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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Finalmente dispensado!
O ministro Vieira da Silva dirigindo-se a Paulo Portas durante o debate do Programa do XXI Governo Constitucional:"O povo disse que o seu contributo para o Governo de Portugal era dispensável, está dispensado".
sábado, 14 de novembro de 2015
À mercê de um pirómano e de dois incendiáros?
A hipótese acima admitida ganha foros de maior verosimilhança se repararmos que Cavaco tem dado sinais claros de que não tem pressa nenhuma em dotar o país de um governo em plenitude de funções. A sua deslocação e permanência na Madeira durante dois dias (2ª e 3ª feira da próxima semana) quando o incêndio que ele ateou com os discursos que proferiu após as eleições alastra já pela pradaria, é de molde a não deixar dúvidas sobre este ponto e sobre as suas intenções. A sua opção colide com o disposto na Constituição é verdade, mas que importância tem esse facto para alguém que, ao longo de dois mandatos, fez da Constituição papel de embrulho?
Também é verdade que a manutenção do governo em gestão contraria frontalmente tudo o que Cavaco defendido. Não repetiu ele, inúmeras vezes, a necessidade de estabilidade governativa? É tudo verdade, mas uma verdade irrelevante para um megalómano que nunca se engana e raramente tem dúvidas.
Dias difíceis nos esperam, julgo eu, pois o pirómano Cavaco não está só. Na direita pode contar com inúmeros incendiários de serviço. Em particular, Passos e Portas têm ultimamente dado abundantes provas de que não só sabem usar a mecha, como têm bom fôlego para avivar as chamas. E não me custa nada a acreditar se me disserem que estamos perante uma actuação concertada entre aquele e estes.
Cavete!
domingo, 20 de setembro de 2015
Portas passou-se de vez?
"Parece que um grupo de ultraliberais apanhou avião em Harvard e aterrou no Rato"
Quando a demagogia ultrapassa certos limites, deixa de o ser e passa a pulhice. Acho eu.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
BES: já alguém pintou a cara de vergonha?
Como se pode concluir pela leitura do extracto da crónica de João Vieira Pereira que a imagem supra reproduz, publicada no Caderno de Economia do Expresso de sábado passado, já nem os mais esforçados defensores das teses da direita, onde se inclui o citado cronista, acreditam que a decisão tomada na sequência da crise que afectou o BES tenha sido a aconselhável.
Atendendo aos argumentos que aduz, não custa concluir que, no caso, a razão lhe assiste, por inteiro. A resolução foi a pior solução, escreve, tese que não me custa acolher, tal como subscrevo a afirmação de que a recapitalização, antecedida, acrescento eu, do afastamento da administração Salgado, teria sido a solução adequada para a crise do banco.
O parágrafo final da crónica suscita-me, no entanto, alguma perplexidade. Maria Luís Albuquerque é, sem dúvida, uma das pessoas responsáveis pela opção tomada que, sabe-se já hoje sem margem para dúvidas, vai sair cara aos portugueses (e ainda não sabemos da missa a metade). Mas não é a única. Passos Coelho, como é óbvio, é, como primeiro-ministro, o principal responsável e Portas, como vice-primeiro-ministro. vem logo a seguir. E nem Cavaco está livre de responsabilidades. Não promulgou ele o diploma feito à pressa indispensável à tomada da decisão sobre a resolução?
Segundo o cronista, Maria Luís Albuquerque devia pintar a cara de vergonha. E por que razão, Passos Coelho, Portas e Cavaco não são chamados na crónica a assumirem as suas responsabilidades?
Será porque na direita, que há mais de quatro anos vem destruindo o país, já não há ninguém com vergonha na cara?
PS. Não menciono Carlos Costa, porque, sendo embora o executor, não foi mais que um pau-mandado e só esse facto já é motivo mais que suficiente para se sentir envergonhado. Já não precisa de pintar a cara.
PS. Não menciono Carlos Costa, porque, sendo embora o executor, não foi mais que um pau-mandado e só esse facto já é motivo mais que suficiente para se sentir envergonhado. Já não precisa de pintar a cara.
domingo, 6 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Quo vadis, Portas?
