segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Casa roubada, trancas à porta"

Concluída a maior parte das privatizações agendadas por este governo e depois de finalizada a venda das participações nas empresas de maior dimensão e com maior impacto na economia (EDP, REN e ANA, por exemplo) só agora este governo se lembrou de levar a conselho de ministros "o diploma de salvaguarda dos interesses estratégicos nacionais", diploma, que, nos termos da Lei-Quadro das Privatizações, de Agosto de 2011, deveria ter sido aprovado no prazo de 90 dias a contar da entrada em vigor da referida Lei.`
Depois de o governo passista/portista ter posto com dono o grosso das participações, a iniciativa agora anunciada não só vem a destempo, como não passa de mais uma medida para inglês ver, pois a sua utilidade, nesta altura, é pouco mais que nula. Por isso, pode e deve invocar-se, a este propósito, com inteira propriedade, o ditado popular: "Depois de casa roubada, trancas à porta".
Os ilusionistas têm, no entanto, uma explicação para a demora: as negociações com a Comissão Europeia para evitar que o diploma violasse, eventualmente, o direito comunitário.
Eu disse "ilusionistas"? Disse bem. 

3 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estes gajos vendem ( oferecem?) tudo e depois vêm armar-se em gente honesta. Não há pachorra!

O Puma disse...


... entretanto hoje é homenageado Eanes
um cúmplice do descalabro

Majo disse...

Ilusionistas?!

Mas que palavra tão elegante, Francisco!

Entre embusteiros a vigaristas, eu encontrava uma dúzia de sinónimos do melhor léxico português, que lhes serviam como uma luva.

Com a melhor simpatia...