quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"Fiscalidade negra"

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A fiscalidade verde é o último logro de uma longa série de fábulas e lengalengas que os nossos governantes insistem em derramar sobre as nossas incautas e crédulas cabeças.
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Ou seja, em primeiro lugar não é uma reforma, é meia dúzia de medidas desgarradas para ir buscar receita. Em segundo lugar, esta não é fiscalidade verde, é bem negra, incidindo sobre um bem que já é o mais taxado de todos. 
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A verdade é só uma: o Governo quis dar um bónus eleitoralista em 2015, e inventou mais taxas e taxinhas para cobrir essa menor receita em IRS. Uma reforma verde, uma verdadeira reforma verde, não devia ter "neutralidade fiscal" nestes termos, que demonstra logo à partida qual o seu prosaico objectivo. Eu assumiria melhor o custo acrescido de uma verdadeira reforma, estrutural e de longo prazo, de forma a tornar o nosso país mais sustentável, mesmo que isso me custasse mais. Mas recuso é ser tratado como tolo, por mais papas e bolos, verdes ou de qualquer cor, que nos tentem enfiar pela goela abaixo.»
(Tiago Freire. Na íntegra: aqui)

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Sou a favor da Fiscalidade Verde, mas o que este governo está a fazer é servir-se de um pretexto ecologista para nos roubar um pouco mais. E isso é, no mínimo, execrável.