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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Novo Banco: um "BES bom"...

...a perder dinheiro. 
Restam hoje poucas dúvidas de que fazer pior do que o trio responsável pela resolução do caso BES, formado pelo (felizmente) ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pela (graças a zeus) ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque e pelo (lamentavelmente ainda) governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, não teria sido tarefa fácil. Para não dizer que teria sido impossível.
De dois primeiro já nos vimos livres. O terceiro, se fosse capaz de ter um lampejo de lucidez, já, há muito, que teria embalado a troixa.

(Notícia e imagem daqui)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pior, por todas as razões e mais uma

Ora façam o favor de ler e conferir:

"Têm razão os que dizem que o BES não é comparável ao BPN. É pior: na dimensão relativa dos dois bancos e, logo, nos seus efeitos. Mas também no contexto."
(Carlos Costa Pina; "O Novo Banco do Estado". Na íntegra: aqui.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Depois deste, haverá outro?

"(...)
Note-se que não há a mínima razão para pensar que Carlos Costa terá mentido intencionalmente e, se por acaso o fez com intenção, não há a mínima razão para pensar que a sua intenção não fosse boa. Mas aconteceu que as suas declarações descreveram ao longo dos últimos meses (anos?) uma realidade diversa da realidade real, muito mais optimista do que aquilo que nos parece hoje ajustado e onde não havia quaisquer razões para suspeitar de actividades ilícitas. Acontece. Mais: se houve um optimismo exagerado e aqui e ali alguma informação sonegada ao público, é provável que Carlos Costa tenha considerado que fazia o seu dever, já que a confiança é o principal capital do sistema financeiro. Pode pensar-se que Carlos Costa e todos os funcionários do Banco de Portugal que lidaram com a questão BES foram enganados pelo banco e pelos seus dirigentes (o que não diria muito bem das suas capacidades de fiscalização e regulação, já para não falar da sua competência, argúcia ou bom senso) ou que perceberam num ápice o que se passava mas não quiseram tornar pública a verdadeira dimensão do problema para não causar maiores estragos. É possível. O que seria bom que o Banco de Portugal e Carlos Costa percebessem é que esta estratégia possui custos elevados ao nível da credibilidade da instituição e das pessoas que a integram. Ou seja: se tudo tivesse acabado em bem, o Banco de Portugal teria podido manter a sua ficção até ao fim. Mas, como não acabou, a ficção acabou por se revelar uma fraude. Seja porque o Banco de Portugal não percebeu o que se passava no BES, seja porque percebeu e não quis agir de forma determinada para não "alarmar os mercados", esperando que o Espírito Santo (o da Santíssima Trindade) resolvesse as coisas, a credibilidade da instituição, do seu governador e dos seus funcionários, justa ou injustamente, saiu ferida de morte.
(...)
Perante um caso como o do BES, teríamos gostado de ver o Banco de Portugal, hoje, reconhecer responsabilidades, fazer uma investigação aprofundada do que correu mal, admitir culpas, corrigir procedimentos, garantir que nunca mais algo semelhante se poderia voltar a passar nas suas barbas. Admitir, em suma, que se vai preocupar mais com a honestidade do que com a amizade dos banqueiros. Mas não vemos nada disso e esse facto é mais preocupante que o caso BES, porque nos diz que, depois deste BES, haverá outro, e outro, e outro."

(José Vítor Malheiros; "Novo Banco, Velho Banco: mais uma viagem, mais uma corrida". Na íntegra: aqui. Sublinhados meus)

Finalmente, um sucesso estrondoso

O "estoiro" do BES, um banco cuja solidez era garantida ainda há poucos dias pelo  primeiro-ministro e pelo governador do Banco de Portugal, foi ouvido em quase todos os continentes. Um feito destes é um sucesso em qualquer parte do mundo. E um sucesso estrondoso só ao alcance de um bando de ineptos.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Simplesmente de saída

É estranha esta debandada depois do "clamoroso sucesso" da política de austeridade desta espécie de governo "liderado" por Coelho e Portas e patrocinado por Cavaco. Não haverá por aí um Camilo Lourenço, quiçá, um Gomes Ferreira que explique o fenómeno aos leigos? É que, de facto, não se percebe como é que a banca com sede no estrangeiro não quer colher os frutos de um "ajustamento" alegadamente bem sucedido.  
Na falta do parecer abalizado dos citados paladinos governamentais, teremos de nos contentar com a palavra de um leigo: seguramente que na expressão "ajustamento alegadamente bem sucedido", certo e verdadeiro é só o "alegadamente".

