Este nunca me enganou...

"O PSD está disponível para alterar os aspectos da lei do financiamento dos partidos contestados pelo Presidente da República até porque esteve contra eles".
Quem tal afirma é Paulo Rangel, segundo o PUBLICO.PT.
Assim sendo, cabe perguntar: então, como é? Esteve contra tais aspectos e votou favoravelmente a lei em questão ?
Depois desta e de outras afirmações de igual teor, quererá ele que o levem a sério?
A sua verborreia pode enganar muito boa gente. A mim nunca me enganou, nem engana, pois o novo "herói" da direita em geral e do PSD em particular não passa de um charlatão. Insisto: muita parra e pouca uva é o que dele se pode esperar. E, pelos vistos, uva estragada.
Post scriptum:
Esclareço que concordo com a alteração da lei, porque acho que o PR tem razão nos reparos que faz e estou de acordo com o veto presidencial. Como resulta do acima exposto, não é, pois, a disponibilidade do PSD para alterar a lei o que eu questiono. As piruetas de Paulo Rangel é que me impressionam.
(reeditada)