quarta-feira, 3 de julho de 2013

Giroflé, flé, flá!

Sobre Passos Coelho já ouvimos, da boca de dirigentes do CDS e em vários tons, que é um primeiro-ministro "impreparado" e "incompetente", ideia que, tendo em conta a carta de despedida do ex-ministro Gaspar e por ele tornada pública, parece também ser partilhada pelo "impressionante" ex-ministro das Finanças.
Mas o  que dizer de um partido como o CDS que depois Paulo Portas, o líder do partido, ter anunciado a sua demissão de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, afirmando tratar-se de uma decisão irrevogável, aceita renegociar a coligação, mandatando (imagine-se!) o mesmo líder que acaba de bater com a porta,  para se reunir com o "incompetente" Passos Coelho de forma a encontrar uma "solução viável do Governo"?
Esta gente, com Paulo Portas à cabeça, como é óbvio, anda por certo a brincar com a vida dos portugueses e a comissão executiva que tomou tal decisão só pode ser encarada como uma cambada de garotos reunidos num jardim infantil apostados em continuar com a brincadeira.
Haja quem ponha termo à brincadeira, porque a governação do país não não pode estar entregue a esta garotada. 
Haverá? Em circunstâncias como as actuais é que se nota a falta que faz um Presidente da República. Com Cavaco, pelo menos até agora, não houve.
(reeditada)

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Portas meteu a pata na poça e tramou-se. O seu espaço de manobra é agora muito reduzido e arrisca-se a perder o partido.
O menino traquinas foi achincalhado por um menino arrogante com espírito de chefe de turma rezingão.
Abraço