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Do Estado mínimo ao Estado tapa-buracos



Os actuais (des)governantes estão prontos para reduzir o papel do Estado na economia, vendendo (ao  desbarato, pelo que ouço dizer) as posições que detém na EDP, na GALP, na REN e até nas Águas de Portugal, porque defendem um Estado mínimo.
Porém, a concretizar-se a participação do Estado na recapitalização dos bancos (via que este e este, pelo menos, não excluem) mais apropriadamente se diria que, se querem um Estado mínimo, um Estado tapa-buracos também lhes dá muito jeito.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E vão 2

Depois do BES, com os lucros a subir 29,8 por cento, coube, agora, ao  BPI anunciar que os seus lucros consolidados, em 2009,  aumentaram mais de 16 por cento.
E, assim sendo, já vai em dois o número de Bancos a ter "um comportamento espectacular nesta crise", na terminologia de Ricardo Salgado, presidente do BES. Terminologia assaz própria de banqueiro, mas pouco consentânea com afirmações de responsabilidade social, que por aí vão sendo publicitadas, em nome do (imaginem) BES. Precisamente.
E mais uma nota: com aumentos desta grandeza no que respeita aos lucros no sector financeiro que, por sinal, foi o sector que, a nível internacional, esteve na origem das dificuldades que a economia mundial atravessa, nem dá para acreditar que se vive numa crise. Ou será que dá?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um recado para Ricardo Salgado

A propósito das declarações de Ricardo Salgado referenciadas no "post"  anterior, aqui fica um recado.

E que tal falar em solidariedade ?

Para Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo, "a tributação sobre bónus e rendimentos variáveis de administradores e gestores pode levar a que 'gente muito valiosa' abandone Portugal para trabalhar noutro país".
Não me incomoda, por aí além, essa eventualidade, pois tal saída até pode representar a abertura de uma oportunidade para pessoas tão ou mais valiosas que, até agora, a não tiveram.
E, além do mais, há  que dizer que a "gente muito valiosa", caso venha a abandonar o país, uma qualidade não tinha: a de ser solidário.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Comportamento espectacular" ou antes pelo contrário ?

Segundo Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo (BES) a banca teve "um comportamento espectacular nesta crise".
Olhando só para o BES e para os resultados do exercício referente ao ano findo, resultados que representam uma subida dos lucros da ordem dos 29,8 por cento, até se poderia concordar com Ricardo Salgado. Só que, para se avaliar o comportamento da banca durante a crise, temos que encarar tais lucros noutra perpectiva que é o do seu reflexo na economia em geral.
De facto, se os lucros da banca engordaram, tal só foi possível à custa do emagrecimento dos restantes sectores, pois aumentos de tal magnitude só podem ser fruto do aumento dos custos do financiamento concedido às empresas e aos particulares.
Vendo as coisas pelo lado da economia em geral, tais lucros podem ser, de facto e de per si, espectaculares. Quanto ao comportamento da banca, diria que muito pelo contrário.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Medidas a doer

Desta vez, a  proposta de Orçamento do Estado vai incluir medidas de agravamento da tributação relativa ao sector bancário, impondo taxas maiores aos bónus pagos aos gestores e uma maior limitação na utilização dos benefícios fiscais por parte dos bancos.
Aquela medida, de alguma forma, já tinha sido antecipada pelo Governo português, que se junta assim a Governos de outros países que tomaram medidas no mesmo sentido, designadamente, os Estados Unidos e o Reino Unido, cujo modelo terá servido de inspiração às autoridades portuguesas,  indo estas, no entanto, mais longe, visto que a taxa é para manter no futuro.
Quem, ao que parece, não gostou das medidas, foi a Associação Portuguesa de Bancos. Sinal de que as medidas não são de pura cosmética.
Actualização:
Extracto da Proposta de Lei OE2010:
"Tributação autónoma excepcional do sector financeiro
Ficam sujeitos a tributação autónoma em sede de IRC à taxa única de 50% os gastos ou encargos relativos a bónus e outras remunerações variáveis, pagas ou apuradas em 2010 por instituições de crédito e sociedades financeiras, a administradores ou gerentes, quando estas representem uma parcela superior a 25% da remuneração anual e possuam valor superior a € 27 500."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uma profissão de risco ?!

Depois dos administradores do BPN e do BCP, chegou a vez de João Rendeiro, ex-presidente do BPP, ser constituído como arguido.
Eis o que não era expectável ainda há uns meses: os banqueiros deixaram de ser intocáveis. Se bem que não haja ainda condenações e não se podendo mesmo antecipar o resultado dos julgamentos que possam vir a ter lugar, certo é que a constituição de vários banqueiros como arguidos é já um progresso, uma vez que se demonstra que a profissão de banqueiro deixou de ser sinónimo de imunidade. Ao invés, se considerarmos que, num universo tão limitado, são já perto de uma vintena os banqueiros constituídos como arguidos, até se poderia pensar que ser banqueiro passou a ser uma profissão de alto risco !

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais vale tarde...

A clareza nunca fez mal a ninguém e, seguramente, por esta forma, evitam-se muitos abusos.
A supervisão está a aprender com os erros do passado ? Assim parece. Ainda que seja um pouco tarde, mais vale tarde do que nunca !
E bem justificada é uma supervisão mais rigorosa, nos dias que correm, sabido que a imagem de seriedade associada à banca tem vindo a sofrer acentuado desgaste, com os maus exemplos que têm vindo a surgir, quer a nível nacional (ainda poucos), quer a nível internacional (onde já são muitos).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A banca portuguesa resiste !