Paulo Portas suicidou-se politicamente no dia em que resolveu voltar com a palavra atrás em relação à sua "irrevogável" decisão de se demitir do governo de Passos Coelho. Nesse mesmo dia ficou a saber-se o que vale a sua palavra: NADA. E ele, que tem a obrigação de se conhecer a si próprio melhor que ninguém, deve ter tido consciência disso, porque todas as bandeiras por ele defendidas, com maior ou menor demagogia, ao longo dos anos (agricultores, reformados, contribuintes) foram sendo sucessivamente abandonadas por ele e pelo seu partido.
Mais relevante, porém, é que o suicídio político de Portas teve, em simultâneo, como consequência fazer desaparecer o CDS enquanto força política com alguma valia e autonomia. Na verdade, o CDS, nos dias de hoje, não é mais que um mero "apêndice do PSD".
A melhor prova da actual e, porventura, definitiva irrelevância política de Portas e do partido que ele lidera (?), o CDS, nem é a formação da coligação "Portugal à Frente" (para andar para trás, permito-me eu acrescentar), aceite incondicionalmente pelo CDS. O sinal mais evidente da perda de autonomia do CDS é participação de Portas e de alguns quadros do CDS na "festa do Pontal" organizada pelo PSD, manifestação onde Portas apareceu, não como dirigente de um partido com uma ideologia e valores próprios, mas transformado em mero soldado às ordens de Passos Coelho, encarregado de endereçar setas e farpas aos adversários. Sem grande habilidade e nula eficácia, diga-se.
(Reeditado)
(Reeditado)
domingo, 10 de maio de 2015
"A mais credível das opções de Governo"
Um "casamento" de conveniência, onde não falta "violência doméstica" é-nos apresentado por esta parelha como "a mais credível das opções de Governo".
Será que se levam mesmo a sério?
(Imagens do "Público" de hoje)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Quatro anos a penar escusadamente...
Há muito aguardada, a decisão de compra de dívida pública pelo BCE foi finalmente tomada. E saudada por várias entidades, incluindo o secretário-geral do PS.
A decisão, sabe-se, não foi tomada antes, porque contou sempre com a oposição da senhora Merkel e dos seus lacaios, entre os quais figura Passos Coelho. Este, à semelhança da sua tutora, sempre se manifestou contra a compra de dívida pública pelo BCE, por muito que ele agora, venha a dizer o contrário, num exercício de ginástica de que é exímio executante. Refiro-me, naturalmente, à cambalhota. E não tardou, pois ela aí está.
Devido a essa oposição, quatro anos a penar, em grande parte, escusadamente, já ninguém os tira aos portugueses.
Feita a conta, resta apresentá-la aos responsáveis pelo sofrimento escusado. São eles, em primeira linha, Passos Coelho e Paulo Portas. Se, em Portugal, ainda não se perdeu definitivamente o sentido de justiça, espera-se que os agradecimentos a qualquer deles venham sob a forma de voto com os pés. Eu, pelo menos, é assim que lhes vou agradecer.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Vice-primeiro-ministro ou caixeiro-viajante?
Portas termina no México "uma missão e pêras"
Incapaz de delinear uma reforma do Estado com pés e cabeça, o vice-trampolineiro Paulo Portas gasta o seu tempo polindo assentos de aeroportos por esse mundo fora. Será que ainda há algum aeroporto de província por onde este caixeiro-viajente não tenha passado?
(notícia e imagem daqui)
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Portas desfeiteado
É evidente que o facto de o empresário mexicano Carlos Slim ter faltado, sem qualquer explicação, ao encontro previamente anunciado com Paulo Portas no âmbito do jantar oferecido pelo Ministro das Relações Exteriores do México, constituiu uma desconsideração que Portas não podia ter evitado e há que lamentá-la. No entanto, Paulo Portas, se fosse um pouco mais modesto e menos dado a exibições e se não tivesse feito alarde do encontro, poderia ter evitado passar pela vergonha de se ter ficado a saber do tratamento a que foi sujeito.
Dizem que Portas é inteligente. Se for verdade, talvez o incidente lhe sirva de lição para aprender que a modéstia nunca assentou mal a ninguém.
