quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O "ovo de Colombo" e os números do desemprego


Dizem os estudos económicos sobre as questões do emprego e do desemprego que não há criação de novos postos de trabalho e, consequentemente, diminuição do desemprego, se a economia não crescer acima de 2%. Tratava-se, até há pouco, de tese consensual entre economistas, mas encontra-se em crise desde que o governo português actualmente em (des)funções descobriu uma fórmula para baixar os números do desemprego.
Na foto supra (tirada da edição impressa do Público de 9 /09/2015) temos um caso que explica na perfeição a mencionada fórmula. Esta é tão simples que não pode deixar de ser considerada como um autêntico "ovo de Colombo".
Tão simples como isto: adopta-se uma política de baixos salários, tão baixos que transformem a vida dos trabalhadores por conta de outrem a tal ponto insuportável que não lhes reste outra alternativa a não ser procurar condições de vida e de trabalho fora de Portugal. Com a emigração de centenas de milhares de trabalhadores, jovens e menos jovens, mais e menos qualificados. o  desemprego, não tem nada que saber, cai a pique.
O esquema montado por este governo é, como disse e repito, um autêntico "ovo de Colombo". Tem um problema: o ovo é podre e cheira mal.
De facto, se esta debandada forçada melhora, tal como o governo pretende para fins eleitoralistas, os números do desemprego e favorece a sua própria imagem, ao invés,  para o país, a  emigração em larga escala constitui um desastre de dimensões hoje dificilmente imagináveis, traduzida na perda de milhares e milhares de pessoas (cuja formação custou milhões) e dos seus saberes, aptidões e conhecimentos que tanta falta fazem ao desenvolvimento do país.
Tendo em conta esta dolorosa realidade, pode afirmar-se, sem receio de desmentido, que este governo cumpriu o proclamado objectivo de empobrecer o país, muito para lá do imaginável. A maior perda nem foi sequer a acentuada descida do PIB por via da austeridade "custe o que custar". A maior desgraça foi mesmo a perda dos muitos milhares de portugueses que foram obrigados a procurar o pão de cada dia no estrangeiro. Sem eles, Portugal, está em muito piores condições para enfrentar os desafios e problemas do futuro. E problemas por resolver é coisa que não falta, muitos criados ou agravados pela política deste governo. Recordo a mero titulo de exemplo, o aumento dos níveis e dos números da pobreza, do número dos desempregados e, last but not least, do agravamento das desigualdades.

1 comentário:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Chicamigo

... e já tá! Bravo!

Abç do Leãozão