Depois de o BPI ter apresentado os resultados do exercício referente ao ano anterior, dando conta de terem sido apurados lucros no montante de 150,3 milhões de euros, resultados que já aqui considerámos nada maus, atentas as circunstâncias, coube agora ao BES tornar público que obteve um lucro de 402,3 milhões de euros no exercício de 2008.
Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas (falta saber os resultados da Caixa e do BCP) mas para já e uma vez que se trate de dois dos quatro bancos portugueses com maior volume de negócios, estes resultados indiciam que a banca portuguesa está a conseguir resistir à crise financeira, o que é, manifestamente, uma boa notícia para a economia portuguesa.
Aguardemos, entretanto, a confirmação.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O abuso das comissões bancárias

Finalmente, alguém se pronuncia sobre o abuso das comissões bancárias!
Além da referida na peça para que remete o "link" há mais e, seguramente, mais escandalosas. Só para amostra, o que dizer das chamadas "comissões de manutenção de conta", cobradas sem que tenham sido previstas no contrato de abertura de conta ? Onde está a contrapartida da cobrança da comissão, suposto que esta só é legítima se corresponder à prestação de um serviço ?
O site que agora o Banco de Portugal se propõe criar, permitindo que as pessoas possam comparar as várias comissões cobradas pelas instituições bancárias é uma ajuda no sentido de acabar com os abusos. Todavia, parece-me que à supervisão bancária é de exigir mais e, designadamente, a verificação da legalidade das comissões. E tem pano para mangas, julgo eu.
(Reeditada)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Havia de ser lindo !

Havia de ser lindo, digo eu.
A ele talvez não fizesse grande diferença, que tem boas "almofadas" para aguentar a crise. Para a generalidade dos portugueses é que era o diabo.
O Eng. Belmiro de Azevedo baseia a sua crítica no facto de, segundo ele, haver "overbanking" em Portugal. Ora aqui temos uma opinião surpreendente para quem sempre ouviu dizer que, quanto maior for o número de operadores em qualquer sector económico, maior será a concorrência e que esta é benéfica não só para os consumidores mas também para a economia em geral.
Será que o Eng. Belmiro de Azevedo, ao contrário do que geralmente se julga, não é industrial e comerciante (caso em que a concorrência o beneficia) mas sim banqueiro (hipótese em que a concorrência o prejudica) ?
Vá-se lá entender uma coisa destas !
(Reeditada)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Impunidades...

Segundo Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o modelo de governação do BCP não é o adequado e eu diria que o modelo da supervisão ou, pelo menos a praxis dos supervisores, também não, pois a verdade é que, quer a CMVM, quer o Banco de Portugal, em todo o caso do BCP mais não têm feito que andar a reboque.
Diga-se, no entanto, que não é caso único e que os bancos em geral têm podido fazer o que lhes dá na real gana. Tivemos, recentemente, o caso dos arredondamentos da taxa de juros dos empréstimos que tanta celeuma originou, depois de levantada a questão pela SEFIN, se não estou em erro. E todavia, há, do meu ponto de vista, casos bem mais graves, pois os arredondamentos estavam previstos (se não erro) nos contratos celebrados. Mais grave, diria eu, é o que se passa em matéria de comissões, a começar pela comissão de manutenção da conta à ordem.
Ainda hoje me foi mostrada uma carta em que um banco da nossa praça informa o cliente de que, em determinada modalidade de conta à ordem, o Banco passa a cobrar uma taxa de 10 Euros mensal, acrescida de imposto de selo, só estando isentos os clientes que "detenham no Banco um património financeiro igual ou superior a 35.000 Euros ou crédito igual ou superior a 150.000 Euros ou a domiciliação de vencimento no montante igual ou superior a 2.000 Euros..."
Pergunta-se: Com que direito é que qualquer banco cobra esta comissão, designadamente, nos casos em que tal comissão não foi prevista no momento da celebração do contrato de abertura de conta ? Será que o cumprimento dos contratos só é exigível a uma das partes ( a mais fraca) ?
E, já agora, qual a justificação para a cobrança ? É pelo facto de os bancos fazerem o favor de guardarem o dinheiro dos clientes, dir-se-á. Mas sendo assim, a que título é que os bancos deixaram de pagar juros pelo dinheiro que os clientes depositam em contas à ordem ? Será que não se servem dele para cobrarem juros que nalguns casos são muito superiores a 10% (caso do crédito ao consumo) ?
Não quererão os supervisores dar uma explicação ao país?
Finalmente, por que razão é que a SEFIN e a DECO que tanto alarido fizeram sobre os arredondamentos, não tomam igual atitude perante as comissões cobradas pelos bancos, sem mais aquelas ? É que, pelo menos, no caso da comissão de manutenção de conta, estamos perante uma verdadeira extorsão, pois não tem qualquer justificação. Pelo menos eu não a conheço e gostava de a ouvir.
(A ilustração foi tirada daqui)