(notícia e imagem daqui)
sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Tiro no porta-aviões
O optimismo do governo sobre o andamento da economia, baseado nas exportações, o "porta-aviões da recuperação", segundo Portas, parece não convencer o FMI que considera, e bem, no relatório da décima avaliação ao programa de ajustamento, publicado esta quarta-feira, que "o ajustamento externo tem sido conseguido, em larga parte, devido à compressão das importações de bens que não sejam combustíveis e, ultimamente, ao crescimento das exportações de combustíveis", o que torna problemática a sustentabilidade do ajustamento (e, logo, do crescimento), uma vez que é de contar que as importações venham a crescer devido à retoma do mercado interno; que a capacidade de refinação da Galp terá já atingido o limite; e que o acréscimo de visitantes verificado no sector do turismo é, com grande probabilidade, fruto de circunstâncias irrepetíveis no futuro.
Considera o Negócios que o relatório do FMI é, por isso, um "tiro no porta-aviões de Portas" e está bem visto. De facto, ainda que não atinja o porta-aviões que Portas não tem (ele é mais virado para os submarinos) não deixa de ser um tiro na prosápia que Portas possui com abundância.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Celtas? Está bem, abelha!
Aqui há tempos, Paulo Portas afirmava que “A Portugal convém seguir a Irlanda e não a Grécia. Antes celta que grego”.
Hoje ficou a saber-se que "a Irlanda vai sair do programa de resgate financeiro, que termina no próximo mês, sem recorrer a um programa cautelar".
Não havendo já sombra de dúvidas de que Portugal, no final do programa de assistência, não estará em condições de financiar nos "mercados" sem uma qualquer forma de assistência, qualquer que seja o nome que se lhe venha a dar dentre os que têm sido enunciados ( novo resgate, programa cautelar, ou seguro), é caso para perguntar a Paulo Portas como se sente. Celta não é, seguramente. Se calhar, nem grego. Pantomineiro, talvez.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Portas, o cábula
«O Diário Económico apresenta-lhe hoje as diferenças entre o guião da reforma do Estado na Irlanda e em Portugal.
Analisaram-se os dois documentos e as diferenças saltam à vista. De um lado, o sol, do outro a lua. De um lado, quase tudo, do outro muito pouco. Mas isto não devia acontecer. São dois países periféricos na Europa, com economias pequenas e que foram obrigados a recorrer à assistência financeira da ‘troika’.
Portanto, o contexto é semelhante, o resultado final é completamente diferente. O documento irlandês resultou de um debate interno entre técnicos do governo e representantes dos parceiros sociais.
Tem medidas concretas para reduzir a máquina do Estado e datas combinadas para as colocar no terreno. E, todos os anos, há um relatório que faz um balanço do que está feito e do que está atrasado.
Em Portugal, Paulo Portas apresentou um documento oco, cheio de medidas banais e de soluções com forte conotação ideológica que nunca chegarão ao terreno. Para não falar na apresentação pouco profissional. Quanto a quantificações e calendarizações, nada. Além disto, o vice-primeiro-ministro apresentou o guião como um ponto de partida, depois dos relatórios do FMI e da OCDE. Perante isto, percebe-se quem é o bom aluno e o cábula e é fácil compreender a diferença nos juros cobrados à Irlanda e a Portugal pela emissão de dívida pública.»
("A diferença entre o bom aluno e o cábula", Editorial do Diário Económico)
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Uma assinatura apócrifa
Confesso o meu pecado: não ouvi, na íntegra, o blá blá de Portas sobre o guião da reforma do Estado. No entanto, ainda deu para o ouvir dizer que o CDS não participou na negociação do Memorando, o que significa que a assinatura supostamente aposta no Memorando por parte do CDS é apócrifa.
Esta sim é uma novidade e tanto. Tudo o mais que Portas tenha dito ou possa ainda vir a dizer, é irrelevante.
E, de facto, atendo-me aos resumos feitos pela comunicação social, o guião em que Portas gastou couro e cabelo, durante meses e meses, é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Valerá a pena perder tempo a lê-lo?
Mesmo que viesse a cair na tentação, nos próximos dias tenho mais que fazer. Fico-me por ora com a assinatura apócrifa.
Tal a pobreza, benza-o(s) Zeus!
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